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31/05/2019
Autor: REVISTA COBERTURA & REVISTA SEGURO TOTAL
XVIII ENCONTRO ANUAL DO COMITÊ DO SETOR ELÉTRICO DA ABGR

 INFORMAMOS QUE AS APRESENTAÇÕES DOS PAINÉIS DO XVIII ENCONTRO DO COMITÊ ELÉTRICO DA ABGR BREVE ESTARÃO DISPONÍVEIS NO SITE DO EVENTO.

A ABGR AGRADECE A ACOLHIDA DA ANFITRIÃ DESTE ANO QUE FOI A EMPRESA CPFL ENERGIA.

APROVEITAMOS O ENSEJO PARA AGRADECER A DIRETORA DE ENERGIA DA ENTIDADE, CRISTINA WEISS TESSARI, PELO EMPENHO E DEDICAÇÃO NA COORDENAÇÃO DO COMITÊ NESTES DOS ÚLTIMOS ANOS.

DESEJAMOS AO LEONARDO CASTRO (ENERGISA) E AO LAÉRCIO CUSTÓDIO (EMAE) SUCESSO NA COORDENADORIA DO COMITÊ PARA OS PRÓXIMOS DOIS ANOS.   

Acesse a programação e conteúdo no site do evento: https://abgr.com.br/eletrico2019/www/

XVIII Encontro Anual do Comitê do Setor Elétrico da ABGR

29 maio 2019

Recentemente, no XVIII Encontro Anual do Comitê do Setor Elétrico da ABGR, foi apresentado, entre outros excelentes painéis, um sobre o Seguro OCIP Owners Controlled Insurance Program. Para tornar bem claro o que foi debatido no mencionado painel, atrevo-me a apresentar os seguintes comentários: esse programa aplica-se tão somente a novos projetos e empreendimentos e, nesse sentido, refere-se aos seguros aplicáveis à construção e instalação e montagem, isto é, com base nas coberturas Risco de Engenharia, Responsabilidade Civil e Transporte.

Depende, essencialmente, da forma como o proprietário da obra contrata os seus fornecedores. Se o contato for na base EPC – Engineering, Procurement and Construction - o mais correto é, como sempre, incluir o proprietário como segurado principal. Porém, a colocação e a manutenção do programa de seguros ficariam a critério do ‘EPCista’, em geral, o responsável maior e direto pela administração e execução do empreendimento.

Esse sistema, ultimamente, vem sendo substituído por contratações diretas e distribuídas aos diversos contratados sob administração do proprietário. Nesses casos, o sistema OCIP tem óbvia razão de ser e se coaduna com o controle direto do empreendimento pelo proprietário.

No Brasil, o programa OCIP não vem sendo adotado. Sabemos de um caso: apólice única emitida para um grande empreendimento de energia elétrica onde foram incluídas as coberturas de Risco de Engenharia com ALOP, RC Obras, RC Operações, RC Profissional e Transporte internacional e local com DSU. Essa apólice funcionou extraordinariamente bem por mais de seis anos com um grande segurador local com pequena participação e o IRB, então, ainda detendo o monopólio de resseguro, como ressegurador.

Realmente, não vemos problema à aceitação do sistema OCIP. Mas é óbvio que tal sistema exige seguradoras preparadas para aceitar grandes riscos e ter prestígio técnico junto à SUSEP e aproveitando a onda liberal que, parece, deve ser implantada na Superintendência. O aspecto essencial à implantação de um sistema OCIP, no entanto, é a adoção de uma operação técnica de gerência de risco, de consultoria e prestação de serviços de uma corretora / consultora de seguros com capacidade de montar, em conjunto com seguradoras e resseguradoras, as condições e cláusulas de uma apólice adequada ao empreendimento a ser segurado. Depois, aprová-la junto à SUSEP; negociar as colocações do seguro e, sobretudo, do resseguro necessário em termos compatíveis com o seguro, em especial com relação às condições, obrigações e condicionantes ao segurador que possam influenciar negativamente no seguro.

Estas considerações nos levam aos seguintes comentários sobre gerenciamento de riscos e a prestação ideal dos serviços de manutenção dos programas de seguro e a importante figura do corretor / consultor de seguros profissional e independente, essenciais à aprovação e colocação de eventuais seguros OCIP.

Gerência de Risco

Inúmeros aspectos e questões afetam os riscos inerentes às empresas de energia elétrica. Em sua grande maioria são empresas estatais ou de economia mista obrigadas a se ater à legislação, aos regulamentos e a conceitos de comportamento que supõe que aquisição adequada de obter serviços e produtos é o menor preço através de uma concorrência pública.

Ocorre que a tratativa de riscos, em geral, é uma operação complexa – principalmente em atividades com tendência a riscos altos, alguns até mesmo catastróficos, de probabilidade aparentemente remota, porém, com grave impacto econômico-financeiro. A tratativa a ser dada a todo e qualquer risco exige a adoção de operação ativa de gerência de risco. A meu ver, nenhuma empresa pode prescindir desse procedimento, lembrando que é uma atividade permanente.

A gerência de risco, como toda atividade profissional, vem se modernizando. Em países desenvolvidos, especialmente nos Estados Unidos, Canadá e alguns países europeus como Alemanha, Suíça, França e Espanha, a gerência de risco evoluiu ao ponto de ser uma tratativa constante de amplo projeto financeiro alicerçado no que se chama de ERM – Enterprise Risk Management.

No Brasil, com raras e honrosas exceção, com pouca frequência é adotada a Gerência de Riscos Puros, processo que antecede de alguns anos o ERM.

O interessante a verificar e concluir é que na recente evolução extraordinária do gerenciamento de riscos, o processo básico e primeiro pouco foi modificado, qual seja:

·     Conhecimento da empresa: processo inicial da gerência de risco é o estudo e análise profunda da empresa que será objeto dessa atividade. Esse é um processo interativo da empresa e, certamente, do seu corretor de seguros ou consultor de risco e seguro. Normalmente, quem conhece e entende da sua atividade é o próprio empresário que, no entanto, não se dá conta da existência ou não de riscos específicos. Os processos seguintes dependem do conhecimento profundo das operações e atividades da empresa.

·     Identificação de riscos: este processo está diretamente vinculado à análise das operações e atividades empresariais, conforme já mencionado, procurando equilibrar os excessos de otimismo ou pessimismo dos gerentes de seguros sobre a percepção e reconhecimento dos riscos.

·     A avaliação dos riscos: este processo irá avaliar a magnitude de cada risco determinando o provável, o possível e o esperado e o impacto econômico financeiro que poderá ocorrer. Na gerência de risco moderno, um novo elemento de suma importância é a ‘incerteza’ da ocorrência do evento. Pode ser o risco extremamente remoto, porém, a incerteza de sua ocorrência se mantém, o que determina a necessidade de ser tratado. Esse processo, da mesma forma, exige uma interação conjunta – empresa e corretor de seguros / consultor – na definição clara e transparente de uma matriz básica de risco.

·     A tratativa dos riscos: este processo determinará as medidas que deverão ser adotadas a cada risco avaliado.

Para todas as empresas de energia elétrica, assim como qualquer outro tipo de empresa do mesmo porte, a adoção da Gerência de Risco, ao menos as de Riscos Puros, isto é, a riscos passíveis de serem transferidos – seja ao seguro, seja a outros meios – deveria ser necessariamente implantada.

A partir deste momento entramos nas operações próprias de um corretor / consultor técnico e profissional de seguros.

·     Assessoria ao segurado com relação aos riscos que possam ser assumidos, determinando as medidas de controle de risco que possam anular ou minimizar o impacto de seus riscos caso ocorram.

·     Assessorar o segurado na determinação do seu real grau de sustentabilidade a risco, isto é, até onde vai a tranquilidade econômica financeira da empresa para assumir ela própria os seus riscos identificados.

·     Controle de risco: assessorar o segurado nas medidas de controle de risco a serem adotadas para a minimização de qualquer possível acidente identificado e, assim, avaliar a condição de assumi-los ou transferi-los com franquias adequadas.

·     Transferência de risco: o que não puder ser assumido, informar sobre as formas de transferência de risco que podem ser adotadas: ou ao seguro ou outras maneiras de transferência como, por exemplo, cláusulas específicas, contratos com terceiros, processos de ‘hedging’ e outras estruturas financeiras.

A forma mais comum, e a meu ver a mais adequada, é a transferência de riscos seguráveis ao programa de seguros. Essa forma, por sua vez, exige algo de muito importante, quais sejam: a preparação e construção do programa de riscos a serem transferidos; a preparação e adequação do clausulado de cada seguro a ser colocado; o conhecimento total das condições de seguros a serem adotadas; e todo o processo de negociação da colocação desse seguro junto às seguradoras e resseguradoras. Essencial seria manter ativo o programa de seguros e informar como fazê-lo.

É fundamental saber que o risco é algo extremamente dinâmico e o seguro e suas apólices são totalmente estáticos pois, normalmente, representam a situação de risco verificada no momento de sua emissão. O acompanhamento da evolução dos riscos segurados através das atividades da empresa é essencial para adequação do programa de seguros, inclusive, verificar o cumprimento das obrigações do segurado conforme exigências das condições de seguros.

Finalmente, a assessoria e consultoria são fundamentais para o programa de seguros: a participação ativa na regulação de sinistros que venham a ocorrer, desde as medidas a adotar no momento seguinte ao sinistro à preparação das informações às seguradoras e resseguradoras. Acompanhamento permanente da regulação junto ao segurado, seguradoras e resseguradoras até o pagamento final da indenização devida.

Paulo Leão de Moura Jr.

São Paulo, 14 de maio de 2019


Falta apetite das seguradoras para o OCIP decolar, discute evento da ABGR

Cobertura Publicado em 31 maio 2019, 09h45

Por Karin Fuchs

Entre os dias 29 e 31 de maio, acontece em Campinas (SP) o XVIII Encontro Comitê do Setor Elétrico da ABGR (Associação Brasileira de Gerência de Riscos). No painel “Seguro Projetos de Infraestrutura, Seguro OCIP”, Paulo Leão de Moura Jr., chairman da THB Corretora de Resseguros, disse que o OCIP seria o seguro ideal para grandes empreendimentos no setor de energia, porém, as seguradoras com apetite para riscos são poucas no país.

“Raramente o OCIP foi usado no Brasil, por coincidência, eu participei de um caso no setor de energia, das estações conversoras da hidrelétrica de Itaipu. O OCIP tem a vantagem de incorporar as coberturas essenciais para um grande empreendimento – coberturas de riscos de engenharia, responsabilidades (RC), equipamentos e transporte –, excluindo coberturas para operações do empreendimento. É uma cobertura all risk, é um conceito diferenciado”.

Por demandar uma operação complexa, Moura explica que a oferta do OCIP deve ser feita por seguradoras altamente especializadas. “Tem que ser uma seguradora de peso, que saiba operar em todos os ramos que ele abrange, que entenda a aceitação do risco que ela irá assumir e que tenha toda a estrutura de atendimento do OCIP”.

Segundo ele, o controle deste seguro exige uma atividade de absoluta permanência de gerenciamento e acompanhamento ativo do risco, para não ter problemas de regulação de sinistro. E o OCIP não decolou pela falta de apetite das seguradoras. “As seguradoras com apetite para riscos são poucas. O mercado não está preparado para um seguro OCIP. É um produto que requer sofisticação e muita especialização”.

Seguro garantia

No mesmo painel, Solange Cristina Fernandes, superintendente de Subscrição de Riscos da Junto Seguros, falou sobre a importância do seguro garantia no setor de infraestrutura, especificamente no setor de energia. “No momento do leilão, a simples garantia de participação já é o primeiro contato, a necessidade deste seguro. E tem que ter um cuidado muito grande, como por exemplo, com novas informações da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Na parte de análise de risco, ela comentou que o que facilita é que as informações são públicas. E que mudanças vieram com a entrada de novos players no mercado. “As estruturas de contrato mudaram um pouco, percebemos que as novas empresas, sejam estrangeiras ou de capital aberto, trazem uma cultura diferente de contrato”.

E na de avaliação financeira, um novo momento com a entrada dos fundos de investimentos. “De alguma forma, nós estamos tendo desafios com a entrada dos fundos. Eles trazem um desafio para as seguradoras verem o crédito desta estrutura. É um momento de transição e este novo mercado que surge demandará uma nova forma de análise deste negócio”.

Marsh patrocina Encontro do Comitê do Setor Elétrico da ABGR

Evento reúne empresas para discutir temas pertinentes a essa indústria

31/05/2019 - Revista Seguro Total

A Marsh é patrocinadora do XVIII Encontro Anual do Setor Elétrico da ABGR (Associação Brasileira de Gerência de Riscos) que acontece nos dias 29, 30 e 31 de maio em Campinas, interior de São Paulo. O evento reúne os principais representantes de empresas da categoria e discute, entre outros temas, os desafios na gestão de riscos relativos ao setor e aplicabilidade de alguns tipos específicos de seguros como os que protegem o patrimônio pessoal de administradores e diretores das companhias (D&O).

Os profissionais da Marsh estarão presentes no evento para contribuir com os debates e compartilhar experiências. A Superintendente de Finpro da Marsh Brasil, Juliana Casiradzi, participará como panelista da temática D&O & POSI no dia 30 de maio, às 16h30. A especialista explicará alguns fatores como os critérios para comunicação das expectativas de sinistro deste tipo de seguro, clausulado e limites, e a abertura de capital de IPO.

No dia 31 de maio, às 9h, a Líder de Cyber da empresa, Marta Schuh, falará sobre a aplicabilidade dos seguros cibernéticos no setor, mensuração de VR, cenários de vulnerabilidades e risco brasileiro.

“A Marsh tem sido presença constante nos eventos do setor que são sempre uma oportunidade para discutirmos assuntos essenciais para a evolução da indústria elétrica. Para o nosso negócio é importante entender como as empresas estão avaliando os riscos, que requerem serviços cada vez mais precisos e personalizados”, afirma Paulo Mantovani, Diretor de Power & Utilities da Marsh Brasil.

Mais informações no link abaixo: http://abgr.com.br/eletrico2019/www/#