O que esperar de 2021?

19, Nov. 2020

O que esperar de 2021?

Fonte: Sonho Seguro

A série O que esperar de 2021, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Fernando Serrabona, CEO da MAPFRE Brasil, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020?

O ano tem sido muito desafiador em função da pandemia. Entretanto, desde que o isolamento social foi estabelecido, adotamos uma série de condutas a fim de diminuir os impactos econômicos e sociais da pandemia para nossos públicos, entre eles nossos distribuidores e corretores. Em relação às ações comerciais, passamos a aplicar condições especiais de renovação e pagamento em apólices de automóvel, residencial, rural, comércio, serviços e condomínios. Isso inclui modalidades diferenciadas de parcelamento.

Realizamos adaptações em alguns produtos, como o pagamento integral da indenização em caso de morte por infecção pela Covid-19 nos seguros de Vida, Viagem, Habitacional e Prestamista; a oferta de Telemedicina nos seguros Vida Você Multiflex, Vida Você Mulher e Vida Você Special; a ampliação das atividades profissionais cobertas pelo seguro residencial a fim de beneficiar os microempreendedores individuais que levaram seus negócios para casa; a ampliação do desconto na franquia no seguro Auto.

Também reforçamos as soluções digitais para a realização da vistoria (como envio de fotos no aviso de sinistro realizado por aplicativo para smartphone ou pela internet) e para perícia (uso de WhatsApp para envio de vídeo e/ou fotos).

Quanto aos resultados da companhia, no primeiro semestre o volume de prêmios no Brasil ficou em R$ 8,93 bilhões, 0,2% maior que no mesmo semestre de 2019. Durante o período, a MAPFRE registrou R$ 4,2 bilhões em Seguros Gerais, R$ 3,38 bilhões em Vida e R$ 1,34 bilhão em Automóveis. 

Quais áreas mais afetadas?

As áreas mais afetadas foram aquelas que têm relação mais direta com o varejo, como o segmento de automóveis. Entretanto, observamos que algumas áreas se mostraram mais resilientes, entre elas, Agronegócios, Empresarial, Grandes Riscos e Residencial, sendo que nesta última registramos crescimento de 29% entre julho 2019 e julho de 2020.

Acreditamos que nesse segundo semestre, que é tradicionalmente mais aquecido no mercado segurador, temos espaço para crescer no Educacional, Vida e Previdência, além do Agro, que deve continuar a dar bons resultados.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

A pandemia ampliou o foco das empresas em Tecnologia e Inovação. Isso nos levou a acelerar alguns projetos. Nesse período, implantamos o recurso de Telemedicina no produto de Seguro de Vida e ampliamos o uso de vistoria e perícia digital. Revisitamos nossos projetos estratégicos e focamos naqueles que potencializam o negócio e o serviço para os clientes.

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

As companhias precisam ter o entendimento das demandas provenientes dos novos clientes ou novos consumidores pós-pandemia. A partir dessa compreensão, torna-se ainda mais importante difundir no país, de forma educativa, a cultura do seguro, aumentando a consciência da importância da proteção do seguro.

Infelizmente, no Brasil, muitas pessoas tiveram suas rendas impactadas pela crise do novo coronavírus, seja devido à queda no movimento em seus empreendimentos ou ao desemprego. Porém, numa fase de crise sanitária global, a população passa a ter um novo olhar sobre os seguros, principalmente os de vida. Essas apólices são essenciais independentemente da situação, pois proporcionam a manutenção do patrimônio e o planejamento sucessório em uma série de adversidades, inclusive com benefícios e possibilidade de resgate em vida para os seguros de acumulação, como o Bien Vivir, da MAPFRE.

O seguro é um instrumento eficaz na manutenção do padrão de vida das famílias, na continuidade da educação de crianças e jovens, na proteção de bens e melhoria das condições financeiras. Diante de toda essa conjuntura, nossa expectativa é que o consumidor adote um perfil mais preventivo e direcionado à proteção de sua família e da sociedade, abrindo portas para que ampliemos a cultura do seguro.

Estamos sempre atentos às necessidades dos clientes e abertos para o desenvolvimento de soluções. Acreditamos que juntos podemos desenvolver novos produtos, formas de pagamento, sistemas de comercialização e maneiras inovadoras de prestar o melhor serviço ao consumidor.

Seguro rural: SNA cria centro de pesquisa para ampliar adoção pelo produtor rural

Fonte: O Estado de S. Paulo

A Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), com sede no Rio de Janeiro, criou o Centro de Risco e Seguro Rural (CRSR). O objetivo é gerar, por meio de pesquisas, conhecimento específico sobre o setor, e promover a formação de corretores, peritos rurais e agentes de risco, informa a entidade, em comunicado.

O economista e diretor técnico da SNA, Cláudio Contador, disse na nota que 'existe uma lacuna em pesquisas sobre risco e seguro rural, no funcionamento e deficiências das instituições, melhoria do marco regulatório, etc. Esta lacuna pode ser atendida pelo CRSR'.

'Apesar dos grandes avanços liderados pela ministra Tereza Cristina, a tarefa de ampliar o seguro rural deve ser assumida também e principalmente pelo setor privado', disse o especialista, que coordenou uma reunião virtual a respeito do assunto, organizada pela SNA.

O presidente da instituição, Antonio Alvarenga, afirmou que o CRSR deverá realizar, a princípio, um levantamento para identificar os gargalos do seguro rural e propor medidas para solucioná-los, a partir de um trabalho com o Ministério da Agricultura, seguradoras e outros representantes do setor.

Alvarenga disse que a área de cobertura do seguro rural no Brasil ainda é muito pequena e considerou o alto valor do prêmio um grande obstáculo que desestimula o produtor.

Susep notifica Seguradora Líder para devolver R$ 2,257 bilhões

Fonte: Sonho Seguro

Valor corresponde a 2.119 despesas irregulares executadas desde 2008, utilizando recursos públicos do Seguro DPVAT

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) notificou a Seguradora Líder, do Consórcio do Seguro DPVAT S/A, para, no prazo de 30 (trinta) dias, recolher ao caixa dos recursos do Seguro DPVAT a quantia de R$ 2,2 bilhões, já devidamente atualizados, referente a 2.119 despesas consideradas irregulares pela fiscalização da Susep, que foram executadas com recursos públicos do seguro DPVAT entre os anos de 2008 e 2020. 

Os valores foram apurados por uma fiscalização específica determinada pela Superintendência em dezembro do ano passado, e se baseou na análise de informações constantes em relatórios de investigação forense, de auditoria e de fiscalizações realizadas pela Susep na gestora dos recursos do Seguro DPVAT entre 2008 e 2019.

A fiscalização da Susep confirmou a ocorrência de transações com recursos do seguro DPVAT sem evidência de que a prestação de serviço tenha sido realizada, sem cotação de preço, sem documentação fiscal ou comprovantes de pagamentos. Foram apuradas despesas não relacionadas com a operação do seguro DPVAT, como doações e patrocínios, pagamento de multas (judiciais ou administrativas), festas de fim de ano, viagens, hospedagens e consultoria sobre oportunidades de negócios no mercado, entre outras situações.

Foram identificadas, ainda, operações com organizações vinculadas a membros da direção da Líder quando exerciam a função e com familiares de executivos, bem como pagamentos com sobrepreço, ausência de fiscalização da realização dos serviços contratados e ainda situações com duplicidade de pagamentos para o mesmo serviço. Pagamentos maiores que o devido e contratações sem a aprovação do Conselho de Administração da Líder são outros exemplos de despesas que deverão ser ressarcidas por estarem em desacordo com as normas existentes. 

Em dezembro de 2019, confirmada a natureza pública dos recursos do seguro DPVAT, o Conselho Diretor da Susep aprovou a possibilidade de solicitar o ressarcimento das despesas administrativas em desacordo com as regras estabelecidas desde o início das operações da Seguradora Líder, em 2008. 

As medidas adotadas atendem as principais recomendações do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União, alinhando-se, ainda, às medidas judiciais já adotadas pelo Ministério Público Federal. A Seguradora Líder poderá apresentar defesa quanto aos ressarcimentos determinados.

Nota de esclarecimento

Em relação ao ofício encaminhado pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) em 16 de novembro, a  Seguradora Líder, administradora do Consórcio DPVAT e responsável pela gestão deste seguro, informa que: está comprometida com todos os esclarecimentos que se façam necessários sobre a gestão dos recursos do Seguro DPVAT. Não tolera, em hipótese alguma, quaisquer práticas irregulares ou ilícitas e sua atual diretoria implementou diversas boas práticas de governança e integridade corporativa para estar sempre aderente às premissas legais e regulatórias do setor, inclusive na relação com seus fornecedores e prestadores de serviços, que devem ser contratados com base em critérios técnicos, imparciais e transparentes.

A maioria das transações financeiras citadas no ofício refere-se ao entendimento de que os recursos do DPVAT são públicos, contrariando decisão do Tribunal de Contas da União e do poder Judiciário e objeto de contestação da Seguradora Líder em ações judiciais.

A defesa da Companhia será protocolada no prazo de 30 dias, conforme previsto no ofício enviado pela SUSEP.

Após 'incidente de segurança', seguradora avisa clientes sobre vazamentos de dados

Após incidente de segurança, seguradora avisa clientes sobre vazamentos de dados

Fonte: CQCS

A seguradora Prudential do Brasil publicou um comunicado a respeito de um incidente de segurança que permitiu a uma pessoa não autorizada copiar informações relativas a propostas da contratação do serviço, levando ao vazamento de dados pessoais de clientes.

O comunicado diz que podem ter sido obtidos dados pessoais como nome, CPF, endereço, informações de saúde, bens, beneficiários e, em casos limitados, os números de conta corrente e agência. Nenhum dado de cartão de crédito foi acessado, segundo a Prudential.

Não foi informado quantas pessoas teriam sido impactadas pelo vazamento, mas a empresa disse acreditar que o canal Life Planner foi o único atingido.

A seguradora disse que já restabeleceu a segurança de seu sistema de propostas e está realizando uma investigação em conjunto com a equipe global de segurança de informação da Prudential e em estreita colaboração com as autoridades competentes.

A empresa não revelou como os dados teriam sido obtidos, justificando que não quer prejudicar a investigação.

Seguradora ofereceu monitoramento

As pessoas expostas pelo vazamento terão direito a uma assinatura de 24 meses do Serasa Premium, um serviço que monitora movimentações no número do Cadastro de Pessoa Física (CPF).

O oferecimento de serviços de monitoramento de identidade tem se tornado habitual em outros países que já adotaram leis de proteção de dados pessoais, mas esta é a primeira vez que o serviço é oferecido gratuitamente a brasileiros expostos em algum vazamento.

Vítimas de vazamento da Equifax terão que justificar pedido de indenização em dinheiro

O serviço pode ajudar as vítimas a identificar alguns casos isolados de abuso de dados, mas não tem efeito sobre outros. Por exemplo, os criminosos podem utilizar os dados roubados para lançar ataques com e-mails ou até telefonemas altamente personalizados, com todas as informações pessoais da vítima.

Por essa razão, quem teve seus dados vazados deve se manter em alerta e desconfiar de pessoas que demonstrem estar em posse das informações pessoais. Também é importante ter cuidado com cobranças, já que é possível falsificar boletos com os dados do titular.

Ataques a seguradoras

Em um fórum de criminosos conhecido por anúncios de vendas de dados, um participante anunciou em outubro um pacote de dados de uma seguradora brasileira com 9 milhões de registros.

Questionada pelo blog, a Prudential negou a possibilidade de que essa oferta tenha relação com o incidente.

Segundo a empresa, a descrição dada pelo criminoso não guarda qualquer relação com o incidente de dados comunicado pela Prudential, na medida em que indica o impacto de 9 milhões de registros, ao passo que a base de dados de propostas da Prudential é substancialmente menor.

Existem muitos casos em que criminosos exageram o tamanho do pacote de dados à venda ou vendem pacotes falsos, sem os dados prometidos. Além disso, a oferta em questão não está mais no ar, o que torna ainda mais duvidosa a sua veracidade.

Porém, se a oferta for verdadeira e os dados não forem da Prudential, isso significaria que mais uma seguradora no Brasil teria sido atacada.

Plano de saúde indenizará por negar internação de paciente com suspeita de covid-19

Operadora não atendeu à solicitação médica.

A 1ª câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou um plano de saúde a indenizar por danos morais paciente cuja internação por suspeita de covid-19 foi negada. Em votação unânime, a reparação foi fixada em R$ 10 mil e a operadora deve arcar com os custos da internação em rede particular.

De acordo com os autos, após apresentar sintomas do novo coronavírus, o paciente solicitou ao convênio médico autorização e cobertura para a internação hospitalar em caráter de urgência, conforme prescrição médica, mas o pedido foi negado. A empresa alega que a internação solicitada era impertinente em um primeiro momento, pois o autor não apresentava os principais sintomas da doença.

Para a desembargadora Christine Santini, relatora, existindo expressa recomendação médica para a internação hospitalar, não compete à operadora analisar o quadro clínico do autor.

É pacífico o entendimento de que compete ao médico, e não à operadora, prescrever o melhor tratamento ao paciente, competindo à operadora, tão-somente, estabelecer quais as doenças com cobertura contratual, e não ditar, segundo o seu julgamento, quais os beneficiários se enquadram no seu critério de gravidade e apto a internação hospitalar e quais seriam suficiente a mera permanência em isolamento no domicílio, pontuou a relatora.

Diferente do que defende a ré, não se exige a confirmação de ser caso de covid-19 para autorizar a internação médica, tendo em vista que, na hipótese, o médico explanou os motivos do tratamento e, ainda, analisando a situação no atual contexto da pandemia, com ausência de testes suficientes e demora excessiva nos resultados, e as características da doença, de modo que a espera do resultado do teste acarreta grave risco de vida ao beneficiário.

Participaram do julgamento os desembargadores Claudio Godoy e Augusto Rezende.

Processo: 1019107-12.2020.8.26.0002 / Informações: TJ/SP.

Fonte: Migalhas

Amapá: a culpa é da instabilidade

Treze cidades do estado ficaram no escuro novamente.

Fonte: Monitor Mercantil

A instabilidade no sistema elétrico do Amapá fez com que o fornecimento energético se desligasse, interrompendo o abastecimento para 13 das 16 cidades amapaenses por três vezes na noite desta terça-feira. A informação sobre o novo blecaute que atingiu a capital, Macapá, na terça-feira à noite, foi dada pelo Ministério de Minas e Energia, na manhã desta quarta-feira.

Segundo a pasta, o serviço foi interrompido às 20h27, após o repentino desligamento automático do transformador da subestação de Macapá e da Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes, localizada na cidade de Ferreira Gomes (AP). A subestação é operada pela empresa privada Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), pertencente ao grupo Gemini Energy. Já a usina é explorada pela Centrais Elétricas do Norte (Eletronorte), uma subsidiária da estatal Eletrobras.

Outros dois desligamentos ocorreram às 21h03 e às 21h20, enquanto técnicos tentavam solucionar o problema. Ainda de acordo com o ministério, em função da instabilidade do sistema, demorou quase uma hora para que o serviço começasse a ser gradualmente restabelecido até atingir o mesmo patamar em que vinha operando antes do novo incidente, ou seja, com 80% da capacidade integral.

Segundo a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), que é responsável por distribuir a energia elétrica para todo o estado e é controlada pelo governo estadual, o novo problema só foi contornado por volta da 1h da manhã desta quarta-feira, mas devido ao sistema de rodízio implementado em razão do desabastecimento que desde a noite do último dia 3 afeta o Amapá, em alguns bairros só houve luz a partir das 4h.

As causas do problema desta terça-feira ainda estão sendo apuradas. Em nota divulgada na terça-feira à noite, a LMTE informou que o novo apagão não teve origem na linha de transmissão e que não houve nenhum problema no transformador instalado na subestação de Macapá. Já a Eletronorte informou que o desligamento da Usina Coaracy Nunes ocorreu em decorrência de um evento externo, provavelmente no sistema de distribuição de energia elétrica.

A CEA não comentou a alegação da Eletronorte quanto ao problema ter origem na distribuição. Em nota, a companhia reforçou que as causas do blecaute desta terça-feira estão sendo apuradas.

Incêndio

Desde a noite do dia 3, a população do Amapá enfrenta as consequências da falta de energia elétrica. O problema foi causado por um incêndio em um transformador da subestação da capital, Macapá, que acabou por ocasionar o desligamento automático nas linhas de transmissão Laranjal/Macapá e das usinas hidrelétricas de Coaracy Nunes e Ferreira Gomes, que abastecem a região.

O transformador que pegou fogo pertence à LMTE, do grupo Gemini Energy, que assumiu as operações da antiga Isolux, empresa espanhola que havia ganho a concessão deste e de várias outras obras e serviços públicos no país, mas que hoje está em processo de recuperação judicial.

O transformador incendiado foi destruído. E como outros dois equipamentos também foram danificados, não houve possibilidade de reaproveitamento das peças para religamento da subestação. Desde então, o Ministério de Minas e Energia montou uma força-tarefa para enfrentar a crise; a estatal Eletronorte assumiu o fornecimento emergencial de energia e até as Forças Armadas tiveram que ser mobilizadas para transportar equipamentos e suprimentos para o estado a fim de atender à população.

No último dia 11, a Polícia Civil do Amapá divulgou o resultado de um laudo preliminar que aponta que, ao contrário do que a LMTE informou inicialmente, o incêndio no transformador da subestação de Macapá não foi causado por um raio, mas sim pelo superaquecimento em uma peça do equipamento. No mesmo dia, policiais civis cumpriram mandados de busca nas instalações da empresa, onde apreenderam documentos e realizaram novas perícias.

Na última sexta-feira, a 2ª Vara Federal Cível do Amapá estendeu o prazo para que a LMTE restabeleça integralmente o fornecimento energético para todo o estado, sob pena de multa de R$ 50 milhões.

Em nota divulgada nessa terça-feira, a empresa informou que um novo transformador deve chegar a Macapá nos próximos dias, e tão logo seja instalado e comece a funcionar, permitirá que o serviço seja normalizado em pouco tempo.

As virtudes do Pré-Sal / Produção de petróleo renderá 204 bi à União

Os 17 contratos de partilha da produção de petróleo em campos no pré-sal já em desenvolvimento poderão gerar US$ 204,4 bilhões para os cofres da União nos próximos dez anos. Os dados foram apresentados na manhã desta terça-feira pelo presidente da Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), Eduardo Gerk, no 3º Fórum Técnico Pré-Sal Petróleo, que neste ano acontece virtualmente.

Desse total, a arrecadação com a venda da produção é estimada em US$ 75,3 bilhões. Outros US$ 72,4 bilhões virão em royalties e mais US$ 56,7 bilhões em tributos.

Dos 17 contratos, três já estão com uma produção de 45 mil barris diários (Mero, Sudoeste de Tartaruga Verde e Emtorno de Sapinhoá).

Por conta dessas projeções de recursos significativos que a União receberá na próxima década, o ministro da Economia Paulo Guedes, tem falado de sua meta de privatizar a PPSA. A estatal, contudo, não possui ativos e é gestora dos contratos de partilha, presidindo os comitês operacionais de todos os contratos.

Por isso, de acordo com especialistas do setor, o que o governo federal deve estar planejando é a venda futura da parcela da produção de petróleo que caberá à União.

Segundo estudo apresentado por Eduardo Gerk, nos próximos dez anos, a parcela da produção de petróleo que caberá à União é estimada em 1 bilhão de barris de óleo, considerando os 17 contratos de partilha que são geridos pela PPSA.

Os dados foram apurados pela área de planejamento Estratégico da PPSA e tomou como premissas os planos de desenvolvimento dos consórcios, análises técnicas da equipe e o cenário de referência de preços de petróleo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Segundo a apresentação, a produção média diária dos 17 contratos será crescente nos próximos anos, principalmente a partir de 2025.

Em 2030, a estimativa é que esses campos atinjam uma produção da ordem de 3,6 milhões de barris por dia, quando se estima que a produção do país será da ordem de 5,26 milhões de barris por dia.

Ou seja, a produção desses campos representarão cerca de 2/3 da produção total.

Para atingir esse volume elevado de produção nesses campos, de acordo com Eduardo Gerk, serão necessários investimentos de US$ 122,7 bilhões entre 2021 e 2030, com pico de gastos em 2028, quando deverão entrar em produção seis navios-plataformas (FPSOs).

O estudo da PPSA estima que, no período, serão contratados 24 FPSOs e perfurados 387 poços. Todos esses cálculos não consideram novos leilões, nem contratação dos excedentes de Atapu e Sépia, na cessão onerosa, que serão ofertados em 2021.

Fonte: O Globo

O mundo logo terá vacinas contra Covid-19. Mas as pessoas irão tomá-las?

Pesquisa do instituto Ipsos-MORI feita em 15 países mostrou que 73% dos adultos dizem estar propensos a se vacinarem contra a Covid-19

Após meses de pandemia, potenciais luzes no final do túnel começaram a aparecer. A CoronaVac produziu 87% de resposta imune na fase 3 e chegou nesta quinta (19) a São Paulo. A vacina da Pfizer/BioNTech registrou eficácia de 95% na prevenção da Covid-19 em sua terceira fase. Resultados preliminares (ainda não publicados em periódicos) da vacina da Moderna mostraram 94,5% de eficiência na fase 3. Por fim, ainda na fase 2 de testes, a vacina Oxford/AstraZeneca induziu resposta imune em todas as faixas etárias.

O mercado financeiro encara com otimismo os resultados com esses testes clínicos. Mas ainda é preciso enfrentar diversos obstáculos: mais testagem, aprovação de entidades reguladoras, produção e distribuição em massa e, por fim, convencer a população de cada país a se vacinar.

Uma pesquisa do instituto Ipsos-MORI com mais de 18 mil adultos em 15 países, realizada em outubro, mostrou que 73% dos entrevistados se dizem propensos a serem vacinados contra a Covid-19. O número representa uma queda de quatro pontos percentuais em relação ao resultado de três meses atrás.

Os países que mais querem as vacinas

Desde agosto, a intenção de vacinação caiu em 10 dos 15 países pesquisados, incluindo o Brasil, com queda de sete pontos percentuais. Mesmo assim, o país está na lista de países com intenção de vacinação acima da média.

81% dos brasileiros declararam a vontade de tomar a vacina, atrás apenas da Índia (87%), China (85%) e da Coreia do Sul (83%). Reino Unido (79%), México (78%) e Canadá (76%) completam a lista. No outro extremo, os países com menor vontade de tomar a vacina são França (54%), Estados Unidos (64%), Espanha (64%), Itália (65%), África do Sul (68%), Japão (69%) e Alemanha (69%).

Globalmente, mais da metade dos adultos entrevistados (52%) se vacinaria em até três meses depois que a vacina contra Covid-19 se tornasse disponível para a população. 22% tomariam imediatamente; 14%, em menos de um mês; e 16%, entre um e três meses.

Fora dos 52% que se vacinariam em até três meses, 11% tomariam entre três e seis meses e 10% tomariam entre seis e doze meses. Assim, completam-se os 73% que estão propensos à vacinação.

Especificamente no Brasil, 68% dos entrevistados afirmaram que se vacinariam em até três meses. Nos Estados Unidos, por exemplo, a porcentagem é de 40%.

Por que não tomar as vacinas?

Entre aqueles que não querem tomar a vacina contra a Covid-19, as razões são, principalmente, preocupação com efeitos adversos (34%) e com a rapidez dos testes clínicos (33%). Outras motivações são pensar que a vacina não será efetiva (10%) e que o risco de contrair a doença é muito baixo (8%).

A preocupação com efeitos adversos é mais alta no Japão (62%) e na China (46%). Já brasileiros e espanhóis se preocupam mais com a rapidez dos testes clínicos (48% cada). A rejeição a vacinas em geral é mais alta na África do Sul (21%) e na Índia (19%). Por fim, o sentimento de que o risco de se contagiar pela Covid-19 é baixo é mais comum na China (20%) e na Austrália (19%).

Seis livros essenciais para mulheres empreendedoras

O Do Zero Ao Topo listou seis obras de escritoras que contam suas histórias sobre empreendedorismo, mercado de trabalho e empoderamento

Fonte: InfoMoney

De acordo com a última edição da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada com o apoio do Sebrae, o grupo de empreendedores iniciais deve atingir recorde histórico em 2020. A projeção aponta que um dos grupos mais afetados pelo desemprego, as mulheres, deve puxar esse aumento.

No dia mundial do Empreendedorismo Feminino, 19 de novembro, o Do Zero ao Topo, marca de empreendedorismo e gestão do InfoMoney, escolheu seis obras escritas por mulheres e sobre mulheres que tratam dos desafios para a construção de um negócio e de uma carreira de sucesso em um mundo que ainda convive com a desigualdade de gênero.

1 – Beleza Natural

O Beleza Natural conta a história de duas mulheres negras que criaram uma rede de cabeleireiros voltada para os cuidados e tratamento de cabelos crespos e cacheados. Zica Assis, ex-empregada doméstica, passou a infância e adolescência criando misturas caseiras para tentar usar no próprio cabelo. Até que na década de 70 ela desenvolveu uma fórmula relaxante para cachear fios crespos. Foi ao lado de Leila Velez, até então gerente de uma unidade do McDonald’s, que essa fórmula ganhou o país.

Leila saiu do emprego na rede de fast food para se unir à Zica. Com o apoio dos seus maridos, elas venderam um fusca 1978 para fundarem o primeiro salão Beleza Natural, na Tijuca (RJ) em 1993. A empreitada deu super certo: diversas mulheres faziam fila no salão todos os dias para tratarem seus cabelos com a fórmula desenvolvida por Zica.

Em 1995 foram abertas as duas primeiras filiais, em Jacarepaguá e Duque de Caxias. Só em 2014 a empresa faturou 250 milhões de reais. Hoje são 38 unidades de negócio espalhadas em cinco estados brasileiros, dentre institutos e quiosques de produtos.

2 – #Girlboss

Clássico sobre empreendedorismo feminino que até virou série na Netflix em 2017, #Girlboss conta a história de Sophia Amoruso, fundadora da Nasty Gal, varejista americana especializada em moda feminina. No livro, ela conta como transformou seu interesse pela moda em um negócio milionário.

Sophia começou a carreira no mundo da moda garimpando roupas de brechó e vendendo no site americano e-Bay aos 22 anos. A sua loja na plataforma ganhou o nome de Nasty Gal Vintage e acabou fazendo tanto sucesso que se transformou em uma gigante do e-commerce.

Segundo a Forbes, a Nasty Gal vendeu R$ 300 milhões em 6 anos de existência. Em #GirlBoss Sophia destaca que não existe um passo a passo até o sucesso, e que a empresa se tornou o que é graças ao seu esforço, persistência e trabalho duro. Ela deixou o cargo de CEO em 2015, se tornando presidente do conselho de administração.

3 – Faça Acontecer

Uma pesquisa divulgada pela plataforma de recrutamento online Catho no dia 15 de outubro mostra que mulheres em cargos de liderança (gerentes e diretoras) ganham, em média, 23% a menos do que homens no Brasil.

Em Faça Acontecer, a empresária Sheryl Sanberg, COO (Chief Operating Officer) da rede social Facebook, investiga os motivos pelos quais a carreira das mulheres muitas vezes permanece estagnada. Eleita uma das mulheres mais poderosas do mundo pela revista Forbes em 2019, Sheryl fala sobre como as mulheres são maioria na força de trabalho, mas ainda ocupam menos cargos de liderança do que os homens.

Ela pontua que ainda que o movimento feminista nas décadas de 60 e 70 tenha conseguido conquistas relevantes, a velocidade na qual as coisas evoluem ainda é mais lenta do que o progresso em si. Sheryl acredita que um número maior de mulheres em cargos de liderança levará a um tratamento mais justo para todas as mulheres no geral.

4 – O Momento de Voar / Como o Empoderamento Feminino Muda o Mundo

Para a ativista Malala Yousafzai, o primeiro livro escrito por Melinda Gates é um verdadeiro manifesto por uma sociedade igualitária. Na obra, a cientista da computação, filantropa e co-fundadora da Fundação Bill e Melinda Gates destaca as desigualdades enfrentadas pelas mulheres em todo o mundo e como o empoderamento pode dar fim a esse tipo de desequilíbrio.

Melinda ainda traz histórias e dados que pedem atenção: combate ao casamento infantil, o acesso a métodos anticoncepcionais e a desigualdade de gênero no ambiente de trabalho. Na obra, ela também conta detalhes de sua vida pessoal, como a maternidade e a busca por equidade dentro do próprio casamento com Bill Gates, empresário e fundador da Microsoft, considerado um dos homens mais ricos do mundo.

5 – Lugar de Mulher é Onde Ela Quiser

A jornalista especialista em finanças Patrícia Lages explica que ser uma mulher empreendedora não significa apenas abrir um negócio. Independente da forma como se trabalha, ela destaca que empreender é quase que um estilo de vida, que tem, inclusive, muito a ver com a rotina feminina, pois requer proatividade, jogo de cintura, atenção aos detalhes e dedicação.

Em Lugar de Mulher é Onde Ela Quiser, seu quarto livro, Patrícia oferece dicas sobre o mundo corporativo e os caminhos do empreendedorismo. Dividido em duas partes, Encontre seu lugar e Conquiste seu espaço, a obra carrega esse título porque, segundo ela, não faltam pessoas dizendo onde é o lugar correto para as mulheres.

Patrícia também é autora de outros três livros sobre finanças: Bolsa blindada, Bolsa blindada 2 e Virada financeira.

6 – Do Nosso Jeito

Em Do Nosso Jeito, a empresária americana Maureen Chiquet, ex-CEO da Chanel (2016-2017) conta a sua trajetória. Bacharel em artes com especialização em Literatura, Chiquet chegou a uma das mais importantes grifes de moda do mundo, onde permaneceu por dez anos.

Ela renunciou ao cargo em 2016 e desacelerou desde então. Deu palestras, aconselhou líderes e, por fim, transformou a sua história em um livro, que chegou ao Brasil em 2019. Na obra Maureen destaca que, tal como a maioria das mulheres, foi vítima de machismo durante a sua trajetória profissional, mesmo que de maneira sutil.

Com as mudanças pelas quais o mundo tem passado, para ela, ser um bom líder não significa apenas pensar em resultado, estratégia ou recursos. Homens e mulheres que estão em posição de liderança nos tempos atuais devem se preocupar com habilidades mais básicas, como escuta, colaboração e flexibilidade.

BÔNUS

1 – Minha História

Michelle Obama é, sem dúvidas, uma das mais importantes primeiras-damas da história dos Estados Unidos e referência de liderança para muitas mulheres. Foi a primeira negra a ocupar essa posição, na qual ficou entre 2009 e 2017, durante os dois mandatos de seu marido como presidente.

Em Minha História, publicado no final de 2018, Michelle escreve suas memórias em 464 páginas. Nascida em Chicago, Illinois, ela se formou em Sociologia, com especialização em estudos afro-americanos em Princeton e em Direito em Harvard, duas das mais renomadas universidades dos Estados Unidos e do mundo.

Em sua autobiografia não faltam histórias sobre empoderamento, seu trabalho, o casamento, a maternidade e a chegada na Casa Branca, a qual ela buscou humanizar.

2 – Mulheres Extraordinárias

Se várias gerações crescem sem saber quem são as mulheres que fizeram nossa história, que lugar no país e no mundo somos preparadas para ocupar?, diz a página 9, o começo de Mulheres Extraordinárias. O livro reúne a história das mulheres que revolucionaram o Brasil. Dandara dos Palmares, Niède Guidon, Indianara Siquieta, Bertha Lutz, Anita Garibaldi e tantas outras que dedicaram a vida às suas lutas e muitas vezes não são lembradas pelos livros de história.

A primeira história do livro é de Madalena Caramuru, a primeira mulher que foi alfabetizada no Brasil. Muitas outras são destacas: a obra escolheu homenagear essas mulheres por suas áreas de atuação, como educação, medicina, direito ao voto, ciência, combate à escravidão e a luta pelos direitos humanos.

GRTV Entrevista Presidente e Vice Presidente da ABGR


Assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ogER33ww7qA&feature=youtu.be

Webinar GRTV / Tema: Os Desafios da Gestão de Riscos

Seguem links para acesso às edições virtuais mais recentes das Revistas do Setor de Seguros:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2020/10/edicao-259/

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_160

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2020/10/12/seguro-e-mais-velho-do-que-se-imagina/

Revista Cobertura: https://www.revistacobertura.com.br/2020/09/25/edicao-224/

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed31_2020.pdf

Revista Cadernos de Seguro: http://cadernosdeseguro.funenseg.org.br/secoes.php 

I Conferência Nacional de Microsseguros

Inscrições gratuitas e online. Acesse: https://conferencia.anmicrosseguros.org.br/inscricao/

SummitSec – Segurança e Privacidade na Prática

Sobre o Evento O SUMMIT SEC acontece pelo terceiro ano consecutivo para discutir temas como LGPD, proteção e privacidade de dados, segurança da informação e cibernética de forma inovadora, com profissionais e temas a frente do mercado.

Participe! Faça sua inscrição para a 3° edição do SUMMIT SEC.
O evento acontece dias 27 e 28 de Novembro e é focado em levar ao público uma visão 360 graus da LGPD, teremos um público seleto entre empresas e profissionais das áreas de Segurança da Informação, Cibersegurança, Direito Digital. Confira a programação do evento: https://summitsec.com.br/