Governo decide trocar presidente da Petrobras/ Ações da Petrobras caem mais de 4% após anúncio de nova troca no comando

24, Mai. 2022

Governo decide trocar presidente da Petrobras

Indicado é nome do Ministério da Economia e se aprovado será o quarto executivo a ocupar o posto no atual governo

MAURÍCIO GODOI, DA AGÊNCIA CANALENERGIA, DE SÃO PAULO (SP)

O Governo Federal surpreendeu e ontem à noite anunciou que quer trocar, novamente, a presidência da Petrobras. Depois de cerca de 40 dias desde que assumiu o posto, José Mauro Coelho deixará o cargo. Em seu lugar foi indicado Caio Mário Paes de Andrade, que é secretário especial da Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.

Em nota divulgada na noite desta segunda-feira, 23 de maio, o Ministério de Minas e Energia afirma que “o Brasil vive atualmente um momento desafiador, decorrente dos efeitos da extrema volatilidade dos hidrocarbonetos nos mercados internacionais”. E cita que “ fatores geopolíticos conhecidos por todos resultam em impactos não apenas sobre o preço da gasolina e do diesel, mas sobre todos os componentes energéticos”.

O indicado é formado em Comunicação Social pela Universidade Paulista, pós-graduado em Administração e Gestão pela Harvard University e Mestre em Administração de Empresas pela Duke University.

E argumenta que Andrade “reúne todos as qualificações para liderar a Companhia a superar os desafios que a presente conjuntura impõe, incrementando o seu capital reputacional, promovendo o continuo aprimoramento administrativo e o crescente desempenho da Empresa, sem descuidar das responsabilidades de governança, ambiental e, especialmente, social da Petrobras”.

Ressaltou em nota que renova o seu compromisso de respeito a governança da empresa, mantendo a observância dos preceitos normativos e legais que regem a Petrobras.

Vale lembrar que antes de ser assumir Andrade passará por uma avaliação pelo Comitê de Pessoas da Petrobras, se aprovado será levado a Assembleia de Acionistas, para que seja alçado ao Conselho de Administração da empresa e só então esse conselho elege o indicado à presidência executiva.

Se passar pelo processo este será o quarto presidente da Petrobras no atual governo, depois de Roberto Castello Branco, Joaquim Silva e Luna e José Mauro Coelho. Todos demitidos por conta da política de preços dos combustíveis da estatal que não permite o controle artificial dos valores.

 

Ações da Petrobras caem mais de 4% após anúncio de nova troca no comando

Bolsonaro decidiu demitir José Mauro Coelho, no cargo há pouco mais de 40 dias e terceiro presidente da estatal no atual governo.

Fonte: O Estado de S. Paulo

A nova troca de comando na Petrobras, anunciada nesta segunda-feira, 23, foi mal recebida pelo mercado financeiro. As ações da estatal abriram nesta terça-feira em queda na B3 - as preferenciais (PN, sem direito a voto) caíam 4,36% no início do pregão, enquanto as ordinárias (ON, com direito a voto) recuavam 4,01%.

O presidente Jair Bolsonaro decidiu trocar José Mauro Coelho, no cargo há pouco mais de 40 dias, por Caio Paes de Andrade, secretário especial de desburocratização do Ministério da Economia. Será o quarto presidente da estatal na gestão Bolsonaro. O presidente quer conter os aumentos de preços de combustíveis, que têm impacto direto na inflação, o que pode se tornar um problema em ano eleitoral.

"Acreditamos que a mudança traz sinais negativos para o mercado, uma vez que simboliza (novamente) o desconforto do acionista majoritário com a forma como a Petrobras vem tocando a sua política de preços", disse Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

Segundo ele, a chegada de Andrade poderá significar a aplicação de política de preços de derivados ainda mais espaçada, abrindo espaço para que vigorem, de forma mais perene, preços defasados frente aos praticados no mercado internacional.

Mas, em termos de políticas de preços, afirma Arbetman, o momento de troca do presidente parece pouco oportuno, visto que a gasolina não tem reajuste há pouco mais de dois meses e pratica preços 20% abaixo da cotação internacional. O analista destacou que o próprio Guedes já sinalizou que o ideal seria a Petrobras ficar 100 dias sem reajuste.

André Vidal, analista da XP, por sua vez, considera a troca negativa e vê um espaço limitado para a mudança na política de preços da estatal. Principalmente, segundo ele, "porque ainda vemos a Lei das Estatais e o estatuto da Petrobras blindando a empresa de subsidiar combustíveis como no passado, independentemente de quem é o CEO".

Já os analistas do Citi, além de avaliarem negativamente o pequeno período de Coelho na gestão, consideram que a “significativa interferência externa na empresa” gera risco em torno da continuidade de sua estratégia de longo prazo.

“Agora, o principal ponto de interrogação é o que pode mudar com o novo presidente. Apesar de vermos a mudança como um sinal negativo, a companhia brasileira ainda possui uma governança corporativa forte e leis que protegem o acionista minoritário contra possíveis intervenções externas”, afirmam os analistas Joaquim Alves Atie, Gabriel Barra e Andrés Cardona. / Luísa Laval, Denise Luna e Victoria Netto

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Matéria na Revista Insurance Corp Edição 41, pág 38 - Capacitação em alto nível- Parceria ABGR e QSP

A Edição 41 da Revista Insurance Corp traz na pág 38, matéria sobre a parceria ABGR e QSP – Centro da Qualidade, Segurança e Produtividade em prol do desenvolvimento educacional em Gestão de Riscos. Informações sobre o Curso de Capacitação em Gestão de Riscos, que além de capacitar os participantes na norma ISO 31000:2018 também é um curso preparatório para o Exame para obtenção da Certificação Profissional Internacional C31000. O curso preparatório lançou sua 51ª turma em abril, com o exame nacional realizado no dia 27. Uma próxima turma será aberta de 16 a 23 de maio, das 8h30 às 11h30. O exame acontecerá no dia 25 de maio. Outras informações por meio do e-mail abgr@abgr.com.br. Associados ABGR têm desconto para inscrições antecipadas.

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