Anbima: Como cada geração se comporta no mundo dos investimentos?

20, Jun. 2022

Por Denise Bueno -via Sonho Seguro

Fonte: Anbima

Você já parou para pensar que o comportamento financeiro de cada pessoa pode estar relacionado com a geração da qual ela faz parte? Afinal, na hora de investir, além dos diversos fatores como classe social, gênero, localização geográfica, fatores psicológicos, entre outros, a faixa etária também pode influenciar suas decisões e objetivos.

A ANBIMA publicou neste ano mais uma edição do Raio X do Investidor Brasileiro e colocou como um dos pontos de análise a geração.

Neste artigo, vamos apresentar alguns resultados encontrados no estudo. Portanto, os dados aqui descritos fazem referência a essa pesquisa, combinado?

Para que você possa compreender melhor os dados apresentados, é importante saber que o levantamento foi feito em parceria com o Datafolha e foram entrevistadas mais de 5 mil pessoas de todas as regiões do Brasil e de todas as classes sociais. 

Quer saber mais? Continue a leitura e descubra qual é o comportamento de cada geração quando o assunto é o mundo dos investimentos.

Geração Z

Eles são jovens, mas estão mais conectados do que muitos “veteranos” por aí.

Investimento presencial? Sem chance. Os investidores da Geração Z querem fazer tudo pela internet. São eles os que mais utilizam aplicativos, site de bancos e corretoras para realizarem seus investimentos.

Quando o assunto é buscar informação, sites, blogs, influenciadores é o que está no topo da lista dessa geração. Para 45% deles, o motivo para acompanhar um influenciador é o conteúdo das postagens, sejam elas em formato de texto ou vídeo. Os canais mais usados são YouTube e Instagram.

E, quando questionados sobre quais são as vantagens de investir seu rico dinheirinho, 33% dizem querer ter alguma segurança, ou seja, montar uma reserva de emergência é algo muito importante. Já para 25%, o foco está no retorno financeiro que seus investimentos podem trazer.

Os objetivos dos GenZ também são um pouco diferentes das demais gerações. Enquanto menos de 10% das pessoas dessas outras faixas etárias estão preocupadas em juntar uma grana para investir em educação, 15% dos GenZ têm como destino para seus retornos financeiros os estudos. 

Eles também foram os mais ativos no mundo dos investimentos em 2021: 59% deles investiram mais de uma vez no ano passado. Eles são também os que mais comparam o rendimento atual com o rendimento do passado para avaliar o desempenho de suas aplicações. Mas aqui é bom lembrar que, para além do rendimento bruto, é importante considerar também as taxas e a inflação para saber qual foi o rendimento real de um investimento, combinado?

Millennials

As mudanças e adaptações estão no seu DNA.

Eles nasceram em um mundo semidigital, mas se adaptaram rapidinho. Os Millennials estão, junto com a Geração X, entre os que mais investiram em produtos financeiros em 2021. Eles também estão entre os que mais investiram no mercado acionário e em títulos públicos.

Por serem os que mais investiram no mercado de ações, são os mais preocupados em acompanhar seus investimentos de perto: 30% dos Millennials dão uma olhadinha nas suas aplicações mais de uma vez por semana.

Quando o assunto é objetivo, o principal destino de seus retornos financeiros é a compra de um imóvel. Dentre as gerações, são eles os mais preocupados com a segurança financeira, que, para eles, é a principal vantagem em ter seu dinheiro aplicado. Já como desvantagem, apontam o baixo retorno obtido com as aplicações financeiras.

Assim como os GenZ, os Millennials figuram entre os que fizeram mais de uma aplicação em 2021. E, depois da Geração Z, os Millennials são os que mais utilizam os meios digitais para realizar uma aplicação financeira. Para eles, o meio principal são os aplicativos dos bancos.

Quando o assunto é buscar informação, os Millennials são digitais.  A maioria deles busca informação sobre o melhor investimento financeiro na internet, e o YouTube é o canal que tem a melhor performance entre eles.

Geração X

Nem tão céu nem tão terra, essa geração busca o equilíbrio.

Os nativos da Geração X estão um pouco lá e um pouco cá. Não são tão digitais, mas também não estão tão longe da tecnologia assim.

Para 28% deles, uma conversa presencial com seu gerente ou assessor de investimento ainda é o melhor meio para se obter informações sobre o melhor produto financeiro para se investir. Já 17% buscam essas informações nos meios digitais em sites de notícias.

Para a maior parte deles (39%), a televisão é o canal mais importante na busca por informação. O YouTube aparece em uma proporção menor, mas ainda bem relevante (27%).

Quando o assunto é produto financeiro, a caderneta de poupança é a favorita de todas as gerações e, para 28% dos GenX, que conhecem algum tipo de investimento, não é diferente. Não muito popular entre os GenX estão as moedas digitais que foram indicadas somente por 1% dos entrevistados como destino de seus investimentos no ano passado.

Boomers

Vamos falar de investimento tomando um café? Para eles, o olho no olho é muito importante.

Cruzeiro? Cruzado? Cruzado Novo? Você pode não saber ao certo como era abrir a carteira e encontrar essas notas lá dentro, mas os Boomers lembram bem. Eles passaram por várias crises econômicas, viveram períodos de inflação e hiperinflação no Brasil e eles estavam lá, ativos economicamente, quando o Plano Real entrou em vigor.

Para essa geração, a principal vantagem em aplicar seu dinheiro em produtos financeiros é a segurança e a principal desvantagem é o baixo retorno. Para os Boomers, ter uma conversa presencial com um profissional de mercado, como o gerente ou assessor de investimento, é o meio principal na busca por informações na hora de decidir qual o melhor produto financeiro para se investir. Diferente das gerações Z, Millennials e X, somente 2% buscam se informar com os influenciadores digitais.

Já o canal mais usado pelos Boomers na hora de buscar informações sobre investimento é a televisão — somente 16% utilizam o YouTube e apenas 5%, o Instagram.

Entre os meios utilizados para realizar uma aplicação financeira, 71% dizem ir diretamente ao banco para fazer algum investimento e somente 12% afirmam utilizar os aplicativos dos bancos.

Diferente dos GenZ e dos Millennials, os Boomers preferem uma conversa presencial com seus gerentes ou assessores de investimento na hora de avaliar o desempenho das suas aplicações. E, diferente dos GenX, manter o dinheiro aplicado é o principal destino do retorno de seus investimentos.

76+

Os veteranos têm um comportamento próprio.

Eles já viram o início e o fim da guerra do Vietnã, a ascensão e a queda do muro de Berlim, a expansão da rede de telefonia. Enfim eles já viram muita coisa. E agora está na hora de ter um tempinho para relaxar. Mas nem por isso eles estão fora no mundo dos investimentos. Do seu jeito, a geração dos 76+ também investe. 

Considerando as pessoas dessa faixa etária que conhecem algum tipo de investimento, 22% investem na poupança. Ações e moedas digitais são um universo à parte para essa geração.

Assim como os Boomers, quando desejam buscar informação, a maioria procura um aconselhamento presencial com seus gerentes ou assessores de investimento.

Influenciadores digitais? Não. Sua maior fonte de informação está nos bancos tradicionais; portais e blogs não estão no radar dessa geração. E, por ter o presencial como o principal meio utilizado para realizar investimentos, 81% vão até o banco na hora de investir. Mas existem os que estão mais conectados com a era digital: 5% deles realizam aplicações financeiras pelo site do banco.

Na pesquisa, descobrimos ainda que, para as pessoas dessa geração que desfrutam da aposentadoria, somente 4% declararam que seu sustento atual vêm da previdência privada. A grande maioria (88%) declarou que seu rendimento atual vem do INSS.

E, você, como tem lidado com essas questões ao investir o seu dinheiro? Deixe seu comentário e compartilhe conosco suas experiências!


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