Negócios em energia renovável deve sofrer sensível incremento

16, Jul. 2020

LIVE ZURICH

Tema: Da oportunidade ao êxito.

Palestrante: Professor Mário Sérgio Cortella

Um dos maiores nomes do pensamento filosófico brasileiro, em uma apresentação especial para você.

Dia 17/07 - 16hs

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Negócios em energia renovável deve sofrer sensível incremento

Impactos da crise de Covid-19 favorecem cenário de transações que pode atrair grandes investidores.

Com o adiamento dos leilões deste ano, ainda sem data para ocorrer, e menos oportunidades de fechar contratos de compra e venda de energia em decorrência da pandemia de Covid-19, é esperado um aumento em operações de fusões e aquisições de projetos de energias renováveis. Outro provável fator a impulsionar essas transações é a perspectiva de que algumas empresas do setor não conseguirão suportar os impactos da crise econômica.

O chefe de pesquisa para a América Latina da BloombergNEF (BNEF), James Ellis, observa que muitas vezes quando não existem oportunidades para crescer ou entrar no mercado de energia ocorre um aumento de fusões e aquisições. Segundo ele, essa elevação deve ocorrer no médio prazo, tendo em vista que atualmente os investidores estão em modo de risk-off e a taxa de câmbio está muito volátil.

Mas a diretora da consultoria Clean Energy Latin America (Cela), Camila Ramos, afirmou que com a pandemia já está acompanhando uma atividade de transações de fusões e aquisições mais robusta no setor de energia solar. Contudo, não citou nomes. Em pesquisa recente, com base nos últimos três anos, a Cela mapeou transações entre 1 GW e 2 GW de projetos foto-voltaicos por ano, com uma média de 20 transações por ano no Brasil.

Há por volta de 3 GW de projetos de energias renováveis com contratos de compra e venda de energia de longo prazo (PPAs, na sigla em inglês) que procuram investidores. No total, são quase R$ 10 bilhões em investimentos. Ao passo que a Cela também identificou que investidores capitalizados têm buscado oportunidades para aquisições de projetos com PPAs financiáveis já assinados, ou até mesmo projetos operacionais.

Segundo Ellis, os potenciais investidores para adquirir projetos, em particular de solar e eólica, nesse cenário são os líderes europeus, Enel, Acciona e Engie, e fundos de investimentos norte-americanos e europeus. E ainda investidores chineses que em 2019 aumentaram a participação na América Latina, com destaque para State Grid e CGN. Essas companhias ocupam o quarto e o quinto lugar, respectivamente, entre os maiores donos de ativos de eólica e solar na região e concentram toda sua atuação no Brasil.

Com a desvalorização do real, ativos bons de longo prazo baratearam, aponta o advogado do escritório Stocche Forbes Advogados, Frederico Moura. Isso caracteriza maiores oportunidades para investidores que tenham financiamento em euro ou dólar, bem como para investidores especialistas em ativos estressados. Moura avalia também que no futuro próximo podem surgir processos de venda de projetos que tenham sido originados como consequência da crise econômica.

PROCESSOS

O presidente da AES Tietê, Ítalo Freitas, disse a Reuters que a companhia tem avaliado diversas oportunidades de aquisições, tanto de ativos de geração já em operação quanto de carteiras de projetos de energia eólica e solar para implementação futura. ?Nossa frente de M&A (fusões e aquisições) possui mais de 1 gigawatt em ativos operacionais em análise e em diferentes estágios do processo?, afirmou o executivo ao participar de teleconferência com analistas e investidores, sem entrar em detalhes sobre os empreendimentos em estudo. Ao EnergiaHoje, o diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da companhia, Bernardo Sacic, disse no início de março que a companhia negociava a aquisição de projeto eólico greenfield que poderia chegar a 2 GW no RN. A própria AES Tietê vem sendo publicamente cortejada pela Eneva, com a sinalização de que o BNDESPar quer se desfazer de uma participação de 28% na companhia.

Dentre os projetos renováveis em processo de venda já anunciada, estão os ativos eólicos da Petrobras. Em 5 de maio, a empresa iniciou a fase vinculante referente à venda de sua participação nas empresas Eólica Mangue Seco 1 e Eólica Mangue Seco 2, proprietárias das usinas eólicas Mangue Seco 1 e 2, localizadas em Guamaré, no Rio Grande do Norte. Os empreendimentos fazem parte de um complexo de quatro parques eólicos com capacidade instalada total de 104 MW. Cada empresa detém e opera um parque, com capacidade de 26 MW.

Nessa fase, os potenciais compradores receberão carta-convite com instruções sobre o desinvestimento, o que inclui orientações para a realização de due diligence e para envio das propostas vinculantes.

Também está em curso a fase não vinculante para venda conjunta da totalidade das ações da Petrobras nas empresas Eólica Mangue Seco 3 e Eólica Mangue Seco 4, com expectativa de início da fase vinculante nas próximas semanas. A estatal detém 49% de participação nas empresas e realizará a venda em conjunto com sua sócia, a Wobben Windpower, que detém os 51% restantes.

A Petrobras informou que as operações estão alinhadas à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

Na Mangue Seco 1, Petrobras e Alubar Energia possuem, respectivamente, 49% e 51% de participação. Já na Mangue Seco 2, Petrobras e Eletrobras detêm, respectivamente, 51% e 49% de participação.

O conselho de administração da Eletrobras aprovou, em 11 de maio, a oferta vinculante de R$ 33 milhões pelo Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia Pirineus para aquisição de todas as ações da estatal na Eólica Mangue Seco 2. A assinatura do contrato de compra e venda é condicionada à análise de Aneel, Cade e credores.

Já a EDP, através da EDP Grid, teve a aquisição do controle integral da UFV SP V Equipamentos Fotovoltaicos, empresa que opera duas usinas solares de geração distribuída em Taubaté (SP), aprovada pelo Cade em 12 de maio. A UFV SP é controlada pela GDSolar, holding que controla outras empresas atuantes em geração distribuída, com parcerias com Magazine Luiza, Itaú e Oi, além da entrega de, pelo menos, quatro usinas fotovoltaicas em Minas Gerais, que totalizam 20,5 MW de potência.

De acordo com o ato de concentração publicado pelo conselho, a operação configura oportunidade para o Grupo EDP desenvolver novos projetos de geração distribuída fotovoltaica no Brasil, expandindo o seu parque de geração renovável e atraindo novos clientes. No caso da GD Solar, a transação representa concretização de uma de suas principais atividades: construção e instalação de usinas fotovoltaicas para posterior revenda.

Fonte: Thais Custódio / Revista Brasil Energia

Fundo para seguro de crédito do BNDES poderá emprestar até R$ 100 bi

O banco tem expertise para fazer a transição do empréstimo para o seguro-fiança. E o marco inicial a gente vai comemorar na próxima semana, informou Montezano

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, declarou nesta quarta-feira (15) que o próximo passo para a instituição será atuar mais diretamente em seguros e fianças, informa o Valor Econômico.

O executivo do banco de fomento afirmou, durante live organizada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), que um fundo com essa finalidade poderia emprestar até R$ 100 bilhões.

O BNDES é muito conhecido pelos financiamentos. No último ano a gente botou de pé o BNDES serviços, que faz modelagens para os governos federal e estadual. O próximo passo da nossa estratégia é o BNDES atuar mais diretamente em seguros e fianças, assumindo riscos sem necessariamente desembolsar, destacou Montezano.

O presidente do banco de desenvolvimento definiu a estratégia como transformacional. Nesse sentido, o executivo afirmou que a escolha parte do diagnóstico de que o grande gargalo do mercado de crédito, atualmente, é quem assume o risco do crédito.

Vai ser um fundo de seguro de crédito com o potencial de emprestar até R$ 100 bilhões para micro, pequenas e médias empresas, se a demanda conseguir suportar isso. Um fundo todo gerido e operacionalizado pelo BNDES. O banco tem expertise para fazer a transição do empréstimo para o seguro-fiança. E o marco inicial a gente vai comemorar na próxima semana, informou Montezano, se referindo ao Programa Emergencial de Acesso ao Crédito.

O presidente do BNDES também afirmou que o governo federal discute a modelagem de acesso para exportadores. Tem a linha de guichê único, que é o exim bank, e tem a linha para fazer de forma separada o seguro e o financiamento. É exatamente isso que está sendo debatido hoje no governo e o BNDES vai atuar conforme política pública que for decidida, detalhou Montezano.

A instituição não atuava no segmento de seguro de crédito pois o Brasil nunca teve esse produto, como em outros países. Apesar da burocracia, estamos em fase final da aprovação do melhor formato para o FGI [Fundo Garantidor para Investimentos]. A ferramenta tem como objetivo facilitar a obtenção de crédito para micro, pequenas e médias empresas, empreendedores individuais, cooperativas e caminhoneiros autônomos.

O BNDES planeja operações de até R$ 10 milhões para cada cliente. O FGI veio para ficar. Vai ser operado durante a crise e depois permanecerá porque melhora o risco retorno da operação e faz aumentar a competição bancária, afirmou Montezano.

Fonte: Valor Econômico / Sonho Seguro

Vacina de empresa americana funciona em primeiro teste com humanos

Fonte: Folha de S.Paulo

A Folha de S.Paulo informa que a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela empresa de biotecnologia americana Moderna teve os resultados preliminares positivos publicados na revista científica The New England Journal of Medicine na terça-feira (14). Os dados são da primeira fase do estudo clínico com a substância.

Segundo o artigo, a mRNA-1273, como a vacina foi batizada, induziu resposta imunológica de combate ao Sars-CoV-2 nos 45 participantes do estudo. Anticorpos neutralizantes do novo coronavírus foram detectados por dois métodos em todas as pessoas imunizadas.

Os anticorpos são proteínas que o corpo produz ao entrar em contato com um microrganismo invasor, como um vírus. O corpo pode produzir diversos tipos de anticorpos, e alguns deles possuem ação neutralizante que combate o avanço de uma infecção.

A vacina da Moderna, produzida em parceria com o governo dos EUA e o Instituto de Pesquisa em Saúde Kaiser Permanente (EUA), usa pedaços do material genético do vírus (RNA) para estimular a resposta imunológica.

As pessoas vacinadas, que tinham entre 18 e 55 anos de idade, receberam duas doses da substância com um intervalo de 28 dias entre elas.

Reações adversas consideradas leves ou moderadas, como dor de cabeça e fadiga, foram relatadas por mais da metade dos paticipantes que receberam a imunização. Com base nesses resultados, o documento afirma que a vacina se mostrou segura.

Os resultados da imunização e reações adversas foram verificados pelos pesquisadores no 7º e no 14º dias após cada dose da vacina. O estudo foi conduzido pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (Niaid), parte do grupo de Institutos Nacionais de Saúde (NIH).

Em nota, a Moderna diz que os dados dão suporte para o início de um estudo clínico maior, de fase 3, que vai contar com 30 mil participantes. A expectativa é que a próxima etapa tenha início no dia 27 de julho.

O estudo clínico de fase 3, o mais importante, é determinante para que as autoridades sanitárias concedam um registro para o produto.

Segundo a empresa, as doses para a realização da terceira fase de pesquisa já estão prontas. O comunicado da Moderna diz que a companhia se prepara para produzir cerca de 500 milhões de doses da vacina por ano.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 160 candidatas a vacina contra o novo coronavírus em estudo, 23 delas em fase de testes clínicos.

A vacina criada pela empresa chinesa Sinovac e a imunização produzida em uma parceria pela Universidade de Oxford e pela empresa britânica AstraZeneca estão na fase mais avançada de testes. As duas candidatas possuem acordos para teste e produção com instituições brasileiras.

Novo marco do saneamento resgata dívida social

Fonte: O Estado de S. Paulo

Por Marcio Coriolano, presidente da CNseg, no Estadão.com

Na década de 70 do século passado, o economista Edmar Bacha escreveu uma fábula à qual deu o título de O Rei da Belíndia. Tratava-se de um reino em cujo território conviviam realidades muito distantes: uma pequena parte rica e desenvolvida como a Bélgica, a maior parte muito pobre, como a Índia. O termo rapidamente firmou-se como metáfora da desigualdade brasileira, simbolizando inicialmente a crítica à política econômica concentradora de renda e, depois, à persistência de indicadores sociais inaceitáveis, mesmo em períodos de prosperidade econômica.

Entre esses indicadores, nenhum representa tão cabalmente a injustiça social que vigora na nossa Belíndia atual do que o saneamento básico, aí incluídos coleta, distribuição e tratamento de água, esgoto e lixo. É inevitável o espanto diante da constatação de que, apesar de todos os avanços conquistados pelo Brasil nessas cinco décadas, chegamos ao século XXI como um País que, em 2019, ostentava o 9º maior PIB do planeta, e onde um em cada dois brasileiros (104 milhões de pessoas) não tem acesso a esgoto tratado. O ranking 2020 do Instituto Trata Brasil mostra que, de acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS / base 2018), o número de brasileiros sem acesso ao abastecimento de água corresponde ao triplo da população de Portugal. A coleta de esgoto não existe para um contingente que equivale ao dobro da população da Argentina.

No que tange ao lixo, 24% dos lares não contam com serviço de coleta, e em quase 3.000 cidades os lixões resistem, quando deveriam ter sido extintos em 2014, de acordo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos.  Se ainda havia algum questionamento sobre a prioridade necessária a esse tema, a pandemia da Covid-19 não deixa margem de dúvida. A realidade tem mostrado dados alarmantes, como a falta de acesso a água em boa parte dos lares e escolas do País, em um momento no qual a higiene é um dos principais fatores de contenção do número de casos.

Por esse motivo, a aprovação da Marco Regulatório do Saneamento (PL 4.162/2019) pelo Senado é uma excelente notícia. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) considera que a sanção do presidente Jair Bolsonaro, esperada para até o próximo dia 15, representará um passo histórico para a superação de uma das maiores chagas do Brasil. Não tanto pelas metas, afinal, metas já foram estabelecidas anteriormente e jamais cumpridas. Mas pelo estabelecimento de regras capazes de dar segurança aos potenciais investidores nesse setor, que demanda recursos da ordem de R$ 500 bilhões para que o saneamento chegue a todos os brasileiros até 2033. O estímulo ao investimento privado através de licitação entre empresas públicas e privadas, o fim do direito de preferência a empresas estaduais e a cassação da concessão de quem não cumprir as metas estipuladas estão entre avanços que consideramos inegáveis. Digno de nota é também o papel coordenador da Agência Nacional de Águas (ANA), que organizará e dará transparência à intrincada rede de 52 agências reguladoras locais e regionais de saneamento, o que gera incertezas e afugenta investidores.

Os impactos positivos do novo marco regulatório são inegáveis. Estima-se que até o fim dos prazos estipulados para a universalização do saneamento básico, sejam gerados no Brasil 700 mil empregos em obras de infraestrutura específica para esses serviços. Diante da escalada recente do desemprego, este é, evidentemente, um dos motivos para comemorarmos o novo marco regulatório. No entanto, a universalização do saneamento básico terá impactos que ainda não foram devidamente sublinhados, inclusive sobre o setor de seguros. Muito tem sido dito sobre a importância, inegável, do saneamento sobre o sistema público de saúde. Ocorre que essa triste realidade atinge todo o sistema. Os serviços médicos privados também são cotidianamente sobrecarregados no atendimento a doenças provocadas pelas deficiências do saneamento, o que pressiona os custos dos seguros de saúde.

Por outro lado, serviços universalizados e de boa qualidade reduzem doenças, diminuindo também a pressão sobre o atendimento. Ao longo do tempo, poderão contribuir para o equilíbrio financeiro do setor de seguros, em benefício de todos. Outra consequência pouco abordada da falta de saneamento é que esgoto e lixo jogados em canais, rios e lagoas provocam assoreamento e facilitam grandes inundações após chuvas intensas. Isso impacta o custo dos seguros patrimoniais, como os de automóveis e os residenciais. Essa mesma realidade torna difícil estabelecer as curvas de normalidade essenciais aos chamados seguros paramétricos, nos quais as seguradoras arcam com os custos decorrentes de eventos extraordinários.

A CNseg lembra, ainda, que foi aprovado na Câmara e está no Senado o Projeto de Lei 6814/2017 (apensado ao PL 1292/1995), que prevê alterações na Lei de Licitações, com a adoção de seguro garantia obrigatório para obras acima de R$ 100 milhões, e ampliação da garantia para 30% do valor do empreendimento. O porte das obras necessárias ao atingimento das metas estabelecidas pelo novo marco regulatório do saneamento reforça a importância desse projeto.

O Brasil vive um momento de desafios gigantescos, em que o horizonte frequentemente aparece toldado por incertezas. Consciente das dificuldades, a  CNseg confia na capacidade de recuperação de um País que superou tantos outros obstáculos no passado. Nos 50 anos que se passaram entre a fábula de Belíndia e hoje, redemocratizamos o Brasil, derrotamos a hiperinflação, resistimos a grandes terremotos financeiros internacionais, fizemos as reformas trabalhista e da Previdência e avançamos na regulação de serviços essenciais, como energia, telefonia e saúde. A aprovação do marco regulatório do saneamento é mais um passo na construção do País que desejamos, economicamente forte e socialmente justo.

Reservas da capitalização atingiram R$ 30,1 bilhões até maio

Clientes têm procurado manter as suas economias guardadas diante de um cenário de incertezas, diz o presidente da FenaCap, Marcelo Farinha.

Fonte: Revista Apólice

Entre janeiro e maio as reservas da capitalização, constituídas pelos recursos de clientes que possuem títulos de capitalização ativos, cresceram 2,3% e atingiram R$ 30,1 bilhões, movimento que tem se mostrado consistente mesmo em meio à pandemia da covid-19.

O indicador, divulgado pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) com base nas estatísticas da Susep, evidencia, de um lado, uma característica própria do segmento: a contratação de um título de capitalização prevê pagamentos que se estendem no tempo, podendo chegar a até 60 meses, caso de alguns produtos da modalidade Tradicional, carro-chefe do setor, com uma fatia de mais de 70% do mercado. De outro lado, esse desempenho sinaliza que os clientes têm procurado manter as suas economias guardadas diante de um cenário de incertezas a sobre a evolução da crise sanitária, ainda sem um desfecho previsível, observa o presidente da FenaCap, Marcelo Farinha.

Ajudam a compor essa análise os indicadores de faturamento e resgates. No acumulado até maio, a receita atingiu R$ 8,8 bilhões, apresentando um recuo de 7% em comparação aos mesmos meses do ano passado. Mas a entrada líquida de recursos superou o volume de resgates finais e antecipados no período, que somaram R$ 7,6 bilhões, com crescimento de apenas 2,3 % em relação a 2019, o que corrobora a avaliação sobre o comportamento mais cauteloso dos consumidores.

Verificamos em maio alguns sinais de recuperação da atividade econômica frente à fase mais aguda do início da pandemia, o que deverá se confirmar no fechamento dos números do semestre, embora o nível de incertezas permaneça elevado, diz Farinha, acrescentando, no entanto, que as expectativas melhoraram também com as notícias de que uma vacina contra o novo coronavírus possa estar disponível até o fim desse ano.

As premiações de títulos de capitalização somaram R$ 402,8 milhões no período. Isso representa, junto a resgates finais e antecipados, uma injeção de mais de R$ 8 bilhões na economia, destaca Farinha, o que reforça a importância social e econômica do setor.

Para que não houvesse descontinuidade no pagamento de prêmios, a Fenacap vem realizando sorteios substitutos à extração da Loteria Federal, referência para premiação de títulos de capitalização, desde 26 de março, quando a Caixa Econômica suspendeu a modalidade em razão da pandemia. A Caixa retomou as extrações de sábado no último dia 4 de julho, mas os sorteios substitutos às extrações das quartas-feiras continuarão sob a responsabilidade da Federação até setembro.

Para entender o fluxo de caixa

Muitas empresas são constituídas sem nenhum planejamento e sem nenhuma gestão financeira,  porém, o empreendedor é bom no que ele faz e, com isso, ele consegue manter sua empresa por um bom tempo, sem ter problemas com a falta de dinheiro. Entretanto, depois de algum tempo, algumas empresas a longo prazo e outras a curto prazo, acabam passando pelo grande problema que é o déficit no fluxo de caixa.

A falta de gestão financeira e entendimento do empresário nessa área, acaba levando muitas empresas a terem problemas em seus fluxos de caixa, contraindo dívidas cada vez mais, o que vira uma bola de neve  e  atrapalha a continuidade do negócio. Mas, o que de fato pode estar causando esse déficit? Essa falta pode ser originada por dois tipos de problema na sua empresa, financeiro ou operacional. Veja neste artigo como saber diferenciá-los e ainda como identificar qual desses problemas sua empresa está sofrendo!

Problemas financeiros

Um problema financeiro é, geralmente, diagnosticado em decorrência de algo que ocorreu no passado, e seu fluxo de caixa está sofrendo as consequências agora. Isso você consegue observar pelos tipos de pagamentos que está fazendo, por exemplo, empréstimos, parcelamentos de impostos, parcelamentos de fornecedores, etc. São dívidas do passado que você está pagando agora.

Seguem alguns motivos que podem ter causado esse problema financeiro em sua empresa:

Falta de informação financeira da empresa;

Falta de planejamento de compras;

Falta de controle das contas a receber;

Desvio de valores;

Retiradas constantes dos sócios para uso pessoal, sem controle;

Falta de gestão no ciclo operacional e  financeiro;

Falta de processos e procedimentos;

Falta de planejamento de investimento (empresa está expandindo e, com isso, fazendo investimentos, porém, sem nenhum planejamento. As retiradas para os investimentos, sem planejamento, causam problemas futuros no fluxo de caixa);

Sazonalidades (se sua empresa é muito sazonal, períodos de altos picos de vendas e outros períodos de baixos picos, é preciso se organizar para os períodos baixos, pois seu custo fixo será o mesmo e você vai precisar ter caixa para isso);

Inadimplência alta (falta de análise de crédito pode causar inadimplência alta, podendo, em alguns casos, até levar a descontinuidade se fizer uma venda alta para a empresa errada);

Problemas Operacionais

A falta de dinheiro no caixa de sua empresa deve ser considerada um problema operacional quando sua empresa não está sendo mais lucrativa. Nesses casos, geralmente, a empresa deve  estar sendo mal administrada. Se isso não for ajustado, sua empresa poderá entrar em uma bola de neve, pois não terá lucro e cada vez mais a falta de dinheiro irá aumentar. Além disso, se entrar em empréstimos para sanar o problema pontual do fluxo de caixa, sem resolver o problema na raiz, a empresa poderá ficar cada vez mais endividada e, possivelmente, sem possibilidade de recuperação. Exemplos do que pode causar esse problema operacional:

Administração errada dos custos variáveis, custos fixos e despesas administrativas;

Precificação errada;

Falta de planejamento de vendas.

A Importância do Fluxo de Caixa

Outro indicador importante para saber se o problema da sua empresa é ou não financeiro, é o fluxo de caixa. Isso porque ele permite acompanhar as movimentações financeiras de uma empresa por meio de uma relação das entradas (receitas) e saídas (despesas) realizadas em períodos determinados. Além disso, ele auxilia na gestão de gastos e é fundamental para realizar o seu planejamento financeiro.

Como solucionar os problemas financeiros  de sua empresa?

Solucionar os problemas financeiros é fundamental para manter sua empresa. Para isso, você deve seguir alguns passos importantes:

Tenha uma boa gestão de fluxo de caixa;

Projete seu fluxo de caixa futuro e faça acompanhamento semanalmente;

Conheça e analise bem os indicadores financeiros de sua empresa;

Mantenha seu estoque controlado;

Organize e priorize pagamentos. Faça a diferenciação entre os gastos essenciais e os menos importantes;

Entenda o seu ciclo operacional e financeiro para fazer os ajustes de compras, vendas, recebimentos e pagamentos;

Faça auditorias, reorganize-se e ajuste;

Defina o pró-labore dos sócios;

Não misture dinheiro dos sócios com o da empresa;

Deixe uma reserva para o seu passivo;

Tenha um bom software de gestão.

Como solucionar problemas operacionais?

Para você saber se sua empresa está com problemas operacionais, você deve utilizar o DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) gerencial. De forma geral, ele é um relatório, apurado pelo regime de competência, resultante do confronto entre receitas, custos e despesas envolvidos nas vendas dos produtos e serviços e ainda dos valores de atividades não-operacionais. Com ele, você consegue obter indicadores importantes como margem de contribuição, EBITDA, lucratividade e ponto de equilíbrio.

Com esse documento em mãos, é possível ter uma perspectiva total da empresa. Fica mais fácil, portanto, analisar esses dados e tomar decisões mais certeiras. Dessa maneira, algumas dicas são essenciais:

Faça acompanhamento do DRE, pelo menos 1 vez ao mês;

Faça projeções futuras e acompanhe mensalmente o projetado x realizado;

Faça a gestão de seus custos e despesas;

Faça bons planejamentos;

Entenda a sazonalidade de sua empresa e planeje com base nisso;

Precifique corretamente;

Entenda o ponto de equilíbrio da sua empresa;

Conte com uma boa consultoria financeira;

Use a tecnologia como aliada, explorando bons softwares de gestão;

Elabore bons indicadores financeiros;

Saiba administrar corretamente;

Conte com profissionais capacitados;

Mantenha suas finanças sempre organizadas.

Autora: Patricia Pazold / Consultora Financeira

Comissão Europeia publica versão preliminar de relatório sobre avaliação de impacto do Acordo de Associação Mercosul / União Europeia

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), publica versão preliminar do relatório, elaborado pela London School of Economics, sobre a avaliação de impacto econômico, social, ambiental e em direitos humanos, da parte comercial do Acordo de Associação entre o Mercosul e a UE. Dentre os destaques no estudo estão os impactos positivos nas economias da UE e dos países do Mercosul com o acordo, aumento das exportações europeias para os países do Mercosul, a importância do compromisso assumido pelo Brasil no capítulo Comércio e Desenvolvimento Sustentável (TSD) para implementar efetivamente suas promessas do Acordo de Paris, incluindo aqueles relacionados ao desmatamento; a revisão do impacto esperado sobre os direitos humanos e as recomendações importantes para fortalecer a estrutura institucional para a proteção dos povos indígenas.

Clique para acessar o estudo: https://trade.ec.europa.eu/doclib/press/index.cfm?id=2164