Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS) convida

21, Out. 2020

Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS) convida:


Ultimamente, as pessoas têm se questionado a respeito da importância de fortalecer determinadas parcelas da sociedade, visando incentivar a igualdade salarial e social. Nesse cenário, o empreendedorismo feminino vem ganhando espaço, maior atenção nos canais de comunicação e os negócios criados e/ou liderados por mulheres conseguindo cada vez mais destaque.

Neste bate-papo, Marcia Ribeiro, diretora da AMMS convida a jovem Bia Santos, CEO da Barkus Educacional, vencedora do “Menos30 Fest/2020” evento de inovação e empreendedorismo da Globo para discutirem sobre empreendedorismo com finanças e como um negócio de impacto social pode democratizar o acesso a educação financeira. Mudar realidades e diminuir desigualdades.

Venham se inspirar com esse case! Para participar, inscreva-se no nosso canal do youtube e não esqueça de ativar o sininho! https://www.youtube.com/ammstv 

Munich Re vê lucro no terceiro trimestre recuar para 200 milhões de euros

Fonte: Sonho Seguro

A Munich Re publicará informações detalhadas sobre seus números trimestrais, conforme programado para 5 de novembro de 2020

A Munich Re disse na terça-feira que antecipa uma queda acentuada no lucro do terceiro trimestre em meio a reclamações relacionadas ao surto de coronavírus e outros desastres, em comunicado enviado a jornalistas nesta terça-feira. A resseguradora alemã disse que espera lucro de cerca de 200 milhões de euros (US$ 236 milhões) no período, ante 865 milhões de euros um ano atrás, representando uma queda de 77%.

No terceiro trimestre, a Munich Re registrou perdas relacionadas ao COVID-19 totalizando cerca de € 800 milhões em resseguros. As perdas foram atribuídas a várias linhas de negócios, como seguros para grandes eventos e outros ramos elementares e negócios de vida e saúde.

Como resultado de grandes perdas em desastres naturais, particularmente vários furacões e incêndios florestais graves nos Estados Unidos, e perdas causadas pelo homem, a maior das quais foi a explosão no porto de Beirute, Munich Re também registrou o que foi uma carga de sinistros acima da média de perdas maiores não COVID-19 por um único trimestre.

Sujeito ao resultado do fechamento trimestral em andamento, Munich Re antecipa, dado o bom desempenho mais uma vez na ERGO, um lucro de cerca de € 200 milhões (Q3 2019: € 865 milhões) para o terceiro trimestre de 2020.

Como segurar um valor intangível como obras de arte

Como o filósofo Walter Benjamin conceituou em seu trabalho, o que define uma obra de arte é o fato de ser única. Não é algo a ser usado, mas a ser apreciado, o que significa que se trata de um bem com valor cultural e também emocional.  Isso, porém, não impede que uma obra de arte tenha valor monetário.  Como parte de um patrimônio, assim como qualquer outro, está sujeita a riscos e perdas.

Se uma obra de arte é importante para você, seja por causa do valor financeiro ou da conexão emocional, fazer um seguro é fundamental. Afinal, por mais que você trate suas peças com cuidado, não há garantia de que ela não venha a ser afetada por outros ou pela natureza. Danos causados pela água ou incêndio podem exigir restaurações caras, roubos ou avarias ocorridas quando as peças são transportadas para um museu, casa de leilões, galeria ou simplesmente realocação durante uma mudança, também são riscos fora de seu controle.

Colecionáveis, obras de arte, móveis de design, objetos de decoração, tapetes e tapeçarias e antiguidades são alguns dos itens normalmente cobertos por uma apólice de seguro de Obras de Arte. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, elas não devem ser integradas a uma apólice patrimonial. O impacto financeiro associado a perda de uma obra de arte pode ser bastante considerável quando levadas em consideração as taxas de restauração e a depreciação do valor, que são cobertos pela maioria das apólices de obras de arte.  O seguro patrimonial, por não conter linguagem específica para esse tipo de bem, pode não responder a uma perda da mesma maneira.  Além disso, uma apólice exclusiva de Obras de Arte pode ter uma franquia muito baixa, dependendo das exposições, ao contrário das apólices patrimoniais.

Não é raro que uma obra de arte seja armazenada ou exibida junto com outras peças, o que provoca um efeito cascata quando se falando em danos. A possibilidade de uma perda impactar várias obras ou até mesmo uma coleção inteira é muito real, especialmente nos dias de hoje, quando grandes catástrofes naturais estão se tornando cada vez mais comuns. Para colecionadores privados, muitas vezes a coleção de arte é um investimento e pode representar uma parte significativa de seu patrimônio geral. Fazer um seguro de arte protege o valor da coleção e a segurança financeira do segurado, porém, é preciso desmistificar a concepção de que só vale a pena fazer seguro para uma coleção que inclua muitas peças e, portanto, seja avaliada em uma determinada quantia. Em arte, existem apólices diferentes, assim como em outras linhas de produtos: segurar um iate, por exemplo, é diferente de segurar uma frota de cargueiros. 

As seguradoras precisam de uma prova do valor da obra a ser segurada, por isso, recibos de compra, atestados de originalidade e avaliações feitas por experts são fundamentais na hora de adquirir uma apólice, uma vez que todos os dados da obra são auto-declarados. Certifique-se de ter recebido um certificado de título ou autenticidade, pois o mundo da arte está repleto de falsificações. Manter registros organizados também ajuda a avaliar a arte por um valor justo. Mesmo que você comece com um registro em papel, faça o que puder para digitalizar o máximo possível para que possa facilmente, por e-mail, compartilhar esses resultados com uma seguradora.

Não há um valor fixo para segurar obras de arte, pois se trata de um seguro muito personalizado – não apenas por conta das características das peças em si, mas também do tipo de cobertura que o segurado prefere.  Entre os fatores considerados, estão: o perfil do cliente, o tipo de arte, tamanho do risco, características específicas do local onde a arte é mantida, entre outros itens. Como as apólices de Belas Artes são geralmente subscritas com base em Todos os Riscos, ou All Risks, como é mundialmente conhecido, é importante prestar muita atenção às exclusões específicas listadas em uma proposta de cobertura, junto com os sublimites oferecidos para Trânsitos e Locais Não Nomeados. A AXAXL tem equipes com experiência nesse segmento, bem como com fortes relacionamentos com a comunidade artística, visando sempre favorecer o acesso aos melhores restauradores, conservadores e avaliadores.

Como reduzir o risco

Proteger obras de arte envolve mais do que a aquisição de uma apólice. É preciso ter consciência dos riscos aos quais ela está exposta e planejar e implementar estratégias de prevenção de perdas.

Depois que uma peça é comprada, por exemplo, o primeiro desafio é garantir a segurança no transporte. Uma obra de arte pode viajar por terra, mar ou ar para chegar ao seu destino, e é durante esse movimento que ocorre a maioria dos possíveis danos a uma obra de arte, como quedas, roubos e acidentes.  Para minimizar as chances de que isso ocorra, procure contratar empresas especializadas, transportadores não especializados não terão os procedimentos adequados para garantir que a arte seja transportada com segurança. Solicite imagens da peça no contêiner de armazenamento em que ela viajará para identificar quaisquer ferramentas ou artigos soltos que possam se mover durante a viagem e danificar a arte, opte por caixas personalizadas para obras de arte de alto valor, pois elas permitem uma amarração mais resistente para evitar o movimento durante o transporte. Vale a pena também fazer uma inspeção profissional de pré e pós-condição em todas as peças que estão sendo movidas, bem como revisar os relatórios de condição antes e depois da mudança para garantir que a obra seja entregue sem danos. E não esqueça de incluir em sua apólice a garantia de que a peça será coberta antes da mudança e o valor seja adequado para cobrir uma perda total.

Galerias, museus, universidades e outras organizações estão constantemente em busca de novas obras para exibir em seus espaços, e se você decidiu emprestar uma obra de sua propriedade, comece solicitando o certificado de seguro e detalhes de como a apólice da entidade cobrirá a peça enquanto estiver sob seus cuidados, custódia e controle. A entidade tem cobertura “prego a prego” para ser coberta durante o transporte? Eles têm a cobertura adequada se a arte for transportada por via marítima ou aérea? Os limites de cobertura de sua apólice são adequados para cobrir uma perda total? Reveja o contrato de empréstimo para garantir que está evidenciado onde a arte será exibida, por quanto tempo e se será movida, e, por fim, se a entidade tem um plano de resposta a emergências.  Revise os relatórios de condição antes e depois do período de empréstimo para garantir que a arte seja devolvida sem danos. Assim como no transporte, após a aquisição da peça, ao emprestá-la você também precisa se certificar de que ela seja embalada e enviada por especialistas em transporte de arte.

Caso você precise armazenar suas obras de arte em um depósito, aqui vão algumas dicas importantes: revise sua apólice para checar se ela tem uma cobertura adequada para situações como essa; preste atenção à localização do depósito para avaliar se ele está localizado em uma área de alto risco de inundação, roubo, terremoto ou incêndio florestal; certifique-se de que a obra nunca seja mantida no chão; faça uma inspeção profissional de pré e pós-condição em todas as peças armazenadas e, por fim, revise os relatórios de condição antes e depois de movê-los para o armazenamento, para garantir que a arte seja entregue sem danos.

Fonte: Sonho Seguro / Autora: Cristiane Porto Rodrigues é Head of Art/ Brazil da AXA XL

O panorama do setor de aviação após os efeitos da Covid-19

Fonte: Mapfre / CQCS

Artigo de Cristina Quintero / Unidade de Riscos Globais

É inegável que um dos setores mais afetados pela pandemia da Covid-19 é a indústria aeronáutica. A estimativa é que em 2020 a redução do tráfego de passageiros será de 66% em relação ao ano anterior. Nenhuma das crises globais já ocorridas havia tido este impacto. Mas era impossível prever uma situação produzida pela pandemia da Covid -19. Atualmente, a IATA, mesmo com suas estimativas mais otimistas, não prevê uma recuperação no tráfego aéreo no período de 2019 até 2024.

As companhias aéreas comerciais tiveram que se reinventar para manter suas operações economicamente viáveis e, em vez de transportar passageiros, começaram a transportar cargas ou voos de repatriação e, mesmo assim, o impacto em suas operações foi enorme. Aos poucos, as operações comerciais começam a se restabelecer, mas as quarentenas e restrições impostas por muitos países deixam os usuários muito mais cautelosos na hora de escolher um voo, e boa parte da população tem receio de voltar a viajar por medo do contágio durante o voo. Adicionalmente, as viagens a trabalho, um dos nichos mais rentáveis para as companhias aéreas, caiu drasticamente, já que esse tipo de usuário decidiu viajar somente para o imprescindível e adicionou mais videoconferências em suas reuniões.

E esta redução, inclusive a finalização temporária de operações, é um efeito dominó para o resto da indústria: aeroportos, prestadores de serviços aeroportuários, entre outros, tiveram que reduzir suas atividades drasticamente. As companhias aéreas tiveram que paralisar a fabricação de novos aviões, o que afetou os fabricantes e suas indústrias auxiliares, que se viram forçadas a reduzir sua produção.

Felizmente, em termos gerais, o segmento de aviação teve um impacto menor na pandemia, e muitas de suas operações, por sua natureza de serviço público, puderam continuar funcionando com normalidade relativa durante o período de hibernação global. Estamos nos referindo a frotas governamentais, polícia, extinção de incêndios, ambulâncias aéreas, voos executivos, fumigação etc., o que forneceu um pouco de oxigênio à indústria.

No final de 2018, começou a se vislumbrar um endurecimento do mercado de seguros da aviação, que havia chegado a mínimos históricos com relação ao nível mundial de ingresso de matéria-prima e que o tornava insustentável, o que levou muitas companhias de seguros a restringirem sua capacidade ou, inclusive, forçá-las a deixar de subscrever este segmento.

Durante 2019 e início de 2020, manteve-se a tendência ao aumento nas taxas em nível global, apesar de que ninguém podia prever o que aconteceria em 2020 com a pandemia da Covid-19. Por enquanto, mesmo que a tendência de aumento das taxas seja mantida, com a queda nas exposições como consequência da redução de passageiros transportados e das decolagens, e de um número maior de aeronaves em terra, os níveis de matéria-prima nas renovações se ajustam. Portanto, a necessidade do mercado por um ingresso maior de matéria-prima se vê postergada.

O mercado de seguros de aviação enfrenta também novos desafios derivados da pandemia. Os riscos que haviam tido relevância até hoje, do ponto de vista da companhia de seguros, transformaram-se em um dos principais focos de preocupação. Com o fechamento do espaço aéreo em muitos países e as restrições de locomoção, as aeronaves ficaram estacionadas em terra. Antes de a pandemia ser decretada, os aeroportos do mundo todo tinham espaço suficiente para recepcioná-las, já que a maioria estava voando. Entretanto, neste novo cenário, os aeroportos estão com suas pistas cheias de aeronaves e as companhias aéreas estacionam seus aviões em desertos ou espaços nunca imaginados. Esta acumulação de ativos, uma grande quantidade assegurada reunida no mesmo espaço físico, faz com que a preocupação das companhias de seguro se incremente de forma proporcional por temor a uma grande ameaça produzida por um possível evento da natureza ou até mesmo ação terrorista.

Além disso, e derivado desta situação de congestionamento, houve incidentes que eram menos prováveis, porque as aeronaves estacionadas em terra também precisam de manutenção e locomoção na pista. A falta de espaço para realizar estas manobras produziu um número maior de incidentes por colisão entre aeronaves, felizmente, sem consequências para passageiros.

Da mesma forma que o anterior, se comparamos o ano 2020 com seu predecessor, podemos comprovar que devido à redução da atividade, o número total de eventos de frequência (por operações de handling, ingestão em motores, etc.), tem sido inferior. Entretanto, o fato de que as frotas mundiais tenham tido muito menos atividade, não impediu a ocorrência de eventos de intensidade derivados de acidentes aéreos com perdas de vidas humanas.

As companhias de seguro de aviação devem ser capazes de acompanhar à indústria aeronáutica durante suas diversas realidades e é nestas situações que precisam mostrar flexibilidade e apoio aos assegurados. Desde o início desta crise estivemos analisando todos os casos dessas situações e solicitações recebidas para proporcionar a melhor solução de seguro adaptada à situação atual.

Susep aprovará novas regras

Fonte: CQCS

A partir do dia 04 de janeiro de 2021, o ressegurador poderá captar recursos necessários como garantias a riscos aceitos, por meio de emissão de Letra de Risco de Seguro (LRS), título de dívida vinculada. É o que estabelecerá resolução do CNSP, em fase de consulta pública, que a Susep pretende publicar até o final do ano.

De acordo com a norma, o prazo máximo de vencimento da LRS será de 10 anos.

A dívida vinculada a riscos deve possuir relação biunívoca com os riscos cedidos ao ressegurador.

Além da remuneração devida ao risco aceito, essa dívida vinculada a riscos de pode prever remuneração adicional, desde que atrelada e limitada, no máximo, à remuneração dos ativos garantidores.

Esse ressegurador não poderá retroceder riscos e deverá atender os requisitos previstos para resseguradores locais na regulamentação vigente para obter autorização para operar nesse segmento.

Os ativos garantidores das provisões técnicas e da dívida vinculada a riscos serão registrados na Susep e não poderão ser alienados, prometidos alienar ou de qualquer forma gravados sem sua prévia e expressa autorização, sendo nulas de pleno direito as alienações realizadas ou os gravames constituídos com violação à futura resolução.

Contudo, a Susep poderá conceder autorização para movimentar livremente os ativos garantidores ao ressegurador que se encontre em condição regular quanto à sua situação econômico-financeira e à cobertura e adequação da Exposição Máxima ao Risco (EMR).

O ressegurador somente poderá proceder a uma nova emissão quando a anterior estiver plenamente liquidada, ou seja, sem riscos a decorrer, sem sinistros a pagar e sem recursos a serem devolvidos aos adquirentes das LRS.

Entenda o Seguro Garantia Judicial e veja quando contratar este tipo de apólice

Este tipo de apólice garante ao juízo o fiel cumprimento pecuniário, caso o tomador da garantia não cumpra com a obrigação financeira que lhe foi imputada pela sentença

As apólices de Seguro Garantia Judicial são utilizadas em processos tributários, cíveis e trabalhistas, devendo ser aplicadas quando:

Do início da fase de execução da sentença;

Do momento da oposição de embargos do devedor;

Da execução, ainda, em ações cautelares.

Desta forma, como se observa, o Seguro Garantia Judicial é utilizado em procedimentos fortuitos, em processos novos, medidas de urgência, como cautelares ou mandados de segurança, nas tutelas de urgência, embargos com efeito suspensivo e impugnações de cálculos, além de atuar na substituição de ativos na fase de cumprimento de sentença e mandados de segurança, em face das substituições de garantias já concedidas, como é o caso de penhora nas execuções. Isso significa que as garantias judiciais podem evitar a multa administrativa, cancelando a exigibilidade do crédito e suspendendo a execução.

Vale ressaltar que esta modalidade também está sendo amplamente usada por empresas para garantir o cumprimento de parcelamentos Administrativos Fiscais, cujo objetivo é a regularização fiscal para obtenção de certidões.

Este tipo de apólice garante ao juízo o fiel cumprimento pecuniário, caso o tomador da garantia não cumpra com a obrigação financeira que lhe foi imputada pela sentença. Isto posto, se não houver garantias devidamente constituídas, o processo ficará comprometido, não permitindo ao juiz deferir os pedidos da empresa ré no que se refere aos embargos, cautelares ou impugnações. Com a existência de uma garantia atrelada ao processo, o juízo terá a convicção de que o crédito para a parte ativa estará protegido, caso ao final da execução, o tomador não honre com o pagamento que lhe é imputado.

A favor do tomador, as vantagens do Seguro Garantia Judicial são evidentes, como por exemplo:

Menor taxa em comparação às tradicionais cartas de fiança bancária;

Não é caracterizado como empréstimo, como é o caso da carta de fiança bancária;

Não compromete o capital de giro da empresa que está tomando a garantia;

Pode ser utilizado para a substituição de garantias já constituídas em processos já em andamento;

Pode ser utilizado para a substituição de bens penhorados;

Reduz a possibilidade de penhora on-line;

Reduz a possibilidade de bloqueio de conta corrente;

Impede que ativos imobilizados sejam penhorados e bloqueados pela justiça;

Permite que o trâmite jurídico transcorra de forma menos onerosa para a empresa tomadora;

Não impacta no balanço patrimonial como "conta de depósitos judiciais";

Não compromete o fluxo de caixa da empresa;

É obtido de forma mais rápida e simplificada quando comparadas às alternativas previstas pela lei.

Enquanto uma carta de fiança bancária custa em média 4% ao ano, podendo chegar a 6%, o seguro apresenta taxas que variam de 0,5% a 2,5 % ao ano dependendo do grau de risco da empresa tomadora. Para definição da taxa exata leva-se em conta basicamente a análise de dois tipos de riscos:

Risco Financeiro: caracterizado pela capacidade de a empresa tomadora cumprir com o pagamento futuro, caso seja condenada. Para isso, avalia-se os 3 últimos balanços e a classificação do rating da empresa;

Risco Jurídico - que trata do processo judicial, levando-se em conta o estágio em que o processo se encontra, os valores envolvidos e a sua probabilidade de êxito.

No cálculo para a definição da taxa, o risco financeiro tem um peso bem maior em relação ao risco jurídico. Ou seja, quanto mais saudável a empresa, menor será a taxa anual a ser aplicada.

Assim como o Seguro Garantia para contratos (Performance Bond) o Seguro Garantia Judicial envolve três partes, a saber:

Tomador: aquele que toma a garantia, sendo a empresa litigante no processo judicial e que, portanto, contrata a garantia para ser atrelada ao processo judicial;

Segurado: beneficiário da garantia, credor da obrigação pecuniária que é o objeto de discussão processual;

Seguradora: companhia garantidora das obrigações do tomador no processo judicial.

Fonte: Migalhas / Autor: Sergio Fasolari / CEO da Merit Seguros.

Enel Trading eleva qualidade do atendimento no Mercado Livre de Energia

Adesão ao segmento pode gerar economia média de 34% na conta de luz de consumidores que utilizam a partir de 500 kW por mês

Fonte: InfoMoney

Reduzir os custos tem sido o desafio da maior parte dos executivos que se esforçam para contornar os solavancos da crise provocada pela pandemia. Muitas vezes os gastos com energia não estão no radar desse plano de austeridade. Mas deveria. Enquanto no mercado cativo a energia é comprada das concessionárias de distribuição, e o pagamento é feito mensalmente, no Mercado Livre, as empresas podem negociar contratos customizados direto com comercializadores ou geradores. A mudança significa diminuição de custo.

De acordo com a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), o preço da energia pago pelos consumidores participantes do Mercado Livre foi, em média, 34% menor no ano passado. A porcentagem dessa economia, no entanto, pode variar por fatores como por exemplo o perfil de consumo dos clientes e a posição geográfica das empresas, em algumas regiões, as distribuidoras cobram mais caro pelo fornecimento.

O tamanho da economia varia de cliente para cliente. Por isso, fazemos vendas consultivas, nas quais representantes comerciais ajudam os executivos desde o diagnóstico dos gastos com energia até a formulação de um contrato e um produto que atenda à demanda do negócio, diz Javier Alonso, diretor de Gestão de Energia e Comercialização da Enel no Brasil, ao MoneyLab.

Estão aptos para entrar no Mercado Livre empresas que consomem a partir de 500 kW mensalmente, considerando que este limite pode ser a soma de várias filiais ou unidades consumidoras em áreas contíguas.

Flexibilidade na negociação

Como uma das maiores empresas de energia do mundo, presente em 34 países, a Enel Brasil criou uma subsidiária especializada em atender clientes do Mercado Livre de Energia para poder se relacionar de maneira personalizada com as empresas. A Enel Trading se diferencia das demais comercializadoras também por ter parques próprios de geração. Isso nos permite garantir estabilidade de preços e segurança na entrega da energia, afirma Alonso.

Os contratos firmados são, geralmente, de dois a cinco anos, e os acordos, flexíveis. As companhias podem comprar uma quantidade fechada de energia para usar ao longo do período contratado, ou, no caso ser um negócio menos previsível, adquirir uma cota mínima e ir adaptando a quantidade adquirida conforme a necessidade.

O processo de transição do mercado cativo para o livre pode levar de seis a nove meses. Trata-se de um período em que geralmente as companhias usam para readaptar processos internos às mudanças. Por isso oferecemos atendimento personalizado e inovador. O nosso objetivo é ajudar os executivos a prepararem o negócio a essa conversão, que significa economia dos gastos, afirma Alonso.

Outra vantagem de estar no Mercado Livre com a Enel Trading é a flexibilidade para realizar eventuais acertos nos contratos mesmo durante a vigência dos acordos. Esse diferencial ficou ainda mais claro ao longo do primeiro semestre deste ano, período no qual as empresas tiveram de lidar com uma queda abrupta da demanda como consequência da crise gerada pela pandemia.

Estamos orgulhosos de ter acompanhado de perto esse momento de dificuldade, diz Alonso. Fizemos um grande esforço para refazer os contratos e mostrar que apoiamos as empresas.

Segmento em expansão

Cada vez mais companhias aderem ao Mercado Livre de Energia, o que reflete na expansão do segmento. Trata-se de uma categoria responsável por manter o fornecimento de 30% da energia consumida no país. Em 2019, o crescimento foi de 6%. No primeiro semestre deste ano, o número de consumidores do segmento avançou 10,2%, de acordo com a Abraceel. No próximo ano, esse percentual tende a elevar ainda mais e assim por diante, diz Alonso, que ressalta o consumo dessa categoria no setor industrial e de serviços do país.

Ao reduzir os custos com energia, as empresas tornam o seu produto ou serviço mais competitivo. A Enel Trading segue em expansão para atender a esse aumento de demanda. Uma das principais frentes do planejamento é ampliar a força de venda presencial, que hoje está presente em 16 estados brasileiros, uma vez que a empresa comercializa energia em todo o território Nacional. Nossa vocação é estabelecer uma relação de longo prazo com os clientes, diz Alonso.

Departamento de Justiça dos EUA denuncia o Google por monopólio

Valor de mercado da empresa atinge US$ 1 trilhão.

Fonte: Monitor Mercantil

O Departamento de Justiça dos EUA abriu nesta terça-feira uma ação antitruste alegando que o Google mantém ilegalmente monopólios nos mercados de busca e publicidade em buscas. A ação foi movida no Tribunal do Distrito de Columbia. Onze procuradores-gerais estaduais ingressaram como demandantes no caso, relata a agência de notícias Xinhua.

Como uma das empresas mais ricas do planeta, com um valor de mercado de US$ 1 trilhão, o Google, de propriedade da Alphabet Inc., é o guardião do monopólio da Internet para bilhões de usuários e incontáveis anunciantes em todo o mundo, assinala o departamento em nota. Durante anos, o Google respondeu por quase 90% de todas as consultas de pesquisa nos Estados Unidos e usou táticas anticompetitivas para manter e estender seus monopólios em pesquisa e publicidade em pesquisas, frisa o órgão oficial. O CEO do Google é Sundar Pichi.

A Reclamação alega que o Google manteve ilegalmente monopólios ao entrar em acordos de exclusividade que proíbem a pré-instalação de qualquer serviço de busca concorrente, além de acordos de longo prazo com a Apple que exigem que o Google seja o padrão.

A companhia teve receita de US$ 162 bilhões no ano passado, mais do que o Produto Interno Bruto (PIB) de países como Hungria, Ucrânia e Marrocos. O Google tem enfrentado desafios legais semelhantes no exterior. A União Europeia multou a companhia em US$ 1,7 bilhão em 2019 por impedir que sites usassem serviços rivais para encontrar anunciantes; em US$ 2,6 bilhões em 2017 por favorecer seu próprio produto; e em US$ 4,9 bilhões em 2018, por bloquear rivais no Android.

Hoje, milhões de norte-americanos dependem da internet e de plataformas online para suas vidas diárias. A competição neste setor é de vital importância, e é por isso que o desafio de hoje contra o Google, o guardião da internet, por violar as leis antitruste é um caso monumental tanto para o Departamento de Justiça quanto para o povo norte-americano, disse o procurador-geral William Barr. Um porta-voz do Google, entretanto, foi citado pela CNBC afirmando que o processo é profundamente falho.