O seguro em tempos de pandemia

26, Out. 2020

O seguro em tempos de pandemia

Fonte: O Estado de S. Paulo / Autor: Antonio Penteado Mendonça

O ano de 2020 será paradigmático. A pandemia do novo coronavírus é o maior cataclismo desde a Segunda Guerra Mundial. Nenhum outro momento teve o seu impacto social e econômico. As análises mostram um cenário no mínimo assustador. Estados Unidos, União Europeia e Japão, no final da pandemia, deverão estar mais ou menos onde estavam antes de 2019, ao passo que a China deve crescer 10% no período.

Além disso, a China, com sua vacina testada, entre outros lugares no Brasil, começa a se destacar como uma das maiores forças na indústria química e farmacêutica, aumentando consideravelmente sua influência e suas relações comerciais com países até agora na órbita ocidental.

Pelo tamanho de sua economia, os maiores bancos e maiores seguradoras, se já não são, em pouco tempo serão chineses. E o mesmo vale para a indústria automobilística, que vem se somar à indústria têxtil e à de material hospitalar. Como se não bastasse, o país se consolida como o maior importador de alimentos e minérios. Quer dizer, o mundo pós-pandemia será um mundo com a China mais presente e ativa na ordem internacional.

Mas o que aconteceu até aqui nos diferentes setores econômicos dos diferentes países? Com certeza os impactos da pandemia não são iguais, ou mesmo semelhantes, tanto no que se refere às nações, como no que se refere aos diferentes setores econômicos de cada uma.

Entre os setores com resultados bastante variados no primeiro semestre de 2020, o setor de seguros aparece em lugar de destaque. De lucros expressivos a prejuízos consideráveis em razão da pandemia, a atividade tem de tudo.

Os planos de saúde privados, ao contrário do que o leigo poderia imaginar, tiveram um primeiro semestre bastante positivo. A pandemia restringiu violentamente o uso dos planos para todos os procedimentos não vinculados à covid-19.

Tudo que não fosse emergência foi deixado para depois, e esse momento está começando a tomar vulto apenas agora, o que quer dizer que o ano de 2020 pode ser um ano de bons resultados para grande parte dos planos de saúde privados.

Mas a pandemia fez mais. O isolamento social, que no começo do processo foi respeitado, reduziu drasticamente o número de acidentes de veículos, garantindo um resultado mais do que satisfatório para as seguradoras fortemente dependentes do seguro de automóveis.

Mesmo com a queda na venda de seguros novos, porque a produção caiu para patamares comparáveis ao início da indústria automotiva no País, a redução das indenizações compensou com folga a queda do faturamento.

Mas se teve quem ganhou dinheiro no primeiro semestre, teve também quem mal e mal empatou e quem perdeu. A crise decorrente da pandemia reduziu a atividade econômica para patamares muito baixos, gerando uma enorme quebradeira de empresas e o aumento do desemprego, que já estava em patamar muito alto.

O empobrecimento da sociedade brasileira é evidente e, se for dolarizado, atinge valor expressivo. E o quadro só não está pior porque o auxílio emergencial pago pelo governo vai segurando as pontas e impedindo o agravamento da crise social, que tem tudo para mostrar a cara tão logo o auxílio deixe de ser pago.

Várias seguradoras dependem justamente do público mais atingido para tocar o grosso de seus negócios. Estas sentiram rapidamente o impacto da pandemia. A contratação de seguros novos caiu, a renovação dos seguros existentes caiu e a inadimplência dos segurados cresceu ao longo de todo o primeiro semestre. E o quadro não deve sofrer grandes alterações nos próximos meses e mesmo ao longo de 2021.

Como a sinistralidade dos seguros de veículos deve subir e a venda de apólices novas continuará fraca, a situação das seguradoras que atuam na carteira ficará menos confortável. E o mesmo vale para as operadoras de planos de saúde privados. A volta do uso intensivo dos planos já está em curso, elevando os custos, enquanto a perda de segurados deve causar impacto no faturamento.

Ninguém espera uma grave crise no setor, mas 2021 será um ano que demandará cuidados.

Susep explica as alterações propostas em novas regras e critérios para a operação de seguros

Dar mais liberdade ao setor segurador. É a premissa que Solange Vieira, superintendente da Susep, tem dito nos webinars promovidos pela autarquia para explicar as mudanças que vêm sendo implementadas pelo regulador.

Nessa sexta, dia 23, aconteceu mais um webinar com o objetivo de mostrar as alterações propostas para simplificar as regras e critérios para a operação de seguros do grupo patrimonial. São tratados na minuta de circular os seguros compreensivos residencial, empresarial e condomínio, seguros de lucros cessantes, seguros de riscos diversos.

Solange Vieira fez a abertura do webinar promovido pela Susep. Estamos fazendo uma sequência de mudanças no marco regulatório que estamos tentando estabelecer mais liberdade para as seguradoras para que possam oferecer melhor atendimento ao consumidor, disse.

Ela citou as alterações em grandes riscos. Em massificados ainda estamos deixando algumas regras, os princípios gerais são mais extensos, mas estamos trabalhando na simplificação do marco regulatório, afirmou.

Rafael Scherre, diretor da Susep, fez um histórico das revisões feitas pela autarquia até agora. O objetivo das resoluções é seguir o planejamento da Susep para criar um ambiente regulatório mais leve e favorável ao crescimento do mercado, ressaltou.

Ele explicou que entre os objetivos do novo marco regulatório estão a revisão e consolidação além de flexibilizar a estruturação das coberturas. Temos o objetivo de criar condições para surgimento de novos produtos para aumentar o mercado e trazer consumidores que estão fora do mercado. O excesso de regulação e amarras tem custo e torna os produtos mais caros, disse.

Já Mariana Arozo, coordenadora-geral de regulação de seguros massificados, pessoas e previdência, detalhou as propostas. Ela explicou que foi excluído o limite relativo à indenização integral (compreensivo condomínio) e que foram revogados os cinco atos normativos. Na caracterização dos seguros do grupo patrimonial, ela disse que, em linhas gerais, houve a retirada de dispositivos previstos na norma de seguros de danos. Temos trabalhado para evitar que dispositivos sejam replicados, pontuou. Ela acrescentou também que a ideia é oferecer maior liberdade contratual.

Sobre a obrigatoriedade de coberturas básicas e adicionais, Mariana destacou que  se a seguradora quiser fazer um  produto pode, mas tiramos isso da obrigatoriedade trazendo mais liberdade na criação de produtos.

Ela também falou da flexibilização em riscos de engenharia. A cobertura de entulho passa a ser uma possibilidade para as seguradoras. Sobre o item de renovação, ela explicou que a restrição da renovação é uma prática do mercado. Na nossa avaliação não seria preciso proibir.

Fonte: Sonho Seguro

Cenário pós-pandemia é otimista para seguradores e economista

Fonte: Sincor-SP

O Brasil terá uma retomada mais intensa do que outros países, graças aos estímulos colocados na economia, aposta o economista-chefe e diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Banco Bradesco, Fernando Honorato. A fala foi feita durante o painel Cenário econômico pós-pandemia, Perspectivas para o Brasil e o mercado de seguros, apresentado no evento Sincor Digital, Conectando o Mercado de Seguros, nesta sexta-feira (23/10).

Segundo o economista, os estímulos na economia feitos pelo governo federal permitirão que o País saia fortalecido da crise sanitária e com oportunidades de crescimento em diversos setores. O fim do auxílio emergencial vai ter menos impacto do que o esperado. Isso porque, grande parte das pessoas que pegaram o auxílio estavam empregadas; e porque estamos todos em casa, consumimos menos do que a renda, aponta.

Para o mercado de seguros, Honorato acredita que haverá menores receitas financeiras, maior necessidade de geração de prêmios, crescimento na venda de casas, carros e caminhões, que geram impacto no setor, além do envelhecimento da população e a própria pandemia, bem como a baixa penetração de seguros no País.

O CEO da Zurich, Edson Franco, reforça o otimismo do economista e aponta que o setor de seguros é resiliente e soube se adaptar perfeitamente às mudanças impostas pela pandemia. O mercado colocou todo mundo em casa numa velocidade surpreendente, o que foi uma grande surpresa para todos. Os corretores foram fundamentais na parceria para atender nossos clientes num momento tão difícil.

Franco ainda comenta que as perspectivas do mercado de seguros para o futuro são otimistas.

Acredito que teremos um crescimento de 2 dígitos no mercado de seguros para o ano que vem. As pessoas estão ainda mais conscientes sobre a importância da proteção que o seguro traz, completa.

Nós não esperamos uma previsão de PIB para aproveitar todo o potencial que tem o mercado de seguros brasileiro, com baixa penetração e falta de conhecimento por parte da população. Estamos num mercado que ainda tem muito para crescer e que depende mais de nós, do próprio mercado, do que das previsões econômicas, acredita Gabriel Portella, presidente da SulAmérica.

O executivo ainda destacou o papel fundamental dos corretores de seguros diante das oportunidades de crescimento do setor. Quando eu olho para os corretores de seguros, eu vejo a maior força de distribuição e a que move o mercado de seguros. Portella ressalta que os corretores devem explorar o setor ao máximo, oferecendo os ramos de seguros aos clientes da carteira. Nunca conheci um profissional que tenha explorado tudo que o mercado tem para oferecer, pois o setor está presente em todos os lugares, em todos os ramos, completa.

Para o presidente da Bradesco Seguros, Vinicius Albernaz, o otimismo deve ser cauteloso, já que a pandemia ainda não acabou e o cenário econômico é incerto. Vejo muitas oportunidades para o mercado. A pandemia trouxe a urgência de um olhar especial para o seguro de vida, de saúde e a previdência, por exemplo. Precisamos redirecionar o foco e a concepção de risco, declara.

Empresa de energia veem desafios para economia verde

A criação de instrumentos financeiros que levem em conta os benefícios de fontes renováveis em meio à transição energética serão um desafio, afirmou a diretora de estratégia da Enel, Rosana Santos, durante evento online promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta sexta-feira.

É um desafio pensar produtos financeiros que tenham a cara da economia verde, afirmou a diretora.

Rosana lembrou que a valoração das novas tecnologias deve levar em consideração não apenas a baixa emissão de carbono na geração de energia, como também benefícios sociais.

Os projetos eólicos, por exemplo, vão além de uma tecnologia com baixa emissão de carbono, pois traz benefício sociais para as comunidades onde estão, pois se paga um arrendamento para as famílias próximas às usinas, o que cria um espaço econômico em regiões onde antes ele não existia, como nos rincões do nordeste, acrescentou.

Também presente ao evento, o CEO da AES Tietê, Ítalo Freitas, concorda que financiamento ainda é um grande desafio para o acesso às fontes renováveis.

O financiamento é crucial para que a gente leve energia competitiva. É preciso analisar riscos e trazê-los bem mitigados para o mercado financeiro, explicou o CEO.

O executivo acrescentou que as novas tecnologias sendo incorporadas ao setor elétrico devem ajudar a incorporar novos clientes ao mercado livre de energia e a incentivar o acesso às fontes renováveis.

A forma de se acessar o cliente de varejo tem que ser digital e fácil, de forma que se consiga migrar o cliente para o mercado livre. É essencial fomentar o mercado livre e a sustentabilidade. É a maneira mais rápida de descarbonizar a indústria e o comércio brasileiros, explicou o CEO.

Amazônia

A diretora de estratégia da Enel defendeu que o fornecimento de energia elétrica às regiões isoladas na Amazônia que ainda não estão conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) tem que combinar custos e preservação da floresta.

As áreas que sobram a serem eletrificadas não estão conectadas ao SIN ou ao sistema local porque isso custa muito caro. O atendimento longínquo à Amazônia vai funcionar se a gente desenvolver sistemas como green bonds, por exemplo, atrelados a estes investimentos, ou algo como um sustainability bonds. Dentro desses financiamentos, é preciso que já seja pensada também alguma forma de se pensar a manutenção destes sistemas, que é muito caro, defendeu a diretora.

Freitas, da AES TIetê, vê como uma solução para o atendimento elétrico à região o uso de tecnologias de microgrids, ou micro-redes, que incluem fontes de energia distribuída e cargas capazes de operar em paralelo com o sistema principal.

Microgrids são o futuro, vemos belíssimas aplicações desse tipo de sistema fora do Brasil e torço para que a gente consiga trazer isso para a Amazônia, porque o impacto é sensacional, explicou Freitas.

Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontam que o Brasil tem 270 sistemas isolados de energia ainda não conectados ao SIN, com cerca de 3,3 milhões de habitantes, sendo quase todos na região norte do país.

Fonte: Valor Econômico

Pandemia poupou agronegócio e impactou setor de energia

A China, que é o grande importador do agronegócio, está comprando.

Fonte: Monitor Mercantil

A pandemia do coronavírus, que atingiu de forma significativa a economia de todos os países afetados, teve efeitos diferentes sobre os diversos setores da economia brasileira. Segundo dados oficiais, o Produto Interno Bruto (PIB) recuou -1,5% no primeiro semestre de 2020 em relação ao segundo semestre de 2019. Mas setores como a indústria (-1,6%), por exemplo, sofreram mais do que o agronegócio (+0,6%).

Com atuação em diversas áreas, o Grupo Interalli percebeu os diferentes impactos. Enquanto terminais portuários comemoravam resultados positivos nas movimentações, o braço de energia precisou de flexibilidade para se adaptar. Como um Grupo atuante em diversos setores, pudemos perceber os diferentes impactos e como cada um reagiu à pandemia neste ano. O agronegócio se manteve firme, sustentando a economia brasileira neste momento difícil, afirma Fabrício Fumagalli, diretor do grupo. Já nos setores de energia e combustíveis, o momento exigiu adaptabilidade, mas temos conseguido responder a este desafio e as perspectivas são positivas.

O agronegócio é responsável por 25% do PIB brasileiro (cerca de R$ 700 bilhões) e foi um dos setores que ajudaram a segurar a economia do país durante a pandemia.

Enquanto o PIB brasileiro deve ter retração de 6% em 2020, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o PIB do agronegócio pode crescer 2,5% no mesmo período, tomando como base as previsões de safra do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo Helder Catarino, gerente do terminal graneleiro Interalli Grãos, do Porto de Paranaguá (PR), um dos principais fatores que contribuíram para este resultado foram as medidas do governo federal que permitiram a continuidade das atividades nos portos, considerados uma atividade essencial. O que fazemos foi nos adequar para enfrentar e temos conseguido. Não paramos e estamos batendo recordes de crescimento.

Segundo ele, o Porto de Paranaguá acumula um crescimento nas movimentações de 14% neste ano e o Interalli Grãos já registrou aumento de 12% nas suas movimentações. Índices que devem ser ainda maiores no final de 2020. O segundo semestre de 2019 foi difícil, então o crescimento deve ser maior neste ano.

Catarino ainda destaca que a continuidade das atividades, adotando as medidas de segurança necessárias, permitiu que a mão-de-obra nos portos não sofresse os impactos da pandemia. De acordo com ele, foram tomadas medidas como uso de máscaras, reforço da higienização, medição de temperaturas, kits de alimentação e higiene para caminhoneiros, entre outras.

Nenhum terminal teve problema de falta de mão-de-obra, todo mundo conseguiu controlar bem, comemora. Como a gente não parou, não perdeu mão-de-obra, e existiu demanda, a gente está em um ritmo acelerado, mantivemos contratação de funcionários e os terminais todos estão em franco movimento.

Sobre os fatores externos que mais contribuíram para os resultados positivos, Catarino ressalta a demanda crescente. A China, que é o grande importador do agronegócio, está demandando. O país teve problemas com a safra e produção de carne, então ela precisa comprar e está comprando. Hoje, ela adquire cerca de 60% da carne exportada pelo Brasil e cerca de 80% da soja, exemplifica.

Além da demanda, o câmbio favorável à exportação, a safra recorde de grãos, com cerca de 250 milhões de toneladas no Brasil, e a falta de chuvas, que permite a continuidade das atividades, ajudaram o setor. Tudo de bom para a gente. Rodamos plenamente. Não nos faltou produto, não nos faltou gente, e conseguimos fazer um excelente trabalho, afirma.

Ainda de acordo com Catarino, os resultados positivos podem ajudar, também, nos próximos anos. Estamos com vendas para 2021 bastante acima da média. Os produtores venderam a safra nova, que nem foi plantada, e já estão vendendo a safra de 2022, que vai ser plantada em um ano. A demanda por alimentos está firme e sólida, afirma.

Combustíveis

O setor de combustíveis foi um dos afetados pelas medidas de prevenção do coronavírus. Com o distanciamento social, fechamento de escolas, academias e comércio, entre outros, houve queda no consumo. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no primeiro semestre de 2020, as distribuidoras venderam 8,7% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Entre os meses de abril e julho a redução do consumo foi sentida com maior intensidade pelas empresas do setor. Embora não tenha sido um impacto grande na movimentação de produtos, em virtude dos decretos que asseguraram as manutenção dos serviços essenciais, com a redução da demanda, naturalmente, percebemos entre os clientes uma preocupação em relação à importação de combustíveis, explica Carlos Camillo, gerente do terminal de líquidos CBL, no Porto de Paranaguá (PR).

Camillo acrescenta que, por causa da sobra de combustível nas refinarias, houve também uma tendência da Petrobras de ocupar uma fatia maior do mercado neste ano, o que impacta a atividade das empresas que importam o produto. Quando o mercado opera normalmente, a Petrobras mantém 80% da fatia do mercado, em média, e 20% fica aberto para importação. Agora, com a pandemia, como sobrou produto no Brasil e no mundo inteiro, naturalmente a Petrobras acabou segurando o preço, explica.

O gerente da CBL lembra que a queda de preços ocorreu em todo o mundo e que ela chegou a valores expressivos em abril. Os preços chegaram a ficar negativos no final de abril em razão da sobra de produto no mercado mundial. Então tudo isso acabou impactando nosso segmento de terminal de líquidos.

Além das mudanças na demanda do produto, as medidas de segurança necessárias durante a pandemia também exigiram adaptabilidade das empresas, segundo Camillo.

Tivemos impactos do ponto de vista financeiro e de operações para preservar a segurança durante a pandemia. Investimos em equipamentos, pessoas e materiais para continuar as atividades sem correr risco de contaminação, afirma. Entre as ações, fazemos alterações de processo, mobiliários, rotinas de trabalho de alguns setores e a reinvenção de atividades, tornando-as digitais, exemplifica.

Mercado de energia

As medidas de prevenção da Covid-19 causaram um impacto significativo na geração e consumo de energia no Brasil. Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a pandemia causou retração no setor a partir de março. Em junho, com o início das flexibilizações das medidas de prevenção, o consumo voltou a crescer, com tendência de retomada, apesar de os índices ainda se apresentarem baixos em relação a anos anteriores.

Ainda de acordo com a CCEE, nas três primeiras semanas de agosto, com a flexibilização de medidas de prevenção da Covid-19 e retomada de atividades econômicas, o consumo de energia no mercado livre aumentou 4,5% na comparação com o mesmo período de 2019. No mercado regulado, o volume consumido caiu 2% na mesma comparação.

Em relação à geração, as usinas hidrelétricas registraram crescimento de 12,9% na primeira metade de agosto na comparação com o mesmo período de 2019. A geração fotovoltaica teve aumento de 26,9% na mesma base de comparação. No Sistema Interligado Nacional (SIN), a produção de energia manteve-se praticamente estável (-0,1%) no período.

A energia solar e hidrelétrica são dois dos ramos de investimento do Grupo Interalli, que têm projetos para construção de PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) e placas fotovoltaicas.

Segundo Simone Matico, gerente do setor de energia do grupo, o impacto maior foi sentido no começo da pandemia. Tínhamos uma expectativa de começar a construção da PCH Salto Vermelho, por exemplo, neste ano. Mas por causa do cancelamento do leilão em março, por causa da pandemia, não pudemos avançar. A pandemia acabou atrasando o início de projetos.

Com a perspectiva de recuperação, o grupo espera reforçar os investimentos em energia renovável e recuperar estes projetos atrasados.

Europa vê Covid-19 em disparada e alerta para meses difíceis

Vários países relataram aumentos recordes, com destaque para a França, que registrou mais de 50 mil casos diários pela primeira vez no domingo

Fonte: Reuters

Líderes europeus alertaram para meses difíceis pela frente agora que a pandemia ressurgente de Covid-19 forçou as autoridades a imporem novas restrições para tentar conter a proliferação da doença.

A divulgação de que uma vacina sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca provocou reações imunológicas em pessoas idosas e jovens foi uma notícia positiva, mas o secretário da Saúde britânico, Matt Hancock, avisou que nenhuma vacina estará disponível antes do ano que vem, dizendo que ainda não chegamos lá.

Em outras partes, o quadro é invariavelmente sombrio. Vários países relataram aumentos recordes, com destaque para a França, que registrou mais de 50 mil casos diários pela primeira vez no domingo, e o continente ultrapassou o patamar de 250 mil mortes.

Os governos estão desesperados para evitar os lockdowns que contiveram a doença no início do ano à custa da desativação de suas economias inteiras, mas o crescimento constante de casos novos os obriga a endurecer os controles continuamente.

Teremos meses muito, muito difíceis pela frente, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, em uma reunião de líderes de sua União Democrata-Cristã (CDU), de acordo com o diário Bild.

Embora a Alemanha esteja se saindo relativamente bem quando comparada com outros países da Europa, também testemunha uma disparada de casos, e o índice de ambiente de negócios Ifo, que é acompanhado atentamente, caiu nesta segunda-feira, refletindo as preocupações com o vírus.

O desalento causado pelo ressurgimento do vírus afetou os mercados financeiros, onde os preços do petróleo caíram devido aos temores de outro recuo na demanda, e os mercados de ações também caíram.

Na Espanha, que já teve mais de 1 milhão de casos da doença, o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, alertou que o país está enfrentando uma situação “extrema” ao anunciar um novo estado de emergência no domingo, impondo toques de recolher noturnos localizados e proibindo viagens entre regiões em alguns casos.

A Itália, o país mais afetado no continente nos estágios inicias da crise, em março, também impôs novas restrições, ordenando que restaurantes e bares fechem a partir das 18h, interditando cinemas e academias de ginástica e adotando toques de recolher localizados em várias regiões.

CTG Brasil lança edital de apoio a projetos sociais

Foco recai em iniciativas que contribuam para o desenvolvimento local das comunidades na área de atuação da empresa; Inscrições vão até 3 de novembro

A CTG Brasil anunciou seu primeiro Edital de Recursos Incentivados para o Desenvolvimento Local, num objetivo de apoiar financeiramente iniciativas que contribuam para o desenvolvimento das comunidades do entorno das operações da empresa por meio da cultura, esporte, educação, geração de renda e outras iniciativas para inclusão social.

Poderão ser selecionados projetos aprovados e aptos à captação de recursos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Federal de Incentivo ao Esporte, dos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente e dos Fundos dos Direitos da Pessoa Idosa, que fomentem o desenvolvimento local e incentivem direta ou indiretamente a geração de renda por meio do emprego e do empreendedorismo.

Podem participar do processo Organizações da Sociedade Civil e empresas privadas que existam há pelo menos três anos, tenham natureza ou finalidade esportiva ou cultural (no caso dos mecanismos de incentivo ao esporte ou à cultura) ou objetivo de atendimento a crianças e adolescentes ou a pessoas idosas (no caso dos mecanismos de incentivo a ações para esses públicos), entre outros critérios de qualificação.

As inscrições estão abertas até as 18h do dia 3 de novembro pela plataforma Prosas, onde também estão disponíveis o edital completo, com eixos temáticos, regulamento e critérios de seleção, além da lista de localidades participantes e outras informações.

Fonte: Canal Energia

Oportunidade no Mercado de Trabalho

Analista de Seguros Corporativos Pleno

Empresa contratante: CPFL PAULISTA / Uma empresa do Grupo CPFL

Acreditamos que nossa força vem da colaboração entre as pessoas. Inovamos para oferecer as melhores soluções aos nossos clientes. Nos dedicamos à entrega de resultados e à busca contínua da excelência. Somos íntegros e responsáveis em tudo o que fazemos para gerar valor de forma sustentável. E para nós da CPFL a segurança é um compromisso inegociável!

Se você acredita que pode fazer a diferença para os nossos negócios e compartilha dos nossos valores, traga sua energia para cá!

Principais Atividades:

Conhecer com detalhes as apólices contratadas e dar suporte as áreas internas;

Contatar as áreas internas e Seguradoras com relação as movimentações pertinentes às

apólices;

Garantir que os controles internos da área estejam devidamente atualizados;

Auxiliar no monitoramento de empresas do setor e mercado local e internacional de seguros, buscando informações sobre sinistralidade que possam afetar os prêmios pagos para cobertura de riscos;

Emitir e acompanhar a emissão e a disponibilidade de seguro-garantia para participação da CPFL em leilões;

Levantar junto as áreas internas documentos para as seguradoras contratadas em

processos de regulação de sinistros ocorridos;     

Controlar as informações de pagamentos e orçamento da área;

O que você precisa ter:

Necessário Superior em Engenheira ou Administração de Empresas ou Ciências Contábeis ou Economia;

Necessários conhecimentos sólidos Conhecimento em Resseguros e Seguros

Desejável Inglês Intermediário;

Desejável conhecimento e experiência no setor de energia;

Desejável conhecimento avançado em Excel (VBA);

O que oferecemos:

Vale Transporte / Vale Refeição / Assistência Médica / Assistência Odontológica / Auxilio creche (conforme regras de elegibilidade) / Seguro de Vida / PLR

Onde você vai atuar: Campinas/SP. / O Grupo CPFL Energia

Somos uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro, com negócios em distribuição, geração, comercialização de energia elétrica e serviços. Atuamos de forma comprometida com a excelência operacional, nos aspectos econômico, socioambiental, saúde e segurança, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da comunidade. Queremos garantir um futuro melhor para colaboradores e clientes e para isso trabalhamos diariamente, de várias formas: com programas de conservação e uso eficiente da energia elétrica, redes inteligentes, mobilidade urbana elétrica e muito mais.

Respeitamos as diferenças e valorizamos a diversidade! Nossa motivação é oferecer o melhor às pessoas, dentro e fora da empresa, buscando relacionamento de longo prazo com cada profissional da nossa equipe. É por isso que para nossas vagas buscamos candidatos pela sua qualificação profissional, independentemente de raça, cor, religião, idade, sexo, orientação sexual, identidade de gênero, nacionalidade ou deficiência. Venha fazer parte da nossa equipe!

Detalhes da vaga

Nível de experiência: Pleno-sênior / Setor: Serviços públicos / Tipo de emprego: Tempo integral

Funções de trabalho: Gestão de projetos / Link para candidatura via Linkedin: https://www.linkedin.com/jobs/view/2203371259/?refId=1aMnQxdkS0e7guzxfjxMiA%3D%3D 

Seguem links para acesso às edições virtuais mais recentes das Revistas do Setor de Seguros:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2020/10/edicao-259/

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_160

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2020/10/12/seguro-e-mais-velho-do-que-se-imagina/

Revista Cobertura: https://www.revistacobertura.com.br/2020/09/25/edicao-224/

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed31_2020.pdf

Revista Cadernos de Seguro: http://cadernosdeseguro.funenseg.org.br/secoes.php 

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