IRB Brasil RE e B3 desenvolvem plataforma

27, Out. 2020

IRB Brasil RE e B3 desenvolvem plataforma blockchain para o mercado Objetivo é conectar corretores, seguradoras e resseguradoras em uma única rede, permitindo que as operações ganhem velocidade, segurança e transparência

Fonte: Revista Apólice

O IRB Brasil RE e a B3 firmaram parceria e estão desenvolvendo uma plataforma inédita no país para conectar corretores, seguradoras e resseguradoras em uma única rede, permitindo que as operações envolvendo contratos de seguros e resseguros sejam realizadas via internet de forma mais ágil, segura e transparente. A ferramenta, que chegará ao mercado em 2021, é baseada na tecnologia blockchain e possibilitará concluir em segundos processos que hoje podem durar meses. O projeto poderá estar sujeito à apreciação dos reguladores a depender do desenvolvimento a ser realizado.

A união do IRB, com mais 80 anos de experiência no mercado de seguro e resseguro, e da B3, com know-how e capacidade de processamento de registros e de liquidações financeiras, além de todas as credenciais conferidas pela Susep, endossa o avanço seguro dessa nova tecnologia no mercado, diz o CEO e presidente do Conselho de Administração do Instituto, Antônio Cássio dos Santos. É mais um sinal inequívoco de que estamos dando ênfase no processo de transformação digital, por meio de inovação e parcerias disruptivas, completa.

A B3 suporta o crescimento do mercado financeiro brasileiro por meio de produtos e serviços que garantem a segurança e otimizam a operação de seus clientes, além de cumprir exigências regulatórias. Essa atuação, como infraestrutura do mercado, nos permite ganhos de sinergia em uma escala sem paralelo para diversos setores. O mercado de seguros é um deles. Já iniciamos essa atuação dando suporte para as seguradoras e fundos através do registro de seus ativos financeiros, dados em garantia das reservas técnicas de suas operações, e agora, mais recentemente, com o Sistema de Registro de Operações (SRO) da Susep. Há muitas outras oportunidades estratégicas no horizonte, e esse projeto com o IRB é uma delas, comenta Gilson Finkelsztain, CEO da B3.

Criado em 2008, o blockchain, que já é utilizado pelo mercado financeiro, funciona, na prática, como um livro de registro virtual formado por uma rede incorruptível de blocos. Essa estrutura não permite alteração das informações e oferece criptografia segura para a troca, em grande volume, de ativos digitais, sem a necessidade de um intermediário. Aplicada ao setor de seguros e resseguros, possibilitará negociações multilaterais, com segurança, alta velocidade e oferta de informações precisas em tempo real.

Atualmente o intercâmbio de contratos e de outros dados entre corretores, seguradoras e resseguradores é realizado, em sua maioria, por meio de e-mails, com arquivos em anexo. A ideia não é substituir outros sistemas integrados de gestão. Mas a plataforma vai padronizar essa comunicação e possibilitará a criação de modelos de análise das informações, por exemplo.

A proposta é conectar todos os players em uma só rede, flexível e customizável, que atenda a diversidade do mercado”, explica o diretor de TI do IRB, Marcelo Hirata.

Resseguro é um contrato em que o ressegurador assume o compromisso de indenizar a companhia seguradora (cedente) pelos danos

Fonte: InfoMoney

O resseguro é o seguro das seguradoras. É um contrato em que o ressegurador assume o compromisso de indenizar a companhia seguradora

(cedente) pelos danos que possam vir a ocorrer em decorrência de suas apólices de seguro.

Para garantir com precisão um risco aceito, as seguradoras usualmente repassam parte dele para uma resseguradora que concorda em indenizá-las por eventuais prejuízos que venham a sofrer em função da apólice de seguro que vendeu.

O contrato de resseguro pode ser feito para cobrir um determinado risco isoladamente ou para garantir todos os riscos assumidos por uma seguradora em relação a uma carteira ou ramo de seguros.

O seguro dos riscos assumidos por uma seguradora é definido por meio de um contrato de indenização. Os resseguradores fornecem proteção a variados riscos, inclusive para aqueles de maior vulto e complexidade que são aceitos pelas seguradoras. Em contrapartida, a cedente (segurador direto) paga um prêmio de resseguro, comprometendo-se a fornecer informações necessárias para análise, fixação do preço e gestão dos riscos cobertos pelo contrato.

Como funciona o resseguro

A operação de resseguro permite que a seguradora diminua sua responsabilidade em relação a um risco considerado excessivo para sua capacidade financeira. Ao ceder parcialmente essa responsabilidade para a resseguradora, esta também participa do prêmio recebido, no caso de um contrato de resseguro proporcional.

O objetivo da seguradora é proteger seu patrimônio e seus resultados operacionais. Já o do resseguro, é aumentar a capacidade de retenção das seguradoras, ampliar a liquidez do mercado, oferecer proteção contra riscos causados por catástrofes e estabilizar a sinistralidade (proporção da receita gasta com o pagamento de indenizações).

O resseguro é regido pelo princípio da mais estrita boa-fé entre a cedente e o ressegurador, sendo que ambos buscam obter lucros com a operação. A responsabilidade do ressegurador está limitada apenas ao sinistro (materialização do risco) real que a seguradora sofreu. Tecnicamente, o resseguro é uma operação financeira típica realizada entre as duas partes, com a finalidade de dividir responsabilidades.

Divergências de conceito

A definição de resseguro, contudo, não encontra unanimidade, inclusive juridicamente. Existem correntes que equiparam o resseguro ao contrato de seguro, colocando-o na condição de contrato de segundo grau, pela existência prévia do seguro, complementando o contrato original. Há, ainda, quem defenda a classificação do resseguro como uma relação de sociedade, devido aos interesses quanto à lucratividade aparentemente comuns aos atores da operação (segurador e ressegurador).

O resseguro é também definido como uma operação de cosseguro, porque as responsabilidades são compartilhadas por mais de uma empresa. Divergências de definição à parte, o fato é que o resseguro se destina à transferência do risco em parte e, raramente, na totalidade. A cessão integral do risco a uma resseguradora pode descaracterizar o conceito clássico de resseguro, uma vez que sempre se espera que a cedente retenha parte do negócio.

A cedente sempre será responsável pela regulação dos eventuais sinistros, respondendo pelo exato cumprimento de todas as obrigações contratuais perante o segurado. Mais importante que a definição de resseguro é a sua finalidade, que se desdobra de várias formas, já que ele pode ser contratado de diversas maneiras. O resseguro é estruturado, matematicamente, de acordo com os objetivos a que se propõe.

Cessão e retrocessão

A seguradora que transfere parte de determinado risco ou de uma carteira de riscos a um ressegurador cede parcela da responsabilidade que assumiu mediante contratos de seguros. É o que se chama cessão de resseguro. O ressegurador também dispõe do mecanismo da retrocessão, que repassa parte das responsabilidades que assumiu para outro ressegurador ou para companhias seguradoras locais, com o objetivo de proteger seu patrimônio. Nessa operação, são cedidos riscos, informações e parte do prêmio de seguro.

Como funciona a operação de retrocessão

Tanto nas operações de cessão como nas de retrocessão não existe ligação direta entre o segurado original e a resseguradora. Quando ocorre um sinistro, a companhia seguradora (cedente) responde pelos compromissos assumidos com o segurado original integralmente.

Da mesma forma, o ressegurador indeniza a cedente, de acordo com a parte que lhe couber do resseguro cedido. Numa operação básica de cessão de resseguro em bases proporcionais, por exemplo, uma seguradora assume um risco no valor 100, mediante determinado contrato de seguro, cobrando 10 de prêmio. Supondo que ela ceda 50% desse valor a uma resseguradora, o repasse do prêmio proporcional será cinco. É importante destacar que nem todas as cessões são realizadas proporcionalmente.

Por que o resseguro é necessário?

Entre os motivos que levam uma seguradora a ceder parte de seus negócios ao ressegurador, estão:

• pulverização do risco;

• preservação da estabilidade de resultados das seguradoras; e

• garantia de liquidação do sinistro ao segurado (indenização ou reembolso de eventuais prejuízos previstos na apólice).

A principal finalidade do resseguro é a possibilidade de as seguradoras (cedentes) fazerem uma vasta distribuição de riscos, em todo o mundo, ampliando sua capacidade de subscrever mais riscos. Quanto maior for a oferta de resseguro mais as seguradoras poderão assumir riscos provenientes de contratos de seguros diretos, porque têm a possibilidade de repassar a uma ou mais resseguradoras parte desses riscos e, consequentemente, possíveis indenizações dos sinistros que vierem a acontecer.

Pulverização de riscos e estabilidade financeira

Além desse procedimento conhecido como pulverização de riscos, o resseguro tem outro importante objetivo: a estabilidade financeira. A repartição de riscos favorece a garantia de solidez financeira e estabilidade do mercado de seguros diretos, porque os riscos da atividade são diluídos entre vários participantes. Essa repartição de negócios tem o objetivo específico de o ressegurador indenizar sinistros à seguradora (cedente), caso ocorram os riscos predeterminados ou uma série de sinistros, dependendo do tipo de resseguro contratado.

Estabilidade técnica

A importância do resseguro está também na capacidade que tem de aliar a estabilidade financeira à estabilidade técnica das seguradoras, já que os resseguradores oferecem amplos serviços, especialmente no desenvolvimento de produtos, na taxação, subscrição e gestão de sinistro. O acesso à experiência e aos serviços do ressegurador é um benefício para as seguradoras, que permite o crescimento consistente e rápido das atividades do mercado.

Por exemplo, uma seguradora regional e concentrada exclusivamente em determinado país pode, por meio do resseguro, ter acesso ao conhecimento internacional de outras companhias do setor, ampliando e consolidando seus produtos comercializados naquele único país. Outra finalidade do resseguro é uniformizar o comportamento de uma carteira de seguros diretos da seguradora, atenuando ou eliminando eventuais desequilíbrios existentes em período delimitado.

Iguala os resultados, evitando que a gravidade de determinados sinistros possa comprometer a estabilidade financeira da seguradora. Desequilíbrios na carteira de uma seguradora podem ser medidos pela intensidade (severidade) e a frequência com que os sinistros acontecem num mesmo intervalo de tempo.

Quando se fala em intensidade, a referência é o montante dos prejuízos causados por sinistros. Já a frequência está relacionada ao número de ocorrências que afetam o resultado da carteira segurada. Tanto a intensidade como a frequência são fatores essenciais à elaboração dos diversos tipos de contratos de resseguro existentes, porque dão a medida das necessidades de cada seguradora e de cada ramo de negócio em que ela opera.

Quais são os aspectos financeiros dos contratos de resseguro?

Os contratos de resseguro têm características de um acordo financeiro entre o segurador direto (companhia cedente) e um ou mais resseguradores, porque o primeiro subscreve uma carteira de negócios que será repartida com o segundo.

A seguradora cedente mantém registros de suas transações individuais e emite uma conta com o resumo de suas operações para seus resseguradores ou corretores de resseguro (brokers), em geral, a cada três meses. Um relatório de conta de resseguro apresenta o valor total de prêmios destinado aos resseguradores, além da participação deles em todos os pagamentos de sinistros. Inclui também outras informações contábeis, como créditos e débitos para os resseguradores.

Quais são as diferenças entre os contratos de seguro e de resseguro?

Os dois contratos – seguro e resseguro – são independentes juridicamente, embora a existência do último decorra do primeiro. No Brasil e internacionalmente, o segurado da apólice original não participa diretamente do contrato de resseguro, já que a negociação é feita entre segurador e ressegurador.

A operação de seguro é regida por um contrato típico, ou seja, especificado no ordenamento jurídico do país (Código Civil Brasileiro, capítulo XV, artigos 757 ao 802, por exemplo). Por outro lado, o resseguro constitui um contrato atípico, porque não faz parte das normas jurídicas, especialmente quanto às bases concretas de suas cláusulas.

No contrato, segurador e ressegurador determinam as cláusulas que vão prevalecer, a maioria delas em comum acordo, tornando-se o instrumento legal para ambas as partes. Seguradoras e resseguradoras dispõem de equipes de apoio permanentes de juristas e técnicos, além de recursos materiais.

Ambas são empresas profissionais que se relacionam livremente, podendo estabelecer suas bases contratuais. Os critérios e limites dessa atuação livre estão restritos apenas à melhor conveniência, aos bons costumes e à apuração técnica que caracteriza a atividade. A boa-fé objetiva permeia toda a relação, de ambos os lados.

Resseguro: etapas da diluição de grandes riscos

Segurado

É quem repassa para o segurador determinado risco de sua atividade. Contrato de resseguro Documento firmado entre seguradora e resseguradora.

Segurador direto

Assume o risco com total responsabilidade perante o segurado (individual ou pessoa jurídica). Cessão (transferência do risco para o resseguro) Quando o segurador direto não quer ou não pode assumir a totalidade do risco, cede parte dele a uma ou mais resseguradoras.

O segurador direto passa a ser o cedente nessa operação de resseguro.

Retrocessão

É o resseguro do resseguro. Quando o ressegurador não quer assumir totalmente sua parte no risco, retrocede uma fração das responsabilidades que aceitou a outra ou mais resseguradoras, ou mesmo seguradoras, chamadas retrocessionárias. Neste caso, o primeiro ressegurador se torna o retrocedente. Retrocessionária É a resseguradora que assume uma fração da parte do risco que a primeira resseguradora assumiu.

Quem oferece resseguro no Brasil?

O mercado local foi aberto em abril de 2008. Em julho de 2011 contava com 97 resseguradoras (oito locais, 29 admitidas e 57 eventuais) e com 37 corretoras de resseguro (brokers) autorizadas, conforme publicado no Diário Oficial da União dos dias 28 de março e 8 de julho.

A Lei Complementar 126, de 15 de janeiro de 2007, dispôs sobre a política de resseguro, retrocessão e sua intermediação, as operações de cosseguro, as contratações de seguro no exterior e as operações em moeda estrangeira no setor securitário. A maior parte da regulamentação veio com a Resolução 168, de dezembro do mesmo ano, do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). A legislação brasileira prevê três tipos de ressegurador: local, admitido e eventual.

Ressegurador local

Sediado no Brasil, constituído sob a forma de sociedade anônima e supervisionado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Ressegurador admitido

Ressegurador estrangeiro com mais de cinco anos de operação no mercado internacional. Precisa ser registrado na Susep, ter escritório de representação no Brasil e manter conta em moeda estrangeira vinculada à Susep para garantia de suas operações no país.

Deve atender a requisitos de capacidade econômica e financeira mínima, de avaliação de solvência por agência classificadora de risco (rating de crédito) e de garantias financeiras com aporte de recursos no país.

Ressegurador eventual

Ressegurador estrangeiro em operação no país de origem há mais de cinco anos e sem escritório de representação no Brasil. Para registro na Susep, deverá apresentar capacidade econômica e financeira mínima, avaliação de solvência por agência classificadora de risco (rating de crédito) e designar procurador residente no Brasil, com amplos poderes administrativos e judiciais. Resseguradores estrangeiros sediados em paraísos fiscais não podem operar no mercado brasileiro. Entram nessa categoria os países que não tributam a renda ou tributam com alíquota inferior a 20%.

Tempos nebulosos para o próximo ano

Atenção está em 2021, com previsões menos otimistas para PIB e Selic

Fonte: Sonho Seguro

Taxa de juros em 2020 ficou mantida em 2% no boletim divulgado nesta segunda-feira, mas a expectativa dos agentes do mercado financeiro para 2021 subiu de 2,5% para 2,75%, conforme mostra boletim da CNseg

Os olhos de todos já estão voltados para 2021. Com a frágil situação fiscal do País,  que se torna ainda mais desfavorável com gastos que devem elevar o déficit primário para quase R$ 900 bilhões (frente a uma meta anterior à pandemia de R$ 124 bilhões), o crescimento no ano que vem e nos próximos anos pode ser menor que o esperado, como sinalizou hoje a expectativa dos analistas entrevistados pelo Banco Central. O crescimento do PIB no ano que vem caiu de 3,47% para 3,42% na edição desta semana do boletim Focus.

Isso acontece tanto pelo aumento da incerteza, como da elevação das taxas de juros de prazos mais longos, que já está acontecendo. Nesse cenário, a projeção para a taxa básica de juros de curto prazo, a Selic, apesar de permanecer estável em 2% para o final deste ano, indicando que o mercado não acredita em elevação dos juros pela autoridade monetária nas duas próximas reuniões do Copom, subiu de 2,5% para 2,75% para o final de 2021, comenta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação das Seguradoras.

O futuro da energia renovável está garantido

Energia renovável atrai investimentos de R$ 70 bilhões

O avanço das fontes renováveis no Brasil tem acirrado a disputa entre novatos e gigantes do setor de energia. Apesar da pandemia, que levou a uma queda no consumo de eletricidade neste ano, projetos solares, eólicos e de biomassa entraram de vez na agenda de investimentos das companhias, já de olho em um aumento futuro da demanda.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o segmento vai receber investimentos de R$ 50 bilhões a R$ 70 bilhões com a criação de parques renováveis próximos aos grandes centros de consumo nos próximos dez anos.

A maior preocupação com a agenda ambiental, a instabilidade dos preços da conta de luz e a queda de até 60% nos custos das energias solar e eólica desde 2015 impulsionam novos projetos.

Essa junção de fatores injeta ânimo em um novo perfil de empresa que se consolida no setor. O Grupo Gera, criado em 2016, já tem oito usinas com capacidade de geração de 10 megawatts.

E agora planeja investir R$ 200 milhões para ampliar sua capacidade para 55 megawatts até o fim de 2021. Um megawatt atende cerca de 300 casas, estimam especialistas. Na carteira da Gera há clientes como Vivo, Lojas Americanas e Ambev.

Segundo Ramon Oliveira, presidente do grupo, já estão em construção no Rio projetos de biogás e solar, que ficarão prontos em julho do ano que vem:

Há projetos em todo o Brasil. Também temos planos na energia eólica. A pandemia reduziu o consumo, mas já está normalizando, e as empresas buscam mais eficiência.

Alta para o verão

A francesa GreenYellow também só cresce desde que iniciou suas atividades no Brasil, em 2014. Com usinas entre o Paraná e o Piauí, a meta da empresa, com clientes como Magalu, Oi e Claro, é ampliar sua capacidade de 30 megawatts para 130 megawatts até 2022 e levantar R$ 500 milhões em investimentos, como usinas solares no Estado do Rio.

O pior lugar do Brasil é o melhor da Alemanha em geração solar. O setor cresce com projetos em diferentes tamanhos, desde usinas até telhados solares, disse Pierre Yves Mourgue, diretor-presidente da empresa.

Segundo Guilherme Susteras, presidente da Sun Mobi, o consumo já está reagindo com a abertura da economia. Ele ressalta a expectativa positiva para o verão, por causa do home office.

A empresa pretende aumentar sua capacidade de geração em dez vezes até o fim de 2021 e prevê investimentos de R$ 56 milhões:

A demanda por projetos eficientes é crescente porque a tarifa elétrica no Brasil sofre com a instabilidade. Este ano não sobe porque teve a Covid.

A energia renovável está cada vez mais competitiva. Há muito potencial no Brasil, e o crescimento vai depender do aumento da demanda.

A consultoria Safira acaba de colocar sua primeira usina solar, em Minas Gerais, em operação. A meta é investir R$ 300 milhões e aumentar o parque solar em dez vezes, em dois anos, para atender pessoas físicas.

A energia produzida pelas usinas solares é injetada na rede elétrica da concessionária, gerando créditos que viram descontos na conta dos clientes, explica Mikio Kawai, diretor da Safira.

Lucas Araripe, presidente da Casa dos Ventos, destaca o avanço da venda de energia renovável no mercado livre, o que permite um ambiente mais competitivo, uma vez que as companhias podem optar por projetos mais baratos.

Ele cita como exemplos os casos da Anglo American e da Vulcabras, que já compraram a energia de projetos que só ficarão prontos em 2023:

Temos em carteira um volume de projetos renováveis que soma dez vezes o que temos hoje.

Já o Grupo Enel tem em construção no Piauí um parque solar e eólico que, quando pronto, será conectado ao Sistema Interligado Nacional, que reúne empresas de produção e transmissão de energia elétrica no país.

Além disso, a companhia amplia a construção de projetos menores para atender empresas. A Enel Green Power é a maior geradora de energia solar e eólica do país, com cerca de 845 MW de capacidade instalada de solar em operação.

A energia renovável está cada vez mais competitiva. Há muito potencial no Brasil, e o crescimento vai depender do aumento da demanda. Não faz mais sentido construir termoelétricas, diz Roberta Bonomi, responsável pela Enel Green Power no Brasil.

Caminho semelhante é feito pela europeia EDP Renováveis, que investe em diversos projetos. Com capacidade de 330 megawatts, a empresa vai quadruplicar sua atual capacidade.

Isso vai tornar o Brasil o terceiro maior mercado no mundo para a companhia, atrás dos Estados Unidos e da Espanha.

Será um salto enorme. Claro que, com a pandemia, as empresas gastam mais tempo analisando os projetos. Mas a tendência é de crescimento, e os preços menores vistos nos últimos anos são algo muito positivo, comentou Duarte Bello, diretor de Operação para Europa e Brasil da empresa.

Um exemplo é a parceria da companhia de shoppings Multiplan com a EDP. Um complexo solar abastece 100% do Village Mall, na Zona Oeste do Rio, o que permitiu a redução de 49% no custo de energia em um ano, uma economia de R$ 5,9 milhões.

Caminho sem volta

Para Thiago Barral, presidente da EPE, as fontes renováveis serão o carro-chefe da próxima década, com o avanço de projetos de diferentes portes no ambiente regulado e no mercado livre, influenciado pela redução dos preços:

As fontes renováveis têm um papel de complementar o nosso sistema, em paralelo com as hidrelétricas e as térmicas a gás, que, com o seu barateamento, tendem a ter maior uso no setor industrial.

A Voltalia planeja investir R$ 2,5 bilhões até 2023, aumentando sua capacidade eólica de 600 megawatts para 1,6 gigawatts em 2022. Robert Klein, presidente da empresa, destaca a necessidade de criação de usinas híbridas, com solar e eólica juntas:

O crescimento é um caminho sem volta, mas o avanço vai depender da retomada econômica e de mudanças regulatórias.

O setor atrai inclusive o segmento financeiro. A corretora XP investe em energia renováveis há dois anos. Já são três fundos com participação em usinas eólicas e solares e mais de R$ 275 milhões aplicados.

Fonte: O Globo

Enel X aposta em PPPs de iluminação para desenvolver cidades inteligentes no Brasil

Fonte: Megawhat Energy

As parcerias público-privadas (PPPs) de iluminação pública são a grande aposta da Enel X para o desenvolvimento das chamadas cidades inteligentes no Brasil, disse Francisco Scroffa, responsável pelo braço de inovação e soluções digitais do grupo italiano no Brasil.

A Enel X já saiu vencedora de duas PPPs de iluminação pública, de Angra dos Reis (RJ) e Macapá (AP), e enxerga um mercado potencial de 2 milhões de pontos de iluminação no país nos próximos dois a três anos.

É uma oportunidade muito boa para as cidades, que podem conseguir uma infraestrutura mais eficiente, e também para a Enel X, que tem a missão de ter uma posição de relevância no Brasil, disse Scroffa, em entrevista à MegaWhat.

Ainda em 2020, a Enel X pretende participar da licitação da PPP de Belém (PA), prevista para 6 de novembro, e de Petrolina (PE), prevista para 18 de novembro. Também devem acontecer neste ano as licitações das PPPs de Sapucaia do Sul (RS) e Campinas (SP).

Para a Enel X, o importante é apresentar a melhor proposta, com maior eficiência e custo mais competitivo. Temos seriedade e um patamar alto de qualidade, estamos muito tranquilos em como entramos nesse negócio. A missão é ser o mais eficiente possível para ter a melhor proposta, disse Scroffa.

No início outubro, a Enel X fazia parte do consórcio que levou a PPP de iluminação pública de Macapá, junto da Mobit e da Selt Engenharia, ao oferecer um lance de R$ 429,3 mil pela contraprestação mensal máxima, deságio de 61% em relação ao limite máximo estabelecido pelo edital. Em maio, a companhia levou a PPP de Angra dos Reis, com o mesmo consórcio, ao oferecer a receita mensal de R$ 327 mil, deságio de 31%.

Segundo Scroffa, as regras para projetos do tipo no Brasil estão mais robustas, fortalecendo a competição. Uma área que pode ser melhorada é a estruturação dos planos de negócios para receitas acessórias, de tecnologia, para que fique muito claro o que será feito, disse, se referindo ao edital.

No modelo das PPPs de iluminação pública implementadas no Brasil, o grupo vencedor da disputa se compromete a trocar as luminárias do município por LED, com ganho de eficiência e redução de custos, e esses investimentos são financiados por meio da Contribuição de Iluminação Pública (CIP) ou Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip), para pelos consumidores por meio da conta de luz.

Esse ponto de iluminação serve como passo inicial para modernização dos municípios, uma vez que a concessionária poderá, depois, oferecer outros serviços, como a captação de informações em nuvem, medição de temperatura e de emissão de gases poluentes e instalação de câmeras com reconhecimento facial. Tudo isso faz parte do conceito de cidades inteligentes.

Como a Constituição Federal define que a CIP só pode ser usada para iluminação pública, e não para outros serviços, a empresa vencedora da PPP precisa de outras receitas para custear os investimentos em cidades inteligentes.

Isso está dentro do que se chama de receita acessória. Você tem a estrutura principal que é a modernização do parque de iluminação pública, mas pode desenvolver novas tecnologias com a mesma infraestrutura e a receita será compartilhada entre a prefeitura e os operadores, explicou Scroffa. É o caso, por exemplo, do uso dos postes de iluminação para melhora da cobertura 4G e 5G no país. A operadora do parque de iluminação do município pode ceder o poste para as companhias de telecomunicações, em troca de uma receita, que será compartilhada com a prefeitura.

Além da iluminação pública, a Enel X considera grande o potencial do Brasil de uso de novas tecnologias e digitalização no setor elétrico. O mundo está mudando, a geração de energia está mudando e ficando mais renovável e intermitente, que precisa de tecnologia para balancear os fluxos entre os grandes consumidores e geradores, disse.

Por isso, a companhia desenvolveu uma ferramenta de flexibilidade na demanda, com o qual já é líder em mercados nos Estados Unidos e Japão, por exemplo. Como o Brasil é um exemplo de crescimento em geração renovável, a gestão do consumo é outro negócio potencial para o grupo.

Estamos trazendo toda essa experiência que temos em outras áreas no mundo para o Brasil, falando com os reguladores, mostrando as vantagens da tecnologia, disse.

A mobilidade elétrica também é um grande negócio potencial para a Enel X no Brasil. Não temos dúvidas de que seremos líderes no Brasil e na América Latina, disse Scroffa. Transporte público é uma área que damos muita importância, pela questão da poluição, disse.

Oportunidade no Mercado de Trabalho

Analista de Seguros Corporativos Pleno

Empresa contratante: CPFL PAULISTA / Uma empresa do Grupo CPFL

Acreditamos que nossa força vem da colaboração entre as pessoas. Inovamos para oferecer as melhores soluções aos nossos clientes. Nos dedicamos à entrega de resultados e à busca contínua da excelência. Somos íntegros e responsáveis em tudo o que fazemos para gerar valor de forma sustentável. E para nós da CPFL a segurança é um compromisso inegociável!

Se você acredita que pode fazer a diferença para os nossos negócios e compartilha dos nossos valores, traga sua energia para cá!

Principais Atividades:

Conhecer com detalhes as apólices contratadas e dar suporte as áreas internas;

Contatar as áreas internas e Seguradoras com relação as movimentações pertinentes às

apólices;

Garantir que os controles internos da área estejam devidamente atualizados;

Auxiliar no monitoramento de empresas do setor e mercado local e internacional de seguros, buscando informações sobre sinistralidade que possam afetar os prêmios pagos para cobertura de riscos;

Emitir e acompanhar a emissão e a disponibilidade de seguro-garantia para participação da CPFL em leilões;

Levantar junto as áreas internas documentos para as seguradoras contratadas em

processos de regulação de sinistros ocorridos;     

Controlar as informações de pagamentos e orçamento da área;

O que você precisa ter:

Necessário Superior em Engenheira ou Administração de Empresas ou Ciências Contábeis ou Economia;

Necessários conhecimentos sólidos Conhecimento em Resseguros e Seguros

Desejável Inglês Intermediário;

Desejável conhecimento e experiência no setor de energia;

Desejável conhecimento avançado em Excel (VBA);

O que oferecemos:

Vale Transporte / Vale Refeição / Assistência Médica / Assistência Odontológica / Auxilio creche (conforme regras de elegibilidade) / Seguro de Vida / PLR

Onde você vai atuar: Campinas/SP. / O Grupo CPFL Energia

Somos uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro, com negócios em distribuição, geração, comercialização de energia elétrica e serviços. Atuamos de forma comprometida com a excelência operacional, nos aspectos econômico, socioambiental, saúde e segurança, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da comunidade. Queremos garantir um futuro melhor para colaboradores e clientes e para isso trabalhamos diariamente, de várias formas: com programas de conservação e uso eficiente da energia elétrica, redes inteligentes, mobilidade urbana elétrica e muito mais.

Respeitamos as diferenças e valorizamos a diversidade! Nossa motivação é oferecer o melhor às pessoas, dentro e fora da empresa, buscando relacionamento de longo prazo com cada profissional da nossa equipe. É por isso que para nossas vagas buscamos candidatos pela sua qualificação profissional, independentemente de raça, cor, religião, idade, sexo, orientação sexual, identidade de gênero, nacionalidade ou deficiência. Venha fazer parte da nossa equipe!

Detalhes da vaga

Nível de experiência: Pleno-sênior / Setor: Serviços públicos / Tipo de emprego: Tempo integral

Funções de trabalho: Gestão de projetos / Link para candidatura via Linkedin: https://www.linkedin.com/jobs/view/2203371259/?refId=1aMnQxdkS0e7guzxfjxMiA%3D%3D 

Seguem links para acesso às edições virtuais mais recentes das Revistas do Setor de Seguros:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2020/10/edicao-259/

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_160

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2020/10/12/seguro-e-mais-velho-do-que-se-imagina/

Revista Cobertura: https://www.revistacobertura.com.br/2020/09/25/edicao-224/

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed31_2020.pdf

Revista Cadernos de Seguro: http://cadernosdeseguro.funenseg.org.br/secoes.php 

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