Eleição presidencial aumenta nível de incerteza na economia americana

03, Nov. 2020

Eleição presidencial aumenta nível de incerteza na economia americana

Recuperação econômica dos EUA caminha para desaceleração, afirma Euler Hermes

Fonte: Euler Hermes / Sonho Seguro

Nos meses após o fim dos bloqueios causados pela Covid-19, algumas economias se recuperaram mais rápido do que outras e a dos Estados Unidos foi uma delas, principalmente por terem adotado medidas de restrição menos rigorosas do que a Europa.

O estímulo econômico americano de USD 2.2 trilhões e injeções de liquidez pelo Fed foram muito maiores se comparados com o restante do mundo, porém, segundo o chefe de macroeconomia da Euler Hermes, Alexis Garatti, o ritmo de recuperação deve desacelerar, conforme a economia do país enfrenta um alto nível de incertezas por conta das eleições presidenciais, que se iniciaram nesta terça-feira (3) com recorde de participação em todo o país.

O economista explica que as casas de apostas sugerem que a corrida eleitoral entre Donald Trump e Joe Biden será apertada e que essa batalha poderia até mesmo causar uma disputa judicial, o que significaria meses de instabilidade econômica.

Escolher entre dois candidatos significará, principalmente, escolher entre um governo federal maior ou menor. A plataforma econômica de Joe Biden pretende ser mais redistributiva, o que pode significar um aumento líquido de USD 3,7 trilhões em impostos ao longo da década, afetando principalmente aqueles que possuem maior renda, afirma Garatti.

No vídeo publicado na última semana pela seguradora de crédito, o economista afirma que também é orientado para o tamanho da demanda: uma vitória de Biden poderia aumentar os gastos públicos em USD 6,4 trilhões até 2030, com grandes programas de investimento em infraestrutura, assistência médica, meio ambiente e educação.

Por outro lado, as propostas de governo do atual presidente Donald Trump são mais orientadas pelo lado da oferta, incluindo USD 3 trilhões de cortes de gastos líquidos até 2030, além de um corte de taxas de USD 1,4 trilhões. Trump espera que essa política apoie o crescimento e reduza a dívida pública mecanicamente.

Consequências a curto e longo prazo

Nós calculamos que a plataforma de Biden pode resultar em 1pp extra no crescimento econômico real americano em 2021. Em comparação, uma vitória de Trump iria sustentar um crescimento econômico real de 0.9pp no próximo ano, afirma Garatti.

No entanto, o economista acredita que as diferenças em termos de crescimento podem ser mais visíveis apenas em 2022 e 2023, favorecendo o programa de governo de Biden. Já no longo prazo, Garatti afirma que a dívida pública deve ser a verdadeira ganhadora desta eleição, pois deve alcançar 159% do PIB real até 2030 e acima de 137% em 2020. Isso certamente irá prejudicar o potencial de crescimento econômico dos Estados Unidos, diminuindo para 1,4% na melhor das hipóteses, versus 2% atuais.

O sandbox definido

Por Antonio Penteado Mendonça, no Estadão

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) definiu os participantes do sandbox de inovação em seguros. São onze empresas e seu universo é vasto, indo de bichos de estimação a veículos mais velhos, de mobilidade urbana a seguros intermitentes etc.

As empresas selecionadas girarão durante um determinado prazo protegidas por regras especiais. A ideia por trás do projeto é que elas adquiram corpo, antes de entrarem no mercado para concorrer em igualdade de condições com os players já existentes.

Segundo a Susep, é uma forma de criar mais competição e acelerar a difusão do seguro entre as várias camadas da sociedade brasileira. Sob certo ponto de vista, está correto. O setor de seguros no Brasil padece com a falta de iniciativas inovadoras, capazes de aumentar o espectro segurável, desenvolver novos produtos, reduzir custos e aumentar a eficiência dos participantes.

Mas a realidade nacional é complexa e vai além das seguradoras poderem ou não melhorar seu desempenho, seja com produtos mais modernos, seja melhorando a distribuição, seja ganhando eficiência administrativa.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais ou menos cem milhões de pessoas recebem até um salário mínimo, sendo que uma parcela significativa está abaixo da linha de pobreza e próxima de passar fome.

A saúde pública, que na pandemia se saiu bem e mostrou que o Sistema Único de Saúde (SUS) funciona, tradicionalmente recebe menos recursos do que o necessário para um atendimento eficiente para a população. E 2021 não será exceção. O quadro deve se agravar, já que a verba destinada ao Ministério da Saúde deve ser R$ 127 bilhões, menor do que os R$ 134 bilhões destinados em 2020, sendo que a pandemia não foi embora.

Para dar uma ideia do que isto significa, cada brasileiro, fazendo a conta com o dólar a R$ 5, terá direito a US$ 125 dólares por ano para suas necessidades de saúde. Quer dizer, numa realidade onde os custos médico-hospitalares aumentam exponencialmente todos os anos, com medicamentos custando mais de R$ 50 mil a caixa, os brasileiros terão R$ 625 por pessoa para tratar da sua saúde.

No campo educacional, a escola brasileira é mal avaliada em todos os levantamentos. E a regra vale para todo o sistema, do ensino fundamental ao ensino superior, no qual a maioria de nossas faculdades cobra caro para entregar um diploma que não serve para nada, exceto enfeitar a parede. Quem tem dúvidas deve olhar os resultados dos exames da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para ingresso na advocacia. Os números são apavorantes.

Como se não bastasse, dados recentes sobre a realidade da infância, em consonância com as estatísticas do IBGE, dão conta que 80% das crianças brasileiras estão em famílias que recebem até um salário mínimo, com um porcentual importante vivendo no seio de famílias que recebem meio ou até um quarto de salário mínimo por mês.

Esta realidade dramática restringe o potencial de desenvolvimento do seguro para no máximo 50% da população.

Mesmo assim, é número para permitir o crescimento do setor para patamar muito mais elevado do que o atual.

Quando se pensa que menos de 25% da frota de veículos é segurada; que mais de 18 milhões de residências seguráveis pelos padrões atuais não possuem qualquer tipo de proteção; que a maioria dos transportes é feita sem seguro; e que um número alto de empresas não têm sequer cobertura para incêndio, fica fácil concluir que o setor pode crescer muito, tão logo a crise econômica acabe.

Como, na análise feita até agora, estão incluídos apenas os produtos que já existem, e as mudanças que afetam o mundo estão a exigir proteção para uma série de riscos novos, que vão das mudanças climáticas às pandemias, dos riscos cibernéticos aos riscos de responsabilidade civil, a iniciativa da Susep de criar o sandbox para inovação em seguros, pelo menos em teoria, deve ser aplaudida. Daqui pra frente, é ver como a experiência vai funcionar na prática.

O setor energético brasileiro à luz do poeta

Ainda que pareça improvável, os olhares mais atentos hão de convir que o gerenciamento da crise pelos agentes do setor não poderia ter saído melhor do que a encomenda

Vinícius, o de Moraes, cantava que “não há mal pior do que a descrença”. O setor elétrico brasileiro atesta e dá fé à máxima do poeta. Em um ano que caminhou aos tropeços sob um solo econômico em erosão por conta da Covid-19, ressoou a indagação se 2020 seria mais um daqueles episódios tenebrosos na história do setor elétrico. Ora, se o setor arrastava a delicada resolução do GSF (risco hidrológico) por anos a fio, o que garantia que a fatura da pandemia não seria mais uma operação para comprometer a liquidez e a segurança do mercado?

Ainda que pareça improvável, os olhares mais atentos hão de convir que o gerenciamento da crise pelos agentes do setor não poderia ter saído melhor do que a encomenda. Por questão de coerência e justiça, vale creditar o êxito às intensas discussões de inovações no desenho de mercado que ocorreram nos últimos anos. Resultado: mitigados os efeitos da pandemia do Covid-19, ainda houve espaço para implementar ou ao menos estruturar modernizações no setor elétrico.

Essa guinada abre portas para novos segmentos de infraestrutura, que numa interface inicial com os atores do segmento de energia podem atrair ainda mais investimentos para a indústria nacional. Estamos falando da projetada abertura do mercado de gás. É que não se pode considerar inocente o movimento observado nas últimas semanas com a aprovação pela Comissão de Minas e Energia do substitutivo do PL 6.407, que trata sobre o novo mercado de gás, ao mesmo tempo em que foi publicada a MP 998.

Antes de alarmar, porém, é preciso chegar ao entendimento de que uma iniciativa é complementar à outra, sendo deveras improvável que o mercado de gás promova a substituição da matriz de renováveis por térmicas alimentadas com esse insumo. A questão, de pronto, é estatística. Segundo dados atualizados do Operador Nacional do Sistema Elétrico, a matriz energética do Sistema Interligado Nacional (SIN) conta com apenas 13% de térmicas não renováveis, das quais, quase 5% são movidas a diesel ou carvão, matérias-primas inclusive mais poluentes do que o gás natural.

Ainda que a MP 998 tenha previsto o fim do desconto da TUSD/TUSD para fontes incentivadas, em sintonia à Consulta Pública (CP) 33 do Ministério de Minas e Energia (MME), o que se espera é a reformulação da forma de concessão do subsídio para uma espécie de prêmio de incentivo, associado à iniciativa de redução de emissão de carbono, por exemplo. As previsões da Medida Provisória, portanto, não equivale a toda essa vantagem competitiva para as térmicas como é ventilado.

Assim, promover essa interseção entre os setores contribuiria para limpar ainda mais a matriz nacional, sem desconsiderar o fato de que as térmicas já possuem verdadeira figura de backup do sistema. A despeito dos sistemas isolados do Norte do País, que são exceção ao panorama geral de funcionamento do setor, as térmicas são utilizadas como coringas no suprimento energético do SIN. Pois, diferentemente da intermitência das renováveis, possuem maior previsibilidade no processo de dinamização do suprimento energético. Ou seja, podem ser mais facilmente compatibilizadas com as metas de geração do momento.

Sobre o tema, a CP 80/2019 do MME já havia relatado a necessidade de atualizar os critérios de suprimento atualmente adotados no SIN, justamente para adequar as metas mensais de geração à curva de carga horária, sobretudo quando considerada a adoção do Preço da Liquidação das Diferenças (PLD) horário em 2021. Em sentido análogo, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) também vinha estudando a possibilidade de separação entre lastro e energia, que seria exatamente a dissociação entre a capacidade e a efetiva produção de energia.

Pelo desenho atual, o suprimento do setor elétrico é o de obrigação de energia ex-post, leia-se que a projeção de consumo deve estar lastreada em montante de certificados de garantia física. Só que esses certificados terminam por dissociar a garantia da produção de energia de sua efetiva produção, o que por vezes trava as operações do setor.

A MP 998 endereça bem o tema e traz como solução a realização de leilões de energia de capacidade, que permitiria, ao que tudo indica, a mitigação da importância das garantias físicas no eixo de suprimento energético. A pergunta é: por que não fomentar a contratação de capacidade por intermédio das usinas térmicas a gás? Principalmente se os parques de geração de energia de capacidade serviriam como backup do sistema e não deveriam depender de fontes intermitentes, tais como o são as renováveis?

Dentro de uma perspectiva de financiamento de projetos de infraestrutura para exploração do novo mercado de gás, essa interface inicial com o setor elétrico poderia atrair investimentos para o segmento, já que haveria garantias à rentabilidade do projeto, principalmente se a contratação for em moldes semelhantes aos dos atuais Contratos de Compra de Energia por disponibilidade.

A aprovação do PL 6.407 vem a calhar nesse projeto de modernização do setor elétrico, basta nos ater ao desejável nesse novo desenho de mercado, sem descrenças ou alarmismos. Afinal, se um dia quisermos chegar numa espécie de bolsa de valores de energia, precisamos de regras de mercado mais flexíveis e, ao mesmo tempo, que consistam em medidas seguras para que não haja apagões ou o encarecimento absurdo do insumo. Parafraseando o icônico poeta na canção que abre esse artigo, para que somar se podemos dividir os problemas? Com as corretas soluções de mercado, todo mundo sai ganhando.

Autores: Edson Holanda e Luiza Melcop são advogados com atuação em Regulação e Energia.

Fonte:Canal Energia

Na crise, plano de saúde virou objeto de desejo

IstoÉ entrevista o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella

Fonte: IstoÉ Dinheiro

Garantir o acesso à saúde, além de segurança financeira na aposentadoria, está entre as principais atribuições do economista Gabriel Portella, destaca a IstoÉ Dinheiro. Ele comanda desde 2013 a seguradora SulAmérica, uma das maiores do Brasil e prestes a completar 125 anos â em 5 de dezembro. Entre idas e vindas, são 36 anos de serviços prestados à companhia que agitou o mercado nacional ao anunciar a venda de toda a estrutura envolvendo a carteira de autos para a alemã Allianz, por R$ 3,2 bilhões. 'A Allianz supervalorizou ou valorizou corretamente esse processo. Uma das maiores transações do mercado brasileiro de seguro', disse.

Com base combinada de 4 milhões de clientes pelo Brasil nas áreas de saúde e odontologia, além de 2 milhões em vida e R$ 8 bilhões sob administração na previdência, a seguradora brasileira mantém a estratégia de crescimento durante a pandemia com a conclusão da aquisição da Paraná Clínicas Planos de Saúde, por R$ 385 milhões. Com receita de R$ 22,3 bilhões e lucro líquido de R$ 1,2 bilhão em 2019, a SulAmérica não descarta novos negócios à medida que investe em planos de saúde mais econômicos como opção de atendimento a todas as camadas sociais.

DINHEIRO â Por que a SulAmérica abriu mão do seguro automotivo?

Gabriel Portella â A gente não tinha pensado nessa alternativa. Até porque, dentro da nossa característica multilinear, automóvel e massificados sempre foram carros-chefe em todos os sentidos na companhia. Mas a proposta da Allianz nos fez pensar. E eu, como executivo â a decisão foi do conselho â, não teria resposta para uma pergunta básica que me foi feita: 'Você pode dar o retorno para essa carteira no mesmo nível da proposta?' Falei: 'Nem pensar.' Porque tinha um valor agregado nessa transação: a compra de um modelo de negócio.

E como foi a transferência para a Allianz?

Tivemos de separar da SulAmérica uma companhia que ia funcionar em todos os processos de forma isolada. Significou a separação de sistemas, processos, toda a parte societária. E 1,7 mil pessoas foram colocadas à disposição da Allianz para essa transação. Uma área extremamente lucrativa, uma joia (com 1,5 milhão de clientes, a carteira de autos representava entre 20% e 25% do faturamento da SulAmérica). Dentro do valor pago estão incluídos o relacionamento com 30 mil corretores e sistema funcionando.

Sem autos, como fica a estratégia de negócios da empresa?

Como saúde, vida, previdência, odontologia e investimentos formavam um conceito de proteção de pessoas, entendemos que tínhamos toda a condição de continuar a nossa expansão, agora muito mais direcionada para os riscos pessoais.

E como está o desempenho nessas áreas?

Entendemos que tínhamos toda a condição de agregar valor aos nossos clientes no conceito de expansão com saúde integrada. Não basta ter a saúde física. Você precisa estar equilibrado emocionalmente. Temos telepsicologia, um dos serviços que mais cresceram na pandemia. Nossa carteira de saúde vem crescendo ano a ano em número de beneficiários, receita e, especialmente, em odontologia, por causa de duas aquisições (Prodent e Paraná Clínicas). Atingimos um patamar de 1,5 milhão de segurados nesta área, e 2,3 milhões de clientes de saúde.

E os demais segmentos?

No seguro de vida, vimos a oportunidade de investir mais na transformação de processo, de sistema, dos canais de comercialização. E o ramo de Previdência também vai muito bem. Temos hoje quase R$ 8 bilhões em reservas. Já a área de investimentos, que é o segundo maior asset independente do País, tem R$ 46 bilhões sob administração. São grandezas diferentes. Do nosso portfólio, 93% da receita é saúde. De maneira geral, temos volume para suportar uma operação isolada.

De que forma a pandemia afetou os negócios da SulAmérica?

Tínhamos 5,4 mil funcionários que, em uma semana, estavam em casa. Havíamos concluído uma debênture de R$ 500 milhões uma semana antes da pandemia, o que nos deu muita tranquilidade para enfrentar esse período. Não paramos nem por um dia.

Houve redução na base de clientes?

Pelo contrário. As pessoas sentiram a necessidade de ter uma cobertura securitária em saúde e vida. Então, o nível de inadimplência foi muito baixo. Houve algum efeito de redução de pessoas nas empresas, principalmente nas grandes. Mas como as vendas continuaram acontecendo, o portfólio geral da companhia não decresceu.

O índice de sinistralidade no segundo trimestre ficou em 69,1%, após queda de 11,7 pontos percentuais em um ano. Como está agora?

As pessoas ficaram com medo. O nível de redução em determinadas especialidades foi muito grande: pronto-socorro, por exemplo, caiu 40%. Exame também diminuiu bastante. Nesse ponto, a telemedicina ajudou muito a evitar idas desnecessárias ao pronto-socorro, o que colocaria a população até em maior risco.

E o que mudou na rotina e no planejamento?

Além do acesso à rede de forma remota, aceleramos a transformação digital e todo processo de medicina conectada, com os programas Médico na Tela e Psicólogo na Tela. Saímos de um patamar de 500 consultas mensais com o Médico na Tela, por exemplo, para 68 mil. Lançamos ainda produtos de previdência (como o SOS Prev), permitindo que a pessoa possa fazer empréstimo sobre o seu saldo. Enfim, só aceleramos tudo aquilo que já estava dentro da própria estratégia da companhia.

A aquisição da Paraná Clínicas fazia parte dessa estratégia?

Um dos objetivos era promover o nosso crescimento no setor odontológico. Saímos de 80 mil vidas para 1,5 milhão. Outro ponto foi o fato de ser uma empresa bem gerida e que nos traz uma boa experiência com a atenção primária em centros médicos.

O reajuste anual do plano de saúde é sempre motivo de contestação.

O reajuste tem relação muito forte com o índice de preços. No mundo inteiro a chamada inflação médica é o múltiplo da inflação geral. No Brasil, a relação não é das maiores do mundo. Segundo ponto: para o segurador o reajuste não é bom. É a pior coisa que tem, porque você coloca o segurado em risco, e ele começa a ver alternativas. O reajuste leva em conta a expectativa que temos para os próximos 12 meses de uma possível correção de variação de custos. Essa variação tem dois componentes importantes: a freqüência de utilização do plano e a variação médica, que são as novas tecnologias, novos procedimentos, o aumento de custos hospitalares, valor da consulta, dos examesâÅ A frequência tem sido nos últimos anos um dos principais fatores do reajuste. Quantas vezes se foi a um pronto-socorro de forma desnecessária ou se repetiu um exame que tinha acabado de ser feito?

Seguradoras tradicionais agora concorrem com fintechs? Qual sua análise da situação?

Antigamente, se ouvia que a chegada dos bancos iria acabar com o mercado de seguro tradicional, que a profissão de corretor de seguros morreria. E os bancos acabaram expandindo o mercado. Vejo a concorrência como oportunidade de eu também expandir meu negócio. Não desprezo a concorrência. E sem ela talvez não investíssemos tanto para a melhoria de processos. Acho que vou ganhar velocidade com mais gente entrando no mercado.

No Brasil, estima-se que sejam 46 milhões de segurados na saúde. Tem muito a ser buscado ainda?

Nessa crise, saúde virou objeto de desejo. Isso foi muito acentuado na pandemia. Mas depende muito do desempenho econômico do País. Nos últimos anos, não tivemos um primor de crescimento da economia, nem aumento de renda, nem de emprego. Pelo contrário. Então, o mercado vem andando um pouco de lado por causa dessas crises. Mesmo assim, sou sempre otimista em relação ao futuro. Somos uma empresa que vai fazer 125 anos, que já viveu guerra mundial, pandemias, e está aí viva, rápida e crescendo.

Temos um cenário de desemprego crescente, perda de renda pela população, além do provável fim do auxílio emergencial em dezembro. Dá para fazer alguma projeção para os negócios da SulAmérica em 2021?

Em todos os anos, olhamos para a nossa capacidade. Não menosprezo previsões macroeconômicas. Mas quaisquer que elas sejam, olhamos para as oportunidades.

A reforma da Previdência foi positiva?

A reforma trouxe uma discussão importante. Independentemente do que fosse gerado como projeto final, ficou a certeza para todos de que a previdência precisava ser complementada. Tem um ponto importante que a gente não se dá conta. Existem processos na previdência que são culturais. No nosso caso, eles vêm desde o dia em que a gente começou a poder dizer que dava para fazer algum planejamento financeiro. Isso em 1994. É muito pouco tempo para você gerar uma cultura de previdência.

Qual a sua posição sobre o trabalho do governo na área econômica? E a respeito da reforma tributária, ainda no papel?

Fico sempre esperando um vento a favor da economia para que eu possa crescer ainda mais e acelerar o meu processo. Mas acho que o empresário brasileiro aprendeu a lidar com as dificuldades.

Gestão de Riscos no Agronegócio

Zoneamento orienta sobre riscos climáticos no cultivo de cevada

Fonte: Climatempo

Foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (29) as Portarias de 351 a 358 com o zoneamento agrícola de risco climático (Zarc) para a cultura de cevada de sequeiro, ano-safra 2020/2021.

O Zarc tem o objetivo de indicar períodos de menor risco para o plantio, reduzindo a probabilidade de ocorrerem problemas relacionados a eventos climáticos não desejáveis. Dessa forma, permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

Clima influencia a produção

A produção de cevada (Hordeum vulgare L.) com finalidade cervejeira é influenciada pelo clima, pelas características genéticas da cultivar e pelas práticas de manejo de cultivos adotadas. O novo Zarc para a produção de cevada no Brasil para uso cervejeiro, sistemas sequeiro e irrigado, é um incentivo para mudar a realidade do cultivo desse cereal no Brasil. Os pesquisadores identificaram potencial para a produção de cevada para uso cervejeiro em sistema de sequeiro no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e no sul de São Paulo. E cevada em sistema irrigado nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás e no Distrito Federal.

O Zarc visou a identificação dos municípios aptos para o cultivo desse cereal naquelas Unidades da Federação que, reconhecidamente, possuem aptidão potencial para a produção de cereais de estação fria em sistemas de produção grãos consolidados.

No sistema de produção em sequeiro, foram avaliados os riscos para a incidência de geada no decêndio do espigamento e a análise do risco de deficiência hídrica conforme o tipo de solo, considerando as fases críticas de estabelecimento da cultura no campo (fase I) e durante o enchimento dos grãos (fase III). Os ambientes considerados com aptidão para o cultivo de cevada para uso cervejeiro em sistemas irrigados foram definidos pelos contornos da estação de crescimento da cultura caracterizada por ausência ou pouca chuva, não desconsiderando o risco de geadas.

A gestão de riscos de natureza climática, especialmente no cultivo de cevada para uso cervejeiro, pode ser melhorada pela assistência técnica local, via a diluição de riscos, quando são associadas, ao calendário de semeadura preconizado nas Portarias do Zarc, práticas de manejo de cultivos que contemplem a rotação de culturas, o escalonamento de épocas de semeadura e a diversificação de cultivares, com ciclos diferentes, em uma mesma propriedade rural, orienta Gilberto Cunha.

Aproveite e tenha informações precisas para poder tomar as melhores decisões, aumentando a produtividade da sua fazenda e evitando demais prejuízos!

Produção de cevada

O Brasil possui uma indústria de malteação instalada com capacidade de produzir aproximadamente 700 mil toneladas de malte por ano. Contudo, ao redor de 50% desta produção é concretizada com cevada produzida no país e a outra metade com cevada importada. O consumo nacional anual de malte é estimado em 1,4 milhões de toneladas. Ou seja, o Brasil produz apenas a metade do malte que consome e, da metade que produz, apenas metade é com cevada nacional.

Diversas instituições de pesquisa e fomento têm trabalhado na busca pela autossuficiência em produção de cevada e malte no Brasil desde os anos de 1970. Levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que na safra atual foram cultivados 102,5 mil hectares apenas no sul do país, com rendimento médio de 3.900 kg/ha, atingindo uma produção nacional de 403 mil toneladas.

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Nestes dois programas é obrigatório seguir as recomendações do Zarc.

Muitos agentes financeiros só permitem o acesso ao crédito rural para cultivos em áreas zoneadas e para o plantio de cultivares indicadas nas portarias de zoneamento.

Assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ogER33ww7qA&feature=youtu.be

GRTV Entrevista Presidente e Vice Presidente da ABGR

Webinar GRTV / Tema: Os Desafios da Gestão de Riscos

Oportunidade no Mercado de Trabalho

Analista de Seguros Corporativos Pleno

Empresa contratante: CPFL PAULISTA / Uma empresa do Grupo CPFL

Acreditamos que nossa força vem da colaboração entre as pessoas. Inovamos para oferecer as melhores soluções aos nossos clientes. Nos dedicamos à entrega de resultados e à busca contínua da excelência. Somos íntegros e responsáveis em tudo o que fazemos para gerar valor de forma sustentável. E para nós da CPFL a segurança é um compromisso inegociável!

Se você acredita que pode fazer a diferença para os nossos negócios e compartilha dos nossos valores, traga sua energia para cá!

Principais Atividades:

Conhecer com detalhes as apólices contratadas e dar suporte as áreas internas;

Contatar as áreas internas e Seguradoras com relação as movimentações pertinentes às apólices;

Garantir que os controles internos da área estejam devidamente atualizados;

Auxiliar no monitoramento de empresas do setor e mercado local e internacional de seguros, buscando informações sobre sinistralidade que possam afetar os prêmios pagos para cobertura de riscos;

Emitir e acompanhar a emissão e a disponibilidade de seguro-garantia para participação da CPFL em leilões;

Levantar junto as áreas internas documentos para as seguradoras contratadas em

processos de regulação de sinistros ocorridos;     

Controlar as informações de pagamentos e orçamento da área;

O que você precisa ter:

Necessário Superior em Engenheira ou Administração de Empresas ou Ciências Contábeis ou Economia;

Necessários conhecimentos sólidos Conhecimento em Resseguros e Seguros

Desejável Inglês Intermediário;

Desejável conhecimento e experiência no setor de energia;

Desejável conhecimento avançado em Excel (VBA);

O que oferecemos:

Vale Transporte / Vale Refeição / Assistência Médica / Assistência Odontológica / Auxilio creche (conforme regras de elegibilidade) / Seguro de Vida / PLR

Onde você vai atuar: Campinas/SP. / O Grupo CPFL Energia

Somos uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro, com negócios em distribuição, geração, comercialização de energia elétrica e serviços. Atuamos de forma comprometida com a excelência operacional, nos aspectos econômico, socioambiental, saúde e segurança, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da comunidade. Queremos garantir um futuro melhor para colaboradores e clientes e para isso trabalhamos diariamente, de várias formas: com programas de conservação e uso eficiente da energia elétrica, redes inteligentes, mobilidade urbana elétrica e muito mais.

Respeitamos as diferenças e valorizamos a diversidade! Nossa motivação é oferecer o melhor às pessoas, dentro e fora da empresa, buscando relacionamento de longo prazo com cada profissional da nossa equipe. É por isso que para nossas vagas buscamos candidatos pela sua qualificação profissional, independentemente de raça, cor, religião, idade, sexo, orientação sexual, identidade de gênero, nacionalidade ou deficiência. Venha fazer parte da nossa equipe!

Detalhes da vaga

Nível de experiência: Pleno-sênior / Setor: Serviços públicos / Tipo de emprego: Tempo integral

Funções de trabalho: Gestão de projetos / Link para candidatura via Linkedin: https://www.linkedin.com/jobs/view/2203371259/?refId=1aMnQxdkS0e7guzxfjxMiA%3D%3D 

Seguem links para acesso às edições virtuais mais recentes das Revistas do Setor de Seguros:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2020/10/edicao-259/

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_160

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2020/10/12/seguro-e-mais-velho-do-que-se-imagina/

Revista Cobertura: https://www.revistacobertura.com.br/2020/09/25/edicao-224/

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed31_2020.pdf

Revista Cadernos de Seguro: http://cadernosdeseguro.funenseg.org.br/secoes.php