Cyber Risk ganha espaço

13, Nov. 2020

INTERESSE POR SEGURO CIBERNÉTICO É CRESCENTE

Fonte: Valor Econômico

Profissionais em home office e seus empregadores estão recorrendo às seguradoras em busca de proteção.

Em suplemente sobre home office, o Valor Econômico destaca que profissionais e seus empregadores estão recorrendo às seguradoras em busca de proteção contra roubos, incêndios, danos elétricos e para ter serviços de help desk e manutenção. Seguros residenciais, de equipamentos eletrônicos e de riscos cibernéticos estão em alta.

A oferta de assistência técnica para as mais diferentes necessidades da casa é o fator que mais atrai o interesse de quem procura um seguro residencial, diz Jarbas Medeiros, presidente da comissão de riscos patrimoniais massificados da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg).

Marcelo Blay, CEO da corretora online Minuto Seguros, diz que o consumidor começa a perceber a relação custo-benefício positiva no seguro residencial. Uma cobertura contratada de R$ 300 mil de uma casa em São Paulo sai por R$ 500 ao ano, e de um apartamento, por R$ 270 anuais. Não são necessárias muitas visitas de um eletricista ou encanador para perceber a vantagem de contratar o seguro, diz Blay. Entre janeiro e julho a receita das seguradoras com o seguro residencial somou R$ 1,82 bilhão, uma queda de 1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para Jarbas Medeiros, é um bom desempenho se comparado ao mercado geral de seguros, que recuou 3% no mesmo período e também em relação ao PIB do país, que teve queda de 5,9% no semestre. A contratação de seguro residencial recuou 17% em abril e 19% em maio diante das incertezas na economia, mas a demanda voltou a crescer em junho e julho, com altas de 21% e 20%, respectivamente, sempre em relação aos meses anteriores.

Para Medeiros, o aumento na demanda é consequência de uma percepção por parte dos consumidores de que o home office não foi apenas uma medida emergencial, mas é uma tendência. As pessoas estão mais tempo em casa e querem uma solução ágil e confiável. É o que a assistência das seguradoras oferece, diz.

Na Porto Seguro, empresa em que Medeiros é diretor, a contratação de seguro residencial cresceu 2% entre janeiro e julho. Uma cobertura específica tem despertado o interesse dos clientes, a negócios em casa, voltada para a proteção contra roubo, danos e oferta de assistência técnica para equipamentos profissionais utilizados dentro de casa, como instrumentos médicos, equipamentos para salão de beleza, educação on-line, estúdios fotográficos e até mesmo comércio. A demanda por essa cobertura é a que mais cresce e puxa as vendas de seguro residencial. Em muitos casos, os equipamentos utilizados em home office são de propriedade das empresas, que os cedem aos seus funcionários.

A HDI Seguros lançou em agosto uma cobertura adicional de seguro empresarial para atender essa situação, a escritório em casa de funcionário, que cobre danos em computadores, laptops, tablets, impressoras, roteadores, modens e mobílias de escritório no endereço do colaborador.

Temos 70 mil clientes em seguro empresarial e nossa expectativa é que ao menos 15% optem pela contratação da nova cobertura, diz Jefferson Silvestrin, superintendente de produtos massificados da HDI. O trabalho em home office também gera preocupação com ataques cibernéticos.

De acordo com a Kaspersky, desde o início da pandemia o Brasil se tornou o líder mundial em registros de ataques por ransomware, que trava o computador da vítima até o pagamento de um resgate. Entre janeiro e julho a arrecadação de seguros cibernéticos cresceu 72% em relação ao mesmo período de 2019, alcançando R$ 20,8 milhões. O sinistro foi de R$ 267 mil nos sete primeiros meses de 2019 para R$ 13 milhões no mesmo período de 2020, segundo a Fenseg.

Banco de Dados da Enel é Invadido

Dados de 300 mil clientes em SP, incluindo CPF e dados bancários são vazados

Segundo a empresa, o ocorrido afetou cerca de 4% da base de clientes da companhia

Fonte: Revista Exame

Companhia afirma que ainda não é ainda possível concluir que o incidente tenha originado riscos significativos.

A distribuidora de energia Enel São Paulo enviou uma notificação para quase 300 mil clientes alertando sobre um incidente envolvendo o vazamento de dados pessoais como nome completo, CPF, número da conta bancária, endereço e telefone. Segundo a empresa, o ocorrido afetou cerca de 4% da base de clientes da companhia, todos do município de Osasco (SP).

Em nota, a empresa comunicou que tomou conhecimento de incidente e iniciou imediatamente um processo de verificação interna, além de ter comunicado o fato às autoridades. Todos os clientes que tenham sido afetados estão sendo notificados direta e individualmente, afirmou em nota.

Segundo informações do portal Tecnoblog, os clientes tiveram os seguintes dados comprometidos: nome, CPF, RG, data de nascimento, idade, endereço, telefone fixo, telefone celular, e-mail, agência bancária, conta corrente, carga instalada, consumo estimado, tipo de instalação e leitura.

No email enviado aos clientes, a companhia afirma que ainda não é ainda possível concluir que o incidente tenha originado riscos significativos. Porém, a Enel reforça a importância do cliente ficar atento a comunicações telefônicas ou eletrônicas de terceiros que solicitem seus dados pessoais e sigilosos (por exemplo, senhas).

Empresa é multada em R$ 12 milhões por não ter seguro

Fonte: CQCS

Meses após ser multado em R$ 12 milhões pela pela Agência Municipal de Regulação (Agereg), pela ausência do vínculo com uma seguradora, o Consórcio Guaicurus ainda não tem sua situação regularizada. As informações foram dadas pelo site Correio do Estado, no último dia 09, segunda-feira.

A empresa que não quitou a multa e recorreu da decisão na Justiça, alegando que o seguro é desnecessário, apesar de estar previsto no contrato de concessão firmado entre a empresa e a Prefeitura Municipal de Campo Grande.

Ainda de acordo com o site, o presidente da Agereg, Vinícius Leite, afirmou que desde a falência da seguradora da concessionária, o consórcio solicitou o descumprimento da obrigação estipulada em contrato.

Eles entraram com um pedido para que fossem desobrigados da contratação de um seguro, alegando que pouquíssimas seguradoras faziam frota de ônibus no Brasil e também que o seguro onerava muito, afirma Leite.

O seguro é obrigatório para cobrir encargos relacionados a danos pessoais, morais ou materiais decorrentes da prestação do serviço, incluindo os causados por eventuais acidentes de trânsito. O produto também oferece uma garantia a mais para o usuário do transporte e a população em geral, que está sujeita a acidentes envolvendo a frota.

Mera Formalidade

O diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, informou ao Site que acredita que a falta de uma seguradora não indica a ausência de comprometimento da empresa.

Temos de comparecer e indenizar se [a empresa] for considerada culpada. Sempre honramos com nosso compromisso, frisou. Ainda segundo Rezende, a medida é mais uma formalidade do que algo essencial.

O que esperar de 2021

Entrevista com Roberto Santos, CEO da Porto Seguro

Fonte: Sonho Seguro

Todos sabem que 2021 será um ano muito desafiador para o Brasil, com necessidade de caixa para fazer frente a tantas obrigações fiscais e com a volatilidade que um ano pré eleitoral sempre traz para os principais indicadores macroeconômicos. Em seguros, além da volatilidade da economia, o setor ainda conta com mudanças regulatórias, queda da renda dos consumidores e também novos hábitos de consumo. Porém, há muitas oportunidades para o setor crescer, desde serviços para as classes menos favorecidas, como telemedina e proteção para celular, até seguros para garantir os bilionários investimento em infraestrutura.

A série O que esperar de 2021, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta segunda edição, Roberto Santos, presidente da Porto Seguro, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020? Melhor ou pior que 2019, que já vinha sinalizando arrefecimento diante da crise econômica do país? Qual o impacto da pandemia na empresa?

A Porto Seguro, assim como todas as empresas do setor, tem acompanhado o cenário atual do mundo e do país. Apesar dos desafios, seguimos otimistas, em busca de ajudar nossos clientes nesse momento. O setor de seguros é muito resiliente e passará a ocupar um espaço maior na economia, justamente por operar no conceito de oferta de proteção e a partir da proximidade do risco em face vivência da pandemia, a sociedade demandará muito mais por soluções que contemplam esta necessidade. A Porto Seguro apresentou aumento relevante de sua rentabilidade no primeiro semestre de 2020. O lucro líquido atingiu R$ 885,1 milhões no semestre (+30,1% vs 1S19. O resultado operacional foi superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Quais as áreas mais afetadas?

A Porto possui uma carteira bastante diversificada de negócios atuando basicamente em três pilares: Seguros; Produtos Financeiros e Serviços. O impacto tem sido relativamente diferente em cada tipo de negócio. Basicamente, seguro auto; seguro aluguel e cartão de crédito tiveram suas receitas severamente afetadas nos primeiros meses do isolamento. Ainda é cedo para ter uma leitura do cenário pós-pandemia. Ainda temos incertezas. Mas observamos uma procura maior pelo seguro de vida. A questão do isolamento também levou a uma maior preocupação com as residências, então notamos também um aumento nas solicitações por serviços a residências. Além disso, enxergamos potencial nos serviços de assinatura, como o Carro Fácil (serviço de carro por de assinatura), Reppara! (nosso plano de assinatura para serviços emergenciais à residência e Porto Cuida (novo serviço de assinatura de acesso a consultas e exames).

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

O consumidor hoje em dia está mais ativo e exigente, o que nos faz buscar a sinergia com suas necessidades. A tecnologia e as soluções inovadoras contribuem diariamente para um aprimoramento da experiência do consumidor e a facilidade de comunicação, com reportes imediatos pelas mais variadas plataformas e meios, permite que os escutemos e busquemos as soluções que mais lhes atendam. Ter este consumidor satisfeito e com uma boa experiência estreita os relacionamentos e nos permite entender melhor os anseios do mercado para fazer os ajustes necessários nas nossas operações, produtos e serviços oferecidos.  Notamos que as pessoas precisavam cada vez mais de soluções práticas que ajudem a resolver algumas questões sem sair de casa e de forma rápida. Dessa forma, o atendimento digital tem sido mais do que uma simples vantagem e se mostrado fundamental para atender as necessidades dos consumidores. O WhatsApp é um exemplo concreto do que estamos falando. A satisfação do consumidor tem sido positivamente afetada pela experiência muito mais eficiente e rápida, refletindo em índices de NPS (net promoter scoring) superiores ao atendimento tradicional por telefone.

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

Como mencionado anteriormente, a indústria de seguros é muito resiliente e, dessa forma, acreditamos que 2021 será um ano importante na retomada do setor como um todo. Para nós, continuaremos apostando na diversificação de produtos e vamos trabalhar para aperfeiçoar nossos serviços, focando na experiência do consumidor, acompanhando tendências do mercado, ao lado dos nossos clientes de forma efetiva e mais ágil.  Além disso, o digital continuará muito presente na vida de todos os brasileiros, um caminho que já estava sendo percorrido e foi acelerado pela pandemia. Assim, seguiremos trabalhando em prol da transformação digital no mercado de seguros, como com a evolução dos aplicativos e canais digitais.

Livro Mulheres do Seguro busca equidade de gênero no setor

Obra escrita por mulheres do setor vai mostrar a trajetória das profissionais e será lançada no dia 25 de novembro

Fonte: Revista Apólice

Dar voz a empreendedoras de diversas áreas empresariais, mostrando a importância das mulheres na construção do mercado de seguros no Brasil. Este é o objetivo do livro Mulheres do Seguro, que será lançado no dia 25 de novembro. A obra chama atenção para outra questão que precisa ser discutida: a equidade de gênero.

Com 30 depoimentos femininos, apresentando o perfil de executivas que atuam neste setor nas principais cidades brasileiras, o livro promove amplo debate sobre o assunto.

As mulheres estão ocupando os mais destacados ambientes sociais e profissionais. Isso enche o nosso coração de alegria. Quando há restrições femininas para ocupar cargos e outros espaços, o mundo perde oportunidades de crescimento e desenvolvimento. Nosso projeto busca mostrar, justamente, como a presença da mulher é importante em diferentes aspectos, diz Andréia Roma, coordenadora geral do projeto.

Mulheres no Seguro entra na história porque chama a atenção de gestores e influenciadores para que diminuam, na seguridade, os limites de crescimento ainda impostos às mulheres do setor, conta Regina Lacerda, coordenadora convidada do livro e CEO da Rainha Seguros. A profissional atua no mercado de seguros há 30 anos, gerenciando a sua própria empresa e liderando uma equipe de vendas.

As profissionais que integram o livro Mulheres do Seguro são Regina Lacerda, Alessandra Monteiro, Andrea Mathias, Camila Davoglio, Carolina Vieira, Daniela Paschoal, Ellen Oliveira, Enir Junker, Eva Vazquez, Fabiana Resende, Francesca Bianco, Gisele Christo, Graziella Castilho, Guadalupe Nascimento, Isabel Alves Azevedo, Izabel Barbosa, Liliana Caldeira, Linda Bessa, Margo Black, Patrícia Campos, Paula Lopes, Rosana Techima, Rossana Costa, Simone Cristina Fávaro, Simone Ramos, Simone Vizani, Solange Guimarães, Stephanie Zalcman, Vanessa Capua e Vanessa Rocha.

Ficha técnica

Lançamento: 25 de novembro, organizado pela TV Gestão RH / Preço: R$ 69,90

Vendas virtuais: Submarino, Americanas.com, Shoptime, Extra, Casas Bahia, Ponto Frio e Amazon

Vendas físicas: Saraiva, Cultura, Travessa, Livraria da Vila, Martins Fontes, Livrarias Curitiba

BR DISTRIBUIDORA AVALIA ENTRAR NO MERCADO DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

A BR Distribuidora está avaliando a possibilidade de entrar no mercado de comercialização de energia elétrica, afirmou o presidente da companhia, Rafael Grisolia, durante teleconferência com analistas nesta quarta-feira (11). Estamos em negociações e podemos ter novidades antes do fim do ano, disse o executivo.

A companhia também segue com os planos de entrar no mercado de gás natural, apesar de a discussão sobre uma eventual parceria com a Golar Power para distribuição em pequena escala de gás natural liquefeito (GNL) ter desacelerado nas últimas semanas. O presidente da subsidiária brasileira da Golar (Hygo Energy), Eduardo Antonello, virou alvo de investigações da Lava-Jato em setembro.

Temos que tomar cuidado com relação a esse evento de compliance. Estamos avaliando [o caso] para tomar as melhores decisões, afirmou Grisolia.

A companhia também tem buscado manter a consistência de preços praticados ao consumidor de modo a equilibrar margens e ganho de participação de mercado, afirmou o diretor executivo de finanças, compras e relações com investidores, André Natal, durante conferência com investidores nesta quarta-feira (11).

Estamos tentando evitar grandes margens de recomposição, mas buscando um equilíbrio. Temos conseguido margens saudáveis com um bom ganho de ‘share’. Estamos buscando mais consistência, disse o executivo.

A companhia conseguiu ainda aumentar sua participação no mercado para 26,6% no setor de combustíveis no terceiro trimestre, avanço de 0,6 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre. De acordo com o presidente da companhia, Rafael Grisolia, o avanço já é resultado dos esforços para uma menor volatilidade de preços.

Temos conseguido mais estabilidade na dinâmica de precificação para os clientes, conseguimos manter uma estratégia mais clara, que passa confiança. É uma proposta de valor, afirmou Grisolia.

CBios

A companhia defende a busca de uma solução de mercado após a judicialização das metas de descarbonização para as distribuidoras, como parte do programa de estímulo aos biocombustíveis do governo federal, o RenovaBio.

Não podemos viver uma assimetria com as distribuidoras sob diferentes situações jurídicas, afirmou o presidente da BR Distribuidora, Rafael Grisolia, na teleconferência com os analistas.

As discussões ocorrem depois que a Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom) obteve, no domingo (8), uma liminar na Justiça que reduziu em 25% as metas de compra de Créditos de Descarbonização (CBios) de suas associadas, em sua maioria distribuidoras de alcance regional, além da Alesat.

Lojas Americanas

A BR Distribuidora deve anunciar, em breve, a conclusão das discussões com as Lojas Americanas sobre uma possível parceria no setor de lojas de conveniência, afirmou Grisolia.

As Lojas Americanas têm desenhos que criam valor e estamos sempre buscando uma melhor eficiência. Estamos mais próximos, do que estávamos no segundo trimestre, de mostrar ao mercado as conclusões para uma potencial parceria, disse o presidente da BR Distribuidora.

As companhias assinaram, ao final de agosto, memorando de entendimentos para viabilizar o eventual acordo.

Fonte: Valor Econômico

Gestão de Risco Logístico

Mercado Livre anuncia 5 novos centros de distribuição no Brasil, com foco em agilidade nas entregas

Novos centros de distribuição estão contemplados no investimento anunciado pela companhia. Serão R$ 4 bilhões na operação brasileira ao longo de 2020

Fonte: InfoMoney

Nesta quinta-feira (12), o Mercado Livre anunciou a abertura de mais cinco centros logísticos de distribuição de produtos pelo Brasil. Serão três novos galpões no estado de São Paulo (dois em Cajamar e outro em Guarulhos), um em Santa Catarina (no município de Governador Celso Ramos) e outro em Minas Gerais (na cidade de Extrema). O objetivo, segundo a varejista, é focar em entregas mais rápidas e eficientes para todo o Brasil.

O Mercado Livre não detalhou o custo de implementação dos novos centros de distribuição (CDs), mas disse que ele está contemplado no investimento anunciado pela companhia para 2020. Serão R$ 4 bilhões injetados na operação brasileira ao longo do ano, valor que envolve também a ampliação da frota própria de entregas.

A expansão logística pelas estradas e rodovias é um desafio, segundo Leandro Bassoi, vice-presidente de Mercado Envios (braço logístico do Mercado Livre). Faltam bons projetos de CDs em regiões como o Sul e o Nordeste. Mas, com um planejamento adequado, é possível construí-los.

A expansão da nossa malha logística vai de encontro com a nossa estratégia de mercado para o país. O Mercado Livre vem investindo em logística há muitos anos no Brasil. Vimos agora uma necessidade de ampliar nossos limites atuais, complementou Bassoi, durante a coletiva de anúncio dos novos CDs.

As atividades nos novos centros devem começar entre novembro de 2020 e o início de 2021. Os CDs irão adicionar 340 mil metros quadrados à malha logística gerenciada pelo Mercado Envios. Segundo a empresa, os novos galpões farão o Mercado Livre duplicar a capacidade de armazenamento e de processamento de encomendas. Também devem gerar 13,5 mil novos empregos nas cidades onde serão instalados.

Na cidade de Cajamar, a empresa anunciou que os dois novos centros de logística terão 75 mil metros quadrados e 112 mil metros quadrados, respectivamente. O primeiro CD já começou a operar na última segunda-feira (9).

Entregas mais ágeis

Ainda de acordo com Bassoi, os novos centros de distribuição fazem parte do plano da empresa de consolidar entregas em até dois dias para todo o país, não apenas nas grandes praças. Atualmente, conseguimos realizar essas entregas em até dois dias em 1.800 cidades brasileiras, que concentram 80% da população do país. A ideia é melhorar esses números.

O vice-presidente do Mercado Envios ainda lembra que os novos centros serão construídos na modalidade de built to suit, pela qual uma incorporadora constrói o imóvel para atender um inquilino específico, no caso, o Mercado Livre. De acordo com a companhia, esses contratos de aluguel são atípicos: têm duração de dez anos e não contam com revisões no meio do contrato.

Segundo o executivo, a ampliação da malha logística da companhia não se limita apenas aos novos centros de distribuição. O Mercado Livre espera ampliar também a frota de aviões, carretas e vans de transporte. Sem contar os novos centros de distribuição, a empresa contava com 19 CDs, quatro aviões e milhares de veículos dedicados.

Diferenças entre os centros de distribuição

Dos cinco novos CDs, quatro deles servirão à modalidade de fulfillment. O termo, muito usado no e-commerce, quer dizer que o estoque dos vendedores é gerenciado pelo próprio Mercado Livre, desde o armazenamento da mercadoria até a entrega para o cliente.

Já o centro de distribuição localizado na cidade de Guarulhos (SP) funcionará na como um CD de crossdocking, uma modalidade de logística do e-commerce na qual os vendedores mantêm o inventário da operação e o Mercado Livre apenas coleta a mercadoria para a entrega após a venda.

Jogada do Mercado Livre é estratégica, avalia especialista

Para Alexandre Machado, especialista em varejo e sócio-diretor do Grupo GS& Gouvêa de Souza, o Mercado Livre pode ganhar em tempo de entrega com a ampliação da sua malha logística. Assim, a companhia deve consolidar sua participação no mercado brasileiro.

Na hierarquia de decisão do consumidor, o primeiro atributo levado em consideração é o preço e o segundo é tempo de entrega. Mas esse segundo pode ter uma maior importância se há qualidade na entrega e confiança entre empresa e consumidor. O Mercado Livre está há muito tempo nesse mercado e segmento, explica Machado. Em comparação com a movimentação de outras varejistas, vemos um diferencial de competição interessante.

Recentemente, vimos movimentações de grandes companhias do varejo brasileiro como a Amazon para ampliar sua malha logística no país. Bassoi afirmou que a companhia olha os avanços das concorrentes no mercado, mas reforçou que a decisão de expansão não foi pensada como resposta aos concorrentes.

Competição e competidores sempre existirão. Fazem você ficar mais atento, naturalmente. Tentamos observar o que acontece no Brasil e na América Latina para tentar entender os próximos passos, mas as nossas decisões são pensadas exclusivamente nos clientes, complementa Bassoi.

Estamos muito comprometidos com o Brasil. No ano que vem, o investimento será maior do que foi neste ano. Quanto melhor a nossa logística, mais aumenta a penetração do e-commerce, destacou Fernando Yunes, vice-presidente sênior e liderança regional do Mercado Livre.

81% das empresas de transporte de cargas de São Paulo precisam de motoristas

Olha aí que oportunidade para quem trabalhar, e um desafio para quem quer, e precisa, contratar: de acordo com estudo conduzido pelo IPTC, Instituto Paulista do Transporte de Carga, 81% das empresas de transporte rodoviário de cargas de São Paulo e região têm sentido falta de motoristas no mercado de trabalho. Dessas, 34% tiveram grande turnover, ou seja, uma grande rotatividade de profissionais.

O órgão vinculado ao SETCESP, Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região, alertou que a falta de motoristas significa que há veículos parados nas bases das empresas, em outras palavras, prejuízo. Segundo a pesquisa, 38% das empresas consultadas disseram que os veículos ficam estacionados por não ter profissionais capacitados.

Na tentativa de facilitar a comunicação entre motoristas e as empresas, o IPTC mapeou mais de 500 vagas na Grande São Paulo e o departamento de recursos humanos do SETCESP fará a captação de currículos e o repasse para as empresas.

Os motoristas interessados devem ser enviar seus currículos para vagas@setcesp.org.br

Crise de Energia no Amapá: Isolux não tem nem escritório no Estado

Procon tenta há 3 dias autuar empresa espanhola responsável pelo apagão no estado.

Fonte: Monitor Mercantil

Há três dias, o Instituto de Defesa do Consumidor do Amapá (Procon-AP) tenta notificar a empresa Isolux para que preste esclarecimentos sobre as causas da demora na solução do problema que causou a interrupção do fornecimento de energia elétrica para 13 das 16 cidades do estado.

Para intimar os representantes da companhia espanhola responsável pela empresa Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), concessionária do serviço e pertencente à espanhola Isolux, o órgão amapaense teve que solicitar ajuda ao Procon de São Paulo, já que nenhuma das empresas possuem representação no estado.

Pedi apoio até à Senacon [Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça] porque a Isolux não tem sequer um escritório aqui no estado, disse o diretor-presidente do Procon do Amapá, Eliton Franco, à Agência Brasil. A agência não conseguiu contato com a Isolux/LMTE.

O apagão, que começou em 3 de novembro, deixou sem energia cerca de 700 mil habitantes do estado que tem quase 830 mil habitantes. A causa foi o incêndio em um transformador da subestação da capital, Macapá, pertencenete à LMTE. Até o momento, o serviço não foi normalizado. O estado está às voltas com um sistema de rodízio.

Na terça-feira, o Procon-AP autuou a empresa aérea Azul pela suposta prática de aumento abusivo nos preços das passagens para o trecho Macapá-Belém. Segundo o órgão, após receber denúncias de consumidores, os fiscais constataram que, em determinados dias e horários, os bilhetes estavam sendo vendidos por mais de R$ 4 mil.

Em nota, a Azul afirmou que adota um sistema de precificação dinâmico no valor de suas passagens, explicando que os valores do serviço variam conforme a disponibilidade de assentos, a proximidade entre a compra do bilhete e a data do voo, o dia e horário em que o cliente queira viajar e a variação do valor do dólar e do preço do combustível de aviação.

Além da Azul, o Procon autuou duas grandes redes locais de supermercados e pequenos comerciantes. Entre os produtos mais visados em meio ao apagão que potencializou os efeitos do calor e da umidade típicos do estado, estão água engarrafada, gelo, velas e pão.

Webinar | Lançamento do livro Candidatas em jogo 

13/11/2020 - 13:30 - 15:30 GMT-3 / Este é um evento online / Sobre o evento

Historicamente excluídas dos espaços de poder, mulheres ainda são minoria nas Casas Legislativas brasileiras. Para entender por que isso acontece, a Coordenadoria de Pesquisa Jurídica Aplicada (CPJA) da FGV Direito SP realizou uma pesquisa para identificar como as regras formais e informais do jogo político-eleitoral impactam a inserção de mulheres na política institucional brasileira. A pesquisa “Democracia e Representação nas Eleições de 2018: campanhas eleitorais, financiamento e diversidade de gênero”, realizada pela FGV Direito SP em parceria com o CEPESP/FGV e com o apoio do Instituto Mattos Filho e do escritório Braga & Ruzzi Sociedade de Advogadas e finalizada neste ano, resultou no livro Candidatas em jogo: um estudo sobre os impactos das regras eleitorais na inserção de mulheres na política.

A partir do estudo das cotas de candidaturas por gênero, das normas de financiamento eleitoral, do uso de redes sociais em campanhas eleitorais e das trajetórias políticas de deputadas e deputados federais, o livro mostra que é preciso repensar algumas ações e aprofundar certas medidas voltadas ao combate às desigualdades de gênero e raça, com vistas a construir um sistema político mais justo e democrático.

Para apresentar e debater os principais resultados da pesquisa apontados no livro, a FGV Direito SP convida a todas e todos para webinar de lançamento do livro.

Programação:

Abertura

Catarina Barbieri, co-coordenadora do projeto Democracia e Representação nas Eleições de 2018

George Avelino, coordenador do Centro de Estudos em Política e Economia do Setor Público (CEPESP) da FGV

Camila Calais, representante do Instituto Mattos Filho e sócia do Escritório

Marina Ruzzi, sócia do escritório Braga & Ruzzi Sociedade de Advogadas

Painel 1: Candidaturas

Ivan Mardegan, pesquisador do projeto Democracia e Representação nas Eleições de 2018

Aline Herscovici, pesquisadora do projeto Democracia e Representação nas Eleições de 2018

Painel 2: Campanhas

Hannah Maruci, pesquisadora do projeto Democracia e Representação nas Eleições de 2018

Juliana Fabbron, pesquisadora do projeto Democracia e Representação nas Eleições de 2018

Painel 3: Resultados eleitorais

Vanilda Chaves, pesquisadora do projeto Democracia e Representação nas Eleições de 2018

Comentários

Thayná Yaredy, advogada e integrante da iniciativa Me Representa

Encerramento

Luciana Ramos, co-coordenadora do projeto Democracia e Representação nas Eleições de 2018 

BATE-PAPO AMMS 

MULHER E POLÍTICA:

PORQUE NOSSO PAPEL É CADA VEZ MAIS RELEVANTE

DIA 13.11 /  12h30 AS 13h30

Nesse bate-papo, Paula Lopes, conselheira da AMMS e Regina Lacerda, CEO da Rainha Seguros, abordam tema super atual: o papel da mulher na política.

Nessa conversa, as duas irão nos falar sobre o que já foi conquistado e as dificuldades encontradas pelas mulheres no cenário político e o que pode ser feito para mudar o futuro.

Para participar, inscreva-se no canal do youtube e não esqueça de ativar o sininho! Link de acesso: https://www.youtube.com/c/AMMSTV 



GRTV Entrevista Presidente e Vice Presidente da ABGR


Assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ogER33ww7qA&feature=youtu.be

Webinar GRTV / Tema: Os Desafios da Gestão de Riscos

Seguem links para acesso às edições virtuais mais recentes das Revistas do Setor de Seguros:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2020/10/edicao-259/

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_160

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2020/10/12/seguro-e-mais-velho-do-que-se-imagina/

Revista Cobertura: https://www.revistacobertura.com.br/2020/09/25/edicao-224/

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed31_2020.pdf

Revista Cadernos de Seguro: http://cadernosdeseguro.funenseg.org.br/secoes.php 

I Conferência Nacional de Microsseguros

Inscrições gratuitas e online. Acesse: https://conferencia.anmicrosseguros.org.br/inscricao/


Curso: Introdução a Logística 

O CIST (Clube Internacional de Seguro de Transportes), promoverá entre os dias 16 e 19 de novembro, o CIST promoverá mais um curso rápido de 8 horas. Desta vez, o tema será "Introdução a Logística", ministrado por Paulo Roberto Guedessócio-diretor da Ripran Consultoria.

Economista pela Faculdade de Ciências Econômicas Clóvis Salgado da Universidade Brás Cubas, com Pós-graduação pelo CPG da FGV e Mestrado pela EAESP da FGV. Vasta experiência nas áreas de planejamento estratégico, finanças e logística em empresas nacionais e estrangeiras, desempenhando diversas funções executivas, diretorias até a presidência.

Participante em associações de classe, nas quais assumiu postos de Diretoria, Vice-Presidência, Presidência Executiva em Conselhos de Administração, destacando ANTV- Associação Nacional das Transportadoras de Veículos, NTC&L- Associação Nacional dos Transportadores de Carga e Logística e ABOL- Associação Brasileira dos Operadores Logísticos. Atualmente é consultor de empresas, Conselheiro da ABOL e diretor de logística do CIST.

Serviço:
Data: 16 a 19 de novembro de 2020 / Horário: 19h00 às 21h00 / Investimento: R$ 300 / Associados à ABGR terão considerável desconto.