Gestão de Riscos Cibernéticos

20, Nov. 2020

Gestão de Riscos Cibernéticos

Os crimes cibernéticos devem ser uma das grandes ameaças globais nos próximos vinte anos

Fonte: Cybersecurity Ventures

Os crimes cibernéticos devem ser uma das grandes ameaças globais nos próximos vinte anos. Segundo o portal Cybersecurity Ventures, estima-se que os ataques hackers devem causar mais de US$ 6 trilhões em perdas financeiras em todo o mundo em 2021, um salto dos US$3 tri registrado em 2015.

Os ataques cibernéticos são um problema global e os órgãos reguladores buscam alcançar padrões de segurança, diz Mark Camillo, Diretor de Riscos Cibernéticos da AIG Seguros

Isso representa a maior transferência de riqueza econômica na história, colocando em risco os incentivos à inovação.

Entre os crimes mais comuns estão os esquemas fraudelentos por phishing, roubo de identidade e ransomware, sendo que este último pode gerar prejuízos da ordem de US$ 20 bilhões até 2021, 57 vezes mais do que causou em 2015.

Diante desse cenário, entidades públicas e organizações privadas vêm se movimentando para criar mecanismos de proteção aos dados de pessoas e empresas, como uma forma de inibir e coibir os crimes digitais.

A General Data Protection Regulation (GDPR), lei que entrou em vigor em maio de 2018 com o objetivo de proteger os cidadãos da União Europeia contra a violação de privacidade e dados, inspirou países como o Brasil a seguirem o mesmo caminho, com a formulação da agora vigente Lei Geral de Proteção de Dados.

Para comentar o impacto dessas iniciativas regulatórias e a importância de considerar os riscos cibernéticos em todas as esferas das organização, Mark Camillo, Diretor de Riscos Cibernéticos da AIG, líder e referência global em seguros de riscos cibernéticos, que acompanhou de perto a implantação da regulamentação GDPR na União Europeia e as dificuldades das empresas em se adequar às normas, compartilha sua experiência à frente das operações da AIG na Europa, Oriente Médio e África com o tema, e o que é preciso ser adotado para se atingir padrões apropriados e o mínimo de maturidade em segurança cibernética.

O Brasil acaba de adotar a Lei Geral de Proteção de Dados. Que lições e melhores práticas você traz sobre a implantação da lei na Europa?

Antes de a lei europeia entrar em vigor, havia vários avisos antecipados e orientações sobre o que ela traria e as medidas a serem tomadas. As empresas tiveram muito tempo para se adaptar a ela. Sabemos que as prioridades de cada empresa são diferentes, dependendo da atividade e do tipo de dados que cada empresa coleta.

Cada empresa deve primeiro entender que tipo de dados ela coleta, para qual propósito e, então, certificar-se de que está cumprindo a lei. Mesmo assim, ainda persiste algum nível de subjetividade e as diferenças culturais podem levar a diferentes ações realizadas pelas organizações. Por exemplo, depois que a lei entrou em vigor na Europa, tivemos quase o mesmo número de notificações de sinistro na Irlanda e na Espanha.

No entanto, dessas notificações de sinistros, mais de 50% foram comunicados ao regulador irlandês, ao passo que, em Espanha, foram comunicados menos de 5%. Isso demonstra como a cultura pode impactar a implementação e pode ter grandes divisões entre o norte e o sul da Europa.

Além disso, não houve um manual padrão adotado pelos reguladores, então incidentes que poderiam ser aproximadamente os mesmos em termos de impacto / causa de perda podem levar a resultados diferentes do ponto de vista da aplicação. Portanto, muito disso ainda está sendo trabalhado.

Como você enxerga esse movimento, não apenas do Brasil, mas de outros países, sobre a implementação de lei de gerenciamento de dados?

Os ataques cibernéticos vêm acontecendo em varias partes do mundo e, atualmente, levar à Justiça quem os promove é quase impossível. Daí ser extremamente importante levantar e corrigir as vulnerabilidades dos sistemas empresariais.

As companhias precisam avaliar com frequência suas vulnerabilidades. Por exemplo, neste momento, no qual muitos estão se conectando remotamente, é preciso checar: todas as medidas cabíveis foram tomadas?

Campanhas de phishing permanecem na esperança de que haja um clique em um email malicioso, que dê acesso a sistemas. Os bandidos não estão se concentrando em um país específico. Este é um problema global. É por isso que em todo o mundo, cada vez mais, órgãos reguladores estão tentando implementar controles para que as empresas mantenham os padrões adequados e atinjam um certo nível de maturidade em segurança cibernética.

Que mensagem você deixa aos CEOs e CISOs brasileiros que estão se adaptando à lei?

A maior parte dos principais ativos de uma marca hoje são não físicos, ou seja, dados. Portanto, é preciso focar nessa área, pois ela constitui grande parte da vantagem competitiva de uma empresa.

É muito importante saber se a organização tem tratado essas informações de maneira adequada, as responsabilidades potenciais dos funcionários e as consequentes multas e penalidades regulatórias que a empresa pode sofrer.

É fundamental tomar as medidas adequadas para proteger esses ativos. Todas as empresas precisam levar isso a sério! As empresas têm muitas informações, até mesmo de seus funcionários.

É importante ter alguém na liderança da empresa que tenha experiência em tecnologia, cibersegurança, proteção de dados ou uma empresa de consultoria que possa ajudar a organização a minimizar os riscos ao máximo. Caso contrário, pode haver problemas potenciais de governança corporativa, especialmente se os executivos precisarem responder a investigações regulatórias e multas e danos potenciais à reputação / marca e subsequente queda no preço das ações.

Após a GDPR entrar em vigor em 2018, vimos um crescimento significativo no número de sinistros, notificações nas apólices e aumento dos custos com profissionais especializados na regulação dos sinistros, conforme relatório feito pela AIG (Cyber Claims Report 2019). Esta realidade se mantém até hoje, dois anos após a implementação da GPDR? Quais consequências podemos esperar para o mercado de Cyber nos próximos anos?

De fato, temos visto um aumento significativo no número de notificações de sinistros e essa realidade se mantém.

Por exemplo, antes do GDPR, se uma pessoa recebeu por engano a correspondência de outra pessoa, isso não teria sido relatado (seja como uma reclamação ou notificação regulamentar). Hoje, os indivíduos podem potencialmente buscar compensação da organização por algo assim, portanto, as organizações estão sendo muito mais proativas. Devido à frequência e gravidade das reclamações, estamos vendo o mercado cibernético começar a se fortalecer.

As empresas estão garantindo que o consentimento adequado seja recebido dos clientes para o uso de dados. Acho que a tendência é por uma regulamentação mais abrangente. E a situação mundial que vivemos agora só vai exacerbar essa tendência.

Gestão de Riscos Políticos

Como o seguro contra riscos políticos pode ajudar nas finanças da América Latina?

Fonte: Sonho Seguro

Apesar dos frequentes episódios de volatilidade econômica e política, os investidores há muito consideram que a América Latina oferece oportunidades significativas de crescimento no longo prazo em todo o espectro econômico. Vimos o retorno dos peronistas na Argentina; uma virada para a direita no Brasil; protestos políticos na Bolívia, Colômbia e Chile; e a continuação de mais de uma década de deterioração política e econômica na Venezuela. As causas são inúmeras, corrupção, desigualdade de renda, má administração econômica e, mais recentemente, o impacto de pandemias e dos baixos preços do petróleo. No entanto, a região é um mercado importante e continuará a atrair capital de longo prazo, com os projetos de energia renovável tornando-se um foco cada vez mais importante e crítico para a sustentabilidade.

Apesar de um cenário em constante mutação e desacelerações periódicas na economia global, os projetos de energia renovável que podem reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa avançarão no longo prazo. O mundo precisará continuar se concentrando na sustentabilidade e no financiamento das mudanças climáticas. As oportunidades para projetos são onipresentes, mas muitas vezes é necessário um catalisador para mobilizar os recursos necessários, especialmente em mercados emergentes e em desenvolvimento.

Seguro de risco político, seguro de crédito e títulos podem ser este catalisador para o financiamento climático. O desenvolvimento e a construção de fontes de energia renováveis, como solar, eólica e hídrica, apresentam muitos riscos para os investidores, e os riscos concomitantes de financiamento em países emergentes e em desenvolvimento são formidáveis. As ferramentas de mitigação de risco, como seguro de risco político, seguro de crédito e títulos, são flexíveis e podem ser adaptadas para atender a muitas das necessidades de gerenciamento de risco de bancos, fundos de investimento, instituições financeiras de desenvolvimento, agências de crédito à exportação e empresas multinacionais no financiamento de energias renováveis.

Como esses riscos podem afetar um projeto de energia renovável? Durante a fase de planejamento, desenvolvimento ou entrega de um parque de turbinas eólicas, por exemplo, o país anfitrião pode substituir seu governo, alterar seus planos para esse desenvolvimento específico ou mudanças econômicas podem impedir que uma empresa pública de energia elétrica cumpra seu contrato de compra de energia no nível tarifário acordado. Essas ações podem levar à frustração contratual, paralisações, protestos violentos que danificam instalações e muito mais – cortando o retorno esperado para os investidores do projeto.

O risco político e o seguro de crédito podem responder a muitas dessas situações que resultam em perdas que impedem os projetos de alcançar seus planos. Esses tipos de cobertura excluem certos riscos, no entanto. Especificamente, regulamentações e ações governamentais de natureza geral, geralmente são excluídas da cobertura de seguro contra riscos políticos, mas atos seletivos ou discriminatórios seriam cobertos.

Daqui a dez anos é o prazo para os países cumprirem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas e, de acordo com o Instituto Internacional de Finanças, os mercados emergentes precisarão de trilhões de dólares em investimentos adicionais para fechar suas lacunas dos ODS. Com altos níveis de dívida pública, o financiamento não endividado, como o investimento direto estrangeiro e o financiamento de ações, será uma fonte importante para o cumprimento dos ODS.

Durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima COP25, em dezembro de 2019, a Organização Latino-Americana de Energia anunciou uma meta de energia renovável de 70% da capacidade elétrica da região até 2030. A Colômbia, que pressionou a meta, propôs como meta nacional que 74% da geração de energia da rede colombiana seja proveniente de fontes renováveis, incluindo fontes renováveis ​​não convencionais, como biocombustíveis. Além da Colômbia, outras nações latino-americanas que aderiram à meta regional são: Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Honduras, Paraguai e Peru. No final do ano passado, Panamá e Brasil ainda consideravam sua participação.

De acordo com a Agência Internacional de Energia Renovável, uma organização intergovernamental que promove ações de energias renováveis ​​em todo o mundo, vários dos maiores países da América Latina já estão gerando quantidades significativas de eletricidade por meio de várias fontes renováveis. Brasil, Chile e México, por exemplo, em 2017 geraram juntos mais de 500.000 gigawatts-hora de fontes renováveis, incluindo energia hidrelétrica, energia eólica onshore, biocombustíveis sólidos, solar e geotérmica.

Aproveitar esse momento na geração de energia renovável e cumprir as metas da região exigirá investimentos adicionais substanciais em projetos de energia. Para manter o fluxo de capital em projetos de energia renovável, as partes interessadas precisarão mitigar seus riscos. O risco político e o seguro de crédito podem atenuar muitos desses riscos.

Autor: Stuart Barrowcliff é vice-presidente e subscritor sênior de risco político global, crédito e seguro de títulos da AXA XL.

Seguros: conhecimento é empoderamento do consumidor

Fonte: CNseg

Por Solange Beatriz Palheiro Mendes é advogada e Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da Confederação Nacional das Seguradora (CNseg)

Comecemos esta conversa com um exemplo alegórico ou familiar: na hora de pagar a conta, alguns dos convivas não têm dinheiro suficiente para a partilha. Ato contínuo, uma parte do grupo faz vaquinha para quitar toda a despesa do restaurante. À saída, alguém cai e é socorrido no hospital próximo.  Concluído o atendimento médico, a conta é apresentada, mas o paciente não tem plano nem dinheiro para quitá-la.  De novo, recorre-se a uma vaquinha.

Nas duas situações, aqueles que repartiram as despesas praticaram um dos principais fundamentos do seguro: o mutualismo, ou seja, a maioria paga pequenas frações (prêmios, no jargão do mercado) do valor em risco para atender a uma minoria do grupo segurado que, na vigência do contrato de seguro, terá um sinistro -  roubo do carro, dano ao imóvel, necessidade de internação etc. - fazendo jus a uma indenização para reposição do patrimônio ou pagamento da despesa médica gerada.

Por óbvio, os dois parágrafos iniciais estão longe de resumir a complexidade de um setor de reconhecido viés técnico, os desafios de produzir uma comunicação assertiva e um caminho para ser plenamente compreendido pelos consumidores e todos os demais atores da cadeia de seguros.

Mas é fato: há um entendimento raso ou mediano do mercado que torna necessária e estratégica a educação em seguros continuada. Independente da renda ou da escolaridade dos consumidores, convivemos com hiatos na compreensão do funcionamento dos seguros e de suas regras mais basilares, como o mutualismo; desconhecimento dos direitos e deveres de cada parte e da abrangência (e dos limites) de suas coberturas. Enfim, não há real reconhecimento da importância do seguro para a vida das pessoas, empresas e do País.

Não só aqui, mas em todo o mundo, inclusive nos países desenvolvidos, constata-se uma subproteção em termos de seguros para cada ciclo da vida, quer seja de danos pessoais, quer seja de danos materiais. Algo que preocupa o mercado segurador porque as vulnerabilidades e riscos se materializam com uma frequência acima do imaginado nos últimos tempos, arruinando, às vezes, patrimônios, bem-estar e qualidade de vida tão arduamente conquistados.

Vale lembrar que todos os eventos importantes de nossas vidas, como a compra da casa, de um carro, uma viagem, a constituição da família, estão também cercados de riscos de perdas ou dano, havendo no mercado produtos que possam mitigá-los ou gerenciá-los.

A disseminação da cultura de seguros enfrenta muitos desafios. A começar pela renda do brasileiro (67% das pessoas recebiam até R$ 2 mil antes da pandemia), o que se torna um limitador de compras adequadas de seguros para cada estágio da vida pessoal ou profissional. Mas o desconhecimento dos produtos tem peso efetivo nas decisões financeiras das pessoas, mesmo nos orçamentos mais enxutos.

Às vezes, o cidadão que aplica seu dinheiro em busca de um ganho baixo pode estar deixando a descoberto o patrimônio acumulado e perdê-lo em um infortúnio.

Em razão disso, todos os anos, o mercado de seguros participa da Semana Nacional de Educação Financeira, estratégia de Estado desenvolvida e executada anualmente em conjunto com o setor privado para apresentar ações de educação financeira, securitária, previdência.  O objetivo central é permitir ao cidadão fazer uso mais consciente e responsável de seus recursos. A próxima edição ocorrerá de 23 a 29 de novembro e terá como tema central Resiliência financeira: como atravessar a crise?.

Entretanto, dadas as características exclusivas do seguro, que as distinguem da atividade financeira e a necessidade de jogar luzes sobre a dupla relevância do setor, quer como administrador de riscos de terceiros; quer como investidor institucional, a CNseg criou um programa específico para ampliar a compreensão de todos.

Trata-se do Programa de Educação em Seguros, que tem como lemas despertar, informar, engajar, multiplicar e empoderar os consumidores. Para tanto, são divulgadas diversas iniciativas educativas da CNseg, das Federações associadas e do mercado na Semana Enef, para ampliar o conhecimento do consumidor, oferecendo-lhe uma visão holística do mercado, e contribuir para escolhas de coberturas mais assertivas.

No plano institucional, o Programa da CNseg reúne uma gama de ações em prol do conhecimento. Há livretos sobre os mais variados temas do seguro (fundamentos, tipos de coberturas etc.), vídeos, podcasts, publicações (destaque para a Revista de Seguros, que tem 100 anos de circulação). Promovemos seminários ou eventos com os mais variados públicos, como o Colóquio de Proteção do Consumidor de Seguros, para reforçar o diálogo com as entidades de defesa do consumidor em todo o País e melhor conhecer a realidade regional do acesso e do atendimento aos segurados. Da mesma forma, nossa atuação é proativa nas redes sociais, por meio de uma rádio web, um canal no Youtube, Linkedin, por exemplo. Todas essas ações com o propósito de enriquecer o conhecimento de todos os stakeholders da cadeia de seguros e também melhor entender seus anseios.

Há o consenso entre nós de que a aposta em educação é promissora, porque melhora a experiência do consumidor, abre sua percepção quanto aos riscos que estão no seu entorno a cada ciclo da vida, levando-o a uma progressiva e seletiva compra de garantias. Melhor ainda: o seguro pode ser um ato de generosidade com o outro, porque pais ou provedores podem adquiri-lo e beneficiar, em caso de infortúnio, aqueles que amam. Seguro educacional para os filhos, previdência, seguro de vida, de incêndio para o imóvel, de saúde, o cardápio é farto. E inclui até nomes estranhos, como lucros cessantes, prestamista, que estão entre as mais de 100 modalidades e ramos ativos. Todos têm o mesmo propósito: proteger, acolher e permitir dias mais tranquilos em tempos de infortúnios e adversidades. Enfim, a educação securitária ainda não faz parte da rotina do brasileiro médio, mas precisa estar em seu planejamento financeiro para ampliar sua resiliência em momentos de vicissitudes. Conhecimento é um dos caminhos para estreitar esses laços e um compromisso permanente e estratégico das seguradoras e de suas entidades de representação.

GM anuncia retorno ao mercado de seguros

Fonte: CQCS

Em matéria assinada por Eloá Orazem, o site NeoFeed destacou o retorno da General Motors (GM) ao mercado de seguros, anunciado com o lançamento da OnStar Insurance, divisão que vai usar dados coletados por carros inteligentes para ajustar os serviços ofertados pela companhia em seguros automotivos e os valores cobrados nesse pacote. De acordo com o portal, a nova unidade foi desenvolvida a partir da plataforma OnStar, instalada em todos os veículos comercializados pela marca na América do Norte, que rastreia o automóvel em tempo real e acompanha todos os dados de condução. O NeoFeed destaca ainda que as ofertas nesse espaço não vão se restringir aos modelos mais recentes da empresa.

Carros antigos da GM e modelos de outras montadoras também poderão acessar as ofertas da OnStar Insurance, disse Katie DeGraaf, diretora de telemática de seguros da GM, em entrevista ao portal, sobre a divisão que irá oferecer ainda seguros residenciais e para locatários.

Segundo a publicação, a OnStar utilizará apenas as informações coletadas mediante a aprovação do motorista. Com os dados em mãos, será possível verificar se ele respeita os limites de velocidade e se costuma fazer frenagens bruscas, entre outros comportamentos ao volante. A partir do perfil traçado, o valor da apólice poderá ser reduzido.

Neste primeiro momento, de acordo com a reportagem do NeoFeed, apenas os funcionários da GM no Arizona terão acesso à versão beta da plataforma. Na sequência, será a vez dos demais 85 mil profissionais que integram o quadro da fabricante poderem testar o serviço. A previsão é de que a plataforma esteja disponível para os consumidores americanos na reta final de 2021. Ainda não há planos confirmados para estender a oferta a outros países.

Diretores da Aneel e ONS são afastados pela justiça do Amapá

Medida visa proporcionar ao TCU e PF maior isenção e eficácia na apuração dos fatos que levaram ao apagão.

Fonte: Monitor Mercantil

Os dirigentes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) foram afastados provisoriamente pela Justiça do Amapá.

Segundo o juiz federal João Bosco Costa Soares da Silva, da 2ª Vara Cível da Seção Judiciária do Amapá, que determinou o afastamento, a medida visa proporcionar ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Polícia Federal (PF) maior isenção e eficácia na apuração dos fatos que levaram ao blecaute (energético) no Amapá.

Desde a noite do dia 3, a população do Amapá enfrenta as consequências da falta de energia elétrica. O problema foi causado por um incêndio em um transformador da subestação da capital, Macapá, que acabou por ocasionar o desligamento automático nas linhas de transmissão Laranjal/Macapá e das usinas hidrelétricas de Coaracy Nunes e Ferreira Gomes, que abastecem a região. O transformador que pegou fogo pertence à LMTE, um dos ativos da Gemini Energy.

Essa concessão pertencia à espanhola Isolux Corsan (atualmente em concurso de credores na Espanha) por meio da Isolux Energia e Participações que passou a se chamar Gemini Energy após ser adquirida no final de 2019 pelos fundos de investimentos geridos por Starboard e Perfin.

O pedido de afastamento cautelar dos diretores da Aneel e do ONS foi feito pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Para o parlamentar, a medida é necessária até que a investigação das causas do problema sejam esclarecidas.

Ao acatar o pedido do senador, o juiz federal assinalou que, passadas mais de duas semanas, o fornecimento energético ainda não foi restabelecido integralmente, tendo sido implementado um sistema de rodízio para atender à população. Além disso, o magistrado lembrou que, nesta terça-feira, houve um novo apagão em 13 das 16 cidades amapaenses.

O afastamento é válido por 30 dias. Durante este período, os diretores da Aneel e do ONS não terão cortes em seus vencimentos. Por intermédio do afastamento provisório dos agentes públicos, busca-se fornecer ao juiz instrumento capaz de alcançar a verdade real, evitando-se que eventuais atuações dolosas possam atrapalhar a produção dos elementos necessários à apuração dos fatos e, por conseguinte, à formação do convencimento judicial, assinala o juiz federal, citando o procedimento instaurado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar as responsabilidades pelo caso. Para Silva, a gravidade dos fatos requer ampla e minuciosa investigação também por parte da Polícia Federal.

Em nota, a Aneel informou que ainda não foi formalmente notificada sobre a decisão da Justiça Federal, e, tão logo o seja, recorrerá da decisão.

Os senadores aprovaram o Projeto 5.187/2020, que compensa consumidores atingidos pelo apagão de energia elétrica no Amapá e obriga a instalação de mecanismo de segurança nos estados produtores de energia. A proposta segue para a Câmara.

Pfizer pede autorização para uso emergencial de vacina contra covid-19

Fonte: Catraca Livre

A farmacêutica Pfizer pediu nesta sexta-feira, 20, à agência americana que controla medicamentos (FDA, na sigla em inglês), autorização de uso de emergência para sua vacina contra covid-19, desenvolvida em parceria com a alemã BioNTech.

Covid-19 Coronavirus Vaccine vials in a row macro close up© MarsBars/istcok Covid-19 Coronavirus Vaccine vials in a row macro close up

A expectativa é que a FDA conceda a autorização até meados de dezembro. A Pfizer disse crer que terá 50 milhões de doses da vacina prontas neste ano, o suficiente para proteger 25 milhões de pessoas.

O pedido de autorização de uso de emergência da vacina ocorre na semana em que revelaram que o imunizante mostrou eficácia de aproximadamente 95% em testes clínicos.

Ao todo, 43 mil pessoas participaram dos testes clínicos. Dessas, 162 tiveram covid-19 no grupo do placebo, aqueles que receberam apenas uma substância sem efeito, contra 8 entre aquelas que receberam as duas doses programadas da vacina.

Ainda que poucas pessoas que tomaram a vacina tiveram a covid-19, nenhuma teve a forma grave da doença.

A eficácia, que foi medida 7 dias após a segunda dose, foi a mesma em diferentes raças e etnias. Ainda de acordo com o relatório, o estudo não registrou efeito colateral grave em nenhum voluntário.

A farmacêutica americana foi a primeira a concluir com sucesso a fase três de testes, a mais ampla e extensa de todo o estudo clínico.

O pedido acontece em mais um momento delicado no combate a pandemia nos Estados Unidos. O país registrou ontem novo recorde de infecções diárias, com mais de 185 mil casos em apenas 24h.

Os EUA soma  desde o início da pandemia 11 milhões de casos confirmados do novo coronavírus e mais de 250 mil óbitos.

Aquisição da vacina da Pfizer pelo Brasil

O Brasil ainda não possui acordo para a compra da vacina da Pfizer, porém, na última terça-feira, 17, o  Ministério da Saúde informou que isso deve ocorrer à medida que os ensaios clínicos apontarem total eficácia e segurança e após o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo o presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, as negociações com o governo brasileiro podem possibilitar a chegada da vacina ao país no primeiro trimestre do ano que vem.

Por enquanto, o governo brasileiro tem acordo bilionário para a aquisição da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceira com o laboratório AstraZeneca. Além da compra de lotes do imunizante, o acordo também prevê futura transferência de tecnologia para produção nacional pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Seguem links para acesso às edições virtuais mais recentes das Revistas do Setor de Seguros:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2020/10/edicao-259/

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_160

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2020/10/12/seguro-e-mais-velho-do-que-se-imagina/

Revista Cobertura: https://www.revistacobertura.com.br/2020/09/25/edicao-224/

Revista Insurance Corp: https://drive.google.com/file/d/1R3x_IJSB0wtX-sVRw0hy3hlTg-MZ-vTZ/view?usp=sharing

Revista Cadernos de Seguro: http://cadernosdeseguro.funenseg.org.br/secoes.php 

I Conferência Nacional de Microsseguros

Inscrições gratuitas e online. Acesse: https://conferencia.anmicrosseguros.org.br/inscricao/

SummitSec – Segurança e Privacidade na Prática

Sobre o Evento O SUMMIT SEC acontece pelo terceiro ano consecutivo para discutir temas como LGPD, proteção e privacidade de dados, segurança da informação e cibernética de forma inovadora, com profissionais e temas a frente do mercado.

Participe! Faça sua inscrição para a 3° edição do SUMMIT SEC.
O evento acontece dias 27 e 28 de Novembro e é focado em levar ao público uma visão 360 graus da LGPD, teremos um público seleto entre empresas e profissionais das áreas de Segurança da Informação, Cibersegurança, Direito Digital. Confira a programação do evento: https://summitsec.com.br/ 

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