Amapá / Avaliação do Risco / Crise

26, Nov. 2020

Amapá / Avaliação do Risco / Crise

Apagão no Amapá: confira a avaliação do risco para o mercado de Seguros

Fonte: CQCS

Apagão no Amapá: confira a avaliação do risco para o mercado de Seguros

O Amapá sofreu um apagão no dia 03 de Novembro, devido a um incêndio que atingiu a principal subestação do estado. 13 municípios incluindo a capital Macapá, ficaram sem energia elétrica e a situação perdurou por cerca de 22 dias. Devida a repercussão do caso, o CQCS conversou com o consultor Sergio Ricardo, para entender como o seguro poderia minimizar as perdas ocasionadas pelo apagão.

Segundo o consultor, a operadora deve ter contratado, por exemplo, seguros patrimoniais que cubram as perdas com os transformadores e queda de receitas. Ele estranha, contudo, o fato de as imagens da TV e o noticiário da imprensa indicarem que os equipamentos operavam em condições inadequadas, possibilitando que o incêndio em um deles viesse a afetar o outro, não havendo, portanto, as barreiras necessárias.

Para ele, é preciso apurar quem construiu daquela forma, se os equipamentos eram antigos e precisavam ser trocados ou se era possível mantê-los em funcionamento, entre outras questões relevantes. Tudo isso nos leva a ter curiosidade para saber se as seguradoras que eventualmente subscreveram o risco fizeram recomendações específicas, comentou o consultor, em entrevista ao CQCS.

Sergio Ricardo acentuou, contudo, que eventuais apólices patrimoniais se restringem apenas aos danos físicos. Na visão dele, com certeza a operadora poderá ter outros seguros, como os de Responsabilidade Civil Operações, que em geral não cobrem os danos a terceiros por conta da interrupção do fornecimento de energia elétrica ou oscilação de voltagem. Com isso, será de responsabilidade da operadora indenizar os prejuízos aos consumidores, explicou.

Para os casos das pessoas que têm seguro residencial ou para os que têm cobertura para seus estabelecimentos comerciais, o professor explicou: Na verdade, há restrições na maioria das apólice de seguros para ausência de fornecimento (de energia). Mas tudo depende das condições das apólices. Ainda de acordo com ele, em Riscos Operacionais, se pode estender a cobertura de Lucros Cessantes para a paralisação de fornecedores em casos específicos.

O consultor citou ainda há os seguros de Garantia, como o que cobre as Obrigações Contratuais ou o de Performance Bond, que podem ter sido, inclusive, requisitos exigidos nas licitações que transferiram a operação ao setor privado no caso específico. Resta entender, se houver seguro, se a operadora, como tomadora da garantia, estaria isenta de responsabilidade por eventual negligência com os aspectos de manutenção e operação, caso isso fique configurado. De qualquer forma, com ou sem seguro, a administração pública deve reivindicar indenização pelas falhas ocorridas, concluiu.

ENEL deve investir pesado no Brasil

A Enel investirá mais de 5 bilhões de euros no Brasil entre 2021 e 2023, principalmente nos segmentos de geração renovável de energia e distribuição, afirmaram executivos da companhia em coletiva de imprensa nesta terça-feira.

Segundo o diretor financeiro global da Enel, Alberto De Paoli, entre os mercados da América Latina, o brasileiro é o que mais receberá aportes do grupo italiano nos próximos anos. De acordo com o plano de investimentos revelado nesta manhã, serão direcionados 10,1 bilhões de euros para a região entre 2021 e 2023, 26% do total previsto pela companhia para seus negócios no mundo todo.

A Enel detém quatro distribuidoras de energia no país, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Goiás. É responsável pela maior distribuidora do país em volume de energia vendida (antiga Eletropaulo), atendendo a 24 cidades da região metropolitana de São Paulo.

A companhia continua interessada em aumentar sua participação no segmento de distribuição, mas também vê espaço para crescer no negócio de geração de energia. Temos que adicionar mais geração [ao portfólio], afirmou o presidente global, Francesco Starace, sem entrar em detalhes.

Starace afirmou também que a Enel estudará ativamente todos os ativos de distribuição de energia que forem colocados à venda no Brasil. Nem todos os processos serão interessantes, seja pela posição geográfica ou por uma expectativa irrealista por parte do vendedor. Mas certamente tudo que está à venda vamos olhar, disse.

O executivo não comentou diretamente sobre o interesse da companhia nas licitações das distribuidoras da Companhia Energética de Brasília (CEB) e da estatal gaúcha CEEE. Os ativos são os próximos na fila de privatizações do setor elétrico, sendo que o leilão da CEB-D acontecerá ainda neste ano, no dia 4 de dezembro.

Fonte: Valor

Sobre o lamentável acidente no interior de São Paulo

Seguro DPVAT prevê pagar R$ 500 mil em indenizações pelo acidente entre ônibus e caminhão em SP

Fonte: Sonho Seguro

O seguro cobre morte, invalidez e despesas médicas de qualquer acidente de trânsito há 45 anos. No último ano, 40 mil vidas foram perdidas e mais de 230 mil ficaram inválidos, segundo dados da seguradora

A Líder Seguradora antecipou o contato com as famílias das vítimas do acidente entre um ônibus e um caminhão que provocou 41 mortes e deixou 11 feridos na manhã de hoje no interior de São Paulo, no km 172 da rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, entre Taguaí e Taquarituba, na região de Avaré. Ainda não temos muitas notícias sobre as vítimas. Mas uma coisa é certa. Todas elas têm direito a receber o seguro DPVAT, um seguro que indeniza vítimas de acidentes de trânsito, independentemente de o seguro ter sido pago ou não pelos responsáveis pelos veículos envolvidos, informou Ismar Tôrres, presidente da empresa líder do consórcio que administra o seguro até 31 de dezembro deste ano.

O seguro DPVAT indeniza mortes no valor de R$ 13,5 mil para vítimas de acidente de trânsito quando há uma fatalidade e a pessoa acaba falecendo em um acidente. A conta da Líder leva em conta as mortes de 41 pessoas. Mas esse valor pode subir. Se a pessoa sobreviver e ficar inválida, o valor da indenização é o mesmo. Há também cobertura para despesas médicas. Em caso da pessoa gastar o próprio dinheiro com medicamentos ou tratamentos, a indenização é de até R$ 2,7 mil, com apresentação das despesas.

O seguro DPVAT é um direito de todo brasileiro e passa por profundas modificações. Criado em 1974 pela lei federal nº6. 194/74, oferece cobertura abrangente para todas as vítimas de acidentes de trânsito registrados em território nacional, seja condutor, passageiro ou pedestre, independente de culpa no acidente. Depois de muitas denúncias de fraudes e investigações, o consórcio que administra o seguro termina em dezembro, segundo decisão tomada nesta semana pelas empresas do Consórcio DPVAT. Eram cerca de 55 seguradoras no ano passado e praticamente 100% delas decidiram sair do consórcio. Ainda não sabemos como ficará a partir de janeiro de 2021, comentou Tôrres, garantindo que a seguradora tem reservas suficientes, de R$ 7,5 bilhões, para arcar com as indenizações dos contratos fechados até dezembro deste ano, com prazo de três anos para que seja solicitado pedido de indenização por parte dos acidentados ou beneficiários de vítimas de acidentes de trânsito.

A imagem está desgastada, o que dificulta mostrar o que tem sido feito pela recuperação da companhia. Foi criada uma estrutura digital para atender a sociedade, para pagar as indenizações em todo o Brasil, para inibir a fraude de um seguro que atende toda a população. É uma operação complexa, que precisa contar com especialistas no assunto para que este benefício não se perca, comentou o presidente do conselho da Líder, Leandro Martins Alves, que trabalhou consultor da presidência da Petrobras, atuando no plano de negócios da estatal e no fortalecimento de sua imagem institucional.

Com base em sua experiência na Petrobras, Martins pondera que não era a Petrobras o problema e sim as ações especificas que precisavam ser corrigidas. Trata-se de uma empresa importante para o Brasil e o que se fez foi corrigir os problemas e, assim, recuperar o valor econômico. Há necessidade de encontrar uma solução que seja do interesse de todos os envolvidos: da Susep, do Ministério da Economia e da sociedade, acrescenta o presidente do Conselho.

O que se comenta nos bastidores do setor é que a Susep vai repassar a gestão dos recursos do seguro e o pagamento das indenizações a um ente público, ainda não divulgado. Uma das mais citadas é a Caixa Econômica Federal, que tem a experiência de pagar benefícios sociais. Banco do Brasil e a agência ABGF também são citados, com menos ênfase pelos executivos do setor que pediram anonimato. Tanto Tôrres como Martins disseram não saber ainda quais serão os próximos passos, além do que as mídias vêm publicando a respeito.

Ambos acreditam numa boa solução para um produto que atende mais de 211 milhões de brasileiros. Isso porque qualquer vítima de acidente de trânsito tem direito a este seguro de responsabilidade civil. É um seguro obrigatório, pago no licenciamento do veículo. Para se ter uma ideia, são cerca de 73 milhões de apólices de seguros no ano, contra menos de 20 milhões vendidas pelas seguradoras acopladas ao seguro de carro. Fica claro que quando é opcional comprar uma proteção para indenizar terceiros, a adesão é baixa. Atualmente, 25% da frota nacional de veículos conta com seguro para proteger o bem e nem todos compram a cobertura para indenizar terceiros.

O escolhido deve ser anunciado até dezembro para que a Líder faça a transição da administração do DPVAT, que foi criado por decreto lei e, caso seja extinto, também terá de ser por decreto lei. A Susep já vinha defendendo a livre concorrência na venda do DPVAT, mas sinalizou que isso só seria viável a partir de 2023 diante da complexidade de gestão de um seguro com tamanha abrangência como este.

Vamos torcer para que o DPVAT, que, hoje, com a automação da companhia indeniza em cerca de 20 dias, siga ajudando famílias de vítimas de acidentes de trânsito, tema que leva o Brasil a apresentar um dos piores índices do mundo.

Boa parte das indenizações pagas é para vítimas de motos, veículo que ganhou as ruas de todo o país com a pandemia, tanto pelas entregas de comidas e encomendas como também por pessoas que optaram por trocar o transporte público por duas rodas. Muitas vezes a indenização de R$ 13,5 mil, equivale ao rendimento anual de uma vítima de trânsito. Por isso, é preciso achar uma solução para que a sociedade mantenha o benefício que conquistou, argumentam os dois executivos.

Agronegócio tem seguro de trator, boi e peixe, mas só 20% estão protegidos

Estimamos que até 2025, o Brasil tem potencial para chegar a 25 milhões de hectares segurados, diz diretor do Ministério da Agricultura

Fonte: UOL News

Proteger sua plantação da geada, do sol forte ou da chuva excessiva é uma das coberturas previstas no seguro rural; afinal, o clima é ainda o principal fator de risco para a produção agrícola. Mas há outros tipos de seguro. O produtor pode também contratar seguro de vida para o gado, para cobrir o roubo de um trator e até um que garante indenização em caso de morte de peixes.

Mas não ter seguro rural é comum no país. No Brasil, apenas cerca de 20% da área plantada está segurada, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Isso equivale a cerca de 13,5 milhões de hectares. O governo federal tem um programa de subvenção (que varia de 20% a 40%) para ajudar o produtor rural a contratar apólice de seguro rural com 'desconto'.

'Estimamos que até 2025, o Brasil tem potencial para chegar a 25 milhões de hectares segurados, frente à demanda e oferta do mercado', afirmou Pedro Loyola, diretor do Departamento de Gestão de Riscos (Deger), do Ministério da Agricultura.

O que cobre um seguro rural?

'O seguro rural é extremamente abrangente. Ele consegue cobrir toda a atividade rural, como plantação, maquinário e rebanho', afirmou Bruno Kelly, professor da Escola de Negócios e Seguros (ENS).

Cid Andrade, professor dos cursos de MBA de Seguros e Previdência do ProCED FIA, diz que a atividade agrícola contém vários riscos, como os climáticos, de preço, de mercado e outros. 'O seguro protege contra perdas decorrentes de riscos climáticos e que, associado com o subsídio ao prêmio, torna-se excelente produto para mitigar os riscos do negócio', disse.

Modalidades de seguro definidas na legislação:

Seguro agrícola: cobre basicamente a vida da planta, do plantio à colheita, contra a maioria dos riscos meteorológicos, como seca, granizo, geada, chuvas excessivas, variação excessiva de temperatura, incêndio, raio, tromba d'água e ventos fortes. Pode ser conjugado com o 'risco da variação de preço', quando o produtor deseja fazer um seguro do faturamento (em caso de variação da produção e/ou oscilação de preço de comercialização do produto, por exemplo, ele teria o faturamento garantido).

Seguro pecuário: cobre os danos ao animal destinado ao consumo ou produção, englobando as fases de cria, recria, engorda e venda, bem como os animais de trabalho destinados a sela, trabalho por tração e transporte no manejo da fazenda e os destinados à atividade reprodutiva cuja finalidade seja, exclusivamente, a melhoria de plantéis. É um seguro muito comercializado para bovinos, com cobertura da vida do animal.

Seguro aquícola: garante indenização por morte e/ou outros riscos inerentes a animais aquáticos (peixes, crustáceos, dentre outros), em consequência de acidentes e/ou doenças.

Seguro de florestas: garante o pagamento de indenização pelos prejuízos causados nas florestas seguradas; o risco coberto mais tradicional são os incêndios.

Seguro de benfeitorias e produtos agropecuários: garante todo o patrimônio do agricultor, nos limites da propriedade, contra os riscos de incêndio, raio ou explosão, ventos fortes, roubo ou furto, entre outros.

Seguro de penhor rural: preserva os bens diretamente relacionados às atividades agrícola, pecuária, aquícola e florestal que são dados em garantia nas operações de crédito rural. Essa garantia pode ser o próprio produto colhido ou outro bem (como máquinas e equipamentos).

Seguro de vida: em caso de morte do segurado (produtor rural), este seguro amortiza ou liquida as operações de crédito rural que ele contratou com um agente financiador.

Como definir as coberturas

Diogo Ornellas, coordenador geral da Grandes Riscos e Resseguros da Susep (Superintendência de Seguros Privados), diz que cabe às duas partes (segurado e seguradora) definirem quais as coberturas integrarão o contrato de seguros.

'Cada seguradora, ao construir seu produto, seu plano de seguros, é livre para definir, a priori, quais os riscos se dispõe a cobrir. Por exemplo, no seguro agrícola, uma seguradora A pode só oferecer coberturas para incêndio e queda de raio, granizo e chuvas excessivas, enquanto outra seguradora B pode só cobrir replantio, geada, tromba d'água, ventos fortes etc.', afirmou.

Quanto custa um seguro rural?

O custo do seguro rural depende de vários fatores, como tipo de cultura ou atividade, período da safra (inverno ou verão), localidade e nível de cobertura, entre outros.

Segundo Diogo Ornellas, a Susep não interfere na precificação dos seguros, mas exige que estes sigam critérios técnicos. 'Estimativas de preço devem ser vistas com cuidado, pois em uma mesma região, mesma cultura e contra os mesmos riscos, o seguro pode variar pela simples mudança de segurado', disse.

Governo tem programa de subvenção

Você sabia que o governo federal concede auxílio financeiro ao produtor rural para a contratação da apólice de seguro e, assim, tornar o seguro mais acessível? É o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O aplicativo pode ser acessado nos sistemas Android e iOS.

Funciona assim: o produtor rural contrata uma proposta de apólice junto a corretores e instituições financeiras que operam com companhias seguradoras habilitadas no programa (em 2020, são 15 habilitadas). Caso atenda às condições do programa, a apólice de seguro recebe um 'desconto', que é a subvenção paga pelo governo federal. A subvenção é destinada ao produtor rural, mas a solicitação da subvenção é feita por meio da própria seguradora, que submete as apólices contratadas à apreciação do Departamento de Gestão de Riscos (Deger), do Ministério da Agricultura.

O Deger avalia a situação cadastral do produtor e, não havendo restrição, concede o benefício, liquidando parte do prêmio. Para que não haja nenhum impedimento cadastral, o produtor não pode ter restrição no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e deve observar os limites anuais de utilização da subvenção e a disponibilidade de recursos no programa.

'Sem esse auxílio, a grande maioria dos agricultores não acessaria o seguro rural, e o mercado não conseguiria se desenvolver naturalmente. Era o que acontecia até 2006, ano em que o programa começou suas operações e propiciou a alavancagem e desenvolvimento do seguro rural no país', declarou Pedro Loyola, diretor do Deger.

A subvenção ao prêmio tem variado de 20% a 40% para os seguros rurais tradicionais, dependendo da modalidade, tipo e nível de cobertura. As modalidades cobertas pelo PSR são agrícola (grãos, frutas, olerícolas, cultura perenes e semi perenes como café e cana de açúcar), pecuária, de florestas e aquícola. São mais de 60 atividades e culturas.

Segundo Loyola, o PSR dobrou de tamanho em 2020. 'Antes os recursos propiciaram segurar 10% da área agrícola do país, mas em 2020 deve chegar a 20% com em torno de 13,5 milhões de hectares com cobertura de seguro rural. Os dados serão fechados em dezembro, pois ainda há contratações ocorrendo em novembro', afirmou.

Em 2019, o total de subsídio concedido foi de R$ 440 milhões; neste ano, o montante chega a R$ 880,9 milhões.

Para Joaquim Neto, presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), alguns fatores têm ajudado o segmento, como o aumento do subsídio federal, mais investimentos em tecnologia por parte dos agricultores buscando maior produtividade, aumento da cotação do dólar refletindo diretamente no valor das commodities e perspectiva de boas colheitas.

Seguros paramétricos

Para 2021, o governo federal vai começar a apoiar também os seguros paramétricos ou de índices, com subvenção de 20%. Esses seguros estão baseados principalmente no pagamento de uma possível indenização conforme o comportamento de uma variável, normalmente um índice pluviométrico (falta ou excesso de chuva) ou de temperatura que afetam a plantação.

São reconhecidos por uma série de vantagens, diz Loyola, entre elas a rápida indenização aos segurados e menores custos. 'Eles são baseados em informações de satélites, e não existem as despesas operacionais próprias de um seguro agrícola tradicional como vistorias prévias e de sinistros', afirmou.

Cuidados antes de contratar um seguro rural

Checar se o corretor e a seguradora com quem deseja negociar estão cadastrados na Susep.

Definir claramente quais coberturas deseja contratar, ou seja, contra quais riscos deseja se proteger.

Consultar várias seguradoras para verificar os preços oferecidos e sua reputação em qualidade de serviço na hora do sinistro.

Ler todas as condições contratuais do seguro.

Verificar se todas as informações fornecidas à seguradora estão corretas, como se área segurada corresponde às coordenadas de georreferenciamento.

Exigir do corretor ou seguradora o número do processo Susep que corresponde ao produto de seguro contratado, cujas condições contratuais podem ser consultadas no site da Susep, em Planos e Produtos.

O que esperar de 2021

Helio Kinoshita, VP da Mitsui Sumitomo Seguros

Fonte: Sonho Seguro

A série O que esperar de 2021, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Helio Kinoshita, vice-presidente da Mitsui Sumitomo, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020?

Certamente é um ano desafiador para todos. Apesar dos vários impactos negativos para as pessoas e para a economia por conta da Covid-19, para a Mitsui Sumitomo tem sido um ano muito bom. Isso porque a seguradora colhe os frutos do plano 2018/2021, que tem como base investimentos em pessoas, processos e inovação. A pandemia acelerou vários projetos que estavam no planejamento e colocamos a companhia em outro patamar, o que resulta em crescimento de 32% ao mês no ano. Desde 2018 aderimos a filosofia Lean, que propõe um novo jeito de fazer as coisas acontecerem. Pensamos e agimos mais rápido ao empoderar as equipes com ações pequenas. Se der certo, segue. Se não, corrige. E isso ajudou a nos reposicionar rapidamente num momento em que a agilidade tem sido a ordem do dia. A empresa anda numa velocidade diferente e tem um novo jeito de fazer a coisa acontecer de forma decentralizada.

Qual o impacto da pandemia na empresa?

Tivemos que agir rapidamente para colocar todos os nossos colaboradores em segurança e em trabalho remoto. Tivemos uma logística que envolveu Infraestrutura, área Administrativa e de Recursos Humanos. Inicialmente, prevíamos ter algum problema com queda de vendas e distribuição. Mas todos reagiram muito rápido. Foi um trabalho a quatro mãos com nossos corretores e parceiros de negócios. Uma verdadeira união no momento inicial da pandemia. Já no terceiro trimestre, passada a primeira expectativa de superar o desconhecido, intensificamos o viés inovador com novas formas de relacionamento e de produtos, reagindo neste tempo diferente que parece ser um possível novo normal. Tem sido uma experiência muito rica em todos os sentidos e para todos os envolvidos.

Quais as áreas mais afetadas?

Positivamente, por conta do isolamento social mais rigoroso no segundo trimestre, registramos queda na frequência dos pedidos de indenização, o que gerou efeito positivo para todo o setor. Por outro lado, a redução da taxa de juros determinada pelo governo afetou drasticamente o resultado das seguradoras com a queda do ganho financeiro obtido com a aplicação das reservas. Isso nos fez rever a estratégia sobre como aumentar as vendas e como reduzir despesas para melhorar o índice combinado.

Em linhas de negócios, a carteira de transporte foi a que mais sofreu com a quarentena, com exceção dos segmentos de medicamentos, agronegócios e alimentícios. Todos os outros bens de consumo tiveram queda significativa com a restrição de circulação de pessoas. O seguro de vida também sentiu efeitos negativos, pois a pandemia elevou a sinistralidade da carteira. O seguro de automóvel sofreu queda nas vendas com o fechamento das concessionárias, mas conseguimos manter a produção próxima ao planejado graças aos nossos parceiros corretores. Juntos, conseguimos inovações na oferta, o que resultou na retenção de clientes. O segmento de grandes riscos seguiu num ritmo positivo mesmo com a pandemia. Três anos consecutivos crescemos acima de 40% ao ano.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

Temos investido muito em nossas parcerias. Os corretores são nosso principal canal, responsáveis por 65% da produção da Mitsui Sumitomo. A companhia busca uma diversificação no sentido de estar presente em outros canais, sempre fortalecendo o relacionamento com o corretor. Temos hoje cerca de 30 assessorias e parceiros com suporte automatizado, como Lojacorr, Seguralta, Sicredi entre outros. Também temos nos conectado com diversos bancos digitais.

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

Estamos muito otimistas com 2021. Há receios de uma possível desaceleração da economia por conta da segunda onda da Covid-19 na Europa e nos Estados Unidos, mas estamos confiantes de que haverá uma solução. Temos algumas incógnitas sobre o Brasil, como a equalização do déficit fiscal, gerar empregos e retomar investimentos. Por outro lado, há uma agenda positiva do setor de seguros. A Susep tem como meta estimular o mercado. As ideias são inovadoras e podem impulsionar tanto os segmentos corporativos como individual. Sabemos que seguros ainda tem uma baixa penetração no Brasil e essa agenda deve estimular novos produtos que trarão mais negócios para as seguradoras e um leque maior de proteção para a sociedade de uma forma dinâmica. Especialmente para os programas de seguros globais. A nova regulamentação em curso pela Susep com sugestões dos participantes do mercado certamente vai facilitar a colocação de programas de seguros mundiais.

O crescimento de 32% ao mês obtido pela Mitsui Sumitomo nas vendas até setembro em 2020 é considerado por nós um sucesso, principalmente observando a expectativa da CNseg de crescimento do setor entre 3 e 4%.  Seguimos investindo na digitalização, tanto para garantir a eficiência operacional como para nos conectar com distribuidores e clientes. Esses projetos se tornam chave para o ciclo dos próximos quatro anos, que começaremos a desenhar no segundo semestre de 2021, um ano que exigiu muito de todos.

São Paulo pode retomar restrições com alta de casos de Covid

A atual fase de quarentena no estado, que tem 46 milhões de pessoas, deve expirar na segunda-feira (30)

Fonte: Bloomberg

São Paulo pode ter de impor restrições mais severas à população se persistir o aumento dos casos de coronavírus, segundo o governador João Doria.

Infelizmente está acontecendo em todo o Brasil, disse Doria, sobre o novo crescimento de infecções em entrevista por vídeo na quarta-feira. Temos que reconhecer que as pessoas estão cansadas, exaustas de isolamento, distanciamento, de usar máscaras.

A atual fase de quarentena no estado, que tem 46 milhões de pessoas, deve expirar na segunda-feira. O governo está monitorando continuamente fatores como o número de novos casos, a capacidade dos hospitais e dos leitos nas UTIs e reavaliará a necessidade de medidas mais duras, acrescentou o governador.

O Brasil, que tem o segundo maior número de mortes e o terceiro maior de casos de coronavírus no mundo, foi um dos últimos países a ser atingido pela primeira onda da pandemia, que teve origem na China. Agora, enquanto a Europa e os EUA lutam contra outro surto de infecções, crescem as preocupações de que o maior país da América do Sul possa mais uma vez ser tomado pela Covid-19.

Não é diferente em São Paulo, epicentro da pandemia desde a chegada do vírus, em fevereiro. Embora ainda estejam bem abaixo dos números do pico da crise, as hospitalizações atingiram o nível mais alto desde o início de outubro.

O estado responde por cerca de 20% dos 6,1 milhões de casos de coronavírus do Brasil. Uma em cada quatro pessoas que morreram da doença até agora no país residia em São Paulo.

Multidão de jovens

Especialistas em saúde dizem que a aceleração das infecções está relacionada a um aumento de eventos públicos, conforme as medidas de distanciamento social diminuem. Grandes eventos presenciais, de vestibulares a partidas de futebol, foram retomados. Festas e encontros de jovens são especialmente preocupantes, disse Doria.

As eleições municipais realizadas em 15 de novembro também podem estar contribuindo para um aumento nos casos. No domingo, 57 cidades voltarão às urnas para um segundo turno, incluindo a capital do estado, onde Bruno Covas (PSDB) enfrenta Guilherme Boulos (PSOL).

O plano São Paulo avalia regiões para evolução da infecção ou sua involução, a evolução ou involução de óbitos e também o número de leitos de UTI e primários. Isso permite uma avaliação diária, disse Doria. Se tivermos em São Paulo que regredir para garantir a vida e a saúde das pessoas, nós o faremos.

Black Week Icatu terá planos de previdência por R$ 50

Data servirá para democratizar o acesso de investidores a mais de 70 fundos.

Fonte: Monitor Mercantil

Maior marketplace de previdência do país, a Icatu Seguros participa de uma das principais datas do varejo com condições diferenciadas de investimentos em seus fundos de previdência, para democratizar o acesso de investidores. A Black Week Icatu traz cerca de 70 fundos, multimercados, multimercado crédito privado, renda fixa e renda fixa crédito privado, entre outras opções, com aplicações mínimas reduzidas de R$ 50 mensais ou aportes de R$ 1 mil até 27 de novembro.

O objetivo é estimular novos entrantes no mercado de previdência e permitir que o investidor possa testar os serviços e opções de investimentos, com o incentivo dos valores mínimos reduzidos, menos de R$ 2 por dia para aplicar em produtos renomados do mercado. Esta é uma oportunidade para democratizar ainda mais o acesso dos investidores dentro da filosofia da empresa de atuar como consultora, visando despertar nas pessoas a importância dos investimentos com objetivo de longo prazo.

Nossa missão é ajudar o participante a atingir seus objetivos de aposentadoria a partir de uma análise ampla e de acordo com seu perfil de risco. Há um novo horizonte para a experiência do usuário: consumidores estão livremente conectados a estratégias de investimento, gestoras de fundos, formas de contratação e comparação de produtos. Isso é muito mais do que simplesmente maximizar seus retornos financeiros. Queremos contribuir para a educação financeira de nosso cliente, explica Henrique Diniz, diretor de Produtos de Previdência da Icatu.

Com cerca de 300 fundos em mais de 90 gestores renomados, a Icatu acredita que ampliar o acesso dos brasileiros a soluções financeiras é a melhor forma de planejar o futuro. Por isso, nos últimos anos a empresa iniciou um movimento que vem ganhando ainda mais força em 2020: a criação de produtos variados que priorizam essa democratização, seja por meio da redução de aportes e aplicações mínimas mensais ou zerando as taxas de carregamento. A previsão é encerrar o ano com mais de R$ 42 bilhões de reservas.

Seguem links para acesso às edições virtuais mais recentes das Revistas do Setor de Seguros:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2020/10/edicao-259/

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_160

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2020/10/12/seguro-e-mais-velho-do-que-se-imagina/

Revista Cobertura: https://www.revistacobertura.com.br/2020/09/25/edicao-224/

Revista Insurance Corp: https://drive.google.com/file/d/1R3x_IJSB0wtX-sVRw0hy3hlTg-MZ-vTZ/view?usp=sharing

Revista Cadernos de Seguro: http://cadernosdeseguro.funenseg.org.br/secoes.php 

SummitSec / Segurança e Privacidade na Prática

Sobre o Evento O SUMMIT SEC acontece pelo terceiro ano consecutivo para discutir temas como LGPD, proteção e privacidade de dados, segurança da informação e cibernética de forma inovadora, com profissionais e temas a frente do mercado.

Participe! Faça sua inscrição para a 3° edição do SUMMIT SEC.
O evento acontece dias 27 e 28 de Novembro e é focado em levar ao público uma visão 360 graus da LGPD, teremos um público seleto entre empresas e profissionais das áreas de Segurança da Informação, Cibersegurança, Direito Digital. Confira a programação do evento: https://summitsec.com.br/ 

FAÇA SUA INSCRIÇÃO:

O CVG-RJ acaba de anunciar a realização dos Destaques 2019-2020 no dia 26 de novembro, às 18 horas, no Hotel Prodigy, Rio de Janeiro. Diretamente do local será feita a transmissão on-line da cerimônia através do canal do CVG-RJ no Youtube.

Serão homenageados os profissionais e empresas que se destacaram nos segmentos de vida, saúde, previdência e capitalização durante o último ano.

Os vencedores só serão anunciados no dia do evento e serão contemplados dez profissionais e empresas, nas seguintes categorias: seguradora; homem de seguros; mulher de seguros; resseguradora; dois profissionais de destaque em seguros; corretora de seguros; melhor produto; melhor campanha de marketing; inovação e empreendedorismo.

A banda Serial Funkers, que participa do programa Altas Horas, vai encerrar a cerimônia, que deverá contar com 3 mil visualizações. Para se ter uma ideia do alcance da programação, cerca de 30 mil profissionais do mercado de todo Brasil serão convidados a participar do evento, entre líderes do mercado, executivos, profissionais das mais diversas categorias e imprensa especializada. 

Em formato digital, CIST promoverá maior evento sobre seguros, riscos e logística da América Latina

Entre os dias 26 e 27 de novembro, o Clube Internacional de Seguros de Transporte (CIST) realizará o maior evento online do mercado de seguros de transporte da América Latina. Por conta da pandemia, o já tradicional ExpoCIST dará lugar ao Iº CIST Web Conference Seguros, Riscos e Logística.

O primeiro grande evento digital da entidade deve reunir centenas de executivos do mercado segurador para acompanhar diversos painéis relevantes, como o que tratará da Simplificação e modernização dos contratos de seguro pela SUSEP, envolvendo as recentes consultas públicas (CP 16, 18 e 19) e o processo de oferecer maior liberdade e desenvolvimento ao setor.

Durante os dois dias do encontro serão discutidos também muitos temas relacionados ao segmento, como por exemplo, a Transformação e expansão da infraestrutura logística de carga, novos caminhos e oportunidades, incluindo a expansão da cabotagem, portos e terminais, ferrovias, BR do Mar, BR dos rios, e a integração multimodalidade.

Outro painel abordará o Ambiente regulatório, tecnologia em transformação, ação de ressarcimento e carta protesto. Neste talk show será debatido, por exemplo, se a ação de ressarcimento requer comprovação de pagamento e sub-rogação nas suas mais variadas vertentes, como no Sistema Jurisdicional eletrônico, no Blockchain com rastreabilidade de transações, entre outras coisas.

Um assunto que deve chamar bastante a atenção será Drone Delivery, o modal do agora e soluções logísticas, que discutirá as funcionalidades e as utilizações de drones; o case Ifood; a Importância da automação durante a pandemia; e ainda o futuro desse modal.

Já a transformação do mercado de consumo; o crescimento abrupto das compras via e-commerce; a armazenagem e gestão de operador logístico (Last Mile); e a logística reversa serão temas do painel Transformação mercado de consumo, gestão da logística e satisfação do cliente.

Por sua vez, a Gestão dos riscos na cadeia de frio e a logística de perecíveis, saúde e indústria irá debater as exigências de segurança; o foco na prevenção e não no controle dos danos após um incidente; os desafios da logística no transporte e na  distribuição da Vacina Covid-19, entre outros tópicos.

O Iº CIST Web Conference Seguros, Riscos e Logística também terá espaço para temas relacionados ao Desenvolvimento e gestão de pessoas. Liderança & Team Buildings (desenvolvimento de líderes); inteligência emocional & alta performance; o trabalho remoto; e a liderança feminina são apenas alguns desafios a serem superados no atual processo de modernização do mercado de seguros.

Por fim, também já está confirmada uma entrevista com Mauro Friendrich, diretor da Arrezo & CO, além de uma apresentação de Henrique Cabral, Marine Underwriter da Munich Re, com base nas Estatísticas dos ramos de Marine e contexto do Brasil na América Latina.

Vale lembrar que o Iº CIST Web Conference Seguros, Riscos e Logística conta com apoio da 3S Tecnologia; Buonny; Moraes Velleda; Omnilink; Grupo Fox; Servis; MCLG; Tokio Marine; Trucks Control; UPPER e GUEP. Para mais informações, entre em contato através do e-mail secretaria@cist.org.br  

Link de inscrição: https://www.antonicelli.com.br/cadastro-cist