Cyber Risks / Sequestro cibernético

08, Dez. 2020

Cyber Risks / Sequestro cibernético

Brasil vira alvo preferencial de hackers que tentam lucrar com invasão e bloqueio de sistemas

Fonte: O Globo

Superior Tribunal de Justiça (STJ), Prefeitura de Vitória, Governo do Distrito Federal e, mais recentemente, a Embraer. Todos foram vítimas de um ataque cibernético conhecido como ransomware, no qual os criminosos 'sequestram' dados usando criptografia e exigem pagamento de um resgate para liberá-los, conta O Globo. A lista de casos que se tornaram públicos é extensa e diversa em todo o mundo.

Segundo especialistas há uma segunda onda global dessa modalidade de crime digital, e os brasileiros estão entre os principais alvos. Um em cada três ataques com ransomware acontece no setor corporativo, e as companhias brasileiras estão na mira. Um estudo da Kaspersky, desenvolvedora de softwares de segurança, revelou que, numa amostra de 30 mil tentativas de sequestro de dados empresariais no mundo entre janeiro e maio deste ano, o Brasil foi o país com mais casos.

Outro relatório da Kaspersky, o 'Panorama de Ameaças na América Latina', mostra 1,3 milhão de tentativas de ataque com ransomware registrados na região entre janeiro e setembro deste ano, média de 5 mil por dia. Quase metade (46,7%), cerca de 2.300 ações, era contra alvos no Brasil. Para Fabio Assolini, analista de segurança da Kaspersky, a pandemia é uma das explicações.

De uma hora para outra, foi todo mundo para o home office. Empresas tiveram que colocar funcionários em trabalho remoto às pressas, e o acesso mais comum foi via RDP, remote desktop protocol, nativo do Windows. Acontece que esse protocolo tem falhas, e muitas empresas demoram para instalar as correções diz.

No Brasil, a média diária de ataques de força bruta contra o RDP era de cerca de 400 mil. Com a pandemia, tivemos picos de 2,5 milhões.

DUPLA EXTORSÃO'

Nos ataques de força bruta, os criminosos usam grande poder computacional para tentar descobrir senhas. Com milhões de pessoas trabalhando remotamente, a chance de encontrar credenciais fáceis de serem adivinhadas aumentou. Após a invasão dos sistemas, o sequestro dos dados está a apenas alguns passos. Os softwares maliciosos criptografam dados e restringem o acesso. Então vêm as mensagens dos hackers pedindo dinheiro pela chave do cadeado virtual.

Outro ponto que facilita a ação dos criminosos é o uso de tecnologias obsoletas. Na América Latina, 55% dos computadores ainda usam o Windows 7, que teve o suporte encerrado pela Microsoft em janeiro, não recebe mais atualizações de segurança. E 5% estão com o Windows XP, descontinuado em 2014.

De acordo com Assolini, estamos vendo neste ano uma segunda onda de ataques desse tipo. Na primeira, entre 2014 e 2017, as ações eram até mais numerosas, pois os disparos aconteciam em massa. O caso mais conhecido foi o WannaCry, que afetou de uma só vez mais de 200 mil empresas e órgãos públicos em vários países, inclusive no Brasil.

Antes os criminosos atiravam para todo o lado, hoje a estratégia mudou. O número de ataques caiu, não só no Brasil, mas eles se tornaram mais planejados e bem executados. São mais prejudiciais às vítimas - diz o especialista.

Perderam em quantidade, mas ganharam em qualidade.

No passado, os ataques criptografavam dados e a liberação acontecia mediante pagamento de resgate. Agora, com leis de proteção de dados sendo criadas em vários países, eles também roubam as informações e exigem pagamento para que elas não sejam divulgadas.

Estamos chamando esses ataques de ransomware 2.0. Antes de estourarem a bomba, eles pacientemente copiam os dados. Depois, praticam a dupla extorsão, exigindo pagamento para decifrar os arquivos e para não vazarem as informações, o que poderia acarretar multas pesadas, explica Assolini.

André Carneiro, diretor no Brasil da Sophos, outra empresa de segurança digital, estima que esse tipo de crime cibernético movimente no mundo ao menos US$ 2 bilhões por ano em resgates. E aceitar a extorsão nem sempre leva à recuperação dos dados, diz ele: Dos que pagam, 38% não recebem a chave. A motivação, observa o especialista, é sempre financeira. E a recente valorização do bitcoin, moeda pedida pelos criminosos para dificultar o rastreamento, é um incentivo.

O recente ataque à Embraer também foi provocado por um ransomware, como revelou O GLOBO. Foi detectado em 25 de novembro, mas teve repercussões por ao menos uma semana. A fabricante de aviões tem projetos cujo vazamento pode afetar sua competitividade. Uma série de servidores foram desligados para minimizar o ataque. Segundo funcionários, os hackers pediram resgate em criptomoedas. A Embraer não quis dar detalhes. No comunicado que fez ao mercado na última segunda-feira, disse que continuava operando 'com uso de alguns sistemas em regime de contingência, sem impactos relevantes sobre suas atividades'.

SEM 'BACKUP', SAÍDA É PAGAR

Uma vez 'sequestrado', os especialistas recomendam uma resposta rápida para a contenção do malware: desconectar sistemas. Depois, é preciso remover a ameaça das máquinas infectadas. Se a empresa tiver backup isolado, é possível recuperar os dados. Se não houver cópia de segurança, a única saída é pagar o resgate.

Imagine um cadeado que, em vez de quatro dígitos, tem 5 mil. E isso. Essas chaves criptográficas são impossíveis de serem quebradas - compara Pedro Diógenes, diretor técnico da CLM, especializada em segurança da informação.

Foi exatamente o backup que salvou o STJ. A Corte informou no dia 4 de novembro que sua rede fora afetada no dia anterior. As atividades foram paralisadas, e a Polícia Federal foi acionada. Prazos processuais foram suspensos, assim como todos os julgamentos. O STJ passou a trabalhar em regime de plantão, com expectativa de restabelecer os serviços no dia 9.

Porém, o STJ comunicou o restabelecimento completo dos serviços só no dia 18. Informou que restavam 'somente ajustes pontuais em aplicações administrativas' que ainda apresentavam 'instabilidades momentâneas'. Segundo o tribunal, a PF investiga a 'extensão do acesso aos arquivos' pelos hackers, bem como se os criminosos tinham feito cópia de dados e até de processos.

Dois dias após o ataque ao STJ, o Governo do Distrito Federal foi alvo de ação semelhante. Todos os sistemas foram desligados rapidamente, e a rede foi normalizada em menos de 24 horas, sem dado 'perdido, corrompido ou roubado', segundo a Secretaria de Economia do Distrito Federal.

No mesmo dia, houve uma ação contra o Ministério da Saúde. Inicialmente, a pasta informou ter identificado um 'vírus' em estações de trabalho. Para contê-lo, bloqueou o acesso à internet, às redes e aos sistemas de telefone. Depois, o secretário-executivo Elcio Franco reconheceu 'indícios' de 'tentativa de ataque cibernético', sem 'comprometimento, sequestro ou vazamento de informações'.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também foi atacado no primeiro turno das eleições, mas aparentemente sem intenção de sequestro. Era uma ação de negação de serviços, coordenada para derrubar sistemas com volume imenso de acessos simultâneos. Dados roubados anteriormente do TSE foram divulgados, mas não houve dano à eleição e suspeitos foram presos.

TREINAMENTO PARA RISCOS

Para evitar essas ações criminosas, as empresas devem se preparar com soluções de segurança em camadas. O antivírus instalado nos computadores dos funcionários não é suficiente. E preciso investir em tecnologia e bons processos, como a atualização constante dos sistemas operacionais e de outros softwares. E o principal, frisam os especialistas: treinar funcionários.

Anderson Ramos, diretor-executivo e fundador da empresa de cibersegurança Flipside, diz que as grandes empresas aumentaram a preocupação com riscos de falhas no sistema desde o início da pandemia com a massificação do home office. Mas observa que, com empregados em casa, ficou mais difícil a capacitação de todos sobre os riscos à segurança da rede corporativa.

De acordo com Ramos, a maioria dos programas maliciosos conhecidos precisa que algum usuário cometa erros, como clicar em links ou instalar programas que infestam a rede. Embora sejam mais raros, há também ransomwares que exploram falhas mesmo sem interação com usuários.

A segurança precisa ser um hábito. Quando as pessoas saem de casa, fecham a porta. Quando deixam os terminais, precisam bloquear o computador. A gente aprende desde criança a não conversar com estranhos, então não pode abrir e-mails e mensagens de desconhecidos, recomenda Diógenes, da CLM. - As pessoas precisam ter tanto medo de serem alvo de malwares como de serem assaltadas na rua. Até porque, hoje, o dinheiro não está mais na carteira, está em bancos de dados. - 'As pessoas precisam ter tanto medo de serem alvo de 'malwares ' como de serem assaltadas na rua. Até porque, hoje, o dinheiro não está mais na carteira, está em bancos de dados ' Pedro Diógenes, diretor-técnico da CLM, de segurança digital.

OFENSIVAS VIRTUAIS EM SÉRIE

Embraer No fim de novembro, a empresa desligou servidores para minimizar o efeito de um ataque de hackers, que pediram resgate em criptomoedas, para dificultar rastreamento. Segundo a Embraer, o impacto não foi relevante em suas operações.

Telefônica

Em 2017, a Telefônica, que controla a Vivo no Brasil, sofreu um ataque do ransomware WannaCry. Todos os computadores da sede, em Madri, foram desligados às pressas, mas a empresa de segurança Avast estimou que 85% foram atingidos.

Outros casos lá fora Este ano, um hacker pediu US$ 3 milhões para liberar o sistema do Grupo Travelex.do Reino Unido. Na Alemanha, ação similar num hospital provocou a morte de um paciente. Nos EUA, uma prefeitura da Flórida pagou resgate digital de US$ 2,3 milhões.

Setor de seguros contribuiu para que queda do PIB não fosse ainda maior

Setor de seguros acumula vendas de R$ 220 bilhões até outubro

Produtos de danos foram destaque positivo em outubro, com alta de 5,50%

Fonte: Sonho Seguro

As receitas dos segmentos supervisionados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) totalizaram R$ 22,25 bilhões em outubro de 2020, com queda de 8,60% em relação a setembro de 2020, quando as receitas somaram R$ 24,34 bilhões. No acumulado de 2020, o patamar de receitas de R$ 220,32 bilhões está 1,1% abaixo de 2019.

Os produtos de danos foram destaque positivo em outubro, com alta de 5,50% no comparativo com setembro. Já no comparativo com outubro de 2019, o crescimento foi de 10,50%.

Nos seguros de pessoas e danos, os prêmios diretos totalizaram R$ 19,33 bilhões em outubro de 2020. No acumulado do ano são R$ 191,03 bilhões.

O segmento de seguros de pessoas apresentou um total de prêmios acumulados de R$ 126,16 bilhões até outubro, uma redução de 2,3% em relação ao mesmo período de 2019. Os destaques ficaram por conta do seguro de vida e prestamista, com crescimento acumulado de 10,5% e 5,2%, respectivamente. Já o VGBL, no acumulado de janeiro a outubro de 2020, teve uma redução de 4,5% na captação quando comparado com o mesmo período de 2019.

Nos seguros de danos, as receitas somam R$ 64,88 bilhões no acumulado até outubro de 2020, o que representa alta de 2,2% em comparação com 2019.

Otimismo moderado e projeção de IPCA acima do centro da meta são destaques na semana

Fonte: Sonho Seguro

Vale lembrar que, em meados de setembro, a projeção era de apenas 1,78%, contra os 4,21% hoje, comenta o economista Pedro Simões

A notícia do acordo entre o governo e o Senado para a votação da PEC do Pacto Federativo e o calendário de vacinação divulgado nesta segunda-feira, 7, pelo governo de São Paulo, são sinais positivos para 2021, afirma Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras. A notícia é um alento às questões fiscais que são o calcanhar de Aquiles da economia brasileira. Ainda que não as resolva, principalmente depois dos altos gastos no combate à pandemia, representa avanço na direção correta.

Por outro lado, os dados sinalizam um último trimestre com menos força do que se era esperado. Temos a queda no valor do auxílio emergencial, números de casos de contaminação do Covid-19 aumentando, com retorno de algumas medidas de isolamento, além do auto isolamento voluntário. Também é importante destacar o repique da inflação, por conta da bandeira vermelha na tarifa de energia e expectativa dos reajustes dos planos de saúde, ambos elevando o indicador para cima do centro da meta do governo. Nesta terça termos a divulgação do IPCA de novembro e com isso mais detalhes.

Na agenda da semana, destaque o IPCA de novembro, a ser divulgado amanhã (08/12), para a última reunião do Copom do ano, na quarta-feira (09/12) e para os dados do Comércio e dos Serviços, com a divulgação da PMC e da PMS relativas à outubro, na quinta e sexta-feira, respectivamente.

Neoenergia adquire a Companhia Energética de Brasília (CEB) e amplia sua participação no mercado

Fonte: Correio Braziliense

Privatização da CEB gera dúvidas; oposição pede anulação da venda

Para o governador, entendimento de ministro do STF autorizou continuidade da venda da CEB. Distritais da oposição pedem que processo seja anulado. Desembargadora do TJDFT determinou a suspensão do processo por falta de autorização legal para a venda

Fonte: Correio Braziliense

Em meio às críticas de que o leilão da Companhia Energética de Brasília (CEB) foi ilegal, o governador Ibaneis Rocha (MDB) disse considerar que teve o aval da Justiça para realizar a venda da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Segundo o emedebista, uma decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada um dia antes do certame, baseou a continuidade da operação de venda da empresa.

Os questionamentos sobre a legalidade do processo se intensificaram há menos de 12 horas para o início do leilão, quando a desembargadora Fátima Rafael, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), deferiu recurso (Agravo de Instrumento) impetrado por nove parlamentares de oposição.

Na decisão, a magistrada suspendeu a privatização por falta de autorização legal para a venda da companhia. O argumento é de que, como a CEB Distribuição detém 96% das receitas da holding, vendê-la significaria passar o controle acionário de todo o grupo para a iniciativa privada. Neste caso, a operação exigiria anuência do Poder Legislativo local.

Com base nessa decisão, cinco distritais divulgaram uma nota na qual pedem a anulação da venda e afirmam que a deliberação da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) é imprescindível. O leilão ilegal deve ser imediatamente anulado e a liminar do TJDFT deve ser respeitada, afirmam Fábio Felix (PSOL), Arlete Sampaio (PT), Reginaldo Veras (PDT), Chico Vigilante (PT) e Leandro Grass (Rede).

Para Ibaneis, no entanto, a desembargadora foi levada a um equívoco. Essa decisão que a desembargadora tomou está em confronto com a decisão que ainda ontem o Supremo Tribunal Federal tomou, pelo ministro Nunes Marques, afirma o governador. Já fizemos a petição comunicando ao ministro dessa decisão que certamente a desembargadora tomou porque ainda não tinha conhecimento do que havia sido decidido pelo Supremo, acrescenta.

STF

O ministro Nunes Marques, que tomou posse há um mês no Supremo, não conheceu da Reclamação Constitucional protocolada pelos mesmos parlamentares com o objetivo de anular o edital do leilão por suposta transgressão à jurisprudência do STF. Os parlamentares sustentam que a CEB teria deflagrado a transferência do controle acionário de sua subsidiária integral (CEB Distribuição S.A.) sem prévia autorização legislativa, e que esse procedimento estaria calcado em interpretação equivocada dos precedentes do STF.

Nunes Marques, no entanto, tem entendimento diferente. Ora, a simples leitura das alegações da parte reclamante demonstra que o procedimento administrativo ora questionado, longe de transgredir o comando ora invocado como paradigma de controle, antes o cumpre fielmente. De fato, esta Corte Constitucional assentou que a alienação do controle acionário de subsidiárias vinculadas às empresas estatais prescinde de anuência do Poder Legislativo, e assim foi feito no caso em exame.

Com essa posição, Ibaneis espera dar continuidade ao processo. O próximo passo é submeter o leilão à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que vai avaliar as condições econômico-financeiras da empresa vencedora, a NeoEnergia. Esperamos que essa decisão (do TJDFT) seja cassada ainda no dia de hoje (ontem), restabelecendo a autoridade do Supremo Tribunal Federal. Mas, temos convicção de que o leilão vai ficar hígido e vamos seguir com os próximos passos agora, afirmou o governador.

Último mês do ano mais longo de nossas vidas

Começamos a viver o último mês de um dos anos mais longos e complexos de nossas vidas. Vamos nos despedir de 2020 daqui poucos dias e, no entanto, temos a sensação de que suas lembranças e experiências nos acompanharão por muito tempo.

A pandemia da COVID-19 ocupou quase todas as nossas ações e reflexões ao longo de 2020. O isolamento social, as mudanças no mundo do trabalho, na vida pessoal e familiar, nas relações sociais, tudo isso é impacto que ainda estamos processando por vezes com ganhos computados em nossa vida e, outras vezes, com grandes perdas e frustrações. Cada um de nós, com toda certeza, terá que dedicar um bom tempo para construir as reflexões sobre 2020 e pensar nas lições que aprendemos, nas experiências positivas que incorporamos e que poderão ser úteis para o futuro.

No âmbito do setor de seguros privados também foi um ano de mudanças e novidades, tanto no campo das relações com os clientes como nas relações institucionais e empresariais. Se nem todas as mudanças foram bem-vindas, o que é certo é que muitas simplesmente nos atropelaram e se instalaram em nossas vidas, como foi o caso do avanço tecnológico e do trabalho em home office. Nenhum de nós foi consultado se desejava essas mudanças mas, com a brevidade possível fomos impactados e obrigados a nos adaptar.

Palavras como resiliência e empatia foram repetidas à exaustão. Lives e webnars encheram a tela de nossos computadores o que aliás, muitas vezes, nos fez passar incontável número de horas olhando para a tela com a sensação que nosso dia começava e terminava em frente a essa caixa mágica que nos conecta com todo o mundo, literalmente

Sentimos saudade da liberdade de circular, viajar, encontrar as pessoas e descontrair. Aprendemos a gostar de reuniões virtuais e do tempo que ganhamos, do maior convívio com aqueles que amamos, das descobertas da tecnologia e de seus recursos infinitos e por vezes, tão práticos e eficiente. Em tudo há prós e contras. Como todas as mudanças esta também nos trouxe perdas e ganhos.

Com essa sensação de que perdemos e aprendemos, ganhamos e superamos, angustiados ou otimistas, vamos virar a página de 2020 em poucos dias e começar a construir um novo ano. Temos muita experiência para aplicar em 2021, temos também muito menos tempo para perder com bobagens e implicâncias, o valor da vida se impôs em meio a milhares de vidas perdidas em todo o mundo.

Não somos mais os mesmos mas, será que somos mesmo melhores? Será que podemos afirmar que saímos da experiência de 2020 com valores mais claramente humanistas e fraternos? Pode ser que ainda seja cedo para avaliar tantas mudanças e desafios que vivemos em 2020, mas, certamente não é cedo para projetarmos o que desejamos realmente para 2021.

E já sabemos que 2021 terá que ser um ano de reconstrução da economia, das oportunidades de emprego e trabalho, de superação, de racionalidade no consumo, de disseminação das ideias de educação financeira e securitária, de inclusão em seguros das camadas de baixa renda da população, de maior segmentação para todos as modalidades de seguros para que o setor possa atender maior quantidade de pessoas em suas diferentes necessidades e opções de vida.

Seguros residenciais que levem em conta a realidade do home office e das crianças estudando em casa; seguros de automóvel que levem em conta que as famílias poderão optar por morar parte do tempo em suas casas de praia ou nos sítios da família, onde antes só passavam férias e finais de semana; seguros de responsabilidade civil com cobertura para empregados que trabalham em casa ou em espaços de coworking; maior segmentação na área da saúde suplementar em especial porque a pandemia ensinou que atenção primária à saúde é muito importante na prevenção de doenças; seguros intermitentes para auto, residência, objetos como notebooks e aparelhos celulares; tantas possibilidades que se abrem! E tantas outras que ainda nem conseguimos imaginar, mas que, certamente poderão ser muito úteis a partir de agora.

O convite de 2021 é para sermos criativos, pragmáticos, objetivos, racionais, tudo sem perder a sensibilidade para identificar o que é melhor para o cliente, do que ele precisa e o que ele nem sabe que precisa mas, vai perceber que precisa em algum momento.

O convite de 2021 é para prezarmos a qualidade no relacionamento com cliente, com o órgão regulador, com as entidades de seguro, de representação do setor. E qualidade se consolida com conhecimento técnico, diálogo, troca de experiências e de ideias.

O convite de 2021 é para menos mimimi e muito mais ação! O isolamento social não nos impediu de sermos ágeis e ativos e até que tenhamos vacina e o retorno da liberdade de movimentos, temos que prosseguir ativos mesmo sem sair do lugar, enxergar mais longe mesmo quando temos apenas a tela do computador para contemplar.

Comunicação digital, inteligência artificial, blockchaim, aplicativos, nada substitui a capacidade humana de interagir, de dialogar, de construir soluções em grupo, de agregar equipes na busca de resultados planejados e perseguidos com esforço conjunto.

O convite de 2021 é para que caminhemos com leveza, harmonia e muita determinação. Só assim será possível superar os problemas que 2020 nos trouxe, os desafios que colocou em nosso caminho, as tristezas e superar tudo isso para fazer do novo ano um momento de oportunidades, descobertas, alegrias e projetos.

Feliz 2021 para todos nós! Obrigada 2020 por ter nos testado e provocado. Nossa resposta de superação vai guiar nossos passos no caminho de um novo ano muito feliz!

Fonte: CQCS / Autora: Angélica Carlini, Seguros in Diálogos com o direito do seguro

Alcançaremos o Novo Normal?

Fonte: InfoMoney

Doria anuncia plano de vacinação em São Paulo para 25 de janeiro. Mas tudo depende da aprovação da Anvisa

João Doria, governador do estado de São Paulo, anunciou quais serão as diretrizes do plano estadual de imunização

Nesta segunda-feira (7), João Doria, governador do estado de São Paulo, anunciou quais serão as diretrizes do Plano Estadual de Imunização. Essa é a alternativa do governo de São Paulo para o Plano Nacional de Imunizações (PNI), definido pelo Ministério da Saúde. O plano estadual inclui a CoronaVac, vacina do Instituto Butantan, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

O plano estadual prevê o início da vacinação para o dia 25 de janeiro, dia do aniversário da cidade de São Paulo, e garante que a aplicação das doses será gratuita. Segundo o anúncio do governo estadual, o cronograma será dividido em cinco fases. Doria também afirmou que 4 milhões de doses serão vendidas para outros estados.

Os primeiros grupos vacinados serão os profissionais da saúde, pessoas com mais de 60 anos de idade e populações vulneráveis, como indígenas e quilombolas. Esses grupos reúnem cerca de 9 milhões de pessoas.

Segundo o governador, a vacinação será escalonada para as duas aplicações necessárias da CoronaVac. Os primeiros grupos receberão sua primeira dose em 25 de janeiro e a segunda em 15 de fevereiro.

O grupo de pessoas com 75 anos ou mais irá receber a primeira dose no dia 8 de fevereiro e a segunda no dia 1º de março. Já o grupo entre 70 e 74 anos será vacinado nos dias 15 de fevereiro e 8 de março. Na faixa de 65 a 69 anos, a imunização será nos dias 22 de fevereiro e 15 de março. Por fim, para os paulistas de 60 a 64 anos, as datas são 1º de março e 22 de março. Outras fases da vacinação ainda serão anunciadas.

A vacinação acontecerá de segunda a sexta, das 7h às 22h. No sábado, domingo e nos feriados será feita das 7h às 17h.

Ainda de acordo com o governo, o estado já possui 5,2 mil postos de vacinação nos 645 municípios paulistas. O objetivo é ampliar o total para até 10 mil pontos de vacinação, com a possível utilização de escolas, quartéis da Polícia Militar, estações de trem e terminais de ônibus, farmácias e sistemas drive-thru.

Com um plano de vacinação independente, São Paulo é o primeiro estado a apresentar uma estratégia alternativa ao PNI contra o coronavírus. Ainda de acordo com Doria, os recursos para a aquisição das doses da CoronaVac vieram do Tesouro do estado.

Segundo o governo, a logística de distribuição das doses no estado terá um custo de R$ 100 milhões.

Neste momento, a união de todos deve prevalecer sobre a ideologia. Montamos em São Paulo um plano para que a vacinação se inicie em janeiro. Não estamos virando as costas para o PNI, mas precisamos ser mais ágeis e por isso estamos nos antecipando, disse o governador em coletiva de imprensa, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

Segundo Doria, outro fator para antecipar a vacinação é a logística envolvida no processo, já que em março ocorre a campanha de vacinação contra a influenza. O plano do governador tem como premissa a aprovação da CoronaVac pela Anvisa, algo que ainda não aconteceu. O envase da matéria-prima recebida na semana passada começa a ser feito também nesta segunda.

Esse plano apenas adianta a primeira fase do plano nacional. Acho que os brasileiros precisam dessa vacina e o anuncio de hoje vai nesse sentido. Na primeira fase, 9 milhões de pessoas serão vacinadas em São Paulo. Isso é importantíssimo, isso é a manutenção do princípio federativo e dos princípios do nosso SUS [Sistema Único de Saúde]. Estamos nos preparando caso não ocorra a provisão que esperamos: a incorporação da CoronaVac no PNI, explicou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

Na semana passada, o governo estadual afirmou que o relatório final dos testes deve ser enviado ao órgão ainda em dezembro e que não deve ser necessário solicitar o uso emergencial da vacina.

O diretor do Butantan confirmou que até o dia 15 de dezembro toda a documentação final dos testes clínicos da CoronaVac será enviada à Anvisa. A vacina está cumprindo todos os protocolos, seguindo o que é proposto pela Anvisa. Nós não precisamos usar o registro emergencial, porque vamos solicitar o registro normal, disse Covas em coletiva de imprensa na última quinta-feira (3).

A análise dos documentos, que inclui toda a fase de testagem, vai embasar a agência reguladora. A Anvisa, então, dará o aval ou não para que a vacina seja aplicada no Brasil. Vale dizer que a Anvisa viajou até a China para visitar a fábrica da Sinovac e assegurar a qualidade da fabricação do princípio ativo da CoronaVac.

São Paulo pode ter de fato um programa próprio de vacinação?

Paulo Almeida, diretor-executivo do Instituto Questão Ciência, explicou ao InfoMoney que a saúde é de competência concorrente do governo federal, dos estados e dos municípios constitucionalmente. Ou seja, é um dever de todas as esferas do Poder Executivo. Logo, não é inconstitucional que um estado tenha seu próprio plano de imunização.

A princípio, uma estratégia própria e regionalizada não é irregular. Mas não é ideal, considerando a estrutura que o Ministério da Saúde possui e a capilaridade logística do SUS, pondera Almeida.

Se um estado do porte de São Paulo, o maior do país em termos de PIB e população, não está alinhado à política do governo federal, o país perde em falta de atuação coesa para otimização dos recursos, pondera Almeida. Para ele, planos de imunização paralelos ao PNI podem colocar em xeque a credibilidade do Ministério da Saúde perante os estados e municípios.

Ainda segundo Almeida, secretários da saúde de diversos estados e municípios estão cobrando uma atuação mais organizada, coesa e ampla do Ministério da Saúde acerca das vacinas que serão adotadas pelo PNI. Essa cobrança é justamente para evitar que os estados sigam caminhos próprios, já que eles não possuem a mesma capilaridade e capacidade financeira e logística que o governo federal possui com o Ministério da Saúde, explica.

Em nota conjunta, os secretários de saúde fizeram um pedido para que o governo federal estude incluir todas as vacinas que estão em teste no Brasil no PNI. O pedido foi redigido pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

O argumento dos conselhos é que o agravamento da pandemia em todo o mundo deve elevar a demanda e provocar escassez de doses, fazendo com que restrições ao número de fornecedores causem atrasos no acesso à vacina para grupos prioritários de risco.

O comunicado afirma ainda que a decisão sobre a vacinação não deve ser pautada por questões alheias aos interesses” do Brasil. “A falta da coordenação nacional, a eventual adoção de diferentes cronogramas e grupos prioritários para a vacinação nos diversos estados são preocupantes, pois gerariam iniquidade entre os cidadãos das unidades da federação, além de dificultar as ações nacionais de comunicação e a organização da farmacovigilância, que será fundamental com uma nova vacina, diz a nota.

Plano de vacinação do Ministério da Saúde

Na última terça-feira (1), o Ministério da Saúde divulgou um documento que apresenta os primeiros passos do Programa Nacional de Imunizações (PNI) contra a Covid-19.

Sem informar datas concretas ou anunciar quais imunizantes estarão no portfólio para a vacinação, a pasta dividiu em quatro fases as etapas de vacinação e estimou que o processo de aplicação das doses deve ser iniciado em meados de março de 2021.

Ainda de acordo com o Ministério, o plano de imunização só será efetivamente concluído quando os imunizantes forem registrados.

Segundo o ministro da pasta, Eduardo Pazuello, nenhuma das vacinas atualmente em fase de testes está descartada. Porém, o governo federal possui acordos firmados apenas com a Oxford, que produz sua vacina em parceria com a AstraZeneca, e a Covax Facility, aliança global, criada por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dois acordos juntos preveem 142,9 milhões de doses, sendo 100,4 milhões da Oxford e 42,5 milhões da Covax.

O Brasil investiu R$ 2,5 bilhões para entrar na Covax Facility, que ainda não definiu quais vacinas o consórcio terá à disposição, embora especialistas acreditem que o imunizante da Moderna esteja entre os imunizantes escolhidos.

A grande aposta do governo federal, por enquanto, é no imunizante da Oxford. O governo investiu R$ 1,9 bilhão para comprar as 100 milhões de doses da vacina, além de equipar a Fiocruz para produção nacional do medicamento. Porém, a vacina foi criticada pela comunidade internacional ao omitir um erro de dosagem na divulgação dos resultados de eficácia preliminar.

Em reportagem anterior, o InfoMoney explicou como ocorre o acordo entre farmacêuticas internacionais e laboratórios no Brasil para a produção nacional das vacinas.

Apartados do governo federal, governos estaduais têm acordos firmados com as farmacêuticas, nos moldes do acordo entre o governo de São Paulo e a Sinovac. Existem tratativas de empresas privadas e do governo da Bahia com o Instituto Gamaleya, responsável pela vacina russa Sputinik V. Entretanto, até o momento, a Anvisa não recebeu um pedido formal do Instituto Gamaleya para teste ou registro da Sputnik V no Brasil.

Embora o governo do Paraná tivesse firmado um acordo para os testes e produção da Sputinik V no estado, o acordo parece não ter avançado e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) afirmou que os planos do laboratório russo para o Brasil foram alterados.

No Brasil, a companhia que fechou acordo para receber a tecnologia e produzir o imunizante russo é a União Química, de São Paulo. Em entrevista ao canal CNN Brasil, um porta-voz da farmacêutica afirmou que já recebeu parte dos insumos para produção do imunizante. De acordo com Rogério Rosso, diretor de negócios internacionais da União Química, o material faz parte de um lote piloto, que será usado para pesquisa e desenvolvimento.

Setor Automotivo: ‘Risco de paralisação é muito alto’

Falta de matéria-prima para produção é preocupante, diz o presidente da associação, Luiz Carlos Moraes.

Fonte: Monitor Mercantil

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, disse nesta segunda-feira que a produção de automóveis em dezembro é algo que não se prevê facilmente e destacou alguns desafios que o setor enfrenta. Segundo ele, a falta de matéria-prima é o mais preocupante, porque pode significar a paralisação das montadoras. O risco de paralisação é muito alto, afirmou. Esse é um desafio muito difícil de se administrar.

Em novembro, as oportunidades de trabalho oferecidas pelo setor pioraram. Na virada de outubro para o mês passado, o total de vagas passou de 121,4 mil para 120,8 mil. Moraes afirmou que, no período, 1.284 funcionários deixaram as funções por aderir a programas de demissão voluntária (PDVs) ou foram demitidos após contratos temporários serem encerrados.

A quantidade de unidades licenciadas da indústria de automóveis também ficou abaixo da registrada anteriormente, de acordo com balanço da Anfavea. O relatório mostra que a demanda do mercado interno diminuiu 7,1%, em comparação com 2019. Foram 225.010 unidades, contra 242 mil. No ano, 1.814.470 automóveis foram emplacados.

Ao contrário das vendas, a produção apresentou leve aumento, de 0,7%, com um total de 238,2 mil autoveículos. Conforme a Anfavea, o volume foi insuficiente para atender ao mercado.

No acumulado do ano, a produção chegou à marca de 1.804.759 unidades, 35% a menos que a do ano passado. Em novembro, também saíram das esteiras de montadoras 11,5 mil caminhões, 1,7 mil ônibus e 5 mil máquinas agrícolas e rodoviárias.

A Anfavea também destacou números relativos à exportação. Em novembro, 44.007 unidades foram enviadas ao exterior, o que se traduziu no melhor resultado desde agosto de 2018. A alta no índice, explicaram, se deu em virtude do represamento que vem ocorrendo nos últimos meses por causa da pandemia de covid-19. Ao longo de todo o ano, 285.925 unidades foram exportadas, número 28,4% inferior ao de 2019.

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PARTICIPANTES

Ana Lúcia Pinke Ribeiro de Paiva

Sócia e Head da área Trabalhista de Araújo e Policastro Advogados, possui larga experiência no segmento, tanto em consultoria como no contencioso em empresas nacionais e do exterior, em seus 24 anos de atuação. É graduada em Direito e pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho, ambas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas) e é Mestre em Direito do Trabalho pela PUC-SP. É palestrante e autora de diversos trabalhos e artigos relacionados ao seu campo de atuação e, inclusive, do livro "Contrato Internacional de Trabalho: Transferência de Empregados". Tem sido reconhecida nos últimos anos como uma das advogadas de destaque no Brasil na área trabalhista, por publicações nacionais e internacionais, tais como a Latin Lawyer 250, Leaders League, The Legal 500 Latin America, Chambers Latin America e Análise Advocacia.

Bruno Amorim

Sócio Diretor da Assertiv, corretora especializada em Riscos e Benefícios, Bruno é economista pela Universidade de São Paulo (USP) e realizou diversos cursos de extensão e especialização em Riscos e Seguros nos EUA e Inglaterra. Atua desde 2001 na área de Seguros para Riscos Financeiros e Profissionais (D&O, E&O, Cyber, M&A, Crédito e Garantia) e desenvolveu sua carreira em Seguradoras, Resseguradoras, Corretoras e Fundos de Private Equity Internacionais, como AIG, Zurich, Marsh, Aon e MPV.

Davis Alves

Presidente da ANPPD, Data Protection Officer (DPO), Chief Information Security officer (CISO- ISO 270001 Professional, ITIL®? Expert, System Administrator (ICS MCSA*), Ethical Hacker, Cyber Security & Cloud Computing Certified.

Acessem as edições mais recentes das Revistas do Setor de Seguros:

https://www.revistaapolice.com.br/2020/11/edicao-260/ 

https://www.revistacobertura.com.br/revista/revista-cobertura-226/ 

https://revistaseguradorbrasil.com.br/edicao-162/ 

http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed32_2020.pdf 

http://cadernosdeseguro.funenseg.org.br/secoes.php?edicao=197 

https://revistasegurototal.com.br/wp-content/uploads/2020/10/212web.pdf