Perdas Por Catástrofes Seguradas = US$ 83 Bi

15, Dez. 2020

US$ 83 bi em perdas globais por catástrofes seguradas em 2020

Fonte: Sonho Seguro

O valor significa 45% das perdas econômicas. Esse foi o quinto mais caro já registrado na série história do estudo Sigma

As perdas da indústria de seguros com catástrofes naturais e desastres provocados pelo homem totalizaram US$ 83 bilhões em 2020, de acordo com as estimativas preliminares do estudo Sigma do Swiss Re Institute. Isso o torna o quinto ano mais caro para a indústria desde 1970.

As perdas foram causadas por um número recorde de tempestades convectivas severas (tempestades com tornados, inundações e granizo) e incêndios florestais nos EUA. Esses e outros eventos de risco secundário em todo o mundo foram responsáveis por 70% das perdas seguradas de US$ 76 bilhões em catástrofes naturais.

Uma temporada de furacões muito ativa no Atlântico Norte gerou US$ 20 bilhões adicionais em sinistros de seguros, moderados em comparação com as temporadas recordes de 2005 e 2017. A indústria de seguros cobriu 45% das perdas econômicas globais em 2020, acima da média de dez anos de 37%.

INFLAÇÃO E SEGURO

Os mais velhos vão se lembrar como era o setor de seguros antes do Plano Real. É verdade, faz tempo e o tempo é a melhor forma de abrandarmos a realidade passada, dando contornos mais amenos para problemas que, à época, eram extremamente sérios e capazes de causar estragos de vulto no que quer que fosse.

No caso, estamos falando do setor de seguros. Até 1994, ele representava menos de 1% do PIB e, se o Plano Real não tivesse trazido estabilidade para a moeda, até hoje estaríamos patinando em patamares mais ou menos semelhantes. Na base de tudo estava a inflação descontrolada, que chegou em patamares de hiperinflação, o que impedia de se falar em valor de moeda. O país e o seguro trabalhavam com índices que eram diariamente reajustados, numa tentativa desesperada de manter a paridade do valor do que deveria ser uma moeda, mas que naquele momento se chamava TR ou outro índice que reajustava um determinado preço.

Num processo inflacionário é muito difícil se falar em constituição de renda ou poupança. A razão é simples: a inflação corrói o poder de compra da moeda, desvalorizando o fundo, com consequente prejuízo para quem participa dele.

A prova insofismável de que a inflação é a maior inimiga do seguro é a velocidade com que o setor se desenvolveu a partir da estabilidade do real. De menos de 1% do PIB, o faturamento do setor saltou para algo próximo de 6% em menos de 20 anos. Poucas atividades econômicas tiveram um desempenho comparável e que é o responsável pelas altas reservas do setor, das mais altas da economia nacional.

Nos últimos dois meses, a economia brasileira vem apresentando problemas com abastecimento, desabastecimento, exportações, preços dolarizados e a forte desvalorização do real diante do dólar. O resultado é que a inflação, até então bem comportada, na casa dos 2% ao ano, saltou, em novembro, para mais de 4%, a mais alta em muitos anos.

Este salto não é uma mudança de um ou dois pontos percentuais, este salto é de cem por cento. Em poucos meses, a inflação dobrou e não há nada que indique que vá cair nos próximos meses. O resultado mais visível para a população é a distorção de índices como o IGPM, que regula os aluguéis e que aponta para aumentos indevidos, muito acima da inflação real, por ter entre seus componentes variáveis que não têm nada com o dia a dia do cidadão.

O Brasil está caminhando na beira do abismo e ameaça colocar uma venda nos olhos. Não há nenhuma ação concreta para modificar o cenário que, aliás, no curto prazo, não tem muito como ser modificado. As pressões continuarão, os preços dos alimentos continuarão atrelados ao mercado internacional, a falta de insumos continuará afetando a produção industrial e o desemprego em níveis altíssimos continuará afetando a vida da sociedade.

Além de muita falação e boas intenções, o governo não tem nada concreto para oferecer. As reformas estão paradas, até agora não aconteceu nenhuma das privatizações prometidas pelo Ministro da Economia e o chamado Centrão vai ocupando cada vez mais espaço, em absoluta contradição com o discurso do Presidente da República.

Como se não bastasse, a série de equívocos do Governo Federal no trato da pandemia do coronavírus tem como resultado desastroso o país estar atrasado no que concerne às medidas necessárias para vacinar a população. E o Presidente está mais preocupado com sua popularidade do que em adotar as medidas realmente importantes para não comprometer o futuro do país.

Neste cenário, é hora dos gestores das seguradoras ficarem de olhos abertos para tomarem as medidas indispensáveis para manter a estabilidade e a solidez das companhias e do setor. A taxa de juros, hoje, já é das mais baixas do mundo, com o Banco Central mantendo o juro básico em 2% ao ano, mesmo sabendo que a inflação está acima de 4%.

Parte importante da remuneração das seguradoras vem de seus investimentos, que são direcionados e controlados pelo governo. Com remuneração negativa, a única forma de equilibrar o negócio é aumentando o preço dos seguros. Será que isso é possível neste momento?                         

Fonte: Estadão / Autor: Antonio Penteado Mendonça

Seguros devem encerrar 2020 com alta de 3,4%

Para 2021, o avanço deverá vir do aumento da oferta de seguros por plataformas digitais, no segmento de pessoas

Fonte: Sonho Seguro

A CNseg, confederação das seguradoras, prevê um crescimento dos prêmios de seguro de 3,4%, para R$ 271,3 bilhões em 2020, após um avança de 12,1% em 2019, com receita de R$ 270,2 bilhões. O resultado é visto com alegria diante da retração do Produto Interno Bruto (PIB) previsto para este ano, em torno de 4%, e devido ao impacto da pandemia COVID-19. A queda foi mais severa nos meses de março e abril, quando foi decretado o isolamento social, mas a partir de maio já se observou retomada de alguns segmentos como rural e de riscos financeiros, e retração de outros, como automóvel e transporte. 

Marcio Coriolano acredita que o crescimento dos prêmios se recuperará nos próximos dois anos, apoiado pelo esforço das seguradoras no lançamento de novos produtos, maior oferta com a grande quantidade de plataformas digitais que foram otimizadas com a pandemia, e maior consciência dos consumidores em relação aos riscos inerentes ao cotidiano, agravado com uma crise sanitária com consequências em toda a sociedade, seja no segmento público ou privado, nas relações individual ou corporativa.

Em meio à crise, os segmentos de danos e responsabilidade foram menos afetados, com taxa de crescimento de 5,3% em 2019 para 4,6% em 2020, do que o segmento de pessoas, onde o avanço do seguro de vida recuou de 13,9% para 4,6%, e de planos de acumulado de 16,8% para 3,1%, afirmou Coriolano. Segundo ele, a boa notícia do ano foi que os planos de contingencia de crise das seguradoras funcionaram, todos conseguiram rapidamente trabalhar a distância e as plataformas digitais foram um sucesso, tanto para reuniões como para treinamento da equipe, para vendas e para atendimento ao consumidor. Não tivemos comprometimento na área de subscrição e no atendimento aos corretores e segurados.

Coriolano também enfatizou que 2020 foi marcado por uma intensa atividade regulatória, como a Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicando vários normativos, como o Sandbox, para que 11 insurtechs testem novos produtos, bem como medidas de desburocratização de seguros de grandes riscos e flexibilização das reservas técnicas tendo como parâmetro a atuação geográfica das companhias.

A pandemia também gerou um excesso de projetos de leis com vistas a mudar regras do setor. Temos aqui mais de 7 mil projetos de leis, o que traz impacto para a atividade corporativa, desde adaptações legislativas e julgamento de processos importantes que afetam o setor. Trata-se de um fenômeno mundial e não só local, como pudemos acompanhar com instituições dedicadas a seguros em diversos países da Europa, ressaltou.

Assim como em outros países, as seguradoras brasileiras flexibilizaram o pagamento do seguro de vida, de forma espontânea, e atendimento médico pelos planos de saúde, por exigência regulatória, mesmo com cláusulas de exclusão de pandemia.

O presidente da CNseg ressaltou que o ambiente competitivo entre as seguradoras deve aumentar ainda mais em 2021. A competição já vem forte há anos, de forma silenciosa, com os bancos abrindo plataformas digitais para seguradoras ofertaram seus produtos, comentou. Com as novas regras regulatórias, no entanto, deve aumentar, segundo previsão de escritórios de advogados que citam aumento da demanda de investidores interessados em atuar no Brasil, um país com grande potencial de crescimento em seguros. Caso a crise econômica e política seja realmente contornada, o otimismo com seguros aumenta diante da geração de emprego, de renda e retomada dos investimentos em infraestrutura.

Em relação a eventos presenciais, a CNseg não tem um plano de volta ainda para 2021. Em primeiro lugar, a segurança de todos os nossos colaboradores. Os fatos estão a favor da prudência máxima. Vivemos períodos dificílimos. com hospitais ocupados, próximos da capacidade máxima. Ele aproveitou para desejar um feliz natal a todos e um 2021 com vacina para todos.

Pesquisa indica avanço da igualdade de gênero nas empresas brasileiras

Quase 70% das 162 companhias analisadas na pesquisa Mulheres na Liderança informaram ter uma liderança formal para a promoção de equidade de gênero

Fonte: Valor Econômico

Em um ano marcado por grandes desafios pessoais e profissionais, a pauta da diversidade ganhou maior visibilidade nas empresas, especialmente no que se refere às mulheres, que viram com a pandemia crescer o desequilíbrio na relação entre trabalho e família, conta o Valor Econômico.

As companhias com as melhores práticas para ascensão feminina à liderança, no entanto, já olham para essa questão há muito tempo. Nelas, a preocupação em oferecer um ambiente mais acolhedor e inclusivo contempla metas e políticas de desenvolvimento profissional voltadas para o público feminino.

O tema da desigualdade racial e a criação de oportunidades para mulheres negras, tão discutido em 2020, também está na pauta dessas companhias, que tendem a se beneficiar por serem socialmente responsáveis, no momento em que o Brasil caminha para ter maior rigor com a adoção de melhores práticas ambientais, sociais e de governança, ESG, na sigla em inglês.

A segunda edição da pesquisa Mulheres na Liderança, realizada pelos jornais Valor, O Globo e pelas revistas Época Negócios e Marie Claire, em parceria com a ONG WILL (Women in Leadership in Latin America), mostra como essas companhias vêm aprimorando suas práticas pela equidade de gênero ano após ano.

Com o apoio metodológico do Instituto Ipsos, o estudo aferiu avanços significativos em vários aspectos da gestão que influenciam a maior presença feminina nos quadros das organizações, principalmente na contratação de mais mulheres para cargos de liderança. Muitas empresas no Brasil já têm uma área específica e com orçamento próprio para tratar dessa questão, o que significa que estamos caminhando bem, em linha com o que é praticado na Europa e nos Estados Unidos, afirma Silvia Fazio, presidente da WILL.

Quase 70% das 162 companhias analisadas informaram ter uma liderança formal para a promoção de equidade de gênero. E mais da metade relataram possuir políticas formais, com metas claras e ações planejadas.

A Sodexo, por exemplo, estabeleceu que 40% dos membros de todas as equipes devem ser mulheres até 2025. A diversidade e a inclusão não estão apenas no discurso, diz Lilian Rauld, head de diversidade e inclusão da empresa.

A Shell assegura que nos recrutamentos externos exista pelo menos uma mulher na fase final do processo de contratação para cargos de liderança. A prática de incluir no mínimo uma mulher no shortlist das vagas diretivas foi citada por 33% das empresas pesquisadas. Assim como 37% disseram ter a meta de paridade de gênero na pré-seleção de currículos para qualquer vaga.

É preciso ter metas sustentáveis e você não consegue persegui-las se não colocar também no nível executivo, afirma Luciene Magalhães, líder de capital humano da KPMG, que inclui a liderança feminina dentro das metas financeiras que compõem o bônus dos executivos. A consultoria hoje tem 46% dos cargos gerenciais ocupados por mulheres. Cerca de 30% das empresas na pesquisa, aliás, incluíram KPIs relacionados à questão de gênero na avaliação de desempenho de executivos.

Na Bristol-Myers Squibb (BMS) o número de mulheres em cargos executivos chega a 55%. Acreditamos que a diversidade na liderança melhora as decisões da companhia, aumenta a inovação e fortalece a cultura, diz Jennifer Wendling, diretora de recursos humanos. Para garantir a ascensão das mulheres é preciso também ter métricas para acompanhar o crescimento delas na organização. Na pesquisa, 56% das empresas disseram monitorar o percurso de carreira de suas profissionais. Uma forma de elas assegurarem que esse caminho será justo é investindo na capacitação das lideranças. Na pesquisa, 49% das companhias disseram ter um treinamento específico sobre vieses inconscientes, estereótipos e preconceitos de gênero no ambiente de trabalho para as pessoas responsáveis pela avaliação de desempenho.

Na White Martins, todos os gestores foram treinados por uma consultoria internacional especializada em diversidade. Iniciamos a nossa jornada de fomento a uma cultura inclusiva por meio da conscientização e capacitação da alta liderança, explica Anna Paula Rezende, diretora-executiva de talentos e sustentabilidade. Uma outra forma de garantir a ascensão das mulheres é oferecer programas de suporte que auxiliam as profissionais que desejam se tornar mães. De 2019 para 2020, o número de empresas que aderiram ao Programa Empresa Cidadã, que estende o período de licença-maternidade e paternidade, em 60 e 15 dias, respectivamente, aumentou de 52% para 67%.

Na EY, a licença estendida também vale para casos de adoção de crianças de até um ano. Mas, tão importante quanto o apoio na gestação e no pós-parto, é o acompanhamento do crescimento da carreira e das condições de trabalho de quem retorna da licença. Com o programa Mãe Mentora, as mulheres pós-maternidade podem escolher uma pessoa dentro da EY, geralmente quem já é mãe ou pai, para ganhar suporte ou trocar experiência sobre esse momento profissional, diz Cristiane Amaral, sócia líder de gestão de talentos da EY no Brasil e América do Sul.

A CEO da Comercial Milano, Rose Frade, explica que a empresa adota uma postura flexível com as funcionárias que retornam da licença-maternidade e há um sistema de banco de horas que permite a compensação dos dias. Aceitamos a licença-amamentação, além da concessão de férias imediata após período de licença maternidade, para que a colaboradora tenha um convívio maior com o filho, diz Rose. Na pesquisa, 23% das empresas oferecem políticas flexíveis para mulheres que voltaram de licença e 19% possuem programas de coaching ou networking para apoiar a continuidade do plano de carreira das mulheres que se tornam mães.

A White Martins diz que o RH acompanha de perto o retorno das mães, visando a retenção e desenvolvimento de carreira das mulheres e que, nos últimos anos, conseguiu reduzir de 35% para 9% o turnover desse perfil. Na pandemia, ter um ambiente de trabalho flexível, em termos de jornada e horários, foi fundamental para muitas mulheres conseguirem dar conta dos afazeres domésticos, os cuidados com a família e o trabalho.

Mas ainda é cedo para avaliar se o home office e a jornada extra com a casa a qual muitas foram submetidas será prejudicial à ascensão na carreira, na visão de Regina Madalozzo, professora associada do Insper e coordenadora do Núcleo de Mulheres e Território do Lab de Cidades e Urbanismo da instituição. Muitas mulheres pediram demissão pela sobrecarga e a pandemia fortaleceu a necessidade de que é preciso flexibilidade no trabalho para dar conta desta nova rotina estabelecida.

Em sua visão, as empresas precisam investir em políticas de flexibilidade mais amplas, que sejam utilizadas por todos e não majoritariamente pelas mulheres com filhos pequenos. A hora que você vê mais homens tirando licenças, buscando trabalhar em horários flexíveis, aí será um benefício e funcionará muito mais a favor do que contra as mulheres, diz.

Para Regina, ouvir as mulheres em vários momentos de sua jornada, e não considerar um possível obstáculo que elas dizem enfrentar no trabalho como reclamação também ajuda a definir melhor políticas para remover barreiras, subjetivas ou explícitas em sua trajetória de ascensão na organização. Chegar ao alto escalão e aos conselhos de administração, aliás, ainda é um desafio até para as companhias com as melhores práticas. Para os cargos da alta liderança, mesmo quando se Equidade de gênero é prioridade para 66% dos executivos estabelece metas, o caminho ainda é longo.

Nos conselhos é ainda mais difícil. Na pesquisa, 59% das empresas disseram não ter políticas para a inclusão feminina nos boards. Mas acredito que temos ótimas perspectivas para as mulheres nos conselhos, diz Leila Loria, vice-presidente do conselho do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Em sua visão, a entrada, este ano, da estratégia do capital humano na pauta dos conselhos com a pandemia, vai favorecer a presença feminina, por conta da afinidade e habilidade que as mulheres têm com esses temas. Ela diz que o ESG deve ganhar destaque e isso também implicará na inclusão de assuntos relacionados à diversidade. Os investidores vão querer ver mais mulheres nas empresas que abrirem capital.

O aumento do número de comitês e conselhos consultivos para discutir temas sociais e de sustentabilidade que se viu em 2020 pode ser outro caminho para ampliar a presença feminina. Mais de 50% das empresas afirmaram participar de comitês externos para promover políticas de equidade de gênero. As companhias selecionadas na pesquisa sabem que é importante que esse movimento extrapole os muros da empresa.

Segundo o levantamento, 29% melhoraram a gestão da cadeia de valor em prol da equidade de gênero e 57% estão atuando mais visivelmente na questão do gênero para com o público externo. Um exemplo, foi a Corteva que lançou a Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio, em parceria com a Fundação Dom Cabral e a Associação Brasileira do Agronegócio. No ano passado, o programa envolveu 2,5 mil mulheres por meio de eventos e workshops.

O escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe, por sua vez, passou a incentivar suas executivas a participarem como mentoras voluntárias em programa para orientação de carreira da Associação das Mulheres no Mercado de Seguros. Capacitar as mulheres em áreas técnicas nas quais ainda é preciso ampliar a equidade de gênero é outra forma de as empresas contribuírem para melhorar a diversidade no país.

A Unisys aderiu ao programa global Mulheres na Inteligência Artificial, que reúne mulheres de 15 países, com o objetivo de criar oportunidades em atividades relacionadas à tecnologia. A Johnson & Johnson, que em 1908 contratou sua primeira cientista, até hoje trabalha para aumentar a representação feminina no campo científico e técnico mantendo parcerias com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e institutos internacionais.

A Gerdau realizou em setembro um processo seletivo exclusivo para engenheiras. A cobrança sobre a responsabilidade social das companhias aos poucos vem crescendo no país. Os CEOs e as lideranças estão sendo demandados a endereçar vários problemas da sociedade em questões de gênero e desigualdade. Existe a identificação do segmento empresarial como um vetor importante de mudança, diz Priscilla Branco, gerente de public affairs do Instituto Ipsos.

Na pesquisa, 70% da liderança se posicionam publicamente acerca de questões de equidade de gênero e valorização da diversidade e 58% estão contratando mais mulheres para cargos de maior nível hierárquico. O CEO da Allonda, Leo Melo, diz que o valor de ações estratégicas baseadas na visão ambiental, social e econômica nem sempre é tangível, mas que ao longo do tempo ele associa-se à imagem da empresa.

TAYLOR MADE

Pandemia fez aumentar procura por seguro auto mais enxuto, mostra levantamento

Fonte: CQCS

Queda de renda e aumento de incertezas mudaram perfil dos seguros de carros, e preço médio das renovações caiu 15%, segundo ‘insurtech’ Tex

A queda de renda e o aumento de incertezas causados pela pandemia de covid-19 alteraram o perfil dos contratos de seguro automotivo no país, com aumento de 45% nas contratações de seguros mais enxutos, que cobrem apenas eventos de roubo e furto, na comparação entre novembro e março. Essa é a principal conclusão é de um levantamento da insurtech (start-up de tecnologia voltada ao mercado segurador) TEx.

O aumento esteve ligado à diminuição do poder aquisitivo e também à redução do deslocamento, comenta Genildo Dantas, gerente de inteligência de dados da TEx: São fatores que fizeram com que parte dos clientes acabasse abrindo mão do seguro compreensivo que também cobre eventos de colisão. Outra mudança de comportamento analisada pela TEx foi um aumento no número de parcelas. Antes da pandemia, 38% dos clientes parcelavam o seguro em dez ou mais parcelas. Em novembro, foram 43%, comenta Dantas.

Também houve quedas de 15%, em média, nos preços das renovações de seguro para carros usados, e de 5%, em média, para novos. A queda dos preços só não foi maior porque as seguradoras trabalham com visão de longo prazo. O preço de um seguro contratado hoje tem que levar em consideração a projeção para os próximos 12 meses. E existe muita incerteza pela frente, explica o gerente de inteligência de dados da TEx.

Ele também entende que as seguradoras foram mais incentivadas a se tornarem mais digitais, graças ao fato de que parte das vistorias que antes eram feitas presencialmente passaram a ser realizadas por meio de fotos de celular. Todas essas mudanças devem reduzir os custos das seguradoras e também aumentar a oferta de produtos mais adequados às necessidades dos clientes, finaliza.

Eletricidade da casa não poderá ser interrompida

Mãe não pagará energia de aparelhos necessários para tratamento doméstico de filho

Fonte: Migalhas

A 11ª câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o município de Diadema e a Eletropaulo custeiem a eletricidade gasta por aparelhos em residência que vive jovem que necessita dos aparatos por motivos de saúde. Além disso, a energia da casa não poderá ser cortada.

De acordo com os autos do processo, o filho da autora da ação é acometido de neuropatia genética, desfagia e hipotonia congênita, necessitando de diversos aparelhos para se manter vivo. A mãe alegou não possuir condições financeiras para arcar com o custo da conta de luz, que é alto por conta do uso ininterrupto das máquinas.

O relator do recurso, desembargador Ricardo Dip, afirmou que a necessidade do custeio da energia elétrica encontra amparo nas normas constitucionais que estabelecem o dever da administração pública de prestar efetiva assistência à saúde dos particulares.

Segundo o magistrado, o município é responsável pelo fornecimento dos aparelhos e, portanto, deve arcar com os custos de energia elétrica, pois, o fornecimento dos aparelhos sem que se propiciem condições para seu uso equivale à falta de atuação administrativa na área da saúde.

Por mais razoáveis se mostrem as diretrizes administrativas e a invocação de óbices orçamentários, não podem eles, à conta de reserva do possível, impor restrições à larga fundamentalização do bem da saúde pela Constituição federal brasileira de 1988.

Participaram do julgamento, que teve votação unânime, os desembargadores Jarbas Gomes e Oscild de Lima Júnior.

Processo: 1016518-89.2019.8.26.0161

Problema resolvido

Instabilidade foi causada por queda no sistema de autenticação, diz Google

Usuários no mundo todo relataram nas redes sociais problemas de acesso em serviços como Gmail, YouTube, Drive, Meet, Classroom, entre outros

Fonte: Agência Estado

A causa da instabilidade que derrubou os sistemas do Google por quase uma hora na manhã desta segunda-feira, 14, foi uma queda em seu sistema de autenticação, segundo nota da empresa enviada ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Os serviços que requerem login de usuários apresentaram altas taxas de erro durante esse período, fala a companhia.

Segundo o Google, os primeiros erros foram relatados às 8h47 (horário de Brasília) e persistiram até 9h32, quando foi resolvido o incidente. Todos os serviços estão restaurados. Pedimos desculpas aos afetados e iremos conduzir uma revisão minuciosa para garantir que isso não ocorra novamente no futuro, conclui a nota.

O apagão do Google mostra que acessamos sempre a mesma coisa na web

Fonte: Money Report

Ontem, por cinco minutos, o Google e suas principais ferramentas (YouTube e Gmail, por exemplo) ficaram fora do ar. O resultado deste apagão foi uma queda na audiência global de 40 %. Este blecaute e o tombo generalizado no tráfego da internet no planeta descortinam um fenômeno pouco discutido, a concentração de audiência na web.

Uma só empresa representa 40 % de toda a audiência global. Isso é o equivalente ao índice de público espectador do Superbowl americano, ou das boas audiências da TV Globo. Curiosamente, no nascedouro da internet, muitos analistas vaticinavam que dificilmente haveria veículos que pudessem concentrar um grande número de usuários, dado o caráter internacional da rede e da quantidade astronômica de opções de conteúdo ou de utilidade.

Vamos imaginar, agora, que além da família Google também saíssem do ar Facebook e Instagram, TikTok, Wikipedia, WhatsApp, serviços da Microsoft (Live.com, MSN), Twitter e Amazon. Talvez a soma de todos esses sites e aplicativos chegue a 80 % de todo o tráfego da rede. Trata-se de um palpite, mas isso não deve estar muito longe da realidade, o que mostra que a maioria dos usuários digitais têm uma rede diminuta para capturar informações. O grosso dessa captura vem de poucas fontes.

Vamos fazer um exercício pessoal. Quanto tempo vocês dedicam à internet diariamente? No meu caso, esse volume ultrapassa, fácil, cinco horas por dia. Destas horas, quanto vai para cada site? Voltando à minha rotina: fico bastante nas redes sociais, ferramentas do Google e nos serviços informativos. Por conta do jornalismo online, eu provavelmente não tenha uma concentração tão grande de consultas como o usuário médio.

A queda provocada pelo engasgo nos servidores do Google, no entanto, mostra o quanto a humanidade se sente bem em ambientes conhecidos, sejam eles físicos ou não. É como visitar um restaurante do qual se é habitué: você é chamado pelo nome pelos maitres, conhece o cardápio e tem até suas opções favoritas. Não há grandes surpresas, mas o aconchego da familiaridade compensa a não existência de deleites repentinos.

O que nos move em direção a algo que já conhecemos? O que nos faz revisitar o Google e não arriscar outro mecanismo de busca, como o Yahoo, por exemplo?

O Yahoo já foi onipresente antes do surgimento do Google e perdeu seu espaço. Naquela época, o mecanismo escolhido pelo serviço número 1 era muito lerdo e sem precisão comparado como novo que aparecia (a grande sacada do Google foi pré-armazenar as buscas e dirigi-las diretamente aos próprios servidores. Dessa forma, é possível obter uma reposta em, por exemplo, 0,01 segundo. O público experimentou e gostou. Ficou no Google e de lá não saiu, apesar de o Yahoo ter reformulado seu sistema e ser, hoje, muito parecido com o do concorrente.

Uma vez se sentindo confortável com o novo ambiente, dificilmente os usuários fazem novas procuras. Faço uma nova questão: há quanto tempo vocês não atualizam a sua lista de URLs favoritas no browser (no caso do Chrome, mais um produto do Google, esse recurso encontra-se sob a alcunha de bookmark)?

Arrisco dizer que a maioria esmagadora não atualiza essa lista há mais de um ano, e até havia se esquecido de sua existência.

Isso reflete a acomodação que a rede digital pode oferecer às pessoas. Mas, na verdade, quem se aproveita melhor da internet são aqueles que estão sempre em movimento, pesquisando coisas novas, sem navegar necessariamente ao sabor das modas. Como disse Winston Churchill, uma pipa sobe contra o vento e não a favor dele. Ao explorarmos a pluralidade e a enormidade de opções que temos na internet, vamos crescer como indivíduos, profissionais e cidadãos. Mas, se ficarmos sempre acessando os mesmos sites, corremos o risco de estagnarmos intelectualmente, um perigo enorme para quem enfrenta tempos de mudança contínua.

67% das indústrias estão com dificuldade em comprar matéria-prima

Cenário piorou em relação a outubro, quando o percentual de empresas com dificuldade era de 65,4%

A dificuldade para compra de insumos e matérias-primas nacionais atinge 67,1% das indústrias fluminenses ouvidas pela Firjan em novembro. Entre as empresas afetadas, 24,6% relatam muita dificuldade. A federação também ressalta que o cenário piorou em relação a outubro, quando o percentual de empresas com dificuldade era de 65,4% e 18,5% delas tinham muita dificuldade.

Diante do cenário, também subiu o percentual de indústrias que estão com dificuldade para atendimento ao cliente. Em outubro, esse percentual era de 37% e, em dezembro, chega a 44,3%. A parcela de empresas que relata que grande parte da demanda não está sendo atendida passou de 8,7% para 11%.

Para metade dos empresários entrevistados (50,7%), a oferta de insumos e matérias-primas nacionais será normalizada a partir do segundo trimestre de 2021.

A pesquisa ouviu 315 indústrias do estado.

Apesar disso, pelo quarto mês consecutivo, os pequenos negócios do estado do Rio de Janeiro apresentaram saldo líquido de empregos maior que as médias e grandes empresas. Em outubro, as micro e pequenas empresas foram responsáveis pela geração de 16.144 novas vagas de emprego com carteira assinada. Já as MGEs abriram apenas 170 vagas formais de trabalho. As informações fazem parte de novo levantamento do Sebrae Rio com base nos dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

O setor que mais contribuiu para as micro e pequenas empresas atingirem esse saldo positivo foi o comércio (6.190 vagas), com ênfase para o comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (939 vagas); seguido por serviços (4.691 vagas), com destaque para restaurantes e similares (683 vagas) e lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares (506 vagas) e indústria (4.166 vagas), com evidência para confecção de peças do vestuário (442 vagas).

Desde o início do ano, o Sebrae Rio vem mapeando as contratações dos pequenos negócios, em comparação com as médias e grandes empresas. No primeiro semestre, as micro e pequenas empresas tiveram saldo líquido positivo de empregos apenas no mês de fevereiro. As coisas começaram a mudar a partir de julho com a geração de 2.238 vagas formais de trabalho. Os números foram aumentando com o passar dos meses. Em agosto foram gerados 7.605 empregos formais. Em setembro esse número saltou para 9533 novas oportunidades e em outubro a quantidade de vagas quase dobrou e atingiu 16.144 vagas formais de emprego.

Se considerarmos os portes de empresas (microempresa, empresa de pequeno porte, média empresa e grande empresa), 82 municípios acumularam saldo líquido de empregos em outubro, com destaque para Rio de Janeiro, Macaé, Petrópolis, Volta Redonda, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Niterói, Seropédica, Campos dos Goytacazes, Angra dos Reis, Cabo Frio, Barra do Piraí, Teresópolis, Queimados e Resende.

Ao todo, entre os meses de janeiro e outubro deste ano, o Estado do Rio de Janeiro fechou 163.108 postos formais de trabalho, sendo 728.894 admissões e 892.002 desligamentos. Em comparação com o mesmo período de 2019, o resultado foi bem diferente do apresentado, já que foram criadas 7.255 vagas.

No acumulado dos 10 primeiros meses do ano, as MPEs encerraram 64.611 postos contra 98.064 postos fechados pelas MGEs. Em outubro, as micro e pequenas empresas do Rio de Janeiro (6.279 vagas), Petrópolis (799 vagas), São Gonçalo (704 vagas) e Niterói (644 vagas) foram as que mais abriram empregos formais com carteira assinada no estado.

Fonte: Monitor Mercantil 

Brasil deve colher 270 milhões de toneladas de grãos na safra 2020/2021

Perspectiva de recorde é mantida apesar de estimativa ter reduzido em razão da falta de chuvas no Sul do país

O Brasil deverá colher 265,9 milhões de toneladas de grãos na safra 2020/2021, sendo 9 milhões de toneladas (3,5%) a mais na comparação com a temporada de 2019/2020. A projeção integra o 3º Levantamento da safra de grãos 2020/21, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (10).

Apesar de o montante ser 3,1 milhões de toneladas menor em relação a novembro, decorrente da falta de chuvas na Região Sul, a perspectiva continua sendo de novo recorde.

De acordo com a Conab, há previsão de crescimento de 1,6% da área cultivada, totalizando 67 milhões de hectares.

A soja e milho correspondem a 89% da produção de grãos. Para a soja, é estimado crescimento de 3,3% na área e a produção pode chegar a 134,5 milhões de toneladas, colocando o país como o maior produtor mundial da oleaginosa.

Para a safra total de milho primeira, segunda e terceira safras, a produção estimada totaliza 102,6 milhões de toneladas. Segundo a Conab, mesmo com o aumento de preços no mercado externo, demanda do setor de proteína animal e a redução esperada dos estoques de passagem, não há risco de desabastecimento de milho no país. Além disso, já se observa aumento da oferta com necessidade de abertura de espaço para armazenagem da safra que será colhida no início de 2021.

A produção total de feijão no país, somando-se as três safras, continua estimada em 3,1 milhões de toneladas. Dessa produção, 1,9 milhão de toneladas é de feijão-comum cores, 516,8 mil toneladas de feijão-comum preto e 686,7 mil toneladas de feijão-caupi ou macaçar.

Quanto ao arroz, o crescimento é de 3,2% na área e a produção está estimada em 10,9 milhões de toneladas, sendo que 10 milhões de toneladas sairão de áreas irrigadas e 900 mil toneladas, de áreas de sequeiro. O preço do produto está estável e a colheita deve ter início em janeiro de 2021.

Para o algodão, a Conab estima redução de 8,1% na área a ser cultivada e a produção de pluma é prevista em 2,7 milhões de toneladas.

O trigo está em fase final de colheita (safra 2020), com o volume de produção estimado em 6,2 milhões de toneladas. Estamos vendo crescimento na produção e, com isso, a expectativa na redução das importações. Isso é muito saudável para o país, destacou o diretor de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Sílvio Farnese.

Exportação

O levantamento mantém a tendência de recorde nas exportações da pluma de algodão. Até novembro deste ano, o total embarcado foi de 1,75 milhão de toneladas, 31% a mais do que o acumulado no mesmo período no ano passado.

Em relação ao milho, foram exportadas 27,7 milhões de toneladas no ano-safra atual, o que representa 20% a menos que no mesmo período do ano-safra anterior. Foi mantida a previsão de exportações em 34,5 milhões de toneladas até o final de janeiro, quando termina a temporada. Em novembro, os embarques alcançaram 4,8 milhões de toneladas, 19% a mais que no mesmo período do ano passado.

Para a soja, a Conab estima 83,6 milhões de toneladas em vendas para o mercado externo, sendo que até novembro já foram exportadas 82,9 milhões de toneladas. Confirmado esse número, haverá recorde da série histórica. Para o próximo ano, são esperadas cerca de 85 milhões de toneladas, o que representaria aumento de 1,67%.

Por fim, para o arroz, a reversão do saldo da balança comercial mensal prevista para o período se confirmou, com as exportações de novembro fechando em 72,7 mil toneladas contra uma importação próxima a 188 mil toneladas.

Fonte: Revista Portos e Navios

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