Gestão de Cyber Risks & Mercado Financeiro

17, Dez. 2020

O risco cibernético é a nova ameaça à estabilidade financeira

Um ataque certeiro a uma grande instituição financeira ou a um sistema ou serviço central muito utilizado poderia espalhar-se rapidamente por todo o sistema financeiro

Fonte: Valor Econômico

Por Jennifer Elliott, Chefe da Divisão de Estratégia de Assistência Técnica do Departamento de Mercados Monetários e de Capitais do FMI  e Nigel Jenkinson, Chefe da Divisão de Regulamentação e Supervisão Financeira do Departamento de Mercados Monetários e de Capitais do FMI, no Valor Econômico

Muitos de nós damos como certa a facilidade de sacar dinheiro da conta bancária, fazer transferências para a família em outro país e pagar contas na Internet. Em meio à pandemia mundial, vimos o quanto a conexão digital é importante para nosso dia a dia. Mas e se um ciberataque tirasse nosso banco do ar e uma remessa deixasse de ser feita?

O número de ciberataques triplicou na última década à medida que nos tornamos cada vez mais dependentes dos serviços financeiros digitais, que continuam a ser o setor mais visado. Claramente, a cibersegurança tornou-se uma ameaça à estabilidade financeira.

Em vista das profundas interconexões financeiras e tecnológicas, um ataque certeiro a uma grande instituição financeira ou a um sistema ou serviço central muito utilizado poderia espalhar-se rapidamente por todo o sistema financeiro, acarretando uma perturbação generalizada e perda de confiança. As transações não seriam concluídas se a liquidez fosse bloqueada, famílias e empresas poderiam deixar de ter acesso a depósitos e pagamentos. Em cenários extremos, investidores e correntistas exigiriam seus recursos ou tentariam cancelar suas contas ou outros serviços e produtos que usam regularmente.

As ferramentas de hacking são agora mais baratas, mais simples e mais poderosas, permitindo que hackers menos habilidosos causem mais danos por uma fração do custo anterior. A ampliação dos serviços móveis (a única plataforma tecnológica disponível para muitas pessoas) aumenta as oportunidades para os hackers.

Os ataques têm como alvo instituições grandes e pequenas, países ricos e pobres, e não respeitam fronteiras. Assim, o combate aos crimes cibernéticos e a redução do risco deve ser um esforço conjunto a ser empreendido por todos os países e em cada um deles.

Embora o trabalho diário fundamental de gerenciamento de riscos, manutenção de redes, atualização de software e a aplicação de princípios sólidos de higiene cibernética, continue a caber às instituições financeiras, existe também a necessidade de enfrentar desafios comuns e reconhecer as repercussões e interconexões em todo o sistema financeiro.

Incentivos a cada empresa para que invista em proteção não bastam; regulamentação e intervenção na forma de políticas públicas são necessárias para salvaguardar contra o subinvestimento e proteger o sistema financeiro como um todo contra as consequências de um ataque.

Em nossa opinião, muitos sistemas financeiros nacionais ainda não estão prontos para gerenciar ataques, e a coordenação internacional ainda é fraca. Em um novo estudo do FMI, sugerimos seis estratégias importantes que reforçariam consideravelmente a cibersegurança e melhorariam a estabilidade financeira em todo o mundo.

Mapeamento cibernético e quantificação de riscos

As interdependências do sistema financeiro mundial podem ser mais bem compreendidas por meio do mapeamento das principais interconexões operacionais e tecnológicas e da infraestrutura crucial. Incorporar melhor o risco cibernético à análise da estabilidade financeira ampliará a capacidade de entender e mitigar esse risco em todo o sistema. Quantificar o possível impacto ajudará a concentrar a resposta e promover um compromisso mais forte com essa questão. O trabalho nessa área ainda está começando devido, em parte, a deficiências nos dados sobre o impacto de eventos cibernéticos e desafios de modelagem, mas precisa ser acelerado para refletir sua crescente importância.

Convergência da regulamentação

A regulamentação e a supervisão mais harmônicas no plano internacional irão reduzir os custos de conformidade e criar uma plataforma para o reforço da cooperação transfronteiriça. Organismos internacionais como o Conselho de Estabilidade Financeira, o Comitê de Pagamentos e Infraestrutura de Mercado e o Comitê da Basileia, começaram a fortalecer a coordenação e promover a convergência. As autoridades nacionais precisam trabalhar em conjunto na implementação.

Capacidade de resposta

Como os ciberataques são cada vez mais comuns, o sistema financeiro precisa ser capaz de reiniciar suas operações rapidamente, mesmo diante de um ataque certeiro, a fim de preservar a estabilidade. As chamadas estratégias de resposta e recuperação ainda são incipientes, sobretudo nos países de baixa renda, que precisam de apoio para desenvolvê-las. São necessários mecanismos internacionais para apoiar a resposta e a recuperação em instituições e serviços transfronteiriços.

Disposição para compartilhar

Quanto maior o intercâmbio de informações sobre ameaças, ataques e respostas nos setores público e privado, maior será a capacidade de dissuadir e responder com eficácia. Mesmo assim, graves barreiras persistem, muitas vezes em decorrência de preocupações com a segurança nacional e leis de proteção de dados. Órgãos de supervisão e bancos centrais precisam elaborar protocolos e práticas para o intercâmbio de informações sejam eficazes em meio a essas restrições. Um modelo aceito internacionalmente para o intercâmbio de informações, o aumento do uso de plataformas de informação comuns e a ampliação das redes confiáveis poderiam reduzir barreiras.

Maior dissuasão

É preciso tomar medidas eficazes para confiscar os produtos dos crimes e processar os criminosos, de modo a tornar os ciberataques mais caros e mais arriscados. A intensificação dos esforços internacionais para prevenir, dissuadir e interromper os ataques reduziria a ameaça na sua fonte. Isso exige uma forte cooperação entre os órgãos encarregados da aplicação da lei e as autoridades nacionais responsáveis pela segurança ou infraestrutura crítica, envolvendo diversos países e organismos. Como os hackers não conhecem fronteiras, a criminalidade mundial exige medidas de alcance mundial.

Desenvolvimento das capacidades

Ajudar as economias em desenvolvimento e de mercados emergentes a construir capacidades em termos de cibersegurança fortalecerá a estabilidade financeira e apoiará a inclusão financeira. Os países de baixa renda são especialmente vulneráveis ao risco cibernético. A crise da COVID19 realçou o papel decisivo da conectividade nos países em desenvolvimento. O aproveitamento seguro da tecnologia continuará a ser fundamental para o desenvolvimento e isso implica a necessidade de abordar o risco cibernético. Assim como com qualquer vírus, a proliferação de ameaças cibernéticas em um determinado país deixa o resto do mundo menos seguro. Abordar todas essas deficiências exigirá a colaboração dos órgãos normativos, autoridades regulatórias nacionais, supervisores, associações setoriais, setor privado, órgãos de aplicação da lei, organismos internacionais e outros doadores e instituições que trabalham para o desenvolvimento das capacidades.

O FMI está concentrando seus esforços nos países de baixa renda ao oferecer capacitação aos supervisores financeiros e ao trazer os problemas e pontos de vistas desses países para os organismos internacionais e debates sobre políticas nos quais eles não estão suficientemente representados.

SURA colabora com a volta da normalidade no Amapá

Seguros SURA é responsável pelo transporte dos transformadores para volta da energia no Amapá

Fonte: Sonho Seguro

Seguro de cargas de valor alto foi aceito em tempo ágil, devido às regras rígidas para serem cumpridas de Gestão de Risco.

A Seguros SURA uniu forças com a SC Transportes e a corretora Allcor Seguros, para transportarem os geradores e transformadores necessários para restabelecer o fornecimento de energia para toda a população do Amapá, após a crise energética que o estado sofreu recentemente.

Cliente há anos da Seguros SURA, a SC Transportes contou com o Seguro de Transportes de Carga da Seguros SURA para realizar os embarques dos equipamentos, que liberou e aprovou rapidamente os limites, que ultrapassaram R$ 50 milhões.

Nós da SURA temos um compromisso com o bem-estar da sociedade e a agilidade da nossa equipe é fundamental para que a liberação de apólices como essa ocorra rapidamente, principalmente em momentos delicados como este para o povo amapaense, diz Amilcar Spencer, Diretor de Solução de Transportes e Gerenciamento de Riscos da Seguros SURA.

Para garantir o sucesso da operação, a companhia contou com a área de ADR em apoio conjunto com a subscrição, para que o seguro de cargas de valor alto fosse aceito em tempo ágil, devido às regras rígidas para serem cumpridas de Gestão de Risco.

O apagão no Amapá se deu após um incêndio em sua principal subestação, deixando 16 municípios sem eletricidade e atingindo quase 90% da população. O blecaute afetou os sistemas de água e de telecomunicações, provocando crise de abastecimento de itens básicos em comunidades isoladas e impossibilitando o amplo atendimento hospitalar à população, em plena pandemia.

Para Amilcar, participar da ação é de extrema responsabilidade e importância para garantir a continuidade das atividades das indústrias, comerciantes e toda a população da região em plena pandemia.

A Seguros SURA é especialista no serviço de proteção à carga e busca entregar aos segurados do Seguro de Transportes uma operação mais fluida, ágil e de confiança, um dos grandes pilares da companhia.

Aneel

Leilão de linhas de transmissão deve atrair gigantes do setor de energia

A estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com o leilão é de um movimento R$ 7,34 bilhões

Por Agência Estado

Apesar do cenário econômico desafiador, o leilão de linhas de transmissão marcado para esta quinta-feira, 17, que ofertará 11 lotes de concessões em 9 Estados, deverá ter a presença de grandes investidores do setor elétrico. Segundo fontes, o consenso é de que o risco no segmento é baixo e, além disso, há alternativas de financiamento de longo prazo para os projetos.

Entre as empresas interessadas no evento, que acontecerá na B3, em São Paulo, estão gigantes como Neoenergia (NEOE3), Engie (EGIE3), EDP Brasil (ENBR3), Alupar (ALUP11), Equatorial (EQTL3), Taesa (TAEE11), Isa Cteep (TRPL4), CPFL (CPFE3) e Eletrobras (ELET3;ELET6).

A estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com o leilão é de um movimento R$ 7,34 bilhões. Para o presidente da agência, André Pepitone, a participação das empresas está ligada à expectativa de retomada da economia em 2021. O futuro é de recuperação, de investimentos e criação de empregos, disse ele, durante evento promovido na terça-feira pela Enel Green Power.

As regras adotadas pela Aneel este ano proíbem a troca do controle da concessionária de transmissão antes do início da operação comercial, o que impede a participação de construtoras no certame. Até aqui, era comum que empreiteiras arrematassem ativos para depois revendê-los com lucro.

Na visão de analistas de mercado e de bancos de investimento, as companhias devem buscar ativos com sinergias com empreendimentos já existentes. É o caso da Eletrobrás, que já manifestou interesse por uma linha de transmissão na região Norte, na qual a subsidiária Amazonas GT já possui um trecho. A vantagem é que o investimento já está feito, disse o presidente da estatal, Wilson Ferreira Júnior.

No entanto, segundo relatório do banco Credit Suisse, este leilão também será marcado pelo pequeno espaço para obtenção de retornos, o que pode limitar o valor dos lances. O presidente da Neoenergia, Mário Ruiz-Tagle, disse recentemente que o apetite da companhia para este leilão depende do cumprimento da disciplina de alocação de capital da companhia. A exemplo da Eletrobrás, a companhia deve se concentrar em lotes específicos, conectados às operações atuais.

A Taesa também já afirmou que a rentabilidade será o nome do jogo. Estamos na fase de estudos dos lotes desde que recebemos a minuta de edital e vamos nos concentrar naqueles que fizeram sentido em termos de competitividade e lucratividade, disse recentemente o diretor de negócios, gestão de participações e de implantação da Taesa, Marcus Vinícius.

Essa cautela do setor, aponta relatório do banco Brasil Plural, é decorrente das incertezas macroeconômicas, que trazem volatilidade às taxas de juros de longo prazo, o que pode fazer com que a disputa por ativos seja mais discreta do que em leilões anteriores. Embora a instituição financeira veja uma tendência de lances mais conservadores, o relatório afirma que a Taesa e a Engie, podem investir mais fortemente em ativos em São Paulo e no Rio Grande do Sul, respectivamente.

Do ponto de vista de crédito, a agência de classificação de riscos Moodys, acredita que os novos projetos serão financiados essencialmente pelo mercado local, beneficiando-se das taxas de juros baixas e da disponibilidade de recursos de longo prazo. O bom acesso aos mercados de dívida é apoiado pela previsibilidade do setor e pelos fluxos de caixa estáveis e a percepção de riscos de crédito reduzidos, diz a Moodys.

Os 11 blocos a serem licitados incluem a contratação de 1.958 quilômetros de novas linhas de transmissão. As oportunidades estão distribuídas em todas as regiões do Brasil, nos seguintes Estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os lotes serão leiloados em três blocos, com início respectivamente às 9h (lotes 1, 9 e 10), 10h30 (lotes 2, 3, 4 e 5) e 11h30 (lotes 6, 7, 8 e 11). (Colaborou Luciana Collet)

NEWE estreia no seguro garantia, em todos os ramos

Fonte: Sonho Seguro

Seguradora, especializada em nichos, passa a atuar em linhas financeiras depois de se consolidar em agronegócios

A NEWE Seguros estreia no mercado de seguro garantia e promete entregar ao corretor um serviço diferenciado, que realmente impulsione o crescimento da base de clientes (tomadores e segurados) em todo o setor. Nos preparamos em três frentes que são prioritárias para elevar o patamar do garantia, visto hoje como uma commodity, principalmente para as médias e pequenas empresas: estímulo ao corretor com processos ágeis e simples, emissão na ponta e preço competitivo, afirma Átila Santos, superintendente de riscos financeiros da seguradora. 

Segundo o executivo, praticamente 90% das vendas do seguro garantia no Brasil nos últimos anos vem do seguro garantia judicial, o que acentuou ainda mais pelo cenário atual. Com a pandemia, o seguro se tornou uma saída imprescindível para as empresas liberarem recursos depositados em juízo, garantindo o fluxo de caixa e a possibilidade de utilizar o limite de crédito concedido pelos bancos para alavancar os negócios ou, simplesmente, pagar as contas. Isso elevou muito a demanda e acabou consumindo bastante do capital disponível no mercado, explicou.

Diante deste cenário, o nicho tem atraído players, mas a aposta da NEWE já estava em andamento antes mesmo da pandemia. Nossos principais executivos são oriundos do mercado de seguros financeiros e resseguro e o projeto visa otimizar esta experiência para trazer diferenciais competitivos que beneficiem o corretor e o consumidor, afirma Santos. Além do seguro garantia, está no radar do grupo ingressar no médio prazo em riscos cibernéticos, e seguro de responsabilidade civil de executivo, conhecido como Directors & Officers (D&O). 

A NEWE começou a operação no seguro garantia em julho, de forma conservadora e agora, depois dos ajustes, expande sua atuação para todo o Brasil. O plano da NEWE em garantia está fundamentado em atuar em todas as linhas do produto, como judicial, garantia de contratos, tanto com o setor público, como privado. Queremos atuar com operações que não são triviais para atrair o corretor com amplitude de oferta. Isso fará com que o corretor seja um protagonista do crescimento deste segmento, acredita Santos. 

A NEWE irá encerrar o ano de 2020 com cerca de R$ 6 milhões em prêmios emitidos no ramo de seguro garantia, o que já representará, aproximadamente, 3% da carteira de R$ 175 milhões em prêmios emitidos no ano de 2020. Para 2021, estimamos uma receita em seguro garantia na ordem de R$ 25 milhões, considerando os novos nichos. Esse número pode chegar até 35 milhões. Mas, esta meta só se justifica com o investimento que fazemos para ter o apoio dos corretores de seguros. Há quem acredite que o corretor perderá espaço, mas, nós da NEWE Seguros, apostamos na forte parceria com esses profissionais. Todavia é muito importante que todas as partes envolvidas estejam preparadas para utilização de tecnologia em virtude da elevada transformação digital que o setor experimenta, promete Santos. 

Atualmente, cerca de 87% dos contratos de garantia envolvem o setor público, o que significa que o setor privado tem muito espaço para crescer. Caminhos para fazer esse mercado crescer é incentivar as prestadoras de serviço a oferecerem às empresas contratantes um seguro garantia para cobertura de prestação de serviço com cobertura trabalhista. É uma forma dessas empresas deixarem de oferecer comodities e passarem a se diferenciar no mercado. Um outro exemplo citado é buscar capacidade para empresas que podem ter adiantamento de valor para entregas futuras. Uma rede hoteleira, por exemplo, pode ter um seguro garantia para oferecer em troca de vagas futuras no hotel. O segurado antecipa o valor de R$ 1 milhão e garante que terá R$ 3 milhões no uso de apartamentos em determinados anos, disse. 

Os bancos fazem este tipo de operação com a fiança bancária. No entanto, o valor cedido consome a capacidade de crédito da rede hoteleira, neste caso hipotético citado. O formato do produto visa dar um adiantamento ao pagamento e não crédito, que é uma outra modalidade de seguro. 

Ainda que subestimado por previsões cada vez mais baixas de crescimento econômico do país, o mercado de seguros, em especial, o seguro garantia, tem muito espaço para crescimento, uma vez que, para que a economia do País volte a crescer, o governo federal deverá retomar o investimento para grandes obras. Para isso, depois de anos em discussão, foi aprovada pelo Senado a Lei de Licitações, que obriga a contratação de um seguro garantia de até 30% para as obras contratadas pelo poder público, o que permitirá às seguradoras garantirem a retomada das obras em caso de impedimento pelo executante.

Aprovada no senado dia 10, a lei segue agora para sanção presidencial. O texto aprovado é o substitutivo elaborado pela Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 559/2013. Entre outras medidas, o substitutivo cria modalidades de contratação, tipifica crimes relacionados a licitações e disciplina itens do assunto em relação às três esferas de governo: União, estados e municípios.

De acordo com a superintendente da Susep, Solange Vieira, o novo marco regulatório é de extrema relevância para o setor de infraestrutura brasileiro e para o desenvolvimento do país, que poderá contar com o suporte do setor de seguros nas grandes obras. Além das garantias de execução da obra propriamente, com a ampliação das possibilidades de cobertura do seguro, inclusive o step-in, o próprio modelo de governança trará um acompanhamento maior da obra por parte das seguradoras, permitindo maior transparência nos custos e minimizando sobrepreços, explica. 

Outro tema de extrema relevância para aceleração do mercado de seguro garantia é o novo marco legal do saneamento básico, editado pela Lei Nº 14.026. Hoje, no país, 35 milhões de pessoas não têm acesso à água tratada e mais de 100 milhões não contam com serviços de coleta de esgoto. A meta, com o marco, é garantir o atendimento de 99% da população com água potável e de 90%, com tratamento e coleta de esgoto, até 31 de dezembro de 2033. Para isso, o governo estima investimentos entre R$ 500 bilhões e R$ 700 bilhões em 10 anos, o que refletirá numa aceleração no mercado de seguros como um todo e em especial para o seguro garantia.

Swiss Re & Bradesco

Swiss Re Corporate Solutions consolida parceria com Bradesco e prevê crescimento de dois dígitos em 2021

Fonte: Sonho Seguro

Para atender melhor os corretores durante o processo de cotação, a seguradora embarcou  inteligência artificial em sua plataforma, o que permite fazer a cotação guiada junto com o usuário do cotador, esclarecendo dúvidas e ajudando no passo a passo.

A joint venture entre a Swiss Re Corporate Solutions, divisão de seguro comercial do Grupo Swiss Re, e a Bradesco Seguros, empresa controlada pelo Banco Bradesco, começou em 2017. A Swiss Re Corporate Solutions detém 60% e a Bradesco 40% de participação.

A parceria foi aplaudida pelos corretores e clientes corporativos, por trazer uma empresa com o suporte financeiro do Grupo Swiss Re, que dispõe de profundo conhecimento em subscrição e ampla capacidade para aceitação de riscos, e da Bradesco Seguros, que acumula conhecimento do mercado de seguros local e grande capilaridade para distribuição, estando presente em todo o território nacional.

Passados três anos, temos uma empresa líder no Brasil no segmento de riscos corporativos, que prevê encerrar este ano com vendas acima de R$ 750 milhões, mantendo a meta traçada para o ano mesmo diante de uma crise sanitária que afetou a todos. Foi, realmente, um ano de muitos desafios, mas conseguimos atingir a expectativa dos acionistas para uma operação sustentável a longo prazo e nos reinventar durante a pandemia. Os números mostram isso, afirma Angelo Colombo, CEO da Swiss Re Corporate Solutions para Brasil e América Latina.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida por ele durante o webinar Importância da capacitação no mercado de seguros e a Academia Digital da Swiss Re Corporate Solutions, disponível no canal do YouTube do Sonho Seguro.

Quais são as expectativas da Swiss Re Corporate Solutions para 2021? Podem falar de algum plano ou projeto?

Em 2021 vemos uma melhora da atividade econômica do Brasil e estamos otimistas, projetando crescimento de dois dígitos em relação a 2020. Estaremos ainda mais próximos dos corretores com mais ofertas de produtos digitais, mais completas e de mais fácil acesso. Com a Academia Digital oferecemos aos corretores oportunidades de expandir sua carteira para produtos novos produtos de nosso portfólio e explorar novas oportunidades de negócio.

O mercado de seguros tem passado por uma verdadeira revolução tecnológica. Como têm sido os investimentos da Swiss Re Corporate Solutions nesse sentido?

A tecnologia vai continuar exercendo um papel central no nosso negócio. Já não é novidade para ninguém que a pandemia acelerou a transformação das empresas e dos hábitos de consumos dos clientes. O mercado de seguros precisa acelerar sua resposta e o corretor de seguros é onde tudo começa para nós, é o nosso primeiro cliente. Também estamos usando a tecnologia para facilitar o acesso dos corretores aos produtos Swiss Re. Desenvolvemos ferramentas de cotação digital para os ramos de Seguros Agro, Compreensivo Empresarial, D&O e Seguro Garantia. Estamos trabalhando na oferta digital de Seguros de Transportes para 2021 e evoluindo as ofertas atuais, por exemplo, ampliando a oferta de culturas agrícolas e aumentando o limite do Compreensivo de R$ 30 milhões para R$ 50 milhões.

E como tudo isso ajuda o corretor?

Para atender melhor os corretores durante o processo de cotação, embarcamos inteligência artificial, que faz a cotação guiada junto com o usuário do cotador esclarecendo dúvidas e ajudando no passo a passo. Em 2020 já foram mais de 4.500 interações feitas pelo robô de atendimento com bom nível de satisfação porque medimos a qualidade da experiência do corretor nesses atendimentos. Estamos atualizando também nosso modelo de distribuição fazendo uso da tecnologia. Com corretores e clientes disponíveis para reuniões virtuais, mudamos nossa estrutura comercial para o formato de atendimento remoto com ganhos expressivos de produtividade e qualidade de atendimento.

Quais são as perspectivas para o mercado de seguros como um todo para o próximo ano?

Vemos 2021 com otimismo. Apesar dos constantes desafios que a economia brasileira apresenta para nossos clientes e para a nossa indústria, o setor segue sólido e com avanços regulatórios importantes que vão permitir mais inovação e melhores soluções.

Médico comete crime envolvendo seguro para receber R$ 800 mil

Como parte da Operação Navio Fantasma, de responsabilidade da Divisão de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), prendeu, na última terça-feira (15/12), o médico Wilian Pires. Segundo as investigações, ele forjou o incêndio que destruiu um barco de luxo de 50 pés para receber a indenização do seguro. A lancha foi incendiada em 11 de dezembro do ano passado, por volta das 20h, às margens do Lago Corumbá, em Caldas Novas (GO). As informações são do site Metrópoles, em matéria divulgada na última quarta-feira, 16.

O cirurgião teria assinado o seguro do barco e se intitulado proprietário para, logo em seguida, com a ajuda de comparsas, simular o incêndio e receber o dinheiro do seguro. Os valores seriam perto de R$800 mil. Os investigadores da DRF foram até o apartamento do médico na Quadra 403 Norte, mas não o encontraram.

Nas redes sociais, Wilian Pires, que se apresenta como especialista em lipoaspiração de alta definição, ostenta uma rotina de luxo, com muitas viagens ao exterior. O médico será indiciado por estelionato e associação criminosa, no entanto, o Metrópoles apurou que a participação do médico estaria restrita à explosão da lancha e não teria ligação com os golpes envolvendo os veículos de luxo. A reportagem do site procurou o cirurgião para falar sobre o caso, mas ele não respondeu aos questionamentos.

Fonte: CQCS

AL e Caribe crescerão em 2021, mas não recuperam nível pré-pandemia

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) divulgou, nesta quarta-feira, novo relatório, que revela que a região da América Latina e Caribe terá queda de -7,7% em 2020, porém terá uma taxa de crescimento positiva de 3,7% em 2021, devido principalmente a um arraste estatístico. O crescimento não será suficiente para recuperar os níveis de atividade econômica pré-pandemia do coronavírus (em 2019).

O relatório chamado Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2020, um dos principais relatórios anuais da Comissão das Nações Unidas, foi apresentado virtualmente pela secretária-executiva, Alicia Bárcena.

De acordo com o documento, em um contexto de contração global, América Latina e Caribe é a região mais atingida do mundo em desenvolvimento pela crise derivada da Covid-19. Na década anterior à pandemia, a região apresentava uma trajetória de baixo crescimento e em 2020 enfrenta uma combinação de choques negativos de oferta e demanda sem precedentes, o que se traduz na pior crise econômica dos últimos 120 anos.

Embora os importantes esforços fiscais e monetários realizados pelos países tenham permitido mitigar os efeitos da crise, as consequências econômicas e sociais da pandemia foram exacerbadas pelos problemas estruturais que a região arrasta historicamente. Para o ano de 2021 espera-se uma taxa de crescimento do PIB positiva que reflete fundamentalmente um arraste estatístico, mas, a recuperação do nível do produto interno bruto (PIB) pré-crise será lenta e só será alcançada por volta do ano de 2024.

A dinâmica do crescimento em 2021 está sujeita a uma alta incerteza relacionada com o risco de surtos da pandemia, da agilidade para produzir e distribuir as vacinas e da capacidade para manter os estímulos fiscais e monetários para apoiar a demanda agregada e os setores produtivos. Avançar para um crescimento sustentável e inclusivo exige uma transformação produtiva para setores ambientalmente sustentáveis, que favoreçam a geração de emprego e a inovação tecnológica, afirmou Alicia Bárcena.

Segundo a secretária, as fragilidades e brechas estruturais históricas da região, seu limitado espaço fiscal, a desigualdade, a escassa cobertura e acesso à proteção social, a elevada informalidade do trabalho, a heterogeneidade produtiva e a baixa produtividade são centrais para entender o alcance dos efeitos da pandemia nas economias da região, suas dificuldades para implementar políticas que mitiguem esses efeitos e os desafios na hora de empreender uma retomada econômica sustentável e inclusiva.

Antes da pandemia, a região já apresentava um baixo crescimento econômico: em média 0,3% no período de 2014-2019, e especificamente em 2019 uma taxa de 0,1%. Com a chegada da pandemia, foram somados a esse baixo crescimento econômico os choques externos negativos e a necessidade de implementar políticas de confinamento, distanciamento físico e fechamento das atividades produtivas, que fizeram com que a emergência sanitária se materializasse na pior crise econômica, social e produtiva vivida pela região. A contração da atividade econômica foi acompanhada por um aumento significativo da taxa de desocupação, que é prevista em torno de 10,7% em 2020, uma profunda queda da participação no mercado de trabalho e um aumento considerável da pobreza e da desigualdade.

De acordo com as projeções apresentadas pela Cepal, a América do Sul teria uma contração de -7,3% em 2020 e cresceria 3,7% em 2021; A América Central cairia -6,5% no período atual e se expandiria 3,8% no próximo ano. Já o Caribe registraria uma contração de -7,9% em 2020 e um crescimento de 4,2% em 2021.

O documento enfatiza que, para evitar que a região persista em sua dinâmica de baixo crescimento, são necessárias políticas fiscais e monetárias expansivas junto com políticas ambientais e industriais que permitam as transformações estruturais de que a região necessita e promovam um desenvolvimento sustentável.

Propõe a necessidade de priorizar o gasto para a reativação e a transformação econômica e social, mediante o fomento do investimento intensivo em emprego e ambientalmente sustentável em setores estratégicos; estender a renda básica às pessoas em situação de pobreza; conceder financiamento às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs); fornece incentivos para o desenvolvimento produtivo, revolução digital para a sustentabilidade e tecnologias limpas; e universalizar os sistemas de proteção social.

Argumenta-se que, além dos esforços nacionais, a reativação e a transformação econômica da região exigirão financiamento e cooperação internacional. Nesse âmbito, enfatiza a necessidade de utilizar instrumentos como a emissão e realocação dos Direitos Especiais de Saque (DES) do Fundo Monetário Internacional para fortalecer as reservas dos países da região e os acordos regionais; incluir os países de renda média vulneráveis na iniciativa de moratória da dívida do G-20 (DSSI, na sua sigla em inglês) e também implementar a troca da dívida para adaptação à mudança climática no caso do Caribe, juntamente com a criação de um fundo de resiliência; e capitalizar as instituições de crédito multilaterais, regionais e nacionais.

Fonte: Monitor Mercantil

Exportações brasileiras devem crescer 13,7% em 2021, puxadas por soja, petróleo e minério

As exportações brasileiras deverão crescer 13,7% em 2021 na comparação com 2020, para 237,3 bilhões de dólares, com as vendas externas do país ficando mais dependentes de produtos como soja, petróleo e minério de ferro, previu nesta quarta-feira a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Com preços mais altos e crescimentos menores dos volumes embarcados, esses três produtos aumentarão sua fatia no total exportado pelo Brasil para um recorde de 40,2%, notou a AEB em comunicado.

Em 2021, pelo sétimo ano consecutivo a soja continuará sendo o produto líder de exportação do Brasil, com 36,55 bilhões de dólares, um novo recorde, versus 28,7 bilhões de dólares em 2020, disse a associação.

A AEB apontou alta de 25% no preço médio da oleaginosa, para 430 dólares por tonelada em 2021, em momento que a China (principal importador) mantém firme demanda e mesmo diante da projeção de safra recorde no Brasil, maior produtor e exportador global da commodity.

O segundo principal produto de exportação do país será o minério de ferro, com 35,7 bilhões de dólares, contando com um aumento no preço médio de 42%, para 105 dólares por tonelada em 2021, enquanto a mineradora Vale ainda trabalha para voltar à liderança global neste mercado e tem projeções de produção conservadoras para 2021.

Já as vendas externas de petróleo deverão fechar 2021 com 23,25 bilhões de dólares, ante 19,8 bilhões em 2020, com a AEB considerando que, entre os três produtos principais de exportação, a commodity energética terá o maior aumento no volume (5%), para 75 milhões de toneladas.

A soja terá alta de 2,4% nos embarques, para 85 milhões de toneladas, e minério ficará praticamente estável, em 340 milhões de toneladas.

Preços melhores de soja e minério e recuperação de preço de petróleo, explicou o presidente da AEB, José Augusto de Castro, após as cotações do petróleo terem despencado este ano por conta da pandemia.

A China continua sustentando as cotações de soja e minério. Sem ser protagonista, também ajuda no petróleo. As ofertas de soja e minério estão ajustadas, com petróleo tendo maior base de manobra, acrescentou Castro, à Reuters.

Em 2020, mesmo com preços mais baixos do petróleo, os três principais produtos exportados pelo Brasil responderam por pouco mais de 35% dos embarques nacionais.

Somando as previsões de embarques de produtos do agronegócio (51,97 bilhões de dólares) com os da indústria extrativa (63 bilhões de dólares), as exportações brasileiras desses dois grandes grupos aumentariam cerca de 23% em 2021 ante 2020, para cerca de 115 bilhões de dólares.

Segundo a AEB, as projeções para o comércio exterior em 2021 foram realizadas tendo como expectativa de que a retomada do crescimento das atividades econômicas se consolide e que os PIBs mundiais se estabilizem positivamente.

A velocidade de aplicação da vacina contra a Covid-19 será outro fator importante a contribuir para concretização do quadro que se vislumbra, disse Castro, observando que alguns aspectos ainda indicam incertezas, como o impacto do atraso na vacinação para o coronavírus no Brasil e o qual será a relação do novo presidente dos EUA, Joe Biden, com o país.

A AEB notou também que o Brasil continua altamente dependente das exportações de commodities, com os produtos manufaturados sofrendo o impacto negativo da falta de competitividades decorrente do elevado Custo-Brasil.

Fonte: Reuters

Acessem as edições mais recentes das Revistas do Setor de Seguros:

https://www.revistaapolice.com.br/2020/11/edicao-260/ 

https://www.revistacobertura.com.br/revista/revista-cobertura-226/ 

https://revistaseguradorbrasil.com.br/edicao-162/ 

http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed32_2020.pdf 

http://cadernosdeseguro.funenseg.org.br/secoes.php?edicao=197 

https://revistasegurototal.com.br/wp-content/uploads/2020/10/212web.pdf