QUAL O PIOR RISCO?

05, Jan. 2021

QUAL O PIOR RISCO?

A pandemia do coronavírus custa uma fortuna por dia. Até agora, bilhões de dólares já foram perdidos apenas com as empresas que fecharam. Se somarmos todas as atividades econômicas que deixaram de existir ou tiveram uma queda acentuada, são outros bilhões de dólares. Se somarmos o custo do desemprego temos de novo esta ordem de grandeza. E se levarmos em conta os custos sociais decorrentes do empobrecimento e do aumento da miséria, teremos, de novo, alguns bilhões de dólares. A soma de bilhões de dólares com bilhões de dólares tem como resultado muitos bilhões de dólares. E estes são os custos diretos. Quanto foi gasto em pesquisa, boa parte sem resultados animadores, ao redor do planeta?

Desde a Segunda Guerra Mundial o mundo não vive uma época como esta, com custos gigantescos desequilibrando países, quebrando empresas, empobrecendo bilhões de pessoas, reduzindo o comércio internacional e com um vírus matando sem compaixão, como é o caso do coronavírus.

O ser humano se defende como pode. Nunca na história da humanidade a busca por uma vacina atingiu patamares vagamente semelhantes ao que se vê hoje. E, com um pouco de sorte, o esforço será compensado. Alguns países começam a vacinação em massa de suas populações, mesmo as vacinas existentes não estando completamente aprovadas. O uso emergencial da vacina faz sentido.

Ainda que seu poder não seja o ideal, algum benefício ela trará, nem que seja a redução da velocidade de contaminação e da taxa de mortalidade.

Mas, se o médio prazo tem fortes chances de estar controlado, o longo prazo segue caminho inverso. As previsões do aumento da frequência e da violência das novas pandemias são cada vez mais frequentes, o que aumenta a certeza de que elas ocorrerão e que o ser humano pagará uma conta muito mais alta do que a atual.

De outro lado, as mudanças climáticas estão aí e seu potencial de dano é ainda maior do que o das pandemias. O aumento da frequência e da severidade dos eventos de todas as naturezas faz parte das rotinas do mundo. Furacões, tufões, tornados, tempestades tropicais, granizo, etc. estão no dia a dia das nações e causam cada vez mais danos. Mas não são apenas eles que chegam fácil na casa dos bilhões de dólares. As consequências dos fenômenos são devastadoras, especialmente as enchentes, as secas e os incêndios que atingem inclusive áreas que, até poucos anos atrás, nunca tinham apresentado maiores problemas em função dos fenômenos de origem climática.

E os estragos ainda estão no começo. A tendência é que se agravem consideravelmente, sem que haja qualquer coisa que possa ser feita, no curto prazo, para reverter o quadro.  O dado realmente cruel é que esses fenômenos atingem principalmente as camadas menos favorecidas da população do planeta, justamente as que, por falta de condições econômicas, se instalam nas áreas de risco, ficando sujeitas a suportar a violência dos eventos, sem terem muitas chances de fugirem ou ao menos reduzirem seus prejuízos.

E, pra quem acha que está bom, ainda temos um terceiro grupo de riscos capaz de gerar prejuízos astronômicos. Os riscos cibernéticos. Os ataques aos sistemas de informática do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior Eleitoral e do Tribunal Federal da Primeira Região não deixam dúvidas da capacidade de causar danos que esses ataques podem ter e da vulnerabilidade do Brasil frente a eles.

Mas, se os ataques podem ser devastadores, as falhas, além de mais frequentes, podem causar danos tão grandes quanto eles. Mais uma vez, é só olhar as duas situações acontecidas no Ministério da Saúde para o quadro ficar claro. Na primeira, dezesseis milhões de pessoas ficaram com seus dados expostos. Na segunda, a conta atingiu a impressionante soma de mais de duzentos milhões, ou seja, toda a população brasileira teve seus dados expostos por falha ou sabotagem interna em programas altamente sensíveis.

E o risco é o mesmo para as empresas privadas. Invasões e falhas estão aí, acontecendo todos os dias. Suas consequências podem ser fatais para uma empresa, tanto faz seu porte. Não é por outra razão que os seguros para riscos cibernéticos estão com a demanda aquecida, mas ela ainda está longe de proteger minimamente as empresas instaladas no Brasil.

Fonte: Estadão / Autor: Antonio Penteado Mendonça

Os 10 principais riscos internacionais para o investidor ficar de olho

Fonte: Bloomberg

O presidente eleito Joe Biden pode enfrentar desafios nunca antes vistos por um líder do Grupo dos Sete, com cerca de metade do país vendo sua liderança como ilegítima (Imagem: REUTERS/Jonathan Ernst/File Photo) O aprofundamento das divisões nos EUA à medida que o presidente Donald Trump se recusa a aceitar o resultado da eleição está no topo da lista dos principais riscos aos mercados em 2021, e supera até mesmo a pandemia e seu impacto na economia, segundo a Eurasia.

O presidente eleito Joe Biden pode enfrentar desafios nunca antes vistos por um líder do Grupo dos Sete, com cerca de metade do país vendo sua liderança como ilegítima, disseram o presidente da Eurasia, Ian Bremmer, e o chairman, Cliff Kupchan, em nota.

Os países em desenvolvimento demoram para receber as doses da vacina, o que atrasa a recuperação e aumenta o risco de uma crise de dívida. Brasil, África do Sul e Turquia provavelmente serão os primeiros a ter dificuldades nos mercados emergentes, devido a suas grandes economias, fundamentos fracos e dependência de capital internacional.

Segue a lista com os principais riscos:

1. Divisão dos EUA

Recusa de Trump em aceitar o resultado da eleição ressalta uma profunda divisão nos EUA. Embora Biden possa ganhar algum capital político com os republicanos se uma distribuição tranquila das vacinas ajudar a controlar a pandemia, ele ainda enfrenta sérios desafios.

2. Vírus persistente

As vacinas devem ajudar o mundo a recuperar o senso de normalidade em 2021, mas a Eurasia espera que os países tenham dificuldades para cumprir os cronogramas de vacinação, e a pandemia deixará um legado de dívida pública elevada, trabalhadores deslocados e confiança perdida.

A falta de infraestrutura em mercados emergentes retardará o progresso da vacinação, especialmente para vacinas que devem ser mantidas em refrigeração.

Além disso, os países em desenvolvimento não receberão um grande número de doses até que seus pares mais ricos recebam sua parte, o que significará restrições de viagens mais duras e crescimento econômico lento.

3. Onda verde

Com os EUA prestes a se juntarem às metas de emissão de carbono líquido zero e outras iniciativas climáticas sob a liderança de Biden, haverá custos para empresas e investidores de uma maior ambição climática e riscos de superestimar como os novos planos climáticos coordenados serão, de acordo com a Eurasia.

China, União Europeia, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e Canadá também estão empenhados em tornar suas economias mais verdes.

4. Tensão mais ampla EUA-China

Embora a relação entre as principais economias do mundo deve ser menos conflituosa em 2021, as tensões podem reacender devido a um transbordamento de estresse dos EUA para seus aliados, a competição para distribuir vacinas para outros países e uma rivalidade em tecnologias verdes.

5. Informações digitais

A competição entre os EUA e a China será o centro das atenções à medida que o fluxo de informações digitais através das fronteiras diminui, pesando sobre as empresas que dependem de dados.

Pequim provavelmente continuará reduzindo sua dependência de tecnologia externa, enquanto os EUA trabalham para manter as informações pessoais de seus cidadãos seguras.

6. Riscos cibernéticos

O potencial para ataques e dados roubados aumentou à medida que mais pessoas acessam a tecnologia em casa e tanto os governos quanto o setor privado praticamente não fazem progresso na redação de regras globais para o comportamento do Estado no ciberespaço.

Também pode ser causa de uma desaceleração nas relações entre os EUA e a Rússia, já que Biden chega à presidência com uma tolerância menor.

7. Turquia no limite

Embora a Turquia tenha conseguido evitar uma crise no ano passado, o país continua vulnerável em 2021, de acordo com a Eurasia. O presidente Recep Tayyip Erdogan pode novamente enfrentar pressão no segundo trimestre e buscar estimular a expansão. Fazer isso pode gerar tensões sociais.

8. Ano difícil para o petróleo

Os protestos podem se intensificar e as reformas podem desacelerar, já que as nações produtoras de energia do Oriente Médio e do Norte da África enfrentam novos desafios.

O Iraque, que obtém a maior parte de sua receita governamental do petróleo, terá dificuldades para cobrir os gastos básicos ou impedir a desvalorização de sua moeda. A Argélia realizará eleições, mas os baixos preços da energia dificultarão a reforma do governo.

9. O Legado de Merkel

A chanceler alemã, Angela Merkel, tem sido a líder mais importante da Europa, e sua saída no final deste ano aumentará o risco do continente, pois enfraquece a liderança do bloco, de acordo com a Eurasia.

10. América Latina em apuros

As nações latino-americanas podem encontrar versões mais acentuadas das questões políticas, sociais e econômicas que enfrentaram antes da pandemia.

Esses riscos ocorrerão por meio de eleições legislativas na Argentina e no México, bem como de votos presidenciais no Equador, Peru e Chile. O incômodo social pode levar a mais candidatos populistas, especialmente no Equador, onde o abandono da moderação pode prejudicar o programa do FMI e a estabilidade econômica do país.

Guias Operacionais para adequação à LGPD Proteção de dados, LGPD

Fonte: Brasil Digital

Após a publicação do Guia de Boas Práticas, e com o início da vigência da Lei 13.709 (Lei Geral de Proteção de Dados/LGPD), a Secretaria de Governo Digital preparou um conjunto de ações para fomentar a cultura de proteção de dados e apoiar a evolução da maturidade necessária às adequações da lei nos órgãos do Governo Federal.

Esse conjunto de ações alinham-se aos objetivos 10 e 11 do princípio Governo Confiável da Estratégia de Governo Digital (EGD), que prevê a entrega de importantes “marcos” de conformidade à LGPD, visando auxiliar os órgãos do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (Sisp) durante o processo de adequação à referida Lei.

Nessa jornada para a adequação à LGPD, a largada é dada com o convite para os órgãos do SISP responderem o Diagnóstico de Adequação à LGPD, que através de um índice de maturidade, consumido apenas pelo próprio órgão, informa o nível dos processos de conformidade. Após o diagnóstico são sugeridos métodos, materializados em forma de Guias operacionais para consulta, que serão publicados, com suas revisões periódicas, nesta página.

Como reforço, a partir de outubro de 2020, os guias serão divulgados em encontros e oficinas on-line com a comunidade do SISP. A cada encontro, um guia específico será apresentado junto com um estudo de caso. Confira logo abaixo a disposição dos guias na ordem em que serão publicados.

Acionistas de Peugeot e Fiat aprovam fusão para criar o quarto maior grupo automotivo do mundo

Com 14 marcas, todos os segmentos serão considerados. Durante anúncio, em 2019, as empresas previam 3,7 bilhões de euros em economias anuais e não consideravam fechar fábricas, mas a pandemia pode alterar alguns planos.

Fonte: Reuters

Acionistas da Fiat Chrysler (FCA) e da PSA, dona da Peugeot, aprovaram nesta segunda-feira (4) a fusão iniciada em 2019. Este é um dos últimos passos para a criação da quarta maior montadora de veículos do mundo.

Em uma assembleia especial de acionistas, o acordo para formar a nova empresa chamada Stellantis foi apoiado pelos principais investidores, incluindo a família Peugeot, a chinesa Dongfeng e o Estado francês, via Bpifrance.

Todos os outros acionistas da PSA apoiaram o negócio em uma segunda reunião realizada online com uma taxa de aprovação de 99,85% entre os votos expressos.

Estamos prontos para esta fusão, disse o presidente-executivo da PSA, Carlos Tavares, acrescentando que a data para o fechamento do negócio será anunciada em breve se todas as aprovações dos acionistas forem concedidas.

Ele disse que o acordo agora passou em todos os testes regulatórios.

Tavares, que assumirá o comando do grupo resultante da fusão, terá de recuperar os negócios da montadora na China, racionalizar o grupo em expansão e lidar com um enorme excesso de capacidade, bem como se concentrar em novas tecnologias como eletrificação, direção autônoma e conectividade.

A Stellantis terá 14 marcas, incluindo Fiat, Chrysler, Maserati, Jeep, Abarth, Alfa Romeo, Lancia, Dodge e Ram, da FCA, além de Peugeot, Citroën, Opel, Vauxhall e DS da PSA.

Detalhes sobre a fusão

Em 2019, quando anunciaram as negociações para a fusão, PSA e FCA divulgaram números e ações a serem executadas pela Stellantis. A pandemia do coronavírus, porém, pode alterar alguns desses planos, mas nenhuma novidade foi revelada até o momento. Com isso, veja os últimos detalhes sobre a

fusão:

Fusão criará a 4ª maior fabricante de veículos do mundo; A FCA teria acesso às plataformas de veículos mais modernas da PSA, ajudando-a a cumprir regras rígidas de novas emissões; Todos os segmentos serão considerados, de carros de luxo, a SUVs, picapes e comerciais leves; Ainda não há previsão de quando será apresentado o primeiro modelo da fusão; Foco será em duas plataformas: uma pequena e uma compacta/média; Total de 3,7 bilhões de euros em economias anuais; Custo total para alcançar essas economias é estimado em 2,8 bilhões de euros; Fusão terá proporção 50/50; Empresa controladora do grupo será sediada na Holanda; Não são considerados fechamentos de fábricas; O atual executivo-chefe da Peugeot, Carlos Tavares, será o CEO e membro do conselho em um mandato inicial de 5 anos; O atual presidente da FCA, John Elkann, será o presidente do novo grupo; No Brasil, união tem que passar pelo Cade Como qualquer processo de fusão feito no Brasil, a união entre FCA e PSA terá que ser submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também no país, independente do processo no exterior.

O Cade tem poder para intervir em operações que criem ou aumentem significativamente o poder de mercado das empresas. A apuração parte do grau de concentração, ou da participação de mercado da empresa resultante da fusão, aponta o advogado Juliano Maranhão, especializado em fusões de empresas.

CNseg comemora 70 anos em 2021

Neste ano de 2021, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização, a CNseg, completa 70 anos e, para celebrar essa trajetória, lança um selo comemorativo.

Fundada em 25 de junho de 1951 com o nome de Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta (Fenaseg), a Confederação adotou o nome atual em 2007, com a criação de quatro Federações Setoriais (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap), iniciando um processo de desconcentração da gestão dos diversos segmentos representados e de conquista de autonomia representativa de um setor com características tão exclusivas e únicas, como o segurador.

Ao longo desses 70 anos, a Confederação Nacional das Seguradoras testemunhou grandes transformações da sociedade brasileira, que se modernizou em termos econômicos, industriais e sociais, tendo o setor segurador como participante ativo desse processo. Não por outra razão, a CNseg tem definido em sua missão o objetivo de concorrer para o progresso do País por meio do desenvolvimento do sistema de seguros privados.

O século XXI trouxe novos desafios para o Brasil, que pôde continuar contando com o apoio da Confederação. Por meio de seu Programa de Educação em Seguro, por exemplo, ela contribui para o planejamento financeiro dos cidadãos e, por meio de seu Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, que está em sua 10ª edição, continua a incentivar a modernização do setor e, consequentemente, da sociedade.

A pandemia que pegou a todos de surpresa em 2020, evidenciou que os desafios nunca terminam, mas devido a toda a contribuição do setor ao País nesse delicado momento, mostrou também que estamos preparados para os próximos 70 anos.

Fonte: CNSeg / Sonho Seguro

Termina o programa de redução de salário e suspensão de contratos de trabalho

O Programa Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), que foi instituído pela Medida Provisória (MP) 936, convertida na Lei 14.020 de 6 de julho de 2020, termina nesta quinta-feira (dia 31). O benefício garantiu a complementação de renda para trabalhadores brasileiros, paga pelo governo federal, em caso de suspensão do contrato de trabalho ou de redução de jornada e salário. A medida foi adotada durante a pandemia como uma tentativa de evitar demissões no país. Ao todo, foram celebrados 20.101.650 acordos, referentes a quase dez milhões de profissionais.

A medida, que permitiu a suspensão temporária de contratos e a redução de salários e jornadas em 25%, 50% ou 70%, garantiu aos trabalhadores uma contrapartida com base no valor do seguro-desemprego a que teriam direito.

Para os que ainda estão sob este regime, em janeiro, a jornada de trabalho voltará a ser integral, mas o empregado ainda receberá o salário reduzido (referente a dezembro).Apenas o crédito feito em fevereiro, referente ao período trabalhado no mês anterior, será total.

Pela norma, os empregados que fizeram acordos têm direito à estabilidade pelo mesmo período em que tiveram o contrato suspenso ou com redução de salário. A única exceção é para demissões por justa causa.

Luiz Calixto Sandes, sócio trabalhista do Kincaid Mendes Vianna Advogados, acredita que o fim do programa não vai provocar mais dispensas no próximo ano. Para ele, a economia vai engrenar em 2021.

Em Santa Catarina, houve a liberação da ocupação dos hotéis; no Rio, os quiosques naspraias já voltaram a funcionar. As medidas não estão mais tão rigorosas. Ainda que os casos continuem, a economia tende a aquecer.

Na opinião do advogado, o trabalhador não sofrerá prejuízos, pois, ao deixar de ganhar obenefício emergencial, ele vai retomar o estágio normal de trabalho. Já o advogadotrabalhista Fernando Peluso, sócio de Peluso, Stüpp e Guaritá Advogados, diz que o momento é de incerteza e, até o momento, não há notícia de que o governo federal possarenovar o programa.

Como todos os empregados gozam de garantia de emprego, se tiverem o contrato de trabalho rescindido, devem ser indenizados, alerta Peluso.

Segundo dados do Ministério da Economia, o período que teve maior volume de acordos firmados entre patrões e empregados foi do dia 1º a 9 de abril, com

2,2 milhões de contratos.

Considerando todo o período, desde abril, prevaleceu a suspensão de contrato, com 8,7 milhões de acordos. Em seguida, aparece a redução de 70% de salário de jornada, com 4,3 milhões de pactos.

São Paulo foi o estado que liderou a adesão ao programa, com 6.445.090 contratos. Em segundo lugar, aparece Rio de Janeiro (2.117.659) e, em terceiro, Minas Gerais (1.875.889).

A maioria dos trabalhadores impactados trabalha com serviços, no comércio e na indústria. A faixa etária que mais aderiu ao pacto foi a de 30 a 39 anos, com 6.197.862 acordos firmados, e 52% eram mulheres.

Veja como são os pagamentos dos benefícios:

Suspensão do contrato de trabalho: recebe 100% da parcela do seguro-desemprego, que pode variar de R$ 1.045 a R$ 1.813,03 (exceto no caso de funcionário de empresa com receita bruta superior a R$ 4,8 milhões – neste caso: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego)

Redução de 25% na jornada: recebe 75% do salário + 25% da parcela do seguro-desemprego

Redução de 50% na jornada: recebe 50% do salário + 50% da parcela do seguro-desemprego 04/01/2021 Termina o programa de redução de salário e suspensão de contratos de trabalho. Veja o que acontece com os trabalhadores

Redução de 70% na jornada: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego.

Fonte: Jornal O Extra

7 passos para ter um 2021 fantástico

Comece o próximo ano com o pé direito: desde montar sua primeira planilha orçamentária e eliminar primeiras dívidas até buscar aplicações mais rentáveis

Poucos passaram financeiramente ilesos por 2020. A pandemia provocada pelo novo coronavírus quebrou negócios, gerou ondas de demissões e deixou o país com um saldo de mais de 14 milhões de desempregados, o que se reflete em dificuldades financeiras. Mesmo quem manteve a renda e pôde continuar investindo enfrentou uma Bolsa bastante volátil e uma renda fixa com rentabilidade corroída pela inflação.

Um novo ano traz também uma nova esperança de finanças melhores, e passar mais tempo em casa pode ser a oportunidade perfeita para fazer as contas com calma.

O InfoMoney ouviu especialistas em planejamento financeiro para elencar alguns passos para ter um 2021 fantástico financeiramente. As dicas abaixo vão desde as mais básicas, para quem procura sair das dívidas, até as mais avançadas, para quem está de olho nas melhores aplicações e em garantir uma boa aposentadoria.

1. Faça um planejamento financeiro: objetivos e metas

O primeiro passo para um próximo ano fantástico financeiramente é ter um bom planejamento financeiro. Cada um deve decidir quais objetivos busca atingir, como estudar, viajar, comprar um carro ou ter a primeira casa, exemplifica Fábio Gallo, professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A partir desses objetivos, você deve estabelecer qual será o caminho traçado para chegar até eles, essas serão suas metas. Estipule valores e prazos.

Com essas informações, você poderá escolher as aplicações financeiras mais adequadas, diz Gallo.

2. Montar uma planilha com seu orçamento A execução das suas metas precisa ser acompanhada de perto. Monte uma planilha financeira, com suas receitas e despesas. Planilhar’ é um pequeno comportamento que ajudará todo o seu planejamento a partir deste momento, diz George Sales, professor da Fipecafi. É uma questão de hábito, não de recursos: as transações podem ser registradas no computador, no celular ou até mesmo em um papel.

Segundo Gallo, a primeira linha desse orçamento familiar deve ser a da poupança para o objetivo que você definiu anteriormente. Sem motivações claras, as pessoas não cumprem esforços de poupança e de investimento. Sacrifícios que não sejam justificados por um objetivo são logo abandonados.

3. Estancar dívidas no começo de 2021

Se você tem muitas dívidas, pode ser difícil quitá-las no curto prazo. Mas um bom passo para uma melhor vida financeira é não criar novas pendências já no começo do próximo ano.

Os primeiros meses contam com pagamentos pesados, como IPTU, IPVA e matrículas em escolas particulares. Poucas famílias se preparam para eles, já que não são gastos recorrentes.

Sales recomenda que trabalhadores celetistas deixem separados os benefícios de final de ano, como 13º salário ou venda de parte das férias, para esses pagamentos. Tente começar o próximo ano fazendo uma contenção de despesas, com valores emprestados de 2020.

Caso você tenha o valor cheio de algum pagamento, o professor da Fipecafi recomenda tentar negociar um desconto e comparar a taxa apresentada com o rendimento que você teria caso investisse o valor em aplicações de renda fixa, como títulos de curto prazo atrelados à Selic ou ao IPCA. Um desconto acima de 4% já seria interessante.

4. Revisitar gastos recorrentes e não recorrentes Sales separa gastos em duas categorias: pagamentos recorrentes e não recorrentes. Despesas recorrentes são aquelas que você paga mensalmente, como um aluguel ou uma conta de luz. Já as não recorrentes costumam ser atreladas a um consumo sazonal, como comprar uma televisão que está em promoção.

Em 2021, revisite seus gastos nas duas categorias. Cancelar uma academia ou um streaming que você não usa terá impacto positivo no orçamento todos os meses.

Outras pessoas têm poucas despesas fixas, mas acabam cedendo a compras imprevistas. Adquirir bens de consumo sem ter condições é complicado. Se esse valor for parcelado pode impactar diversos meses, alerta Sales. Quem está endividado deve reconsiderar gastos recorrentes e interromper completamente os gastos não recorrentes, recomenda o professor da Fipecafi.

5. Fugir do cheque especial como parte do orçamento Se você tem o hábito de considerar o limite do cheque especial (crédito automático, usado quando a conta entra no negativo) como parte da sua capacidade de pagamentos, um dos passos para um 2021 fantástico financeiramente é abandonar essa ilusão. Utilizar esse limite leva ao pagamento de juros do cheque especial, que são altíssimos, diz Sales.

Segundo o Banco Central, a taxa média de juros do cheque especial ficou em 112,9% ao ano em outubro de 2020. Procure modalidades de financiamento com taxas menores, como o crédito consignado (aquele que tem desconto direto na folha). De acordo com o BC, a taxa média de juros nessa modalidade ficou em 30% ao ano, também em outubro de 2020.

Não são poucos os brasileiros com contas no vermelho. Cerca de 11,2 milhões de famílias estão endividadas nas capitais do país, de acordo com um levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Dentre as famílias que vivem em capitais, 67,4% estavam endividadas no final do primeiro semestre, ante 64,1% em 2019.

6. Conhecer mais e investir melhor

Os brasileiros aproveitaram a pandemia para poupar. Entre janeiro e outubro deste ano, os aportes na caderneta de poupança superam os resgates em R$

144,2 bilhões. O problema é que, com a taxa básica de juros (Selic) em 2% ao ano, a poupança está rendendo apenas 1,4%. Essa taxa perde para a rentabilidade das demais aplicações financeiras e, inclusive, para a inflação.

Um bom passo para ter um próximo ano fantástico financeiramente é justamente conhecer mais sobre investimentos. Já são mais de 3 milhões de investidores pessoa física na B3, a bolsa de valores brasileira.

Desde o ano passado, e neste em particular, o brasileiro está aprendendo a investir em um cenário de juros baixos. Ele teve de olhar para outros ativos e começar a lidar com renda variável, diz Gallo. O Brasil deverá manter uma Selic baixa, ainda que possa ser um pouco maior do que a que vemos hoje.

Você terá de estudar mais sobre riscos e retornos de cada ativo para se organizar, ter retornos melhores com um grau de risco aceitável e atingir seus objetivos.

Sales recomenda montar uma carteira que tenha como primeiro objetivo superar a inflação. Os preços de maneira geral aumentaram nos últimos meses, e os indicadores inflacionários devem continuar crescendo.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou inflação de 0,89% em novembro na comparação com outubro. Foi o maior resultado para um mês de novembro desde 2015, quando o indicador foi de 1,01%.

Fique de olho nos repiques inflacionários. Para isso, aposte em aplicações que pagam juros mais a correção pela inflação, aconselha o professor da Fipecafi. Veja alguns ativos com ganhos reais indicadores por especialistas ouvidos pelo InfoMoney.

7. Viver com apenas uma parte da sua renda

Tão importante quanto se livrar das dívidas é ter uma reserva que impeça a criação de novos débitos. Separe uma parte do seu orçamento para investir em uma reserva para emergências e, depois, em uma renda recorrente que facilite sua aposentadoria.

Quanto do salário poupar para esse objetivo? Sales lembra que a porcentagem deve ser adaptada à sua situação atual. Quite dívidas. Depois, comece poupando 5% da sua renda. Vá aumentando a porcentagem de acordo com a revisão de gastos recorrentes e não recorrentes, eventuais aumentos de renda e leve em consideração também a satisfação quanto ao seu estilo de vida.

Existe um padrão ideal, voltado para o longo prazo. Existe também o padrão corrente, voltado para o curto prazo. Você deve estabelecer metas coerentes para cada horizonte, alerta Sales. Muita gente desiste pela frustração de não bater objetivos muito ambiciosos, mas é preciso aprender a se sentir feliz por ter poupado mais do que antes, nem que seja apenas 5% da renda a mais. Tornar sua vida uma cobrança pode fazê-lo adoecer.

Fonte: InfoMoney

Comércio do Brasil com exterior desaba quase 10%

A queda das importações em ritmo maior que o recuo das exportações fez a balança comercial encerrar 2020 com superávit maior do que em 2019. No ano passado, o Brasil exportou US$ 50,235 bilhões a mais do que importou, alta de 4,6% em relação ao superávit observado em 2019, primeiro crescimento após dois anos de queda. O resultado ainda está muito abaixo do obtido em 2017, quando atingiu o recorde de US$ 66,989 bilhões.

A corrente de comércio (soma de importações e exportações) teve recuo expressivo. Os 363,7 bilhões do ano passado ficaram 9,3% abaixo dos US$

401,34 bilhões de 2019. O ritmo de queda se acentuou: a queda de 2019 em relação a 2018 fora de 5,7%.

Em 2020, o Brasil exportou US$ 206,972 bilhões, com recuo de 5,9% em relação a 2019 pelo critério da média diária. As importações somaram US$ 156,737 bilhões, com retração de 9,5% também pela média diária.

Por causa da pandemia, o Brasil passou a exportar menos à medida que o consumo mundial caiu. Em contrapartida, o país também passou a comprar menos do exterior por causa da recessão e da alta de quase 30% do dólar no ano passado.

Em dezembro, o Brasil registrou saldo negativo, importando US$ 800,7 milhões a mais do que exportando. O recuo das exportações em dezembro foi puxado pela agropecuária. Como as vendas se concentraram até novembro, os embarques caíram no mês seguinte.

Fonte: Monitor Mercantil

Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado:

https://www.revistaapolice.com.br/2020/12/edicao-261/ 

https://www.revistacobertura.com.br/2020/12/21/edicao-227/ 

https://revistaseguradorbrasil.com.br/edicao-163/ 

https://revistasegurototal.com.br/wp-content/uploads/2020/12/segurototal_ed213.pdf 

http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed33_2020.pdf