Gestão de Riscos na Cadeia Logística

01, Fev. 2021

Gestão de Riscos na Cadeia Logística

Entidades de caminhoneiros confirmam paralisação sem fechamento de rodovias

Fonte: SBT News

Pelo menos 800 mil motoristas estão prontos para cruzar os braços nesta segunda-feira

Nas redes sociais, o presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas, Plínio Dias, informou que as reivindicações da categoria não foram atendidas e por isso, a paralisação está mantida. Falou do preço do óleo diesel, da política da Petrobras e afirmou que os caminhoneiros estarão nas rodovias.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) proibiu na sexta-feira (29.jan) a obstrução da Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, durante a greve dos caminhoneiros prevista para a próxima segunda-feira, 1º de fevereiro. Caso a ordem seja descumprida, a decisão estipula multa de R$ 10 mil reais para para pessoa física e R$ 100 mil reais para empresas.

A assessoria do Conselho informou que não haverá fechamento total de rodovias e que o trânsito de caminhões de serviços essenciais será liberado, assim como ônibus e carros de passeio.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) também integra o movimento e prevê que cerca de 800 mil caminhoneiros devem participar dos atos na segunda-feira (1.fev).

A greve não tem adesão de todos. Vídeos e mensagens não param de chegar em grupos de Whatsapp de caminhoneiros autônomos pedindo que a categoria não participe da greve.

Neste final de semana, o presidente Jair Bolsonaro fez um novo apelo aos caminhoneiros: não façam a greve e informou que a equipe econômica ainda estuda como zerar Pis/Cofins do óleo diesel, uma das reivindicações da categoria.

Seguro rural chega a 10 mil agricultores familiares em projeto-piloto

Ao todo, foram aplicados R$ 36,6 milhões em subvenção e o valor segurado chegou a R$ 881 milhões

Fonte: Valor Econômico

Mais de 10 mil agricultores familiares participaram do projeto-piloto do seguro rural para operações do Pronaf do Ministério da Agricultura, informa o Valor Econômico. Ao todo, foram aplicados R$ 36,6 milhões em subvenção ao prêmio para apólices de cobertura de 277 mil hectares de milho primeira safra, soja, banana, maçã e uva. O valor segurado chegou a R$ 881 milhões.

Identificamos que 70% dos produtores nunca haviam participado do Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR). Provavelmente, muitos deles contrataram o seguro rural pela primeira vez. Além disso, tivemos a atuação da maioria das seguradoras, o que demonstra o interesse do mercado em atender esse perfil de risco, composto por áreas e valores segurados menores que os observados usualmente no Programa, explicou Pedro Loyola, diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura.

As contratações se concentraram nos estados do Paraná (45%), Rio Grande do Sul (35%) e Santa Catarina (13%), mas ocorreram também em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Pará, Roraima e Tocantins. Os recursos destinados ao projeto fazem parte do orçamento de 2020 do PSR.

O orçamento era de R$ 40 milhões para os grãos e R$ 10 milhões para as frutas. Para estimular os integrantes do Pronaf - que normalmente acessam o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), operado pelo Banco Central, a contratarem o seguro, foram definidos percentuais diferenciados de subvenção ao prêmio, acima daqueles já praticados no programa. No caso das frutas, o percentual de subvenção de 40% foi elevado para 60%. Para o milho e a soja, cujos percentuais podem variar entre 20% e 30%, foi fixado em 55%.

Motoristas com menos escolaridade tendem a pagar mais por seguro

Um grupo de defesa do consumidor buscou cotações de preços de várias seguradoras para uma pessoa hipotética, variando apenas a escolaridade ou o emprego

Fonte: Bloomberg

Os motoristas com menos escolaridade e empregos de hierarquia mais baixa podem acabar pagando mais por seguro de automóveis, ampliando o impacto do racismo sistêmico, de acordo com uma análise da Consumer Reports.

O grupo de defesa do consumidor buscou cotações de preços de várias seguradoras para uma pessoa hipotética, variando apenas a escolaridade ou o emprego do indivíduo. A análise, divulgada nesta quinta-feira, descobriu que Progressive Corp. e Geico, da Berkshire Hathaway Inc.’s, cotaram valores mais altos para clientes com empregos de baixa hierarquia, enquanto essas empresas, bem como Liberty Mutual, deram cotações mais altas para clientes com menor escolaridade.

Algumas seguradoras, incluindo Allstate Corp. e Travelers Cos., não solicitaram informações sobre o emprego ou nível de escolaridade.

O setor de seguro de automóveis tradicionalmente conta com muitos fatores para determinar quais são os casos com menos riscos, mas o nível de educação e a situação profissional têm sido examinados nos últimos anos. Alguns estados, incluindo Nova York, têm instituído novos regulamentos em torno da prática. Califórnia proibiu o uso de gênero para rating de automóveis.

Consumer Reports disse que os reguladores estaduais deveriam proibir o uso de todos os fatores não determinantes na fixação de prêmios.

O que acaba acontecendo é que os motoristas mais ricos tendem a ter acesso a seguro de automóveis com taxas melhores do que os motoristas de baixa renda, disse Kaveh Waddell, editor-adjunto do laboratório digital do Consumer Reports, em uma entrevista por telefone.

Muitos fatores

A Liberty Mutual analisa dezenas de fatores permitidos pelos reguladores estaduais ao determinar o risco de um cliente, disse a empresa em um comunicado por e-mail, acrescentando que está comprometida em oferecer seguro de carro justo e com preços competitivos.

Um porta-voz da Progressive se recusou a comentar imediatamente, enquanto um representante da Geico não respondeu imediatamente a uma mensagem pedindo comentários.

Ocupação e educação são apenas duas das muitas variáveis não direcionadas que comprovadamente melhoram a precisão dos preços para várias operadoras, o que leva a preços mais acessíveis e maior disponibilidade no mercado de seguros mais amplo, disse a American Property Casualty Insurance Association em comentário enviado por e-mail.

A Consumer Reports analisou mais de 800 cotações de preços de apólices de nove seguradoras, usando 21 códigos postais em seis estados diferentes e em Washington DC. A investigação não envolveu todo o processo de inscrição, o que significa que a Consumer Reports recebeu as cotações iniciais, mas não foi capaz de ver como esses fatores afetaram o preço final.

Empresa pode obrigar funcionário a se vacinar? Advogado responde

O advogado responde também se o trabalhador pode ser indenizado se houver um surto de covid-19 dentro da empresa.

Fonte: Migalhas

Recentemente, a Anvisa aprovou o pedido brasileiro para o uso emergencial das vacinas CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac, e AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford.

Apesar de ainda não se saber ao certo quando a maior parcela da população terá acesso aos imunizantes, os debates sobre a obrigatoriedade de tomá-los já vêm à tona e, com eles, uma grande questão: as empresas podem obrigar seus funcionários a se vacinar?

Apesar da decisão do STF, que decidiu que a União, Estados e municípios podem determinar a vacinação obrigatória sob penas de multa e restrições a circulação-porém, não a vacinação forçada, até o momento, não há decisão concreta nesse sentido. Tudo vai depender da posição governamental em relação à obrigatoriedade e da produção suficiente de vacinas para oferecer a toda a população, explica José Carlos Wahle, sócio da área Trabalhista do Veirano Advogados.

Confira abaixo alguns esclarecimentos sobre a possibilidade da vacinação.

As empresas podem obrigar os funcionários a se vacinarem?

Segundo José Carlos Wahle, não há uma resposta uniforme e a resposta depende de eventos futuros. Na opinião do advogado, a decisão depende da existência de uma norma emitida pelo poder público.

Há um conflito de interesse público e direitos individuais, como a inviolabilidade do corpo, por exemplo. É uma questão de saúde pública, que me parece estar fora do âmbito de decisão da empresa. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que o governo pode determinar a vacinação obrigatória. O Governo Federal não me parece favorável à obrigatoriedade da vacina, mas, caso os Estados optem por seguir por este caminho, a decisão poderá ser validada.

Segundo Wahle, os empregadores na área de saúde terão maior poder argumentativo para exigir dos seus empregados que cumpram a obrigatoriedade porventura determinada pelo governo, porque têm sua responsabilidade pela proteção à saúde dos seus empregados aumentada em razão da natureza da atividade. Nesses casos, enquanto não houver uma ordem governamental e a vacinação estiver apenas no âmbito das políticas do empregador, dois caminhos serão possíveis: afastá-lo ou demiti-lo sem justa causa em benefício da coletividade de empegados, ou, se houver possibilidade razoável de isolamento ou distanciamento, ao menos exigir um termo de responsabilidade pela sua decisão de não se vacinar.

Conforme os funcionários forem sendo vacinados, as empresas podem exigir o retorno imediato? É seguro?

Para Wahle, a vacinação não exime as pessoas de cumprirem outros procedimentos de segurança, como continuar usando máscara, seguir rotinas de sanitização, evitar aglomerações e manter o ambiente ventilado.

Todos os protocolos que as empresas devem cumprir para garantir um funcionamento seguro, permanecem com a vacina. É apenas uma camada extra de proteção, que não exclui as demais. Precisamos lembrar que tudo tem sido feito de forma emergencial, à medida do que é possível. O mais recomendado é que, as empresas que puderem, mantenham o trabalho remoto ou híbrido.

Se houver um surto de Covid-19 dentro da empresa, o trabalhador que contrair o vírus pode ser indenizado? Como pode provar que contraiu no ambiente de trabalho?

De acordo com Wahle, é difícil conseguir provar, de modo concreto, a contração do vírus em um local determinado.

Não é possível garantir. Estes casos serão julgados com base em probabilidades. A empresa que enfrentar este tipo de processo precisa demonstrar que fez tudo o que foi possível para minimizar riscos de infecção no ambiente de trabalho.

Existe uma outra questão, relacionada ao contágio em transportes públicos. Se o contágio do profissional ocorrer por conta da necessidade de deslocamento, pode haver a interpretação do caso como acidente de percurso. No entanto, desde a reforma trabalhista, a modalidade não se enquadra mais como acidente de trabalho. Depende da interpretação de cada juiz, portanto, pode ser uma questão bastante complexa e circunstancial.

Caso os funcionários não se vacinem, como a empresa se certifica de que está oferecendo um ambiente de trabalho seguro? Os profissionais precisam ser testados?

O advogado afirma que as empresas precisam tomar cuidado para conduzir os dados de seus colaboradores. Com a LGPD, a coleta das informações de quem é ou não vacinado, por exemplo, exige cuidados. É permitida a coleta de dados necessários para cumprir obrigações legais, mas apenas na medida exata da necessidade. Então, as empresas têm que tomar algumas precauções no âmbito da medicina ocupacional.

O serviço médico deve continuar monitorando sintomas e pode aplicar questionários de vacinação, se desejar. Assim, podem ter um controle e estabelecer que quem não se vacinou, trabalhe de casa, por exemplo.

É recomendado algum tipo de mobilização empresarial, como campanha de vacinação, para conscientizar os funcionários?

Segundo a lei 13.979/20, que regulamenta as medidas de combate à pandemia, as empresas têm o dever de promover campanhas de conscientização e orientação aos seus empregados. Portanto, ainda que o Governo não torne a vacinação obrigatória, as empresas podem e devem inclui-la nos seus materiais informativos, facilitando, apoiando e promovendo a imunização. Wahle explica que houve alguns casos curiosos de incentivo ao redor do mundo.

Ativistas norte-americanos oferecem maconha legalizada a quem se vacinar. Já algumas empresas optam por algo mais convencional e oferecem o pagamento de bônus. As ações estão indo para além da ordem informativa.

Há a possibilidade de haver punições, mesmo que indiretas, para quem não se vacinar, como a proibição de viajar e frequentar determinados estabelecimentos, por exemplo?

Entre a vacina obrigatória e a facultativa, existe uma terceira modalidade: a facultativa com obstáculos. A empresa precisa tentar acomodar seus colaboradores. Se o problema for uma viagem de negócios internacional, por exemplo, deve procurar outro profissional que esteja vacinado e, portanto, apto a viajar. Vai depender da peculiaridade de cada negócio e dos níveis de riscos de contaminação.

Caso a empresa perceba que a recusa de tomar a vacina está impossibilitando o colaborador de exercer suas funções, poderá demitir, mas justa causa, já que não foi motivada por falta grave, mas por impedimentos governamentais, diz o advogado, que acrescenta a justa causa pressupõe o descumprimento de um dever, legal ou contratual, de forma grave.

Transparência nos negócios

Proposta anula regra que obriga corretor de seguros a informar taxa de corretagem

Fonte: CQCS

Vergílio: regulamentação exorbita o poder regulamentar do conselho de seguros privados

Projeto também anula dispositivo sobre “cliente oculto”, um servidor da Susep que simula a contratação de um produto só para testar se o corretor está cumprindo as normas. A figura é comum na iniciativa privadas

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 379/20 suspende uma norma do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que obriga os corretores de seguro a informar aos clientes o valor da sua remuneração no momento da contratação do produto (como título de capitalização ou seguro).

Essa remuneração é conhecida, de forma genérica, como taxa de corretagem. A regra está prevista na Resolução CNSP 382/20. O projeto é do deputado Lucas Vergilio (Solidariedade-GO) e tramita na Câmara dos Deputados.

O CNSP é um colegiado do Poder Executivo que define as regras para os mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro. O cumprimento das regras é fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), uma autarquia ligada ao Ministério da Economia.

Competência

Vergilio alega que o CNSP não tem competência legal para tratar do assunto, já que as leis que regulam o setor (Lei 4.594/64 e Decreto-lei 73/66) não obrigam os corretores a divulgar a comissão recebida.

Segundo ele, a taxa de corretagem não corresponde a uma contraprestação da operação de seguro, mas à relação jurídica de natureza privada mantida entre o corretor e o segurador a título de intermediação. O valor é incluído no prêmio estabelecido no contrato de seguro.

A regulamentação do CNSP sobre os aspectos da profissão de corretor é meramente incidental, uma vez que a competência do conselho estaria limitada a disciplinar apenas os aspectos atinentes à operação de seguro, disse.

Cliente oculto

O projeto do deputado também pede a anulação de outro dispositivo da mesma resolução do CNSP que trata da figura do cliente oculto, um servidor da Susep que simula a contratação de um produto apenas para testar se o corretor está cumprindo as normas regulatórias.

A figura é comum na iniciativa privada. No entanto, para Vergilio, a transposição da prática para a administração pública não tem amparo legal.

As atribuições respectivas do CNSP e da Susep estão elencadas no Decreto-lei 73/66, não se verificando, em ambas, permissão, previsão, orientação ou mesmo a menor possibilidade de criação de cargos, empregos ou funções do tipo pretendido [cliente oculto], disse. Para ele, somente uma lei pode criar a função.

Tramitação

O projeto será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário da Casa.

Geração 5G e o Pêndulo entra EUA e China

Bolsonaro diz que posição do governo sobre 5G da China segue indefinida

Presidente ainda afirmou que ministro das Comunicações, Fábio Faria, fará uma viagem nos próximos dia a alguns países para tratar do assunto

Fonte: Agência Estado

O presidente Jair Bolsonaro disse que o governo ainda não tem nenhuma decisão sobre qual tecnologia de quinta geração (5G) será adotada pelo Brasil, americana ou chinesa, e que o ministro das Comunicações, Fábio Faria, fará uma viagem nos próximos dia a alguns países para tratar do assunto.

Bolsonaro não detalhou que países serão visitados. Não tem nada acertado sobre o 5G ainda. O Fábio Faria vai fazer uma viagem, vai ficar uma semana fora, em vários países, para discutirmos qual é que pode apresentar a melhor proposta para nós e possa nos atender, disse o presidente.

Ninguém está fora. Vamos conversar com todo mundo. Precipita-se quem acha que estou negociando o 5G com quem quer que seja, em troca disso ou daquilo. Não existe negociação entre os países. Existem os interesses, respeitando os interesses deles, temos os nossos.

O presidente aproveitou ainda para defender o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que chegou a ter seu nome cogitado para deixar o governo, segundo declarações dadas pelo vice-presidente Hamilton Mourão.

O Brasil mudou, né. Mudou nessa questão nesse relacionamento, nessa política externa, mudamos bastante. Estamos, no meu entender, fazendo a coisa certa, tendo à frente o Ernesto Araújo, nosso ministro das Relações Exteriores.

O Brasil em primeiro lugar

O que há por trás da política de preços de combustíveis da Petrobrás?

Fonte: Monitor Mercantil

Dirigir um caminhão de carga pelas estradas brasileiras não é uma tarefa fácil. Exige habilidades específicas, dedicação exclusiva, desprendimento pessoal e muita coragem. Ser caminhoneiro significa estar disposto a conviver com longos afastamentos da família, a enfrentar o risco de acidentes provocados pela má conservação das vias e a se expor aos assaltos e roubos de carga que ocorrem, diariamente, no País. É uma vida dura, solitária e sofrida.

Justamente pelas longas jornadas de trabalho, a escolaridade dos caminhoneiros tende a permanecer baixa. Com base em dados da Pnad-IBGE, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) aponta que os níveis de escolaridade e de renda desses profissionais não evoluíram, mesmo após a promulgação da Lei dos Caminhoneiros (Lei 13.103, de 2/3/2015), que estabeleceu regras para o exercício da profissão.

Segundo a pesquisa, apenas 60% dos caminhoneiros completou o ensino fundamental e, destes, somente a metade concluiu, também, o ensino médio completo. Essa deficiência de formação, no entanto, não impediu que a categoria desse, em maio de 2018, uma exemplar aula de economia, política e gestão às autoridades de Brasília e aos gestores da Petrobras. Ao exigir e obter a redução do preço do óleo diesel, os caminhoneiros colocaram em cheque, diante de toda a Nação, a política de preços dos combustíveis praticada pela Petrobras.

Após a descoberta do pré-sal, a Petrobras investiu pesadamente na produção de óleo e gás natural e na modernização do seu parque de refino. No ano de 2010, foram investidos US$ 45 bilhões, e a empresa aprovou a aplicação de recursos semelhantes nos anos seguintes, até 2014. Os resultados desse esforço foram recompensados pela altíssima produtividade dos poços do pré-sal e, no parque de refino, pela instalação de unidades modernas, atualizadas tecnologicamente, complexas e flexíveis, comparáveis, em seu conjunto, ao que há de melhor em todo o mundo.

Produzindo petróleo a baixo custo e dotada de um parque de refino moderno e eficiente, a Petrobras adquiriu condições para fornecer ao consumidor brasileiro combustíveis a preços muito inferiores aos do mercado internacional.

A partir de 2016, entretanto, o governo obrigou a Petrobras a praticar uma política de alinhamento dos preços internos dos combustíveis com o câmbio e com os preços internacionais. Essa política de paridade internacional faz com que os consumidores brasileiros paguem muito mais caro pelos combustíveis produzidos no país, em especial a gasolina, o diesel e o gás de cozinha.

Preços internos mais altos favorecem a importação de produtos já refinados, com maior valor agregado, e elevam o nível de exportação do petróleo produzido no Brasil. O trade-off dessa operação é prejudicial ao país, pois aumenta o gasto com divisas e afeta, negativamente, o saldo da nossa balança comercial. Prejudica, também, a Petrobras, uma vez que a importação de volumes crescentes de derivados resulta em perda de market-share, ociosidade do parque de refino e redução dos resultados da companhia.

A política de paridade internacional atende unicamente aos interesses do ente abstrato que costumamos chamar de Mercado. Internacionalizado e apátrida, o Mercado se preocupa unicamente com lucros e prejuízos e não tem qualquer compromisso com o nosso desenvolvimento.

Elevar os preços internos dos combustíveis agrada o Mercado porque viabiliza a importação de derivados por outros agentes, a maioria estrangeiros, reduz a participação da Petrobras no abastecimento nacional, estimula a venda de ativos de refino e de logística da estatal e abre oportunidades para que outras empresas, também estrangeiras, atuem no setor de óleo e gás brasileiro.

Como os principais grupos empresariais nacionais foram impedidos de transacionar com a Petrobras, a partir dos processos movidos pela operação Lava Jato, o resultado final dessa política será a desnacionalização da indústria de petróleo brasileira. Processo análogo já ocorre no setor elétrico, onde, nos últimos quatro anos, 95% do capital comprador de ativos foi de origem estrangeira.

A mobilização dos caminhoneiros em maio de 2018 paralisou o país. A principal reivindicação da categoria atingiu o coração da política de preços praticada pela Petrobras, que resultava em preços cada vez nais elevados e imprevisíveis do óleo diesel. O Governo Temer não resistiu à paralisação do sistema de transporte rodoviário nacional e terminou por assinar um acordo com as associações de caminhoneiros, determinando, entre outras providências, que a Petrobras reduzisse o preço do diesel em 10% e o mantivesse congelado por trinta dias.

Esse acordo suspendeu a política de paridade de preços e desarticulou o negócio de importação de combustíveis. A consequente recuperação do market-share de diesel (15%) e gasolina (6%), em face da redução da importação de derivados por terceiros, aumentou o lucro da Petrobras no 2º trimestre de 2018, demonstrando ser possível obter melhores resultados com preços mais baixos.

Encerrada a greve, no entanto, o governo, em pouco tempo, retomou a política de paridade internacional, abandonando, na prática, as promessas feitas à categoria. As negociações, desde então, não prosperaram. Insatisfeitas, as lideranças dos caminhoneiros sinalizaram, recentemente, uma nova paralisação, prevista para o próximo dia 1º de fevereiro. A principal reivindicação continua relacionada à política de preços da Petrobras, pois as despesas com o diesel significam de 50% a 60% do valor da viagem.

O presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomo do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, afirmou que a Petrobras não foi criada para gerar riqueza para meia dúzia, a Petrobras é nossa e tem que ajudar o povo brasileiro e o Brasil. Queremos preços nacionais para os combustíveis, com reajuste a cada seis meses ou um ano.

O patriotismo verdadeiro traz sempre a verdade à tona. Deflagrada uma nova greve, inércia e má gestão terão um confronto com 2 milhões de caminhoneiros, numa parada que pode significar a busca do Brasil Primeiro!

Autor: Eugenio Miguel Mancini Scheleder é engenheiro e trabalhou na Petrobras. Também ocupou cargos de direção nos ministérios de Minas e Energia e do Planejamento, de 1991 a 2005.

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Perspectivas de Riscos Para 2021

Acesse o estudo da The Global Risks Report 2021: https://www.weforum.org/reports/the-global-risks-report-2021/

Não Percam: Análise do Relatório do Fórum Econômico Mundial, The Global Risks Report 21

Evento da t-Risk - Plataforma de Avaliação de Riscos

Quando: 2 de fev. de 2021, 20:00 - 21:30 (seu horário local)

RISCO EM EVIDÊNCIA | Análise do Relatório do Fórum Econômico Mundial: The Global Risks Report 2021 |Apresentador: Tácito Augusto Silva Leite | Convidados Especiais: Adriano Guimarães; Anderson Fagundes; Carlos Faria; Dov Smaletz; José Wilson Massa; Jeferson D'Addario; Marta Schuh; Salvador Dahan | 02/02 às 20:00h | Canal do CT Segurança.

O Fórum Econômico Mundial publicou o esperado relatório The Global Risks Report 2021. Percebemos sensível aumento de maturidade das organizações e das pessoas em relação a riscos nos últimos meses. Para colaborar com o entendimento e disseminação do resultado desse importante informe de riscos globais, organizamos essa live para debater e analisar esse relatório.

Em 2006, o Relatório de Riscos Globais soou o alarme sobre pandemias e outros riscos relacionados à saúde. Naquele ano, o relatório advertiu que uma gripe letal, com sua propagação facilitada pelos padrões de viagens globais e não contida por mecanismos de alerta insuficientes, representaria uma ameaça aguda. Os impactos incluiriam grave comprometimento de viagens, turismo e outros setores de serviços, bem como cadeias de abastecimento de manufatura e varejo, enquanto o comércio global, o apetite de risco dos investidores e a demanda de consumo poderiam sofrer danos a longo prazo.

Esperamos que entendendo os riscos projetados para os próximos anos, sejamos capazes de agir proativamente para evitar e nos preparemos caso ocorram. Inclusive, aumento de resiliência é uma das propostas do Fórum Econômico Mundial, com as lições aprendidas na pandemia. [...] com o mundo mais sintonizado com o RISCO, lições podem ser extraídas para fortalecer a resposta e a resiliência.

Entre os riscos de maior impacto da próxima década, as doenças infecciosas ocupam o primeiro lugar, seguidas por falhas nas ações climáticas e outros riscos ambientais; bem como armas de destruição em massa, crises de meios de subsistência, crises de dívidas e quebra de infraestrutura de TI.

O relatório pode ser baixado na íntegra em http://www3.weforum.org/docs/WEF_The_Global_Risks_Report_2021.pdf

Palestrantes

Jeferson D'Addario: CEO Grupo DARYUS, Mentor at DARYUS StartLab, Executive Director, Risk-Sec-Cyb & Business Continuity Practices Leader (CBCP, CRISC, ISO 27001 e 22301 Lead Auditor), Palestrante, Professor e Empreendedor.

Anderson Fagundes Silva: CBCP,CISI,NIS,PFSO-Corporate Executive in Security,   Risk, Business Continuity, Crisis Management & Compliance (C31000 & CISI).

Dov Smaletz: Security Manager at Hospital Israelita Albert Einstein

Marta Helena Schuh: Head Cyber Insurance at Marsh Brasil, Membro ANPPD® Ajudando clientes a identificar, avaliar, mitigar e gerenciar riscos cibernéticos.

Adriano Guimarães: Regional Risk and Security Officer at Volkswagen Group Middle East

Salvador Dahan: CPP, CSO, CCEP-I, Governance, Risk & Compliance | Corporate Security, Crisis Management & Investigations.

José Wilson Massa: MBA, CPP, Regional Security Manager na Bloomberg LP (Latin America) ASIS Assistant Regional Vice President (Region 8A - Brasil).

Carlos Faria: ASE, CMC, Diretor na CF&A - Consultoria em Segurança Privada

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