Seguro rural: governo de SP vai liberar R$ 27 milhões em subsídio

22, Fev. 2021

Seguro rural: governo de SP vai liberar R$ 27 milhões em subsídio

Cada produtor pode receber até R$ 15 mil e o governo de SP será responsável pelo pagamento de 32,5% do valor da subvenção

Fonte: Época Negócios

A Época Negócios registra que a Secretaria de Agricultura de São Paulo anunciou que vai liberar R$ 27 milhões para o programa estadual de subvenção do seguro rural. Cada produtor pode receber até R$ 15 mil. Pela divisão atual do prêmio, o governo de São Paulo, representado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, fica responsável pelo pagamento de 32,5% do valor da subvenção.

O produtor de São Paulo interessado deverá procurar uma das treze seguradoras credenciadas pela pasta, indicadas a seguir, e solicitar a adesão ao programa, disse a pasta em nota.

Susep conclui consulta sobre registro de operações

Fonte: CQCS

Termina nesta segunda-feira (22) o prazo estipulado pela Susep para o envio de sugestões e críticas relacionadas à minuta de circular que dispõe sobre condições para o registro (facultativo ou, dependendo do caso, obrigatório) das operações de seguros de danos e de seguros de pessoas estruturadas em regime financeiro de reparação simples.

O texto da minuta da circular está disponível no site da Susep. As sugestões podem ser enviadas através do e-mail: mailto:corec.rj@susep.gov.br.

A partir do dia 03 de maio, será obrigatório o registro das operações nos seguros de riscos financeiros, exceto o de garantia (já obrigatórios desde novembro do ano passado), emitidos a partir desta data.

Esse registro deve ser realizado em sistemas homologados e administrados por entidades registradoras credenciadas pela Susep.

De acordo com o texto, as operações com fim de vigência anterior ao dia 03 de maio de 2021 deverão ser registradas em até 10 dias úteis da primeira movimentação de sinistro após essa data.

A proposta de circular estabelece as informações básicas e complementares que devem constar do registro, além de estabelecer o prazo de até dois dias úteis a partir do fato gerador para que o registro seja realizado.

São estabelecidas ainda as condições para o registro facultativo das operações de seguros de danos e de seguros de pessoas estruturados em regime financeiro de repartição simples, assim como as condições para o registro obrigatório das operações de seguros classificadas no grupo de riscos financeiros, exceto o seguro garantia.

A autarquia explica que optou-se, assim, por dar sequência ao processo de regulamentação do SRO priorizando operações que guardam maior similaridade com as operações de seguro garantia, que já foram regulamentadas, tanto em termos das entidades que oferecem tais seguros quanto em volumetria de operações.

A Susep também divulgou o cronograma para a determinação da obrigatoriedade de registro das demais operações de seguros, bem como das operações de previdência complementar aberta, capitalização e resseguros, conforme condições a serem regulamentadas posteriormente.

Veja o detalhamento em relação aos ramos e modalidades de operações e as respectivas datas previstas para a obrigatoriedade de registro:

Grupos patrimonial, responsabilidades, marítimos, aeronáuticos, petróleo, nucleares, rural, aceitações no exterior e sucursais no exterior: 1º de julho de 2021;

Grupo transporte: 1º de setembro de 2021;

Seguros de pessoas estruturados em regime financeiro de repartição simples: 1º de fevereiro de 2022;

Operações de previdência e de seguros de pessoas estruturados em regime financeiro de repartição de capitais de cobertura e em regime financeiro de capitalização: 1º de julho de 2022;

Operações de resseguro local: 1º de novembro de 2022; e

Operações de capitalização: 2 de janeiro de 2023.

Grupo do bilhão em lucro com seguros aumenta de 4 para 6 seguradoras em 2020

Fonte: Sonho Seguro

Resultado geral do mercado segurador recuou 23% no ano passado, para R$ 14,4 bilhões, segundo a consultoria Siscorp

Apesar de aumentar de 4 para 6 o número de seguradoras no clube do bilhão em lucro líquido, o ganho das seguradoras fiscalizadas pela Superintendências de Seguros Privados (Susep) apresentou redução de 23% em 2020. Enquanto em 2019 as companhias reportaram lucro de R$ 17,8 bilhões, no ano passado, o ganho recuou para R$ 14,4 bilhões, segundo dados organizados pela Siscorp Consultoria, com base nas estatísticas enviadas pelas seguradoras à Susep.

Boa parte da justificativa revela pelos executivos durante a divulgação dos balanços de 2020 neste ano foi a redução veio do ganho financeiro menor, por conta da redução da Selic, e também pela queda nas vendas e alta no pagamento de indenizações de segmentos específicos.

O grupo Bradesco Seguros apresentou lucro de R$ 3,5 bilhões em 2020, abaixo dos R$ 5,6 bilhões de 2019. O presidente-executivo do Bradesco, Octavio de Lazari, afirmou em coletiva que o resultado operacional do quarto trimestre foi impactado, principalmente, pelo comportamento dos índices econômico-financeiros, que afetaram a atualização das provisões técnicas, além da redução do faturamento e do aumento do índice de sinistralidade, que foi impulsionado pela retomada gradual dos procedimentos eletivos e eventos indenizáveis, em virtude do período de isolamento social. Como ponto positivo, destaque para a melhora do resultado financeiro, com crescimento de 43% no trimestre. Leia mais

O Banco do Brasil registrou queda menor, de R$ 2,8 bilhões para R$ 2,3 bilhões, segundo dados da Susep. O grupo atribuiu a redução no resultado a eventos extraordinários particularmente em 2019, como a oferta pública de ações do IRB Brasil, além da reversão de provisão de prêmios não ganhos na área de seguro prestamista. Segundo o grupo, a redução de R$ 429,1 milhões do lucro líquido do ano, em bases recorrentes, vem quase toda da redução de R$ 358,4 milhões no resultado da Brasilprev, em função do resultado financeiro negativo no ano, motivado pelo diferencial nos índices de inflação que atualizaram os ativos (IPCA e IGP-M acumulado) e passivos (IGP-M com defasagem média de um mês) dos planos de benefício definido. Também citou a redução de R$ 118,8 milhões no resultado de equivalência patrimonial do IRB com a venda de ações em julho de 2019 e a redução de R$ 73,6 milhões no resultado financeiro líquido da holding, impactado pela diminuição no saldo de aplicações financeiras, além da redução da taxa Selic. Leia mais

A Caixa Seguros registrou alta, de R$ 2,1 bilhoes para R$ 2,3 bilhões, com balanço ainda a ser publicado.

A Porto Seguro, que passou da sexta posição para a quarta em 2020 também comemora o aumento de 982 milhões em 2019 para o grupo do bilhão em 2020: 1,3 bilhão. “Apesar de todo o sofrimento de 2020, tivemos na Porto Seguro um ano com recordes de resultados, como ganho financeiro, lucro e redução de despesas administrativas e operacionais. O que nos preocupava era o crescimento das vendas, mas no quarto trimestre conseguimos recuperar”, conta Celso Damadi, vice-presidente Financeiro, de Controladoria, Investimentos e Relações com Investidores do grupo financeiro. Leia mais

A Zurich R$ 1,3 bilhão para R$ 1,2 bilhão, respectivamente. A queda, possivelmente, deve ser justificada pelo fraco desempenho das redes varejistas com as quais tem parceria. O grupo deve divulgar o resultado do balanço até o final do mês de fevereiro.

O Itaú passou da sétima colocação para a sexta, com alta no lucro, passando de R$ 916 milhões para R$ 1 bilhão, no quadro divulgado pela consultoria Siscorp. As receitas obtidas com a venda de seguros e contribuições de previdência e capitalização do braço segurador do Itaú recuaram 5%, de 7,8 bilhões para R$ 7,4 bilhões. O último trimestre do ano, que costuma ser o melhor em termos de vendas para o setor, registrou queda de 14,7% no Itaú, passando dos R$ 2 bilhões registrado no quarto trimestre de 2019 para R$ 1,7 bilhão no mesmo período de 2020.

A Tokio Marine, sétima colocada em 2020 no ranking de lucro liquido da Siscorp, elevou o lucro de R$ 412 milhões para R$ 575 milhões. Allianz passou de R$ 349 milhões para R$ 317 milhoes, tendo como foco no ano a integração com a compra da carteira de ramos elementares da SulAmérica, concluída em agosto, por cerca de R$ 3 bilhões. A Icatu, nova colocada no ranking viu seu lucro de R$ 319 milhões cair para R$ 292 milhões, segundo dados da Susep. E a Mapfre, décima colocada, o lucro de R$ 122 milhões em 2019 saltou para R$ 265 milhões, de acordo com dados analisados da Susep pela Siscorp.

O seguro ingressa no curso de Direito

Autor: Antonio Penteado Mendonça, no Estadão

A operação de seguro se baseia em dois grandes pilares, a saber, as ciências atuariais e as ciências jurídicas. A exatidão científica dos números e a flexibilidade decorrente da constante evolução social.

O desenvolvimento de qualquer modalidade de seguro passa obrigatoriamente pela matemática, pela frieza dos números atuariais, das tábuas estatísticas, que dão o conhecimento que a seguradora necessita para precificar corretamente suas apólices.

É com base na lei dos grandes números que o instituto funciona, permitindo a proteção social através da proteção individual, garantida pela reposição de patrimônios e capacidades de ação, afetados por eventos previstos no contrato.

Graças aos avanços da TI (tecnologia da informação), o grau de sofisticação dos cálculos aplicados ao negócio atinge patamares inimagináveis duas décadas atrás e permitem a individualização dos riscos, levando em conta as mais diversas características de cada segurado e do objeto de cada seguro.

Se, no passado, o bom segurado acabava pagando o seguro do mau segurado, pela impossibilidade de se saber com exatidão o impacto de cada risco sobre o mútuo, hoje, o bom segurado recebe o bônus de sua condição, pagando mais barato do que o mau segurado, não porque esse seja penalizado, mas porque seu seguro é precificado de forma proporcional ao risco que ele oferece.

Os avanços constantes na valoração e precificação dos riscos, bem como na administração e individualização das reservas, têm levado o setor de seguros ao aprimoramento da operação e à melhora dos resultados, tornando a contratação das apólices mais justa, mais barata para o segurado e mais rentável para a seguradora.

Atualmente, uma grande gama de seguros, especialmente os tradicionais, pode ser calculada praticamente sem margem de erro e essa precisão deve se acentuar com o emprego intensivo da inteligência artificial.

Aqui, cabe um elogio à Susep (Superintendência de Seguros Privados), que está promovendo a desregulamentação da atividade, ao liberar as seguradoras para desenharem seus seguros de forma mais livre e sem a necessidade de os apresentar para aprovação prévia da autarquia.

O que está sendo chamado de “combo” de seguros, de verdade, é muito mais do que isso, ao mesmo tempo que também não é a possibilidade de o segurado desenhar seu seguro como o desejar.

Combos de seguros já existem. O seguro de veículos é o melhor exemplo. Uma única apólice tem três modalidades de seguros: o do casco do veículo, o de responsabilidade civil e o de acidentes pessoais de passageiros.

As novas regras vão muito além disso. E é aqui que entra em cena a segunda coluna de sustentação do negócio. Sem o esteio jurídico, não haveria seguro. O seguro se materializa num contrato, chamado apólice de seguro, o qual dá os limites, os valores, as condições restritivas e as obrigações de seguradora e segurado. E todo contrato é uma construção jurídica, uma ferramenta para normatizar relações e suas consequências legais.

Sem o contrato de seguro, os números e tabelas estatísticas não seriam aplicáveis ao mundo real. Portanto, não teriam utilidade para proteger a sociedade.

Ao fazer uma parceria com o renomado centro de ensino superior, Ibmec-RJ, a CNSeg (Confederação Nacional das Seguradoras) dá um passo importantíssimo para levar a coluna legal para o mesmo patamar de desenvolvimento das ciências atuariais.

Para que o setor possa se desenvolver e continuar oferecendo proteção para a sociedade brasileira, é indispensável que ele seja simplificado. As ferramentas operacionais estão sendo dadas pela Susep, a base de cálculo e precificação está caminhando rapidamente em sintonia com os avanços da tecnologia da informação. O nó está no contrato.

A partir de agora, isso começa a mudar. Os pressupostos jurídicos começarão a ser estudados por um número maior de operadores do direito, que, desde a faculdade, terão oportunidade de conhecer um contrato fascinante, rico e complexo e desenvolver as soluções que ele necessita para ser simplificado e modernizado.

Gestão de Risco Ambiental

Hidrelétricas na Amazônia causam mortandade maciça de árvores adaptadas à vida submersa

Fonte: Folha de SP / Autor: Reinaldo José Lopes

As árvores que se adaptaram à vida submersa durante os longos meses das cheias na Amazônia podem sofrer mortandade maciça quando hidrelétricas interrompem o fluxo natural dos rios, indica um novo estudo. Junto com outras pesquisas recentes, o trabalho mostra que não se pode negligenciar o impacto da construção de usinas sobre os ambientes da região, mesmo quando eles não são afetados diretamente por uma nova barragem.

Quando eu estava na faculdade, ainda ouvia dizerem que as hidrelétricas são uma fonte de energia limpa, mas a situação não é tão simples assim diz Angélica Faria de Resende, pesquisadora de pós-doutorado da Embrapa Amazônia Oriental e uma das autoras do novo estudo.

Os grandes rios amazônicos estão todos intimamente ligados aos pulsos de inundação, e está em tempo de repensar essa questão delicada considerando a quantidade de projetos de novas usinas que existem na região.

Os dados que acabam de ser publicados por Resende e seus colegas do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, sediado em Manaus) na revista científica New Phytologist dizem respeito a matas afetadas pela Usina Hidrelétrica de Balbina, no rio Uatumã (AM).

Construída nos anos 1980, Balbina alterou, por exemplo, as subidas e descidas do rio nos chamados igapós de águas pretas, florestas inundáveis que podem ficar submersas até dez meses por ano.

Nesses locais, é comum encontrar grandes concentrações de macacarecuias ou cuieiras (Eschweilera tenuifolia), árvores que alcançam 20 metros de altura e diâmetro de dois metros. Ao longo de sua trajetória evolutiva, elas adquiriram uma série de adaptações anfíbias, como as sementes com camadas porosas e capacidade de repelir a água, o que lhes permite flutuar durante a cheia.

Mas ninguém conhece ainda os detalhes fisiológicos que possibilitam essa sobrevivência tão longa debaixo d'água, conta Resende. Frutos e sementes da planta servem de alimento a lagartas, aves e macacos, entre outros animais.

Os membros do grupo compararam as árvores da espécie na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, encontradas na região diretamente influenciada pela represa de Balbina, com as macacarecuias do Parque Nacional do Jaú, também no estado do Amazonas e em igapós de águas pretas, mas sem impactos ambientais como os da hidrelétrica.

A ideia era enxergar como a presença da barragem afetou a trajetória de vida das plantas ao longo das últimas décadas. Para montar esse quadro, a equipe contou com a ajuda do orientador de doutorado da pesquisadora, o alemão Jochen Schöngart, do Inpa, que é dendrocronologista (ou seja, especialista em usar o padrão de crescimento das árvores para estimar com bastante precisão a idade delas, de forma a correlacioná-la com os anos do nosso calendário).

Obtendo amostras do tronco das árvores, os pesquisadores conseguem identificar anéis de crescimento, formados por causa da sequência anual de cheias e secas, e contá-los para saber quantos anos tem cada planta.

Somando as amostras dos dois locais, os pesquisadores estudaram 93 árvores vivas, com diâmetros entre 10 cm e 1,75 m. As árvores mais antigas tinham pouco menos de 500 anos de idade (com exceção de uma, na reserva do Uatumã, que passou dos 800 anos). Em média, o crescimento anual, entre 2 mm e 2,3 mm em média, não diferiu muito entre os lugares.

Mas a situação posterior a 1983, quando a hidrelétrica começou a ser construída, mostra diferenças muito significativas entre as regiões. No Parque Nacional do Jaú, o período teve algumas fases de mortalidade esparsa das árvores, provavelmente associadas a extremos climáticos.

Por outro lado, na área sob a influência de Balbina, quase 90% da mortalidade da espécie se deu após o início das obras na barragem. E sete em cada dez árvores vivas apresentam sinais de supressão de seu crescimento nesse mesmo período.

Ainda não está totalmente claro o porquê de isso acontecer. O que é indiscutível, diz Resende, é que as árvores adaptadas à vida no igapó perderam a previsibilidade dos pulsos anuais das cheias. Além de vir água demais ou de menos, dependendo das necessidades da usina, não há padrão anual algum, o que complica muito a vida das plantas.

Em situações mais secas, por exemplo, acumula-se mais matéria vegetal ressequida, o que aumenta o risco de incêndios florestais que antes quase não ocorriam. Outra possibilidade é o embolismo: a árvore tenta puxar água do solo pelas raízes, mas ela não está disponível na quantidade necessária, levando ao colapso dos vasos que carregam o líquido no interior da planta.

Outros estudos feitos pelo grupo mostram que os efeitos da usina podem alterar a germinação de plantas mais jovens e toda a comunidade de espécies que antes era típica dos igapós. É muito provável que isso também acabe afetando os animais que dependem de tais árvores.

Projeto do Executivo prevê alíquota nacional para ICMS em combustível

Autor: Marcelo Camargo da Agência Brasil

O Poder Executivo enviou ao Congresso o projeto de lei complementar 16/21, que unifica em todo o país as alíquotas do ICMS incidentes sobre combustíveis (gasolina, diesel, biodiesel, etanol, gás natural e GLP, entre outros derivados de petróleo). A proposta foi enviada na última sexta-feira (12/2) para tramitação na Câmara dos Deputados.

O projeto de lei prevê que a cobrança do imposto caberá ao Estado onde ocorrer o consumo, e não mais na origem, como atualmente é recolhido. As alíquotas poderão variar conforme o produto e serão definidas mediante deliberação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários da Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal.

De acordo com o texto do projeto, assinado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a proposta não ocasiona renúncia de receitas dos estados e do DF, que mantêm plena autonomia para fixar as alíquotas em montantes que garantam a manutenção dos patamares de arrecadação.

Outra vantagem citada por Guedes é de que a proposta contribui com os debates que buscam alcançar maior estabilidade no preço dos combustíveis, cuja oscilação demasiada tem gerado problemas a diversos setores, especialmente os caminhoneiros autônomos.

Mesmo se a proposta de lei for aprovada, não há garantia de que as mudanças vão acontecer. De acordo com Eduardo Natal e André Félix, advogados especialistas em direito tributário, a proposta poderá vulnerabilizar o equilíbrio fiscal dos estados, uma vez que pode ocorrer uma distorção no pacto federativo, pois os estados que não forem produtores de combustíveis ficarão sem o ICMS que recebiam sobre as vendas nas bombas dos postos de gasolina para os consumidores finais. Existe, também, a possibilidade que os preços não sejam alterados, visto que os estados poderão estabelecer alíquotas que mantenham a arrecadação nos mesmos níveis atuais.

O ICMS é um tributo de natureza estadual. Atualmente, o imposto é recolhido em geral na origem, e as alíquotas são diferentes nos estados e no DF. Variam também conforme o tipo de produto, na média das regiões metropolitanas, são de 14% para o diesel e 29% para a gasolina, por exemplo.

Mais um aumento

A oscilação nos preços dos combustíveis citada por Guedes é em relação aos preços da gasolina e do diesel estabelecidos pela Petrobras, que estão atrelados ao mercado internacional e à taxa de câmbio.

Na quinta-feira (18/2), a Petrobras anunciou mais um aumento nas refinarias: de R$ 2,48 por litro para a gasolina e de R$ 2,58 por litro para o diesel, após aplicação de reajustes de R$ 0,23 e de R$ 0,34 por litro, respectivamente.

Até chegar ao consumidor final, esses preços ainda serão acrescidos de tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis.

No geral, essa é a quarta alta nos preços da gasolina somente em 2021, segundo a análise da Ativa Investimentos.

Fonte: Revista Brasil Energia

País segue à deriva em meio à grave crise sanitária, econômica e política

Autor: Alexandre Schwartsman in InfoMoney

A demissão do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, caiu pesado, tanto sobre o mercado acionário, mais diretamente atingido pela medida, inclusive por força do peso da empresa sobre o índice Bovespa, como sobre o mercado financeiro em geral.

Engana-se, porém, quem acredita que o problema se restringe àquela esfera: as consequências são várias e abrangentes; o mercado financeiro apenas reage mais rápido em antecipação à deterioração dos fundamentos econômicos do país.

Pelo que se depreende, o motivo da demissão foi a insatisfação do presidente com a elevação dos preços dos combustíveis, decorrência direta da política da empresa, adotada já há algum tempo, de espelhar no mercado doméstico os preços internacionais de combustíveis, devidamente convertidos em moeda nacional.

Preços mais altos de combustíveis costumam erodir a popularidade de governantes e, no caso específico de Bolsonaro, o efeito é pior, pelo menos na visão do presidente, por afetar uma categoria, caminhoneiros, que ele entende como aliada, ou, pelo menos, alguém que grunhe no mesma idioma.

Popular, ou não, trata-se de política essencialmente correta, como já pude argumentar em outros momentos.

No que se refere à empresa, a prática contrária, usada além do limite da irresponsabilidade no governo Dilma, levou a sérios prejuízos.

Medidos aos preços de hoje, os prejuízos acumulados entre 2014 e 2016 atingiram pouco mais de R$ 93 bilhões, outorgando à empresa o nada honroso título de petroleira mais endividada do planeta.

Dado que o principal acionista é o governo federal, falamos aqui do que Armínio Fraga memoravelmente denominou o meu, o seu, o nosso dinheiro.

Note-se que tal política não resulta do poder de monopólio, muito pelo contrário. Ao equiparar seus preços aos do mercado internacional, a Petrobras permite que outras empresas compitam na oferta de combustíveis.

Caso praticasse preços domésticos abaixo do equivalente internacional impediria que concorrentes pudessem importar o produto e comercializá-lo no mercado interno, já que ficariam sempre acima do preço da empresa.

Há, afora isso, motivos de eficiência econômica. Quando preços de um determinado produto se elevam, a resposta (eficiente) de mercado é reduzir o consumo e aumentar a produção.

O segundo efeito, no caso do petróleo, não é imediato (a menos de condições muitos específicas quanto à capacidade ociosa), mas o primeiro, a redução do consumo, é exatamente a reação que esperamos face a um produto mais caro, portanto mais escasso.

Não permitir o funcionamento do sistema de preços no caso agride um princípio básico de qualquer economia de mercado.

Sim, é verdade que combustíveis são bastante tributados, assim como também é verdade que produzem chamadas “externalidades negativas”: o uso de combustíveis fósseis polui e colabora para o uso exagerado de outro recurso escasso, espaços na malha viária, cuja tradução no dia-a-dia é congestionamento.

Obviamente não imagino que a carga tributária sobre tais produtos seja guiada apenas por tais preocupações, mas, como o ônus da prova tipicamente cabe ao acusador, críticos teriam a obrigação de provar que combustíveis são tributados em excesso ao “ótimo” (a chamada taxa pigouviana).

Todavia, as implicações vão além da manutenção da política de equiparação do preço doméstico ao internacional.

Do ponto de vista de governança (não sou fã da expressão, mas não me veio outra à mente), a demissão de um dirigente de empresa estatal por razões político-eleitorais é uma distorção grave.

Trata-se do uso do aparato do poder público em benefício próprio, prática que deve ser genericamente repudiada em países que prezem a democracia e o respeito à coisa pública.

A triste verdade é que, por mais que tentemos impor alguma espécie de disciplina a quem ocupa a cadeira presidencial (ou estadual, ou municipal) em dado momento, cujo exemplo mais recente é a Lei 13.303/2016 (Lei de Governança das Estatais), empresas controladas pelo poder público estão tipicamente à mercê do mandatário de plantão.

Em tempos de Lava Jato em retirada, é sempre bom lembrar como a própria Petrobras foi usada e abusada para fins políticos partidários, sem esquecer, é claro, que o quase esquecido “mensalão” revelou esquemas semelhantes em outra empresa federal, no caso os Correios.

Torno a repetir: enquanto houver carniça, haverá urubus. Para acabar com a carniça, a melhor alternativa é a privatização, promessa em que muitos acreditaram quando da indicação de Paulo Guedes à liderança da área econômica (eu, modéstia às favas, não, obrigado).

Talvez agora caia a ficha dos últimos ingênuos, exceto, é claro, Luiz Carlos Mendonça de Barros: não vai rolar privatização de peso no governo Bolsonaro.

Também se iludem aqueles que acreditam nos compromissos do presidente com o equilíbrio das contas públicas e reformas liberalizantes.

Seu objetivo é um só: manter-se no poder, custe o que custar, e se o ministro da Economia ainda não entendeu isso, não será aqui que irá aprender, mas na dura realidade dos fatos.

A paralisia do governo em face de nossos desafios, de que a demissão na Petrobras é apenas uma faceta, irá, por vários caminhos, agravar a situação que já vivemos, seja do ponto de vista do nosso endividamento, seja o risível crescimento da produtividade.

Mais que o fato em si, a mensagem que ele encerra é preocupante: o país segue à deriva em meio a uma grave crise sanitária, econômica e política.

Prefeito atribui colapso em Araraquara a nova cepa e alerta para risco nacional

O prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva (PT), vê riscos de faltar oxigênio e médicos nas cidades atingidas pela nova cepa do coronavírus.

Fonte: Agência Brasil

A situação é grave, é o prenúncio de algo muito ruim. Outras regiões estão sentindo a doença crescendo de forma vertiginosa, disse o prefeito à CNN Brasil.

A cidade já conseguiu autorização do Estado para abrir novos leitos nos hospitais, mas, segundo Edinho, está difícil compor equipes médicas completas para atender todos os pacientes. Está muito difícil ampliar leitos por 2 motivos: falta de equipe médica e produção de oxigênio, disse.

O prefeito sugeriu que outras cidades também busquem ampliar a infraestrutura local de produção de oxigênio.

Edinho explicou que os pacientes infectados pela nova cepa demandam maior quantidade de oxigênio, e que a cidade ampliou a oferta com uma usina de produção de oxigênio para o hospital de campanha.

Mas, segundo ele, outra usina seria necessária para atender a todos.

Não falta oxigênio [em Araraquara], pois estamos sendo extremamente responsáveis e estamos acoplando os cilindros, mas o cilindro muda a pressão, tem que trocar, por isso é que é essencial a usina, afirmou.

Embora Araraquara tenha sido, em 2020, uma das cidades brasileiras com menor letalidade por covid-19 entre municípios com mais de 100 mil habitantes, a área de saúde começou a notar, na 2ª quinzena de janeiro, uma mudança no ritmo das contaminações e agravamento da situação dos pacientes internados.

Com mais pacientes do que leitos disponíveis, o sistema de saúde local foi ao colapso. Por isso, o município aumentou as restrições ao comércio e deslocamentos.

A situação é: ou façamos com que a curva de contaminação caia ou não teremos como colocar nos hospitais todos os doentes, afirmou o prefeito.

Edinho disse que notificou o governo do Estado e o Ministério da Saúde sobre a situação na cidade e pediu vacinação em massa. Mas isso tem que ser pactuado com o governo federal e o estadual.

Segundo ele, seria necessário vacinar em larga escala a população das cidades atingidas pela nova cepa.

É uma demanda, inclusive do ponto de vista científico… Até para sabermos a eficiência das vacinas contra a cepa de Manaus, afirmou.

Reivindicamos as vacinas e precisamos dos leitos para enfrentar a covid. Os municípios não vão suportar o aumento da doença e da nova característica da doença. Por isso a habilitação de leitos pelo governo federal também é fundamental, explicou.

É nas cidades que as pessoas estão ficando doentes. Araraquara não é um ponto fora da curva. Esse será o cenário nacional e é para isso que devemos estar atentos para evitar o colapso do sistema de saúde.

Nesta 2ª feira (22.fev.2021), Araraquara entrou em lockdown total por 60 horas. Bancos, fábricas, supermercados, postos de combustíveis e todo comércio, além dos serviços públicos não essenciais, deverão ser fechados. Carros e ônibus do transporte público não poderão circular.

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CONTEÚDO

Consiste em um pacote completo de vídeos, apostilas, questionários, templates, workshops e mentorings ao vivo distribuídos em 10 temas.

INTRODUÇÃO: adapta o aluno à estrutura do curso.

FUNDAMENTOS: apresenta os conceitos de gestão de riscos.

IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS: abrange técnicas de mapeamento e identificação de riscos

APETITE E TOLERÂNCIA: trata de apetite, tolerância, retenção e transferência de riscos.

AVALIAÇÃO DE RISCOS: explica técnicas de avaliação e mensuração de riscos.

APRESENTAÇÃO DE RISCOS: aborda as formas de apresentação e as respostas aos riscos.

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PLANOS CRÍTICOS: explica e orienta sobre a apresentação dos principais planos críticos para gestão de riscos e crises empresariais.

GOVERNANÇA & MATURIDADE: aborda a governança de riscos e a avaliação de maturidade.

O PROFESSOR

Nelson Ricardo Fernandes Silva: Formado na Academia Militar das Agulhas Negras, Fernandes Silva possui mestrado na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército e MBA pela Manchester Business School. Fazem parte ainda de sua formação acadêmica extensões na Harvard Business School (Corporative Risk Management Course) e na Risk University (KPMG) nas áreas de gestão de riscos e governança.

Fernandes Silva foi militar de carreira e oficial nas áreas de planejamento e operações do Exército no início da missão de paz da ONU no Haiti (2005). No Brasil atuou como subcomandante e também como Chefe da Divisão de Treinamento do Centro Conjunto de Operações de Paz, ligado ao Ministério da Defesa. Após deixar as Forças Armadas, foi Diretor de Projetos no grupo GV Risco, Senior Manager na Accenture, Gerente Geral de Riscos e Seguros (Projeto Elog) e Diretor Técnico da Brasco Enterprises. É coautor do livro Análise de Risco Parametrizada 2.0 e fundador do Portal da Gestão de Riscos.

COMO FUNCIONA O CURSO?

A solução em gestão de risco baseia-se em três pilares: TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO

O aluno aprende os principais conceitos e técnicas de gestão de riscos estudando apostilas, e-books, lendo artigos e assistindo a vídeo-aulas gravadas e sessões de mentoring online ao vivo.

APLICAÇÃO DO CONHECIMENTO

O professor incentiva que o aluno comece a aplicar técnicas de gestão de riscos em seu ambiente de trabalho no decorrer do curso. As informações geradas são então trabalhadas em um software ou manualmente com o objetivo de estruturar um programa de gestão de riscos.

SUPORTE À IMPLANTAÇÃO

Durante as sessões de mentoring, o aluno relata quais dificuldades encontrou ao fazer entrevistas, descrever cenários e montar planejamentos. Os casos são analisados em grupo e o professor esclarece as dúvidas que surgem ao longo do processo.

CARGA HORÁRIA

Somadas, todas as atividades requerem cerca de 90 horas de dedicação. Elas são distribuídas em um período de 60 dias, nos quais os alunos têm acesso à plataforma de estudos Moodle, onde podem ter estudar e baixar o material oferecido no curso. Nesse período também é oferecido acesso gratuito a um software que organiza todo o material coletado pelo aluno nas atividades práticas.

COMO SE ORGANIZAR PARA O CURSO

Vídeo-aulas gravadas, apostilas, e-books e artigos podem ser estudados pelo aluno a qualquer hora, de acordo com sua disponibilidade de tempo. Porém, espera-se que ele siga um roteiro semanal de estudos e atividades para que dúvidas eventuais sejam tiradas nas sessões de mentoring.

As sessões de mentoring ao vivo acontecerão sempre às 20h, com duração aproximada entre 1h30 a 2h. Eles acontecerão nos dias 1, 2, 8, 15, 22 e 29 de Março e 5, 12, 19 e 26 de Abril. As sessões serão gravadas e ficarão disponíveis para os alunos durante todo o curso.

No fim do período, o aluno recebe um certificado de treinamento em gestão de riscos fornecido pelo Portal da Gestão de Riscos. Recomenda-se que o aluno continue a acompanhar nossos perfis nas redes sociais, onde regularmente publicamos revisões e atualização de conteúdo, além de análises e notícias sobre relacionadas à gestão de riscos de forma gratuita.

Perspectivas de Riscos Para 2021

Acesse o estudo da The Global Risks Report 2021: https://www.weforum.org/reports/the-global-risks-report-2021/

Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado:

http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed33_2020.pdf 

Programe-se para a live LGPD:

Quando: 24/2 às 11h

Tema: Gestão de Riscos e Gestão de Incidentes na LGPD.

Para assistir e participar acesse o link: https://mkt.modulo.com.br/live-24-02