Setor segurador nacional cresce 1,3% em 2020

25, Fev. 2021

Setor segurador nacional cresce 1,3% em 2020

Se comparar com outros setores da economia, o resultado foi bom. Demonstra uma continuidade de penetração maior de seguros, diz Marcio Coriolano

Fonte: Agência Brasil

A Agência Brasil relata que o desempenho do mês de dezembro, que mostrou avanço de 15,4% na arrecadação sobre igual mês de 2019, proporcionou ao setor segurador brasileiro encerrar o ano de 2020 com alta de 1,3%, em comparação ao ano anterior, acumulando receita de R$ 273,7 bilhões e dando destaque aos seguros patrimoniais. O resultado exclui os ramos de saúde e o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Seguro DPVAT).

Em relação a novembro de 2020, o crescimento observado em dezembro atingiu 34,8%. As informações foram divulgadas ontem (23), no Rio de Janeiro, pelo presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano. O segmento responde pela geração de mais de 170 mil empregos diretos no país.

Se comparar com outros setores da economia, o resultado foi bom. Demonstra uma continuidade de penetração maior de seguros, disse Coriolano à Agência Brasil. Explicou que dezembro é, tradicionalmente, um mês mais produtivo, de planejamento para o ano seguinte. As próprias seguradoras estão fechando seus relatórios, seus balanço, e há uma natural hiperatividade nesse mês, completou.

Marcio Coriolano informou que os planos de previdência complementar do tipo PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), tiveram expansão de 24,1%, em dezembro. Na análise anual, porém, mostraram queda de arrecadação de 1,4%. O setor segurador nacional em 2020 foi marcado por grande heterogeneidade.

Patrimônios

O presidente da CNseg informou que o ano de 2019 foi caracterizado por um crescimento mais forte de seguros de pessoas, com destaque para vida e PGBL e VGBL, por conta da reforma da Previdência e outros fatores, como estabilidade de preços. Já em 2020, ocorreu o inverso. O ano começou bem, com expansão de cerca de 12,5% para o setor, mas a pandemia do novo coronavírus, a partir de fevereiro, contribuiu para uma mudança de padrão, em termos da preferência da população. Enquanto no ano de 2019 (prevaleceu) o seguro de vida, no ano de 2020 foram os seguros de patrimônios. Isso aconteceu por dois efeitos, afirmou Coriolano: a covid-19 deixou as pessoas isoladas dentro de casa e elas passaram a dar mais atenção para seu patrimônio. Faz seguro quem não tem.

Esse movimento alavancou muito os seguros de propriedade particular, de construção, de comércio em geral. Tudo que está relacionado a danos patrimoniais teve resultado favorável. Exemplos são os ramos de seguros marítimo e aeronáutico (alta de 44%); rural (29,5%); responsabilidade civil (22,8%); crédito e garantias (17,8%); e patrimonial (10,2%). No sentido contrário, apresentaram queda o seguro de garantia estendida (-6,3%); títulos de capitalização (-4,1%); automóveis (-2,1%); e planos de acumulação, já citados (-1,4%). O segmento mais dinâmico no ano passado, de acordo com o presidente da CNseg, foi o de danos e responsabilidades, que evoluiu 6%.

Tudo que está relacionado a riscos patrimoniais teve desempenho favorável. Apesar da covid-19, o setor de transporte de carga para abastecer não parou, observou Coriolano. Por outro lado, a redução da atividade comercial, com menos pessoas comprando eletrodomésticos e bens de produção, e a grande volatilidade de ativos na economia e insegurança no lado político-institucional, acabaram impactando em seguros que têm também função financeira, como capitalização e seguros PGBL e VGBL, além do seguro de automóveis.

Provisões

As provisões técnicas, que garantem os riscos do sistema, atingiram o recorde histórico de R$ 1,202 trilhão, aumento de 7,5% sobre o exercício de 2019. Em sinistros, indenizações, benefícios, resgates e sorteios, o setor totalizou R$ 151 bilhões, sem saúde e seguro DPVAT. A alta registrada foi de 8,3% em relação ao ano anterior. O volume de provisões cresceu mais do que o volume de negócios, por uma razão substancial. Porque acompanha o valor da importância do segurado e, também, a própria regulação do governo. Coriolano lembrou que o governo ajudou vários setores da economia durante a pandemia, mas não o setor segurador, para dar qualquer alívio econômico-financeiro. Por isso, o provisionamento se manteve conservador, o que é positivo, porque fica isento de quaisquer oscilações que possam ocorrer.

Como houve um crescimento maior dos seguros patrimoniais em 2020, de maior valor, eles carregam um provisionamento maior junto. Esses ativos retornam ao país sob a forma de lastro para financiamentos e pagamento da dívida pública. O presidente da CNseg avaliou que fatores como a recuperação industrial, o arrefecimento da pandemia, estabilização da renda e da inflação e aumento da capacidade de compra do consumidor brasileiro podem levar a uma recuperação dos planos de previdência, ou aposentadoria complementar, que já começaram a demonstrar fôlego nos últimos meses.

Com a vacinação contra a covid-19, ele não tem dúvida que as coisas podem melhorar. Já está acontecendo no resto do mundo, disse.

Expectativa

Como os dados de janeiro de 2021 ainda não foram fechados, Marcio Coriolano afirmou que não dá para arriscar um cenário para este ano. Mas argumentou que uma maior estabilidade econômica e a vacinação em massa da população podem ajudar a levar o setor para um resultado positivo.

O fortalecimento da cultura de seguros no Brasil no cenário pós-pandemia

As consequências que a pandemia do novo coronavírus deixará para o Brasil ainda são imensuráveis. Não se sabe, ao certo, quando a economia voltará a dar sinais de recuperação. O que parece ser senso comum entre especialistas da área é que os impactos variarão muito de empresa para empresa e, principalmente, de setor para setor.

O mercado segurador brasileiro, que oferece uma gama variada e completa de produtos e subprodutos para atender a uma demanda que já vinha apresentando, nos últimos anos, crescimento sustentável, está entre os setores que tendem a se fortalecer com a crise, tornando-se mais maduro no cenário pós-pandemia. E a explicação é simples: em um momento de total instabilidade econômica e incertezas com relação ao futuro, como o que estamos vivendo, os brasileiros parecem estar percebendo, com mais clareza, a importância do seguro para mitigar riscos e prevenir perdas. Há, no mercado nacional, um movimento irreversível que aponta para um fortalecimento da cultura de seguros, já consolidada em países mais avançados, onde a recorrência de catástrofes naturais, entre outros fatores, contribui para o aumento da demanda.

Diante do inevitável crescimento na procura por determinados produtos, a tendência é que as seguradoras apostem, cada vez mais, em tecnologia e inovação para não perderem espaço no mercado. A digitalização dos processos, de modo a proporcionar agilidade e desburocratização na contratação, está entre esses avanços que, embora já estivessem nos planos das grandes seguradoras antes da pandemia, ganharam força e foram acelerados.

Um seguro que, para nós, tem mostrado forte tendência de crescimento, e acredito que seja um movimento comum também a outras seguradoras, é o fiança locatícia. Esta modalidade de seguro substitui outras garantias para locação de imóvel e protege o proprietário em caso de não pagamento de aluguel e/ou encargos por parte do inquilino. Em meio a uma crise econômica sem precedentes, o seguro fiança locatícia representa tudo o que o locador busca, como segurança, estabilidade e tranquilidade no recebimento dos proventos. A demanda pelo Seguro Garantia Judicial Depósito Recursal também apresentou crescimento exponencial durante a pandemia, já que viabiliza, às empresas, a possibilidade de recuperação dos recursos dos depósitos judiciais. Em tempos tão adversos, esta modalidade de seguro oferece um fôlego fundamental para a sustentabilidade dos negócios.

Mas, se por um lado alguns produtos são positivamente impactados com o aumento na demanda, outros deixarão de ser prioridade. Após a pandemia o mercado será outro, assim como o comportamento dos consumidores. O setor tende a se tornar mais forte com as exigências dos novos clientes, mas cabem às seguradoras se adaptarem a este cenário. Investir em valores que, com a crise se tornaram inerentes ao sucesso de qualquer negócio, como experiência do cliente e inovação, parece ser o melhor e mais inteligente caminho.

Fonte: CQCS / Autor: João Géo Neto é o CEO da Pottencial Seguradora

Clubhouse confirma vazamento de dados pelas mensagens de áudio

Fonte: BBCNews

Usuário foi banido da rede social ao transmitir as conversas de várias salas de bate-papo em seu site.

A rede social Clubhouse confirmou que um usuário conseguiu transmitir o conteúdo do aplicativo no seu site próprio.

A ferramenta, que virou moda nas últimas semanas, permite que os usuários participem de salas de bate-papo públicas ou privadas nas quais só é possível enviar mensagens de voz. Há a promessa de que o conteúdo só possa ser acompanhado ao vivo, na hora em que é postado, e não fica gravado em nenhum lugar.

Mas pesquisadores americanos da área de cibersegurança disseram que um usuário encontrou uma maneira de transmitir os áudios do aplicativo no domingo (21/02).

O Clubhouse confirmou o vazamento, que ocorre quando as informações são liberadas para um local que não possui autorização para acessá-las.

A empresa disse à Bloomberg que baniu o usuário da plataforma e instalou novas configurações de segurança para evitar que as conversas voltassem a ser vazadas.

Por meio de nota, os responsáveis pela rede social disseram à BBC que gravar ou transmitir sem a permissão explícita dos participantes do chat viola os termos e condições de uso do aplicativo.

Um dos porta-vozes da empresa disse: No último fim de semana, um usuário transmitiu temporariamente várias salas de papo para um site. A conta deste indivíduo foi permanentemente banida do serviço e etapas de segurança adicionais para impedir que outras pessoas façam o mesmo no futuro.

O Observatório da Internet da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, relatou o incidente em primeira mão, mas o diretor de tecnologia do Clubhouse, David Thiel, afirmou que o vazamento de dados não foi malicioso.

O pesquisador de segurança cibernética Robert Potter, que construiu o Centro de Operações de Segurança Cibernética do jornal americano Washington Post, concorda.

Ele explicou que um vazamento de dados é diferente de uma violação de dados. No segundo caso, a invasão é deliberada e geralmente realizada por alguém que ataca um sistema para roubar informações valiosas.

Já o vazamento de dados é um incidente em que informações confidenciais são divulgadas em um ambiente não autorizado.

Segundo Potter, o incidente ocorreu porque um indivíduo percebeu que era possível estar em várias salas de chat ao mesmo tempo.

Ao entender como a mecânica do aplicativo funcionava, o usuário conseguiu então conectar os códigos de programação do Clubhouse ao seu site e, essencialmente, compartilhou remotamente com qualquer pessoa na internet os bate-papos em áudio.

Se o app ficar popular, as pessoas farão programações e serviços terceirizados que extraem os dados - como já acontece, por exemplo, com vários programas que conseguem informações através do Twitter, disse Potter à BBC.

Preocupações de segurança

O incidente do último domingo ocorreu depois que o Clubhouse declarou que os dados dos usuários não poderiam ser roubados por cibercriminosos ou hackers patrocinados pelo Estado, em resposta a um alerta emitido pelo Observatório da Internet da Universidade de Stanford.

O instituto é chefiado pelo ex-líder de segurança do Facebook, Alex Stamos.

Os pesquisadores de Stanford descobriram várias falhas de segurança, incluindo o fato de que os números de identificação exclusivos dos usuários e os códigos das salas de bate-papo estavam sendo transmitidos em textos simples, o que permitiria vários tipos de manipulação.

Os especialistas também se mostraram preocupados que o governo chinês pudesse obter acesso aos arquivos de áudio brutos nos servidores do Clubhouse, uma vez que sua infraestrutura é fornecida por uma empresa de engajamento em tempo real chamada Agora, que tem escritórios em Xangai (China) e San Francisco (Estados Unidos).

Quando a Agora tornou-se uma empresa pública e passou a vender ações na bolsa de valores em julho de 2020, os relatórios da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) indicavam que seria necessário fornecer assistência e apoio de acordo com a lei para segurança pública e autoridades de segurança nacional para proteger a segurança nacional ou ajudar nas investigações criminais, em razão dos laços da companhia com a China.

Os especialistas de Stanford informaram o Clubhouse sobre as falhas e, em 12 de fevereiro, anunciaram que estavam trabalhando com a empresa responsável pelo aplicativo para melhorar a sua segurança.

Bate-papos quase públicos

Embora pareça alarmante ouvir que as conversas de áudio no Clubhouse podem ser retiradas do aplicativo, isso não é um fato exatamente novo.

Vários usuários já estão utilizando as funções de gravação de áudio ou captura de tela de seus dispositivos para gravar conversas de celebridades, como Elon Musk e Kevin Hart, para depois enviá-las ao YouTube.

Novamente, isso vai contra os termos de serviço do aplicativo, mas significa que ninguém deve esperar que suas conversas sejam realmente privadas, avisa Thiel.

Considere os bate-papos do Clubhouse como semipúblicos, devido aos problemas com o Agora e ao fato de que todos nós temos microfones nos celulares, ele tuitou.

Já Potter acredita que o problema esteja no fato de o Clubhouse ainda ser um serviço jovem e imaturo.

Há um monte de usuários que ficaram realmente entusiasmados porque é uma coisa nova e porque você precisa de um convite para participar, conta.

O mesmo fenômeno aconteceu com o Zoom e com o TikTok. Vemos mais uma vez um aplicativo que consegue um crescimento muito alto, se torna viral e logo depois aparecem problemas de privacidade ou são encontrados bugs que não eram tão importantes quando a plataforma era menor. A segurança cibernética vem depois.

Potter acrescentou que os consumidores precisam ser realistas sobre o que os serviços como o Clubhouse fazem com seus dados.

As pessoas devem perceber que a privacidade e a segurança cibernética das novas plataformas de mídia social não serão tão boas quanto as de outras redes mais maduras, compara.

BMG e iFood vão oferecer seguros para restaurantes

Fonte: Sonho Seguro

Parceiros do iFood têm acesso a planos anuais que variam de R$ 120 a R$ 600

A BMG Seguros firmou parceria com o iFood,  foodtech líder na América Latina, para oferecer seguros em modelos e preços diferenciados aos mais de 236 mil restaurantes cadastrados na plataforma do iFood. Com isso, os parceiros do iFood passam a contar com pacotes com preços fixos e diferenciados, com contratação online.

Segundo comunicado, os planos têm pagamento anual e variam conforme as coberturas: Básico (R$ 120,00), Padrão (R$ 180,00), Completo (R$ 240,00), Plus (R$ 300,00) e Premium (R$ 620,00).Para Thiago Amorim, gerente de Riscos e Seguro do iFood, esse é mais um benefício importante que o iFood oferece a seus parceiros, desenhado levando em consideração as necessidades e diferentes perfis dos restaurantes parceiros.

A atuação do iFood vai além da operação do delivery. Estamos sempre buscando soluções e parcerias para apoiar todo o ecossistema e o desenvolvimento desse serviço especial com a BMG  traz ainda mais valor para os estabelecimentos, oferecendo proteção e cobertura para imprevistos, explica.

O Plano Básico, por exemplo, cobre sinistros como incêndios, raios e explosões até R$ 30 mil, danos elétricos até R$ 6 mil, responsabilidade civil de operações até R$ 10 mil, anúncios luminosos até R$ 1,5 mil e mercadorias frigorificadas até R$ 2 mil.

Já o Plano Premium, o de maior valor e mais coberturas, cobre incêndios, raios e explosões até R$ 500 mil, danos elétricos até R$ 30 mil, responsabilidade civil de operações até R$ 50 mil, anúncios luminosos até R$ 10 mil e mercadorias frigorificadas até R$ 25 mil. Todos os planos oferecem assistência 24 horas (eletricista, encanador, chaveiro, limpeza em caso de sinistro e segurança 24 horas).

Os planos Plus, Completo e Premium contam com helpdesk. O Premium tem ainda vidraceiro, instalação de antenas, suportes, torneiras elétricas, tomadas e interruptores, check up elétrico, limpeza de caixa d´água, caixa de gordura e/ou esgoto, cobertura provisória de telhados, além de indicações dos profissionais necessários para casos de sinistro.

Segundo Michele Cherubini, diretor de Marketing da BMG Seguros, “os valores cobrados são preestabelecidos de acordo com a necessidade do segurado, sem cotação individual, e podem ser parcelados em até quatro vezes sem juros.

O próprio cliente contrata o plano pela internet e recebe a apólice digital por e-mail, com todas as informações. A emissão da apólice é em 24 horas e permite o uso da assistência 24 horas. Além disso, temos uma central de atendimento unificada para o que o cliente precisar, tudo ágil e descomplicado, sem inspeção prévia.

Enxugamento do Estado

Governo lista aeroportos, rodovias e portos a serem passados à iniciativa privada

O governo federal publicou decreto que qualifica empreendimentos rodoviários, portuários e aeroportuários para o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). A medida de desestatização se aplica a 24 aeroportos (um no Amapá, dois no Rio de Janeiro, dois em São Paulo, três em Minas Gerais, três no Mato Grosso do Sul, cinco no Pará e oito no Amazonas). Caberá ao Ministério da Infraestrutura fazer os estudos de modelagem.

Entre os empreendimentos aeroportuários, estão os aeroportos Santos Dumont, de Jacarepaguá, de Congonhas, Campo de Marte, Tenente Coronel Aviador César Bombonato (Uberlândia), Mário de Almeida Franco (Uberaba), Mário Ribeiro (Montes Claros).

A lista inclui, ainda, os aeroportos Val-de-Cans (Belém), Maestro Wilson Fonseca (Santarém), João Correa da Rocha (Marabá), Carajás (Parauapebas), Altamira, no Pará; os de Corumbá, Ponta Porã, e de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e o aeroporto de Macapá (AP). O Amazonas é o estado com maior número de aeroportos incluídos na lista: os de Parintins, Carauari, Coari, Eirunepé, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Lábrea e Maués.

RODOVIAS E PORTOS

O decreto qualifica também trechos das BRs 414, 080, 101, 116, 465, 493, 040, 495 em Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo; e inclui no Programa Nacional de Desestatização trechos das BRs 163 (MT), 230 (PA) e 040 (RJ).

Já no setor portuário, os empreendimentos qualificados no âmbito do PPI são os terminais PEL01 (no Porto de Pelotas, no Rio Grande do Sul); VDC10A (no Porto do Vila do Conde, Pará); MAC14 (no Porto do Maceió, Alagoas); SUA07, (no Porto de Suape, Pernambuco); e STS11 (no Porto de Santos, São Paulo). Completam a lista a Companhia das Docas do Estado da Bahia; e os portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus, na Bahia.

Fonte: Agência Brasil

Petrobras tem lucro de R$ 59,89 bilhões no 4º trimestre, alta de 634%, e fecha 2020 com resultado bem

melhor que o esperado

Fonte: InfoMoney

Reversão de impairment e de gastos passados e ganhos cambiais acabaram impulsionando o balanço da estatal

A Petrobras (PETR3; PETR4) registrou um lucro líquido de R$ 59,89 bilhões no quarto trimestre de 2020, de acordo com o resultado publicado nesta quarta-feira (24). O número veio muito acima da média das projeções dos analistas compilada pela Refinitiv, que apontava para lucro de R$ 4,88 bilhões no período. O resultado foi 634,6% superior ao de igual período de 2019, quando a empresa teve lucro de R$ 8,15 bilhões.

Esse número muito acima de qualquer projeção se deveu à reversão de impairment (deterioração de ativos na contabilidade) de R$ 31 bilhões, ganhos cambiais de R$ 20 bilhões e reversão de gastos passados do plano AMS, em R$ 13,1 bilhões, decorrente da revisão de obrigações futuras da empresa.

No ano a estatal teve um lucro de R$ 7,1 bilhões, revertendo o impacto da baixa contábil de R$ 65,3 bilhões reportada no primeiro trimestre devido à perda no valor de ativos e investimentos. O mercado esperava um prejuízo de R$ 47,73 bilhões em 2020. Apesar do valor positivo, o lucro de 2020 teve uma queda de 82% em relação a 2019.

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 47,04 bilhões nos últimos três meses do ano, totalizando R$ 142,97 bilhões em 2020. A média das expectativas era de que o Ebitda fosse de R$ 32,9 bilhões no quarto trimestre e de R$ 119,3 bilhões no ano.

A receita da Petrobras, por sua vez, foi de R$ 74,97 bilhões no quarto trimestre, atingindo R$ 272,07 bilhões no ano. Esperava-se receita de R$ 72,82 bilhões no último trimestre e de R$ 271,82 bilhões no ano.

Entre outros destaques, a dívida líquida da companhia foi de US$ 63,2 bilhões no fim de 2020, o que representa uma queda de US$ 15,7 bilhões em relação à posição de 31 de dezembro de 2019.

O fluxo de caixa operacional também foi apontado como positivo. Nosso FCO alcançou US$ 28,9 bilhões, o maior dos últimos 10 anos, mesmo comparando com o período de preços de petróleo por volta de US$ 100 o barril do Brent, mais que o dobro do preço médio do ano passado, de US$ 42 o barril do Brent, ressaltou Roberto Castello Branco, atual presidente da companhia, mas que deve continuar no cargo apenas até o próximo dia 20 de março, quando acaba o seu mandato. Assim, provavelmente, esta é a última vez que o executivo assinou o balanço da estatal.

Custos foram reduzidos e configurados para permanecerem em trajetória descendente, a produtividade está subindo, a companhia está focada em investir em ativos de classe mundial e possui uma grande carteira de ativos não prioritários à venda, completou o executivo.

Atenção à teleconferência

Os investidores devem ficar atentos à teleconferência de resultados amanhã às 10h (horário de Brasília), ocasião na qual a administração explicará o resultado e dará mais informações acerca da estratégia da empresa.

Depois do governo federal  anunciar na última sexta-feira (19) um novo nome para substituir Roberto Castello Branco no cargo de CEO da estatal, em meio à insatisfação do presidente Jair Bolsonaro com o reajuste aplicado nos combustíveis, muitos investidores ficarão ansiosos por alguma sinalização quanto ao que acontecerá daqui em diante.

A equipe do general da reserva Joaquim Silva e Luna, indicado por Bolsonaro para a vaga deixada por Castello Branco, já entrou em contato com a estatal para o processo de transição.

Dívida pública chega a R$ 5,06 tri em janeiro

Fonte: Monitor Mercantil

Depois de ultrapassar a barreira de R$ 5 trilhões em dezembro, a Dívida Pública Federal contina nas alturas em janeiro. O tesouro Nacional informou nesta quarta-feira que no mês passado, o indicador encerrou em R$ 5,06 trilhões, com alta de 0,99% em relação a dezembro.

A dívida pública mobiliária (em títulos) federal interna subiu 1,16% passando para R$ 4,821 trilhões. No mês passado, o governo emitiu R$ 25,41 bilhões a mais do que resgatou. Além disso, houve a incorporação de R$ 29,92 bilhões em juros, quando o governo reconhece gradualmente os juros que incidem sobre a dívida.

A dívida pública externa caiu de R$ 243,45 bilhões em dezembro para R$ 237,88 bilhões em janeiro. Apesar de o dólar ter subido 5,37% no mês passado, o vencimento de R$ 18,59 bilhões em títulos brasileiros em circulação no mercado externo contribuiu para a redução do indicador.

Tradicionalmente, os resgates superam as emissões de títulos em janeiro porque, no primeiro mês de cada trimestre, ocorre a concentração de vencimentos de papéis prefixados (com taxas definidas antecipadamente). No entanto, nos últimos meses, o Tesouro tem emitido mais títulos públicos para recompor o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência), que foi parcialmente consumido no início da pandemia do novo coronavírus.

Em janeiro, o Tesouro emitiu R$ 155,354 bilhões, acima de R$ 150 bilhões pelo quinto mês consecutivo. No entanto, os resgates somaram R$ 129,94 bilhões.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

Brasil chega a 250 mil mortos por covid-19

Marca é alcançada enquanto país atravessa seu pior momento da pandemia, com alto número diário de casos e mortes. Total de infectados vai a 10,3 milhões.

Mulher indígena chora a morte de seu marido para a covid-19, em janeiro, em Manaus© Edmar Barros/AP Photo/picture alliance Mulher indígena chora a morte de seu marido para a covid-19, em janeiro, em Manaus

O Brasil superou nesta quarta-feira (24/02) os 250 mil mortos pela covid-19, marca alcançada dois dias antes de o país completar um ano da identificação do primeiro caso da doença em território nacional. O número de casos confirmados da doença no país está em 10,3 milhões.

Segundo levantamento de um consórcio da imprensa brasileira, formado por O Globo, Extra, G1, Folha de S. Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, foram registradas 1.390 mortes até as 18h18 desta quarta, totalizando 250.036 mortes. Os dados são compilados a partir de informações prestadas pelas secretarias estaduais de Saúde.

A quantidade é ligeiramente diferente da informada pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), que contabilizou 1.428 mil novas mortes nesta quarta e 249.957 óbitos acumulados. Os números variam por conta do horário de coleta de dados e de problemas na divulgação dos dados de alguns estados.

Segundo o Ministério da Saúde e o Conass, foram registrados nesta quarta 66.588 casos novos, totalizando 10.324.463 pessoas infectadas desde o início da pandemia. Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação.

Alto patamar de mortes

A barreira dos 250 mil mortos foi rompida no pior momento da pandemia no Brasil, que vê o número diário de vítimas pela doença em alta enquanto outros países, como os Estados Unidos, Reino Unido e México, registram tendência de queda.

Esta deverá ser a sexta semana seguida com mais de 7 mil mortes semanais no país, superando o primeiro pico da doença, ocorrido em julho do ano passado. Pelo critério da média móvel de sete dias, são 34 dias seguidos com mais de mil mortes diárias, também superior ao pico da doença em 2020. Mantido o ritmo atual, o Brasil pode superar as 300 mil mortes ainda em março.

O momento dramático é atribuído à circulação de variantes mais contagiosas do vírus, ao relaxamento das medidas de distanciamento social e à baixa velocidade da campanha de vacinação contra a covid-19, que alcançou menos 3% da população. Segundo o painel Covid-19 no Brasil, até quarta 6.198.721 pessoas haviam recebido ao menos a primeira dose da vacina contra a covid-19.

A taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 118,6 no Brasil, a 22ª mais alta do mundo, quando desconsiderados os países nanicos San Marino, Liechtenstein e Andorra.

Em números absolutos, o Brasil é o terceiro país do mundo com mais infecções, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 28,2 milhões de casos, e da Índia, com 11 milhões. Mas é o segundo em número absoluto de mortos, já que mais de 502 mil pessoas morreram nos EUA.

Ao todo, mais de 112 milhões de pessoas já contraíram o coronavírus no mundo, e 2,49 milhões morreram.

Fonte: Reuters

CIST | WEBINAR | Distribuição e Armazenagem de Transporte de Medicamentos

CIST realizará o primeiro webinar do ano nesta quinta-feira

O primeiro webinar do Clube Internacional de Seguros de Transportes (CIST) deste ano acontecerá nesta quinta-feira (dia 25.02), às 10h. O encontro, online e gratuito, terá como tema “Riscos e Seguros na Cadeia de Frio da Logística de Armazenagem e Transporte de Medicamentos e Vacinas” e será debatido por Cesar Fonseca Lima, diretor da GMP – Engenharia Organizacional.Engenheiro Mecânico formado pela Universidade Católica de Petrópolis UCP/RJ e Engenheiro da Qualidade pela ASQ/USA, Cesar possui formação como Auditor Líder pela International Register of Certificated Auditors (IRCA/UK). O executivo também é especialista em Gestão do Conhecimento (COPPE/UFRJ); Normalização Técnica (IBP/Unido); e Metrologia Científica (IGMetro). 

O webinar conta com a parceria da Escola de Negócios e Seguros (ENS). As inscrições podem ser feitas diretamente através do link http://www.cist.org.br/workshop.


Curso On Line: Transformação Digital em Gestão de Riscos

Associados da ABGR tem desconto de 20%


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APETITE E TOLERÂNCIA: trata de apetite, tolerância, retenção e transferência de riscos.

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Nelson Ricardo Fernandes Silva: Formado na Academia Militar das Agulhas Negras, Fernandes Silva possui mestrado na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército e MBA pela Manchester Business School. Fazem parte ainda de sua formação acadêmica extensões na Harvard Business School (Corporative Risk Management Course) e na Risk University (KPMG) nas áreas de gestão de riscos e governança.

Fernandes Silva foi militar de carreira e oficial nas áreas de planejamento e operações do Exército no início da missão de paz da ONU no Haiti (2005). No Brasil atuou como subcomandante e também como Chefe da Divisão de Treinamento do Centro Conjunto de Operações de Paz, ligado ao Ministério da Defesa. Após deixar as Forças Armadas, foi Diretor de Projetos no grupo GV Risco, Senior Manager na Accenture, Gerente Geral de Riscos e Seguros (Projeto Elog) e Diretor Técnico da Brasco Enterprises. É coautor do livro Análise de Risco Parametrizada 2.0 e fundador do Portal da Gestão de Riscos.

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A solução em gestão de risco baseia-se em três pilares: TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO

O aluno aprende os principais conceitos e técnicas de gestão de riscos estudando apostilas, e-books, lendo artigos e assistindo a vídeo-aulas gravadas e sessões de mentoring online ao vivo.

APLICAÇÃO DO CONHECIMENTO

O professor incentiva que o aluno comece a aplicar técnicas de gestão de riscos em seu ambiente de trabalho no decorrer do curso. As informações geradas são então trabalhadas em um software ou manualmente com o objetivo de estruturar um programa de gestão de riscos.

SUPORTE À IMPLANTAÇÃO

Durante as sessões de mentoring, o aluno relata quais dificuldades encontrou ao fazer entrevistas, descrever cenários e montar planejamentos. Os casos são analisados em grupo e o professor esclarece as dúvidas que surgem ao longo do processo.

CARGA HORÁRIA

Somadas, todas as atividades requerem cerca de 90 horas de dedicação. Elas são distribuídas em um período de 60 dias, nos quais os alunos têm acesso à plataforma de estudos Moodle, onde podem ter estudar e baixar o material oferecido no curso. Nesse período também é oferecido acesso gratuito a um software que organiza todo o material coletado pelo aluno nas atividades práticas.

COMO SE ORGANIZAR PARA O CURSO

Vídeo-aulas gravadas, apostilas, e-books e artigos podem ser estudados pelo aluno a qualquer hora, de acordo com sua disponibilidade de tempo. Porém, espera-se que ele siga um roteiro semanal de estudos e atividades para que dúvidas eventuais sejam tiradas nas sessões de mentoring.

As sessões de mentoring ao vivo acontecerão sempre às 20h, com duração aproximada entre 1h30 a 2h. Eles acontecerão nos dias 1, 2, 8, 15, 22 e 29 de Março e 5, 12, 19 e 26 de Abril. As sessões serão gravadas e ficarão disponíveis para os alunos durante todo o curso.

No fim do período, o aluno recebe um certificado de treinamento em gestão de riscos fornecido pelo Portal da Gestão de Riscos. Recomenda-se que o aluno continue a acompanhar nossos perfis nas redes sociais, onde regularmente publicamos revisões e atualização de conteúdo, além de análises e notícias sobre relacionadas à gestão de riscos de forma gratuita.

Perspectivas de Riscos Para 2021

Acesse o estudo da The Global Risks Report 2021: https://www.weforum.org/reports/the-global-risks-report-2021/

Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado:

http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed33_2020.pdf