Dia Internacional da Mulher

08, Mar. 2021

Dia internacional da mulher: elas comandam o mercado segurador

Segundo um estudo realizado pela ENS (Escola de Negócios e Seguros) em 2019, as mulheres correspondem a 55% da mão de obra no setor

Oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é comemorado desde o início do século 20. Atualmente, a data é cada vez mais lembrada como um dia para elas exigirem igualdade de gênero e realizarem protestos ao redor do mundo, relembrando a origem da luta de mulheres que trabalhavam em fábricas nos Estados Unidos e na Europa.

O dia 8 de março é considerado feriado nacional em vários países, como a Rússia, onde as vendas nas floriculturas aumentam nos dias que antecedem a data, já que homens costumam presentear as amadas com flores. Na China, as mulheres chegam a ter metade do dia de folga, conforme é recomendado pelo governo. Entretanto, não são todas as organizações que adotam essa medida.

Mulheres no mercado segurador

Segundo um estudo realizado pela ENS (Escola de Negócios e Seguros) em 2019, as mulheres correspondem a 55% da mão de obra no setor segurador. A pesquisa mostra dados do ano de 2018 e foi coordenada pela diretora de ensino técnico da entidade, Maria Helena Monteiro, em parceria com o economista Francisco Galiza.

A pesquisa faz uma análise dessas profissionais, correlacionando não só o mercado de seguros, mas a sociedade no geral e a evolução da presença feminina nos postos de trabalho. Além do aumento de mulheres em cargos de gerência, elas enfrentam um desafio ao chegar ao mesmo cargo de um homem: o salário. Dados coletados pela Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho, apontam que houve um crescimento na remuneração média feminina. Em 2015, o rendimento correspondia a 83,43% do salário masculino; em 2016, 84,4%; e em 2017, 85,1%.

Além disso, a jornada dupla e o cuidado com os filhos sempre foram vinculados ao universo feminino. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as mulheres ocupam 53,3 horas, semanalmente, com o trabalho, incluindo afazeres domésticos, enquanto os homens tomam 50,2 horas por semana.

No mercado de seguros, a atuação de organizações como a Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS), o Instituto pela Diversidade e Inclusão do Mercado de Seguros (IDIS) e até coletivos dentro das próprias seguradoras fazem o trabalho de difusão do conceito de igualdade.

A Revista Apólice resolveu fazer uma reportagem especial em comemoração a esta data e contar um pouco da trajetória de algumas representantes femininas do mercado de seguros.

Graduada em Administração de Empresas com ênfase em Finanças pelo IBMEC, Fabiana Resende iniciou sua carreira atuando no mercado de capitais. Ingressou no mercado segurador em 2005 para assumir o departamento de marketing do Seguro PASI. Atualmente, como vice-presidente da empresa, a executiva é responsável pelas áreas comercial, operações, desenvolvimento de novos produtos, tecnologia dentre outros segmentos estratégicos ligados ao produto.

Para Fabiana, a sensibilidade da mulher é um grande diferencial para o mercado segurador. O meu conselho para aquelas que desejam entrar no setor é que antes de qualquer coisa é necessário aprender a lidar com as adversidades. Nunca se sinta intimidada por algum profissional do sexo oposto, pois na minha opinião esta questão não faz nenhuma diferença para o seu desenvolvimento e performance profissional, ressalta a executiva.

CEO América do Sul da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), em julho de 2019, Glaucia Smithson assumiu a liderança da estratégia da empresa, cujo foco é o crescimento sustentável no Brasil e em outros mercados sulamericanos como Chile, Argentina e Colômbia.

Glaucia tem mais de 20 anos de experiência no mercado, tanto no Brasil quanto globalmente. Anteriormente trabalhou na Zurich Seguros por mais de 10 anos e assumiu papeis seniores dentro da subscrição, incluindo os cargos de diretora de Linhas Empresariais e chief Underwriting Officer.

A executiva tornou-se mãe quando já ocupava cargos de diretoria e alega que passou por diversas dificuldades durante a sua carreira, fato que ela diz não ser co-relacionado com o seu gênero. Trabalho desde os 14 anos de idade. Enfrentar obstáculos na vida profissional é natural, e são nesses momentos que a gente cresce. Passamos a ver os problemas com novas perspectivas e ganhamos uma bagagem que iremos levar para o resto da vida, afirma.

Simone Pereira Negrão é advogada formada pela Universidade de São Paulo (USP) e atua no mercado segurador há 20 anos. Na Mapfre, já passou pelos setores de Governança, Compliance, Controles Internos e Normas. Atualmente, a executiva é a diretora de Jurídico e Controles Internos da seguradora, além de integrar o Comitê Diretivo da empresa no Brasil.

Para a executiva, a maternidade foi um momento onde houve um grande conflito entre sua vida pessoal e profissional, mas afirma que devido ao apoio oferecido por seus parentes foi possível obter o equilíbrio e dedicar-se tanto para sua família, quanto no seu trabalho. Devido a experiência que eu tive, acredito que o mercado segurador pode e deve oferecer produtos que proporcionem mais comodidade para suas seguradas e estejam alinhados com o que elas pensam. Tudo aquilo que facilita o dia a dia é bem-vindo, ainda mais quando se é mãe, por isso é importante ter esse olhar especial para a mulher, diz Simone.

Thereza Moreno é vice-presidente de Finanças, CFO (Chief Actuary & Risks) & CRO (Chief Risk Officer) da Prudential do Brasil. A executiva é formada em Ciências Atuariais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem MBA em Finanças pelo IBMEC e é pós-graduada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na área de Investimento e Risco.

Mulher e afrodescendente, a executiva tem mais de 29 anos no mercado segurador e afirma que o segredo para se obter sucesso no setor é agarrar as oportunidades e adquirir conhecimento constantemente. Infelizmente, ainda não enxergo no mercado a representatividade feminina necessária. Já ouvi frases não tão bacanas durante a minha carreira, o famoso viés inconsciente. Contudo, não podemos deixar de falar que nós, mulheres, somos capazes. Autoconhecimento e determinação são as palavras chaves para manter-se no mundo dos seguros, ressalta a executiva.

Fonte: Revista Apólice

É possível, diz Maria Cristina Peduzzi sobre a emancipação feminina

Única presidente atual de um Tribunal Superior diz que é possível as mulheres terem cargos de liderança, apesar de serem minoria no Judiciário.

Uma pesquisa recentemente divulgada por Migalhas mostrou que as mulheres ainda são minoria em todo o Poder Judiciário. Sobre o tema, em entrevista exclusiva, Maria Cristina Peduzzi, ministra do TST e atualmente a única mulher na presidência de um Tribunal Superior, falou dos desafios de ocupar um cargo de liderança.

Empoderamento feminino

A ministra disse que exercer a presidência do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho tem um significado simbólico e eloquente. Peduzzi lembrou ainda seu cargo passa uma mensagem à sociedade acerca do empoderamento feminino, e não apenas no judiciário trabalhista, refletindo na realidade da presença da mulher em postos de liderança.

Essa contingência oferece uma mensagem emancipatória a todas mulheres, as jovens, as meninas brasileiras que é possível ter um acesso profissional se houver dedicação, se houver esforço, é possível.

Sexo frágil

S. Exa. destacou três desafios de ser uma mulher em posição de liderança. A ministra explicou que é preciso corresponder ao cargo, pois tudo que é feito por um homem não ganha necessariamente um adjetivo de masculino, e quando se trata da mulher, este artigo feminino, a mulher, vem sempre como uma cobrança.

Todas as vezes que as mulheres desempenham uma função, esse substantivo do seu cargo é adjetivado como uma característica feminina. E nós somos mais de 50% da população. Imagino que quando este percentual estiver refletido no exercício de cargos de liderança, talvez não seja tão revelador o uso do adjetivo.

Como outra dificuldade, a presidente do TST apontou que, numa posição de liderança, a carga de estereótipo que é projetada nas expectativas de como a mulher vai corresponder, ainda é um reflexo de a mulher ser vista como sexo frágil.

A história tem considerado sistematicamente que esses estereótipos estão longe de corresponder a realidade e o gênero feminino é capaz de oferecer, em absoluta igualdade de condições, a correspondência que se espera na ocupação de um cargo de liderança.

A ministra afirmou também que um terceiro desafio é que sempre existe uma cobrança sobre a mulher, a qual tem sobrecarga de trabalho, num contexto em que as atribuições domésticas não são divididas igualmente.

Eu sempre digo que se alguém um dia tiver a fórmula de dizer que a mulher é 100% profissional, é 100% dona de casa, uma esposa exemplar, uma mãe exemplar, me dê a receita, porque não existe. Não tem que haver cobranças, seria vencer um desafio se libertar das cobranças e seguir as suas expectativas e a sua trajetória sem culpa.

Inspiração

Sobre o cargo de presidente, a ministra destacou que tem muita importância pessoal, pois ele coroa sua carreira como magistrada. Ressaltou, também, que se concretiza como uma oportunidade de poder exercer de forma direta uma política de gestão de toda Justiça do Trabalho, em busca de conseguir uma maior eficiência e segurança jurídica da prestação jurisdicional.

A presidência do TST representa também e essencialmente o exercício da responsabilidade de inspirar mulheres e meninas a que ocupem essas posições nas suas diversidades profissionais, e exerçam, sempre que pretenderem, cargos de liderança, sem qualquer temor de discriminação ou preconceito.

Habilidades e talentos

Por fim, deixou-nos uma importante mensagem a todas as mulheres que sonham em ter liberdade na busca de sua emancipação pessoal e profissional.

Eu diria as mulheres que elas sempre usem da melhor forma possível as suas habilidades e os seus talentos para concretizar as suas expectativas profissionais. Isso se traduz em muito estudo, muito trabalho e muita dedicação. Sem dúvidas não é fácil para as mulheres, porque elas ainda precisam trabalhar mais que os homens para obter o mesmo reconhecimento.

Fonte: Migalhas

Seis mulheres inspiradoras contam suas histórias de força e superação na pandemia

A gente acorda uma pessoa diferente todo dia, ainda mais quando se vive uma pandemia. Acontecimentos positivos, conquistas e desafios tomaram outra forma. Em uma data como a de hoje, Dia Internacional da Mulher, criada décadas atrás para reivindicar equidade de gênero, o Estadão conta histórias de quem passou por transformações recentes. Dentro de casa ou no trabalho, com os seus ou distante da família.

Entre essas mulheres, a que primeiro viveu as consequências da covid-19 foi Rafaela da Rosa Ribeiro, de 33 anos. Em Milão, onde estudava o zika, a pesquisadora de pós-doutorado viu a Itália colapsar em fevereiro. Achava que iria durar pouco, que uns dias de lockdown resolveriam. Mas foi tomando a proporção que tomou.

Rafaela viu a pandemia levar a Itália ao colapso e passou a estudar também o novo coronavírus. Nos meses seguintes, ela passou a relatar o que ocorria a amigos, colegas de profissão e hospitais fora dos grandes eixos brasileiros, como um alerta do que poderia ocorrer. “Dei muita palestra, aula, entrevista, recorda-se. Quando lembro, vejo que foi difícil, que aquilo transforma, faz a gente repensar bastante coisa.

Rafaela retornou ao Hospital Albert Einstein em agosto, onde seguiu com a pesquisa sobre tratamento para zika em gestantes. Em breve, continuará o estudo em uma universidade paulista. Rafaela conta que demorou para perceber diferenças de gênero em sua área, mas acredita que o último ano explicitou o protagonismo de cientistas como Margareth Dalcolmo, Ester Sabino e Jaqueline Goes. Há uma visão maior da sociedade para as mulheres que fazem ciência, acredita.

Na mesma época que Rafaela estava em Milão, a consultora em sustentabilidade Gabriela Mekari, de 36, vivia os últimos meses da gestação de Teresa. A covid-19 trouxe receio desde o início, mas o temor de contaminação aumentou quando ela entrou no hospital para ter a bebê, em maio.

Gabriela utilizou máscara durante grande parte do parto, mas chegou um momento que não conseguia mais. No ápice, fiquei sem pensar na pandemia. Mas depois voltei a ficar preocupada em usar máscara e a passar álcool em todos os objetos que as pessoas traziam.

Já em casa, Gabriela contou com o suporte do marido e dos pais, que estavam em home office. Foi louco viver a maternidade na pandemia, conta. Uma coisa que impactou foi a impossibilidade de dividir a felicidade com a família toda, com os amigos. Pessoas próximas que só conheceram (a bebê) pelas redes sociais.

Sócia em uma empresa, ela decidiu voltar ao trabalho em regime de meio período. Por isso e por ter a família presente, diz ter percebido como é privilegiada. A maior parte das pessoas não tem essas possibilidades, a força tem de ser muito maior. Mudou toda a minha visão como mulher, como mãe.

A consultora de comunicação Vivian Lopes, de 38, também passou por grandes mudanças na vida pessoal na pandemia. Insatisfeita com o estilo de vida que levava morando no Rio e, depois, em Niterói, ela e o marido Denis Barbosa, de 42, discutiam há tempos a possibilidade de voltar para a região de Campinas, onde seus pais vivem. Foi uma decisão para buscar paz. Não conseguia me acostumar com tiroteio, camburão, operação policial.

Após meses, eles encontraram o que procuravam em Vinhedo. Vivian, o marido e os filhos, Henrique, de 8, e Gabriela, de 12, vivem desde outubro em uma casa em um condomínio. Vejo que a mudança foi no momento certo.

Liderança

Na pandemia, mulheres se destacaram também pelo pioneirismo e pela liderança em ações de impacto social. É o caso da chef Telma Shiraishi, de 50. Assim que a quarentena começou, ela se viu com a despensa cheia de comida em dois restaurantes, ao mesmo tempo em que notava pessoas passando dificuldade nas ruas. Com a ajuda de parceiros e voluntários, surgia ali o Movimento Água no Feijão.

O grupo chegou a fazer até 400 marmitas por dia no restaurante que ela mantém na Japan House. Um dos conceitos japoneses mais fortes é o do ‘mottainai’, que é o horror ao desperdício, principalmente de alimentos, comenta Telma, que é neta de japoneses.

Depois, com a retomada paulatina nos meses seguintes e o investimento no delivery, não havia mais espaço nas cozinhas. As operações do movimento mudaram, então, para um espaço cedido em Heliópolis, no qual hoje a produção é feita por cozinheiras locais. Em 2021, a gente quis evoluir um pouco, ampliar as frentes e impactar outras comunidades.

Aos 68 anos, a arquiteta, urbanista e professora universitária Nadia Somekh também se viu em meio a mudanças na pandemia. A rotina de viagens e aulas deu lugar a cerca de dez horas em frente a telas. Um cotidiano diferente do que tiveram seus antecessores, todos homens, na presidência do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR), posto que assumiu há menos de dois meses. Estou fazendo a gestão de 120 funcionários de forma remota. A sede, em Brasília, está fechada. Mas conseguimos nos reinventar, afirma. Os recursos que estão sendo economizados com o home office, diz ela, podem ser investidos em melhorias de moradias, por exemplo. Um trabalho feito por meio de assessoria técnica prestada a gestores públicos e a ONGs.

Conselheira federal desde 2017, Nadia diz que embora a profissão tenha maioria feminina, as arquitetas enfrentam dificuldades para atingir projeção. Quando falei de gênero pela primeira vez, um conselheiro disse que não tinha importância. Agora, queremos incluir a perspectiva de raça.

Mais próxima

A neurocientista e biomédica Mellanie Fontes Dutra, de 28, encabeçou no início da pandemia a criação da Rede Análise Covid-19, coletivo multidisciplinar que reúne hoje cerca de 150 pesquisadores para analisar e coleta de dados sobre a doença. É uma forma de fazer conscientização e levar informações de forma mais acessível para as pessoas, conta.

Antes mais voltada à divulgação científica em eventos presenciais, Mellanie passou a atuar de forma bem ativa nas redes sociais, com uma linguagem mais despojada, referências a memes e imagens que chamam a atenção.

A neurocientista segue com objetivos na área de estudo a que se dedica há anos, pesquisando e escrevendo sobre autismo. Mas percebe que a pandemia trouxe outros interesses, especialmente em virologia e imunologia. Penso em expandir, começar a estudar coisas que complementam.

Fonte: Estadão

Lojistas temem mais falências e desemprego com fase vermelha

Fonte: Monitor Mercantil

Com o início das medidas restritivas anunciadas da fase vermelha do Plano São Paulo, no último dia 3, impedindo a abertura do comércio lojista em shopping centers e nas ruas comerciais da cidade, o Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo (Sindilojas-SP) divulgou nota oficial em que diz entender que tais medidas não terão a eficácia almejada para solução dos problemas provocados pela pandemia nesse novo surto da doença em nosso país.

A entidade tem ciência da gravidade da situação provocada pelo coronavírus, e que tem trazido enormes prejuízos emocionais e de muito sofrimento para as famílias brasileiras, bem como, para as empresas, que segundo a Confederação Nacional do Comércio, foram fechados 75 mil estabelecimentos somente no ano de 2020 no Brasil, e no estado de São Paulo esse número chegou ao patamar de 21 mil empresas. O sindicato tem reiteradamente manifestado às autoridades que o comércio formal pode trabalhar, respeitando com rigor todos os protocolos sanitários assinados pelo Sindilojas-SP, e nesse aspecto tem auxiliado as empresas sobre a necessidade do integral cumprimento das regras voltadas para a contenção da pandemia difundidas pelas autoridades sanitárias, diz o texto.

Para a entidade, simplesmente fechar o comércio na atual circunstância só aumentará o desemprego e a falência das empresas, que já vivem a dura situação de retração das vendas, diminuição da sua equipe e faturamento insuficiente, mas as autoridades estão insensíveis a essa situação. O Sindilojas-SP já manifestou sobre a urgência de aprovação da PEC emergencial e das medidas de suspensão e prorrogação de contratos de trabalho, bem como, a suspensão de impostos, neste período de pandemia, como soluções para atenuar a inadimplência de empresas do comércio. Em 2021, impetrou mandado de segurança coletivo contra o fechamento das lojas nos finais de semana e ainda aguarda julgamento pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que a princípio não acatou a liminar. Ainda, na esfera do Judiciário, impetrou ações coletivas contra shopping centers, que estavam irredutíveis em negociar a redução dos valores mensais nos contratos de locação, problema que deve se agravar agora com mais esta paralisação das lojas não consideradas essenciais.

Segundo a entidade, as lojas satélites nos shoppings centers precisam de mais atenção por parte dos empreendedores, pois a expectativa é de aumento na inadimplência no pagamento de alugueis e muitas fecharão suas portas.

Já em Minas, tanto a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Sistema Fecomércio-MG, além de Sesc, Senac e sindicatos empresariais) anunciaram que defendem manutenção do funcionamento das atividades econômicas do comércio formal, desde que todos os protocolos sanitários sejam cumpridos.

Na nota, as entidades destacam que fechar o comércio, reduzir o horário de funcionamento ou mesmo adquirir novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem combater as aglomerações clandestinas, não será suficiente para barrar a escalada de casos da doença. As entidades também pedem às autoridades que foquem recursos e energia na fiscalização de aglomerações indevidas e entendam a necessidade de mitigar os danos sociais e econômicos da pandemia, permitindo o funcionamento responsável de um setor.

Setor de seguros está entre os quatro com desempenho positivo em 2020

A economia brasileira como um todo caiu 4,1% em 2020 ante o ano anterior devido à crise na atividade causada pela pandemia, iniciada em março do ano passado. Os quatro setores cuja atividade cresceu em 2020 foram atividade financeira, de seguros, e serviços relacionados (4%); atividades imobiliárias (2,5%); agropecuária (2%) e indústria extrativa (1,3%).

Fonte: CNseg / Sonho Seguro

Com o objetivo de discutir como foi o ano de 2020 no mercado segurador brasileiro e as tendências para 2021, o Sindicato das Seguradoras de São Paulo (SindSeg-SP) realizou hoje (4) uma live com a participação do Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, e do Presidente do Sindicato de Empresários e Profissionais Autônomos da Corretagem e da Distribuição de todos os ramos de Seguros (Sincor-SP), Alexandre Camillo, mediada pelo Presidente do SindSeg- SP, Rivaldo Leite. 

Em se falando do ano de 2020, evidentemente que a pandemia do novo coronavírus teve um papel de destaque, fazendo com que o setor saísse de um crescimento de 12,3% em 2019 para 1,3% em 2020, como pontuou Marcio Coriolano. Ele afirmou que esse recuo é até positivo, comparada com a queda da indústria e do setor de serviços, que foi bem maior. O único setor que se salvou foi o agroindustrial, afirmou.

Complementando o presidente da CNseg, Camillo lembrou que no ano passado o Brasil teve uma retração de 4,1% no PIB e mesmo os países com quedas não tão acentuadas no PIB tiveram um desempenho na indústria do seguro positivo como o nosso nessas circunstâncias.

Detalhando o desempenho do setor de acordo com os diferentes segmentos, Marcio Coriolano afirmou que o resultado no Brasil foi influenciado positivamente, sobretudo pelos segmentos de Saúde e de Danos e Responsabilidades, este último que cresceu cerca de 6%, enquanto o segmento Vida ficou estável e o de Capitalização caiu. O seguro residencial, por exemplo, cresceu porque a casa das pessoas passou a ser também o local de trabalho e de educar os filhos, afirmou. Na pandemia, a procura pelos serviços associados aos seguros residenciais mais que dobrou, ultrapassando os de guincho, afirmou o Presidente do SindSeg- SP, Rivaldo Leite.

Outro segmento que apresentou desempenho espetacular, segundo Coriolano, foi o de Responsabilidade Civil, com muita gente querendo se proteger contra eventuais processos. O ramo de pessoas também não foi tão ruim, pois Vida Risco teve um bom desempenho, apesar do VGBL e PGBL, que não foram tão bem devido à grande volatilidade dos ativos, complementou.

O Presidente da CNseg lembrou que todos os números citados por ele estão presentes na publicação Conjuntura CNseg, disponível no site da Confederação Nacional das Seguradoras e que, segundo Rivaldo, é um material riquíssimo que, inclusive, como afirmou, inspirou a realização dessa live para explicarmos para a comunidade securitária como o ano de 2020 foi bom.

Capacidade de enfrentamento e superação do setor

Mas se o mercado segurador brasileiro teve esse desempenho considerado tão positivo para as circunstâncias, qual seria a razão? Segundo Coriolano, uma das razões reside no fato de ter havido uma aproximação e uma sinergia muito grandes entre seguradores e corretores, além de um comprometimento muito maior de nós todos.

Outra razão citada por ele para esse bom desempenho foi a possibilidade de se poder contar com uma tecnologia muito efetiva, que possibilitou, além do trabalho remoto, o incremento dos canais digitais de comercialização, impedindo que os consumidores ficassem desassistidos.

Além disso, lembrou Camillo, as seguradoras souberam trazer produtos bem alinhados às necessidades dos segurados. Quando nos deparamos com uma crise, temos que nos virar com o que temos e tínhamos seguradoras muito bem preparadas tecnologicamente e atentas às necessidades dos consumidores, além de uma rede de distribuição extremamente preparada, sintetizou o Presidente do Sincor-SP.

O papel do Governo e da Susep 

Reconhecendo os avanços regulatórios que, em suas palavras, vão possibilitar um melhor desempenho do setor em 2021, o Presidente da CNseg destacou como positivas a regulação do Sandbox, que pode ajudar a criar novos patamares de tecnologia e novos nichos de negócio; a norma que estabelece proporcionalidade de requisitos de capital de solvência de acordo com o tamanho das sociedades seguradoras, e as normas de flexibilização de contratação por combos para produtos de ramos elementares.

Coriolano, entretanto, lembrou que no início da pandemia vivíamos um período de ultrarregulação, com o setor submetido ao estresse de eficiência e eficácia, ao mesmo tempo em que ocorria uma avalanche de projetos de lei no Legislativo, com desdobramentos nem sempre potencialmente positivos.

Alexandre Camillo também criticou algumas iniciativas da Susep que, em sua visão, trouxeram desassossego à distribuição, afirmando que não adianta querer ensinar a nadar quem está se afogando. Temos que jogar a boia.

O presidente do Sincor-SP também cobrou uma atitude mais enérgica do Governo em relação ao mercado marginal de seguros que, segundo ele, retira recursos das seguradoras e corretoras, faz o estado perder receita vinda dos impostos e ainda destrói a imagem institucional do seguro.

Perspectivas para o futuro

Em vista de tudo que realizamos em 2020, faremos um trabalho ainda melhor em 2021, mas o desafio é grande, disse o Presidente da CNseg, complementando que existem várias oportunidades, mas elas dependerão da capacidade de nos mobilizarmos em conjunto e exigir que o Governo e o Congresso façam o seu papel de estabilização e nos dê os instrumentos necessários.

Coriolano também reconhece que a capacidade de vacinação terá um papel importante na retomada, bem como as políticas pró-cíclicas, que envolvem tanto o auxílio emergencial aos cidadãos que perderam renda, como o auxílio a certos setores de negócios, por meio de subsídios e empréstimos.

Outro fator lembrado por ele foi o da necessidade de incorporar mais gente ao mercado segurador. Nós alcançamos apenas 30% dos cidadãos brasileiros, pois 70% da população ganha menos de 2 salários mínimos. É tanto um dever moral quanto de negócios do nosso mercado propor um marco regulatório para que possamos expandir o setor negócio por meio do microsseguro, ou seguros inclusivos, ou o nome que se dê, concluiu, já ao fim da live.

Bancos digitais descomplicam o seguro para alcançar cliente que foge do segurês

Fonte: CQCS

Interessados em gerar receita em cima dos milhões de clientes que atraíram nos últimos anos, os principais bancos digitais do País têm avançado sobre um dos negócios mais lucrativos do setor financeiro, o mercado de seguros. Para isso, apostam em parcerias com seguradoras e em uma linguagem simples, que fuja do segurês e, assim, se aproximar daqueles que fogem do seguro por considerarem um produto complexo e inacessível.

O Inter, único entre os principais com ações negociadas em bolsa, é quem está mais avançado. O aplicativo do banco tem uma plataforma própria para seguros desde abril do ano passado e lá oferece 16 opções aos clientes, como produtos para vida, residencial, automotivo e odontológico, a maioria deles em parceria com a Liberty, renovada no ano passado por um período de 15 anos, em um contrato de R$ 368 milhões.

O banco encerrou o ano passado com 300 mil clientes de seguros, de um total de 8,5 milhões de correntistas, e já considera o número velho, pois tem imprimido um ritmo de 50 mil a 80 mil novos contratos por mês. A expectativa é acelerar o passo em 2021, em razão de novos produtos que estão sendo preparados, como o de saúde, ou para proteção de celular, e também porque o Inter pretende disponibilizar os produtos do aplicativo para não correntistas.

Vemos muito potencial. É um mercado ainda muito subpenetrado, afirma o CEO da Inter Seguros, Paulo Padilha, que estima 1 milhão de clientes de seguro para o banco a médio prazo.

Para chegar com mais assertividade aos clientes, a ideia é focar na jornada totalmente digitalizada para contratar os produtos, abolir o segurês e combater a mentalidade de vendas para bater metas. Seguro não precisa ser chato nem ter asteriscos ou pegadinhas. É para todo mundo, diz o executivo.

Enquanto o Inter procura ter uma gama ampla de produtos, o Nubank escolheu o seguro de vida para dar o seu primeiro passo no segmento. O produto, lançado em dezembro do ano passado, já conta com 101 mil contratos, com cobertura que soma R$ 10,5 bilhões, em uma parceria com a Chubb, uma seguradora com presença em 54 países e territórios.

Embora ainda não seja formalmente um banco, é assim que o Nubank se apresenta hoje aos clientes e ao mercado, com uma base de 34 milhões de clientes, entre aqueles que usam a conta digital e o cartão de crédito. A companhia não tem metas, mas também bate na tecla de que a comunicação precisa ser simplificada para atrair o cliente que está fora do mercado.

O custo e a complexidade das opções que já existiam no mercado tornavam o seguro de vida um sonho distante para a maioria dos brasileiros, afirma Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, que estima que só 15% da população brasileira tenha seguro de vida, enquanto a média mundial é de 30%. Então, nosso foco, com a criação do Nubank Vida, foi realmente democratizar o acesso a esse setor com um produto transparente e totalmente adaptável às necessidades de cada um.

Na comunicação que faz com os clientes, o Nubank tem evitado algumas expressões clássicas do mercado de seguros. O termo capital segurado foi trocado por valor total da cobertura. Em vez de abrir sinistro, o cliente vai acionar o seguro. O prêmio, por sua vez, é chamado simplesmente de pagamento mensal. O desempenho da fintech indica que mais pessoas estejam se sentindo à vontade nesse ambiente mais informal: 50% dos clientes do seguro de vida do Nubank nunca haviam contratado um produto desse tipo.

A instituição reconhece que seria oportuno se lançar em outros produtos de seguros, mas afirma que, no momento, está focada no desenvolvimento do produto de vida. Ainda que o mercado de seguros seja repleto de oportunidades, não temos novidades com relação a futuros lançamentos, afirma a cofundadora.

O C6 Bank, também um dos principais nomes entre os bancos digitais, entrou no mercado de seguros em janeiro, um ano e meio depois de ter comprado a Som.us, uma assessoria de seguros e resseguros. A companhia também aposta em parcerias com seguradoras para fazer a oferta do produto no aplicativo, mas, diferentemente dos concorrentes, quer ter ao seu lado a tradicional figura do corretor, já tendo fechado contrato com 600 profissionais.

As parcerias, porém, não devem se limitar ao uso do canal bancário do C6 para vender produtos prontos de seguradoras. O que queremos não é ter produto de prateleira, queremos construir o produto junto com as seguradoras, afirma o responsável pela operação de seguros do C6, Fabio Basilone, que planeja lançar 10 produtos em 2021, que se somarão ao seguro prestamista, por enquanto o único do banco. Queremos ser vistos como ultracriativos, afirma.

O consultor Samy Hazan, especialista em seguros, acredita que faz sentido o investimento que os bancos digitais fazem no segmento, porque todos passaram os últimos anos trabalhando para aumentar a base de clientes e agora querem aproveitar os dados que possuem de cada um para ser o mais assertivo possível na oferta de produtos que gerem engajamento e monetização.

A grande virada é que o segurador tradicional é muito centrado no produto, com uso de termos mais técnicos, uma preocupação mais atuarial, enquanto os bancos digitais são mais focados nos clientes, afirma o especialista. Para ele, o desafio para os bancos digitais é saber equilibrar o foco no cliente com uma análise de risco precisa. A empresa pode estar tão focada no cliente que pode acabar esquecendo ou tendo como ponto fraco a análise do risco. Por isso as parcerias são um bom casamento, porque unem a expertise do segurador em precificar com a expertise do banco digital em atuar como um canal de distribuição, adequando a linguagem.

Perspectivas de Riscos Para 2021

Acesse o estudo da The Global Risks Report 2021: https://www.weforum.org/reports/the-global-risks-report-2021/

Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2021/02/edicao-262/

Revista Cobertura: https://www.revistacobertura.com.br/2021/02/26/edicao-228/

Revista Segurador Brasil: https://revistaseguradorbrasil.com.br/edicao-163/

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2021/02/18/edicao-215-os-desafios-da-lei-geral-de-protecao-de-dados-para-os-consumidores/

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed33_2020.pdf  

Revista adernos de Seguros: https://cnseg.org.br/publicacoes/revista-de-seguros-n-915.html 

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MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O CURSO  E INSCRIÇÕES, ACESSE O LINK: https://mba.ens.edu.br/curso/gestao-de-riscos-e-seguros