Reservatórios hidrelétricos esvaziados beneficiam geradoras privadas

15, Jun. 2021

Reservatórios hidrelétricos esvaziados beneficiam geradoras privadas

Trabalhadores da Eletrobras param por 72 horas.

Fonte: Monitor Mercantil

No início da pandemia, em maio de 2020, o armazenamento nos reservatórios das hidrelétricas chegou alcançar um patamar de 60,5%. Apesar da queda no consumo de eletricidade e sem alterações significativas na intensidade das chuvas, após um ano de pandemia, os lagos estão com 42% de água, a segunda pior situação desde a privatização dos anos de 1990.

A denúncia foi feita pelos especialistas Dalila Calisto e Gilberto Cervinski, integrantes da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Segundo eles, os lagos estão sendo esvaziados para beneficiar empresas privadas de geração.

No caso de Itaipu, foi autorizada, no início da pandemia, a abertura das comportas, o que levou a usina à pior geração de eletricidade dos últimos 20 anos, com 25% a menos (2.500 MWmédios). Essa situação beneficiou todas as usinas privadas situadas acima de Itaipu. Assim, as principais hidrelétricas de acumulação de água da Bacia dos rios Grande, Paranapanema, Tietê e outros aceleraram sua produção ao máximo. Ao final de um ano, elas tinham menos de 10% de água nos reservatórios, mas faturaram alto, mesmo com consumo em queda, afirmam no artigo. Um poderoso tarifaço na conta de luz atingirá o povo brasileiro.

Além de favorecer as empresas privadas proprietárias de hidrelétricas, a medida, ao mesmo tempo, beneficiou os proprietários de térmicas, que são os mesmos donos das hidrelétricas, já que em nome de uma suposta crise hídrica o ONS e a Aneel autorizaram o funcionamento das usinas térmicas caras, com preços por quilowatt cinco vezes mais caros. Essa diferença de custo acaba sendo transferida nas contas de luz, afirmam Calisto e Cervinski.

Nesta terça-feira, os trabalhadores do Sistema Eletrobras entrarão em greve por 72 horas. A paralisação é uma resposta ao agendamento da MP 1031 no Senado, que prevê a privatização da Eletrobras. É também uma resposta ao descumprimento do ACT Nacional, à não renovação de ACTs específicos e às demissões de dirigentes sindicais, afirmam as entidades organizadoras da greve.

O vice-presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Nailor Gato, explica que a população não será prejudicada pela nossa luta. Mas é necessário entender que a soberania nacional está em jogo, que haverá aumentos de preços, caso a Eletrobras seja privatizada, e serão os consumidores que pagarão por tudo isso.

A Medida Provisória 1031, da privatização, já foi aprovada na Câmara dos Deputados e tem até o dia 22 de junho para ser aprovada também pelo Senado, caso contrário o texto vai caducar e perderá seus efeitos. A MP entrará na pauta do Senado nesta quarta-feira.

Decisão sobre Selic pauta a agenda da semana, com boletim Focus sinalizando alta

Conforme já sinalizado na última reunião do Copom, a expectativa é de outro aumento de 0,75 ponto percentual

Fonte: Sonho Seguro

As atenções do mercado estarão voltadas para o tom do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne para decidir a nova taxa básica de juros (Selic), com divulgação na quarta-feira, 16, a partir das 18 horas. Nossos olhares se voltam para o comunicado, que é emitida junto com a decisão, e posteriormente para a Ata com mais detalhes, que deve deixar claro se o Banco Central continuará buscando um ajuste parcial do estímulo monetário, como vinha sinalizando, ou se passará a explicitamente buscar o ajuste que for necessário para trazer a inflação para a meta no ano que vem, comenta Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras.

As projeções para a Selic apontam que o mercado aposta na segunda opção, com a mediana das expectativas para os juros básicos ao final deste ano saltando de 5,75% para 6,25%. Para 2022, permanece a projeção de 6,5%, segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, nesta segunda-feira, 14. Simões também destaca que, apesar do resultado melhor que o esperado do PIB do primeiro trimestre deste ano e dos sinais discretos, mas positivos, do andamento da agenda de reformas no Congresso, há preocupação com a inflação, o que se reflete nas projeções. Com o IPCA alto e expectativas de inflação revisadas a cada dia, o BC deve agir para segurar as expectativas e garantir a inflação dentro da meta em um horizonte mais longo, considerando-se também o pano de fundo de uma possível crise hídrica. O cenário de curto-prazo é, sem dúvidas, mais positivo, com revisões altistas para o crescimento do PIB este ano, mas a expectativa para 2022 já está sendo reduzida, como mostra o boletim divulgado hoje, evidenciando a ainda grande incerteza.

A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2021 voltou a subir, de 4,36% para 4,85%, no Boletim Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira com estimativas coletadas até o fim da semana passada. Para 2022, o ponto-médio das expectativas para a expansão do PIB foi reduzido de 2,31% para 2,20%.

Sinistro é pago em segundos com uso de inteligência artificial desenvolvido por insurtech brasileira

Fonte: CQCS

Um algoritmo de machine learning capaz de autorizar o pagamento de sinistros de smartphones em segundos. Essa é a novidade desenvolvida pela insurtech Pier. O site Mobile Time publicou reportagem dizendo que o dinheiro caiu na conta do cliente em 12 segundos.

A inteligência artificial foi nomeada de Pier Bolt, uma homenagem ao corredor jamaicano Usain Bolt, recordista mundial dos 100 metros, 200 metros e 4 x 100 metros, e considerado o homem mais rápido do mundo.

A tecnologia começou a ser desenvolvida em 2019 e, em março deste ano, passou por uma fase de testes com alguns clientes e desde maio foi incorporada por toda a base de usuários da insurtech, composta por mais de 36 mil pessoas.

Segundo a reportagem da Mobile Time, a IA é capaz de aprovar 10% dos pedidos de reembolso automaticamente e a meta é chegar a 30% ainda no final de junho. O Pier Bolt é, atualmente, exclusivo para o seguro de celular, mas o machine learning analisa 100% dos pedidos de reembolso de sinistro que entram na plataforma. Ele não reprova, só aprova. Aíquis Rodrigues Gomes, product manager da insurtech, foi ouvido pela reportagem e afirmou que o Pier Bolt deverá ser aproveitado também no seguro auto.

O que ele não consegue vai para o fluxo normal. Como é novo, dizemos que está aprendendo a lidar com os sinistros, explica o executivo.

A inteligência artificial analisa 45 mil pontos de dados para tomar a decisão. Geolocalização, tempo que o usuário é cliente da Pier e o modo como usa o aplicativo são algumas das informações capturadas para já pré-aprovar a liberação do sinistro.

Segundo Gomes, o Pier Bolt é IA que vai coletando dados do cliente e analisando ao longo da sua experiência na Pier. No momento do sinistro, o algoritmo compila as informações e dá o veredito do reembolso, disse.

Em outubro de 2020, a Pier recebeu aprovação da Susep para operar como seguradora digital no País a partir de sua inserção no sandbox da reguladora.

Graças aos SUS e aos planos de saúde privados, brasileiros atravessam este momento com menos danos

Fonte: O Estado de S. Paulo / Autor: Antônio Penteado Mendonça

Entre abril de 2020 e abril de 2021, os planos de saúde privados receberam pouco mais de 1 milhão de novos usuários. Se pensarmos que esse período engloba momentos dramáticos da pandemia do coronavírus e do desemprego decorrente dela, pode-se dizer que o desempenho foi muito bom.

Afinal, mais de 14 milhões de brasileiros perderam seus empregos, 15 milhões desistiram de procurar emprego e 14 milhões de famílias vivem com até R$ 90 por mês.

Com certeza não são eles que aumentaram o número de pessoas cobertas e, se levarmos em conta que metade da população vive com um salário mínimo por mês, veremos que, apesar dos impactos negativos da crise econômica pré-coronavírus e dos estragos gigantescos causados pela pandemia, os planos de saúde privados continuam atendendo boa parte do público com capacidade econômica para contratá-los.

Os planos de saúde privados têm pouco mais de 48 milhões de segurados, número abaixo dos 50 milhões que faziam parte do sistema até poucos anos atrás, mas bastante razoável frente aos estragos diretos e indiretos que chacoalharam a economia nacional no passado recente.

O aumento de 1 milhão de pessoas entre abril de 2020 e abril deste ano é a confirmação do que se sabe faz tempo, mas que nem sempre é dito com a isenção necessária ou com o destaque merecido. Os planos de saúde privados estão entre os principais sonhos de consumo do brasileiro. E esta posição não caiu do céu, nem foi conseguida de graça.

Os planos de saúde privados fazem a diferença porque, invariavelmente, entregam aquilo que prometem.

Há problemas, solicitações não atendidas, falhas operacionais? Sem dúvida nenhuma, há. E, quando ocorrem, podem significar danos de monta para quem foi prejudicado.

Mas se levarmos em conta o número de procedimentos autorizados pelos planos de saúde em um ano e a quantidade de processos decorrentes das relações entre operadoras e beneficiários, veremos que a judicialização é proporcionalmente pequena. Dando um número, com base no balanço de uma grande operadora de planos de saúde privados, só ela, em 2019, autorizou mais de 80 milhões de procedimentos.

De acordo com dados do mercado, as mais de 700 operadoras de planos de saúde privados em operação no País autorizam, entre simples consultas e cirurgias altamente sofisticadas, mais de 1 bilhão de procedimentos por ano.

Desde o início da pandemia, os planos de saúde privados têm tido desempenho irreprochável. Ainda que alguém possa dizer que teve problemas com seu plano por causa da covid-19, são casos absolutamente isolados, que não refletem a realidade de uma rotina estressante e infindável, que se estende no tempo desde o início de 2020 e sem data para terminar.

Se a pandemia mostrou para o Brasil o acerto da criação do SUS e sua eficiência, também abriu um quadro novo sobre a eficiência e a importância dos planos de saúde privados. É a soma dos dois sistemas que vai permitindo que o Brasil atravesse este momento com menos danos do que seria de se esperar, se a vontade do governo federal houvesse prevalecido.

Graças aos SUS e aos planos de saúde privados, os brasileiros, sem vacinas e condenados a tomar cloroquina e outras tolices do gênero, estariam morrendo em número muito maior, além de não terem atendimento digno para tratar os doentes.

Há males que, se não vem para o bem, pelo menos mostram uma realidade até então não percebida. É o caso da pandemia do coronavírus. Ela indubitavelmente colocou o SUS e seus agentes em posição de destaque e deixou claro que o sistema não funciona não porque não é bom, mas porque o orçamento da União não contempla os recursos necessários para o seu custeio.

Além disso, a pandemia mostrou o que o povo já sabia, mas era escondido por interesses dispostos a levar vantagem em cima de um tema delicado, como é o atendimento à saúde: os planos de saúde privados funcionam.

Eles podem ser melhorados? Podem. Podem ser mais transparentes? Também. Mas se olharmos seu desenvolvimento ao longo do tempo veremos que isso vem acontecendo não é de hoje.

Cineses investem na Petrobras

A Petrobras deverá receber de suas sócias chinesas no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, US$ 2,94 bilhões referentes a compensação total dos investimentos feitos pela brasileira no ativo, como resultado de acordo de coparticipação assinado na véspera, disse a empresa.

A Petrobras vem afirmando que Búzios é o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo. No fato relevante, a empresa apontou mais de 11 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) recuperáveis no ativo.

O acordo tornou-se necessário após a Petrobras, em consórcio com as parceiras CNODC e CNOOC, arrematarem em um leilão em 2019 os excedentes de óleo do contrato da cessão onerosa de Búzios, sob regime de partilha. A petroleira venceu 90% dos volumes, enquanto as chinesas levaram 5% cada.

No acordo, as companhias concordaram que o volume recuperável do contrato da cessão onerosa é de 3,15 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), 26,2% na área coparticipada, enquanto o volume do contrato de partilha de produção dos excedentes é de 8,148 bilhões de boe, ou 73,8% da área. Os percentuais foram calculados com base na estimativa de volumes a serem produzidos a partir da vigência do acordo.

Dessa maneira, o valor da compensação total devido ao Contrato de Cessão Onerosa, que pertence 100% à Petrobras, pelo Contrato de Partilha de Produção, é de US$ 29,4 bilhões, que será recuperado como custo em óleo pelos contratados.

Como a Petrobras possui uma participação de 90% no consórcio deste contrato, o valor referente à participação de 10% dos parceiros CNOOC e CNODC, no montante de US$ 2,94 bilhões, será recebido à vista pela Petrobras na data de início de vigência do acordo, disse a Petrobras.

Com o início de vigência do acordo, a participação na jazida de Búzios será de 92,666% da Petrobras, enquanto cada uma das chinesas terá 3,667%.

A efetividade do acordo está sujeita à aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), seguida do pagamento da parcela dos parceiros CNOOC e CNODC da compensação à Petrobras.

A petroleira disse ainda que as estimativas de participação e de compensação apresentadas têm como base a data efetiva do acordo em 1º de setembro de 2021 e, assim que a data for confirmada com a aval da ANP, serão realizados ajustes conforme a produção acumulada e os investimentos feitos até a data.

A Petrobras informou também que assinou contrato com a joint venture formada pelas empresas Saipem e DSME no valor de US$ 2,3 bilhões para fornecimento da plataforma P-79, 8ª unidade a ser instalada no campo de Búzios.

Fonte: O Globo

Luis Nagamine retorna à AIG disposto a avançar em riscos corporativos e ambiental na AL e Caribe

Fonte: Sonho Seguro

Luís Nagamine está de volta ao grupo AIG Seguros depois de 32 anos de sua primeira passagem pela companhia, em 1989. Temos ótimas perspectivas. O grupo finalizou a reestruturação mundial e a companhia está preparada para este novo cenário de concorrência, de inovação e de crescimento com entregas sob medida para clientes, com rentabilidade para o acionista, disse ele ao blog Sonho Seguro.

O executivo chegou em fevereiro para liderar a área de grandes riscos, ou Property & Casualty (P&C) do grupo norte americano para a América Latina e Caribe, reportando-se a Paride Della Rosa, CEO regional do grupo. Em sua carreira, passou por Munich Re, criou a corretora THB, foi Itaú Unibanco, que tinha a AIG, seguiu para a Chubb para coordenar a integração com a ACE, a maior aquisição no mundo até então. Finalizado o desafio, foi para a japonesa Mitsui Sumitomo e IRB Brasil Re, onde ficou até o início do ano.

O grupo nomeou oficialmente Peter S. Zaffino como CEO, sucedendo Brian Duperreault, que passou a ser presidente executivo do conselho, em 1º de março de 2021. No entanto, ele estava no cargo desde outubro, sendo o resultado do primeiro trimestre deste ano o primeiro sob sua gestão. Duperreault deixará o cargo de presidente executivo no final de 2021 e se tornará um funcionário não executivo. Ele também esteve envolvido no desenvolvimento da estratégia de longo prazo e do plano operacional da AIG.

Os prêmios brutos emitidos mundialmente pela AIG no primeiro trimestre de 2021 aumentaram 6%, para US$ 10,7 bilhões, no negócio de seguros gerais, impulsionados pela seguradora na América do Norte e linhas comerciais internacionais. A receita de subscrição chegou a US$ 73 milhões em seus negócios de seguros gerais no trimestre, em comparação com um prejuízo de US$ 87 milhões no ano anterior, quando registrou grandes perdas relacionadas à pandemia.

Na divulgação do balanço trimestral, Zaffino disse em teleconferência que o trabalho de otimização continuará, mas vale a pena refletir sobre a magnitude do que realizamos nos últimos três anos, porque o primeiro trimestre de 2021 foi um ponto de inflexão importante para nossa equipe. Nosso foco girou da correção para impulsionar o crescimento lucrativo. O lucro ajustado de US$ 1,05 por ação superou a estimativa média de 95 centavos de 16 analistas em uma pesquisa da Bloomberg.

Aqui no Brasil, a expectativa dos corretores e dos clientes é grande, diante do que chamam de hard Market. Ou seja, mercado mais difícil de se negociar, com redução de players e alta do preço do seguro pelas companhias globais numa tentativa de recuperar perdas registradas com a pandemia e também com catástrofes naturais. O segmento de pessoa física sofreu mais na pandemia. O setor corporativo está indo bem e a AIG está mais preparada do que muitos concorrentes pelas ações implementadas nos últimos 3 anos. É uma fase importante para mim, pois a arrumação se foi e agora é aproveitar as oportunidades que a região oferece para os seguros corporativos, inclusive riscos ambientais, afirma Nagamine.

Como o segmento de grandes riscos sob pressão de aumento de preço, muitas seguradoras reduziram a exposição de forma expressiva, assim como a AIG fez nos 3 últimos anos, concentrando-se nas operações mais rentáveis. O período de estagnação dos riscos corporativos já passou. Estamos no lugar certo na hora certa, comenta ele, já de olho numa nova rodada de investimentos que deve surgir no Brasil com o avanço da vacinação e algumas reformas que coloquem o Brasil num novo ciclo de crescimento.

Naganime comenta que os clientes pressionam corretores por melhorias, principalmente depois que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou normativos que dão liberdade para seguradoras serem mais criativas na construção de um programa de seguros para grandes corporações, deixando de lado a mesmice até então praticada com base nas regras que padronizavam os contratos de uma forma geral no setor.

Como AIG, já tínhamos a premissa de criar um clausulado especial para as apólices globais. Agora, com nossa atuação mundial e por estarmos ajustados para crescer, temos oportunidades de conquistar empresas que buscam proteção para riscos diferenciados como ambiental, cibernético, linhas financeiras em geral entre outros, afirma. Realmente vemos um bom momento para o Brasil e para a AIG nos próximos anos.

Idec notifica Hapvida e Prevent Senior por imposição de cloroquina

Segundo a entidade, as operadoras pressionam médicos a aplicar o chamado tratamento precoce. Empresas dizem que respeitam autonomia dos profissionais

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) notificou extrajudicialmente a Hapvida e a Prevent Senior pelo uso de cloroquina e outros medicamentos comprovadamente ineficazes contra a covid-19. Segundo a entidade, as operadoras contrariam as recomendações de órgãos nacionais e internacionais e pressionam médicos a aplicarem o chamado tratamento precoce, colocando em risco a saúde e a segurança dos consumidores.

A entidade apresenta indícios de que a Hapvida estaria pressionando médicos a prescreverem esses produtos em pelo menos quatro Estados, Goiás, Pernambuco, Pará e Ceará. Neste último, a empresa recebeu uma multa de R$ 468 mil por parte do Ministério Público por impor a prescrição de cloroquina e hidroxicloroquina.

No caso da Prevent Senior, o Idec reiterou uma notificação enviada à empresa em 2020 em que pedia esclarecimentos sobre a indicação de medicamentos sem eficácia comprovada para o tratamento da doença.

Em resposta enviada em abril, a empresa afirmou respeitar o princípio da autonomia médica e colher consentimento dos usuários. Mas denúncias que emergiram desde então mostram que kits Covid foram enviados aos consumidores antes mesmo do diagnóstico positivo para o novo coronavírus. Um inquérito civil aberto pelo Ministério Público do Estado de São Paulo investiga essas e outras práticas da operadora.

De acordo com a entidade, a saúde suplementar é um mercado de relevância pública dada a importância do serviço para a vida e a saúde do consumidor final. Por isso, defende o Idec, as empresas estão submetidas aos mesmos requisitos que recaem sobre a administração pública no que se refere ao respeito aos critérios científicos e técnicos, por um lado, e aos princípios constitucionais da precaução e prevenção, por outro.

O Idec pede que a Hapvida e a Prevent Senior revejam imediatamente seus protocolos internos, interrompam o envio de medicamentos sem eficácia comprovada aos usuários, cessem a pressão sobre médicos e prestem esclarecimentos aos consumidores sobre os riscos do chamado “tratamento precoce” por todos os meios disponíveis, inclusive jornais de grande circulação do País.

As empresas têm 15 dias corridos para responder à notificação.

O outro lado

Procurada pela reportagem, a Hapvida afirmou que respeita a soberania médica e que todos os tratamentos são de inteira autonomia do profissional, decididos em comum acordo com os pacientes. Disse também que está apurando as exigências estabelecidas na notificação do Idec e que se compromete a tomar a devidas providências, caso sejam cabíveis.

Segundo a Hapvida, tanto beneficiários quanto médicos, enfermeiros e outros profissionais que constituem o quadro da companhia possuem canais específicos para o atendimento, como ouvidoria interna e Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), com equipe treinada para receber e encaminhar qualquer eventual desconforto ocorrido nas unidades de atendimento.

Já a Prevent Senior afirmou que não recomenda, enquanto operadora de saúde, o uso de nenhuma droga ou tratamento. Segundo a empresa, os médicos têm total autonomia para adotar ou prescrever terapias ou medicamentos que julguem os mais adequados para cada paciente. Este acompanhamento é facilitado porque o histórico clínico de todos os mais de 530 mil beneficiários é registrado digitalmente, o que garante segurança à conduta dos médicos, disse. Segundo a operadora, os indicadores de letalidade entre os seus pacientes de Covid estão abaixo das médias nacional e no Estado de São Paulo.

Fonte: Agência Estado

Inscreva-se Para: Desafios da Segurança Cibernética no Setor Elétrico

 

O setor elétrico brasileiro tem sido vítima de uma série de ataques cibernéticos nos últimos meses. Cerca de 50% das empresas do setor relacionam o aumento de incidentes com a pandemia, segundo o estudo Percepção do risco cibernético na América Latina em tempos de covid-19, da Marsh & Microsoft.

Pensando nisso, a Marsh Brasil e a Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR) trazem para discussão o tema Desafios da segurança cibernética no setor elétrico, em webinar onde serão abordados os pontos chave das ameaças cibernéticas, que podem resultar em prejuízos financeiros e riscos regulatórios.
Junte-se a nós na quarta-feira, 16 de junho, às 10h (horário de Brasília), para conferir a perspectiva de nossos painelistas sobre a visão do risco, os impactos e estratégias perante um incidente cibernético, e saber como mitigar seu risco frente às ameaças cada vez mais sofisticadas.

 

Estarão conosco neste bate papo:

 

·         Peter de Souza, Gerente de Seguros e Garantias Financeiras da Elera Renováveis S/A e Membro do Conselho da ABGR;

·         Marta Schuh, Diretora de Risco Cibernético da Marsh Brasil;

·         Edson Villar, Líder Regional de Consultoria em Risco Cibernético na Marsh Advisory;

·         Paulo Mantovani, Diretor de Power & Utilities, Mining & Metals da Marsh Brasil e de Renewable da Marsh LAC

Link para inscrição: https://mmc.zoom.us/webinar/register/WN_30kEu-iwTbmS9v5LDX2fDQ

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