Ainda Sobre a Eletrobrás

23, Jun. 2021

Ainda Sobre a Eletrobrás

Esse modelo de privatização da Eletrobrás é um desrespeito, diz Elena Landau

Fonte: Estadão / Jornalista: Sonia Racy

A Câmara dos Deputados aprovou em segunda votação, na segunda-feira, a medida provisória de capitalização da Eletrobrás já vitoriosa no Senado. Agora, o texto segue para sanção presidencial. Tendo transitado, no passado, por diferentes áreas de governo, a ex-diretora de privatização do BNDES Elena Landau não acredita na possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro vetar qualquer um dos jabutis anexados à proposta de privatização da estatal. Esses jabutis vêm de forças muito poderosas, analisa a economista e advogada.

Ela se refere, principalmente, à questão das térmicas e gasodutos, que nada têm a ver com o projeto original, mas representam custos que ao final deverão cair na conta dos consumidores. Esse modelo de privatização é um desrespeito, resume, pois ele cria uma reserva de mercado que é uma distorção absoluta na forma de operar o setor.

Nesta entrevista para a série Cenários, ela critica as iniciativas do governo Bolsonaro, lamenta a bipolarização que já desponta para 2022 entre bolsonarismo e lulismo e faz a chamada para uma terceira via: A gente precisa recuperar a capacidade de diálogo. A seguir, os principais trechos da conversa.

Assistimos enfim, no Congresso, aos passos finais da privatização da Eletrobrás. Você gosta do modelo no qual ela foi desenhada?

A privatização andou. Foram feitas muitas concessões do governo à área política, inventaram uma revitalização da Bacia de Furnas que tem como padrinho o senador e presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, é área de atuação dele, e um pacote de desembolsos para agradar à classe política. Então, depois do relatório do (deputado) Elmar Nascimento (DEM-BA), produziram-se vários jabutis, eu costumo dizer que são tão grandes que derrubaram a árvore. Os principais se referem à questão das térmicas e gasodutos. E esse assunto tão ruim, tão distorcido, ao final dominou a discussão.

Mas, pelo que entendi do projeto de privatização, o novo dono terá o direito de dizer sim ou não à construção de térmicas.

Uma vez privatizada, a Eletrobrás vira uma empresa como outra qualquer. Concordo. Mas terá algumas obrigações. Dou um exemplo. Uma série de aportes previstos para essa conta do desenvolvimento da CDE, onde estão os encargos do sistema, vai sair do caixa a ser arrecadado na oferta pública. Os tais fundos de revitalização também sairão direto da Eletrobrás. A obrigação de contratação não é da Eletrobrás pública, utilizaram esse projeto pra dar carona a um lobby muito forte na área de gás e gasodutos que já tentou essa reserva de mercado antes em vários outros projetos. É um assunto completamente distinto, e o apêndice acabou dominando o todo. Por isso eu digo que esse jabuti, especificamente, de tão grande, derrubou a árvore.

Você vê chance de esses jabutis serem vetados pelo presidente?

Não acredito. Uma coisa que chama a atenção, nesse projeto todo, é como o Ministério de Minas e Energia abriu mão, pacificamente, de suas prerrogativas. O relator da MP invadiu essa área, que inclui o planejamento do setor elétrico, a definição dos leilões. O que se vê no governo é a vontade de fazer de qualquer jeito. A única esperança do setor elétrico, e eu nunca vi isso em 30 anos, é a unanimidade contra essa política. Todos contra essa reserva de mercado, que é uma distorção absoluta da forma de operar o setor.

E, daqui para frente, como isso fica?

A esperança dos que criticam o projeto, como eu, era que o Senado pudesse impugnar esse apêndice, que nada tem a ver com a MP. Não aconteceu. Do jeito que ficou, lá na frente vai dar errado e vão dizer: a culpa é da privatização. Não é. A culpa é da forma como a privatização está sendo feita.

Por que no governo FHC a privatização da área de telefonia avançou, mas a das elétricas não?

O governo FHC começou pelas distribuidoras, ficou um restinho que outro governo concluiu. O problema todo está na geração. Ela começou lá no governo FHC, quando houve uma opção de se começar a privatização pelas subsidiárias. Em vez de vender a Eletrobrás, venderiam Furnas, Gerasul, Chesf e Eletronorte. Foi sucesso a venda da do Sul, que hoje é uma das mais dinâmicas do mercado, a Tractebel. Houve momento em que a Tractebel chegou a valer o dobro da Eletrobrás. Aí, na hora de fazer a privatização de Furnas, o então governador de Minas, Itamar Franco, botou tanques na rua. Os mineiros disseram o lago de Furnas é nosso, os rios são nossos, ninguém vai privatizar. Seguiu-se uma guerra de liminares, a ideia não avançou.

Inclusive a Cemig continua estatal...

Continua. Na mesma época, o Mario Covas, em São Paulo, avançou com a privatização da Cesp, que recentemente foi concluída. Privatizar é complicado, sempre aparece resistência. O governo FHC avançou bastante nisso, conseguiu vender a Vale do Rio Doce e todo o sistema Telebrás.

Será que essa história de colocar jabutis não é uma forma de distrair, aí o projeto passa e Bolsonaro veta?

Não acredito, porque esse jabutis vêm de forças muito poderosas.

Vêm direto da fonte, né?

Direto da fonte, de forças privadas muito fortes articuladas com o Centrão. O que ocorre na privatização da Eletrobrás já se viu e se vê em outras reformas. Tem um açodamento do governo, para dizer estou fazendo, eu privatizei. Também vão fazer uma reforma administrativa de qualquer jeito, a reforma tributária idem. É até engraçado, tem pessoal da área dos empregados, da resistência contra a privatização, usando os meus artigos como apoio, dizendo até ela, a carrasca das estatais, é contra. E eu lhe digo: sou a favor, sim, da privatização, mas não dessa. Nunca gostei desse modelo. Fazer por MP a venda de uma estatal é um acinte, um desrespeito.

E você, com toda essa experiência, está hoje no comando do Livres.

Sou do Conselho Acadêmico do Livres. O grupo tem uma ala do executivo e um conselho, como se fosse um instituto de pesquisas. O Livres é um movimento liberal por inteiro, que não cabe só nesse liberalismo de agenda econômica. Tem preocupação com outras áreas essenciais, como inclusão, proteção social, mobilidade social, fortalecimento das instituições democráticas, diversidade... Eles me atraíram por causa disso.

Como você chegou a essa decisão?

Eu saí do PSDB em 2017, com aquelas confusões do Aécio (Neves) e a pouca mobilização do partido. Então me convidaram para presidir a fundação do novo grupo. A intenção era criar um partido, ele já tinha 12 dos 27 diretórios do PSL. Aí veio a traição, o Bolsonaro entrou no PSL e o Livres rompeu na hora com o partido. Pela firmeza ética, eles me fisgaram de vez.

Do que você cuida?

Não sou da área executiva, sou do conselho, mas é uma relação muito próxima. Fizemos em 2018 uma construção suprapartidária que tem nomes como Persio Arida, Samuel Pessôa, Sandra Rios, Fernando Schuller, Paulo Roberto de Almeida, Ricardo Paes de Barros... Posso estar esquecendo alguém. Mas, enfim, pessoas que sempre foram liberais. Não é um partido, nem tem intenção de ser. Mas foi o primeiro, talvez único grupo liberal que rompeu com Bolsonaro já de saída. Ele não tem nada de liberal.

Olhando para 2022, acredita que vai ter espaço para uma terceira via?

Se eu achar que não tem, eu desisto. Vou para um retiro, ler romances, paro de escrever. A polarização só interessa ao Bolsonaro e ao Lula. A gente tem de construir uma alternativa. E eu acho que o Tasso Jereissati é, disparado, o grande nome para ela.

Acha que ele vai topar?

Acredito que sim. Ele já deu entrevistas, pode haver uma composição. A grande importância de 2022 está em derrotar o bolsonarismo.

Como acha que estaremos lá por julho de 2022?

Não tenho bola de cristal. É óbvio que, se Bolsonaro tiver dinheiro para gastar, começar a distribuir o Bolsa Família e o PIB tiver um mínimo de sustentação, ele chega bem. Mas uma pessoa já com mais de 500 mil mortos nas costas continuar com esse nível de aceitação... É uma coisa digna de ser estudada, essa sociedade brasileira, não é?

Como lidar com isso? Essa bipolarização direita-esquerda é uma negação da realidade, não?

Isso começou lá atrás, no Plano Real, quando ainda havia uma simpatia entre PT e PSDB. Com o real, o projeto de poder do PSDB ficou claro, aí começou uma coisa de polarização. No governo Lula, apesar de falarem em herança maldita, foram chamadas pessoas como Ricardo Paes de Barros, Marcos Lisboa, o Antonio Palocci era visto como pessoa de centro. Mas tudo se desmantelou no mensalão. O Lula chegou ao segundo mandato, e aí veio a polarização radical. Nós e eles, neoliberais fascistas, privataria tucana etc.

Que papel o liberalismo pode ter nesse cenário?

Volto a insistir que o liberalismo tem muito a ajudar, se você juntar liberdade econômica com inclusão social, que é o que defendemos. Mas esse caminho pressupõe uma condição imediata: a gente precisa recuperar a capacidade de diálogo.

Elena Landau é economista e advogada, ex-diretora de privatização do BNDES na gestão FHC e integrou os conselhos da Vale, Eletrobrás, entre outros.

WTW lança o Climate Transition Pathways (CTP)

Trata-se de uma validação que ajuda as seguradoras e as instituições financeiras a fazer a sua transição para uma economia com uma reduzida pegada de carbono, informa o portal português ECO

Fonte: Sonho Seguro

A corretora e consultora Willis Towers Watson lançou o Climate Transition Pathways (CTP), uma validação que ajuda as seguradoras e as instituições financeiras a fazer a sua transição para uma economia com uma reduzida pegada de carbono, informa o portal português ECO.

A empresa trabalhará com grupos independentes como a Volans, consultora responsável pela iniciativa Bankers for Net Zero, e a Climate Bonds Initiative, uma organização internacional sem fins lucrativos comprometida com a resiliência climática, na criação de um comité de governança CTP, explica a Willis Towers Watson em comunicado.

As organizações que tenham aderido aos princípios (do Acordo de Paris) e obtenham a validação serão capazes de aceder mais facilmente à capacidade e ao capital dos seguros, para ajudar na transição para um modelo de negócios de baixo carbono, lê-se na nota divulgada.

Recentemente, falando como convidado de honra do Insurance Development Forum (IDF), realizado em evento virtual, António Guterres, secretário geral da ONU, afirmou que as seguradoras têm um papel decisivo a jogar na promoção das transformações necessárias a proteger a Terra das alterações climáticas.

Guterres apelou aos seguradores e resseguradores para alinharem os seus portefólios e investimentos com a meta Net Zero 2050 e seguirem o compromisso do G7, grupo dos 7 países mais industrializados do mundo, de acabar com todo o apoio internacional ao carvão no fim deste ano.

Webinar debateu mercado irregular de seguros na América Latina

Entre promovido pela CNseg entre lideranças do setor de diferentes países buscou alternativas para diminuir os prejuízos causados aos consumidores

Fonte: CNseg / Sonho Seguro

A situação do mercado irregular de seguros em países da América Latina e as possíveis soluções para os prejuízos causados ao consumidor foram os principais assuntos debatidos no webinar promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) na manhã dessa segunda-feira (21/06). O compartilhamento de experiências entre lideranças do setor de diferentes países buscou alternativas para diminuir os prejuízos causados aos consumidores.

O evento contou com a participação do Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano; do chefe da Coordenação Geral de Estudos e Relações Institucionais da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Paulo Roberto Miller; do Vice-Presidente Executivo da AACH/Chile (Asociación de Aseguradores de Chile), Jorge Claude; do Diretor Executivo AUDEA/Uruguay (Asociación Uruguaya de Empresas Aseguradoras), Alejandro Veiroj; e do Presidente APCS/Paraguay (Asociación Paraguaya de Compañía de Seguros), Antonio Vaccaro, sendo moderado por um dos maiores especialistas do Brasil na área de Direito do Consumidor, o professor Ricardo Morishita.

De acordo com Morishita, diversos países do mundo contam com a operação simultânea de seguradoras e associações de socorro mútuo, mas sua atuação não se confunde. Diferentemente das seguradoras, essas associações visam ao exercício de solidariedade e não têm fins lucrativos. Ambas as atividades são regulamentadas no Brasil, mas têm naturezas jurídicas distintas. Entretanto, Morishita destaca que o que preocupa é o surgimento de um terceiro gênero que não é uma associação, mas veste uma roupa de associação para poder comercializar seguros.

O grande problema dessa atividade é a legalidade, não é nem seguro, nem proteção dos consumidores, salienta Morishita. Tanto o Superior Tribunal de Justiça bradileiro quanto vários Tribunais Regionais já reconheceram que a venda de seguros por associações de forma aberta, no varejo, é ilegal. Mas há uma estratégia que se estabeleceu ao longo de anos. Você entra com a ação, suspende a atividade, mas se cria uma nova associação. Como há uma informalidade muito grande e não há regulação suficiente, abrir e fechar é muito simples, explica Morishita.

Isso traz uma série de problemas que não costumam ficar tão evidentes para o consumidor. Morishita considera que o consumidor é atraído pelo preço das associações, que costuma ser inferior ao das empresas seguradoras, mas não percebe o que está por trás dos benefícios. Ao contrário das seguradoras, as associações não possibilitam que a desvinculação seja feita a qualquer hora, não analisam o perfil do consumidor, os valores pagos são flutuantes, as regras de operação variam, a coparticipação em franquia não é fixa e a inadimplência implica automaticamente em perda dos benefícios. Com isso, os consumidores correm o risco de não receber o dinheiro do sinistro. Além disso, cobranças individuais também podem ser feitas e não há a quem recorrer caso o consumidor se sintam prejudicado.

Em função dessa realidade, há atualmente 353 ações civis coletivas movidas contra entidades que vendem seguros irregularmente. É o que destaca o chefe da Coordenação Geral de Estudos e Relações Institucionais da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Paulo Roberto Miller. O consumidor não sabe e acaba achando que adquiriu um seguro mesmo, destaca. O trabalho da Susep visa, tanto proteger o consumidor, quanto a instituição seguro. Não se trata de fiscalizar nem regular essa atividade, mas de coibir a prática irregular e, segundo ele, as reformas regulatórias da Susep buscam justamente resolver esse problema. Essas reformas, afirmou, vão reduzir os espaços do mercado irregular e vão permitir que o mercado regular capte boa parte da demanda dos consumidores.

De acordo com o Presidente da CNseg, o problema do mercado irregular se deve muito ao crescimento dinâmico do mercado segurador brasileiro, que atrai aqueles que veem oportunidades para negócios, ainda que irregulares. Essa realidade teve início com o seguro de automóveis, mas logo se estendeu a outras áreas. Mas, segundo Coriolano, abordando o tema de forma diferente da Susep, a solução infra-legal não soluciona a assimetria legal existente, nem as vantagens competitivas das associações que se nutrem de menores custos regulatórios e isenção de impostos. Foi com base nesse disgnóstico que defendeu que a solução para isso passa necessariamente por um projeto de lei. E, para ele, o paradigma é o mesmo que deu solução ao antigo mercado de planos de saúde em 1998: a lei 9.656. É porisso, disse o Presidente da CNseg, que nós chamamos todos, não apenas os congressistas e parlamentares, mas todos aqueles posicionados para um setor de seguros solvente e protetivo do consumidor, inclusive órgãos reguladores e entidades de defesa dos consumidores, para que juntos possamos recolocar o tema, que já tem projeto pronto de lei complementar, dentro da agenda prioritária do Congresso Nacional.

Particularidades do mercado de seguros no Chile, Uruguai e Paraguai

A situação do mercado irregular de seguros no Chile, no Uruguai e no Paraguai difere da realidade brasileira. Mas a essência é a mesma.

O Chile tem menores problemas com as associações de socorro mútuo no presente, exceto na área da saúde, afirmou o Vice-Presidente Executivo Asociación de Aseguradores de Chile, Jorge Claude. Já foi pior, segundo ele, quando uma associação da categoria dos médicos decidiu apenas manter um fundo para mover ações por más práticas médicas. Diante dessa situação, Jorge Claude contou que entidades ligadas às seguradoras mostraram que, além de ser ilegal, o fundo não garantia proteção à categoria porque não havia garantias de que seria capaz de cobrir as demandas. A solução encontrada foi a contratação, por parte dessa associação de médicos, de um seguro de responsabilidade civil.

Situações desse tipo foram evitadas com base na legislação. Segundo Claude, a lei dá um respaldo bastante poderoso para as companhias de seguros de saúde, obrigando que o comércio de transferência de riscos se faça através de um canal formal que está regulado pela Comissão para o Mercado Financeiro (CMF). Além disso, os consumidores contam com uma espécie de defensoria pública para a defesa dos assegurados. Mas, ainda assim, há dificuldades para mover ações contra empresas que operem ilegalmente no país, afirmou.

Outra particularidade do Chile é a possibilidade de aquisição de seguros no exterior. Embora seguradoras estrangeiras não possam atuar no país, os cidadãos chilenos estão autorizados a viajar e adquirir seguros no exterior. Os seguros de vida são os que mais apresentam desafios nesse sentido. Penso que isso tem a ver, tanto com a maturidade do mercado, quanto com a situação política. O Chile está passando por um momento de incertezas, que faz com que parte da população prefira buscar soluções fora do país, ponderou Claude.

Outro ponto desafiador destacado por ele são os serviços de assistência nos quais uma empresa vende o serviço, mas subcontrata outra para a prestação. Claude avalia que isso é um seguro disfarçado.

Os serviços pré-pagos de saúde oferecidos por clínicas ou hospitais privados estão entre os principais desafios no Chile e no Paraguai. Muita gente tem certeza de que conta com um seguro, mas isso não é seguro; é simplesmente uma forma de pagar antecipadamente por um serviço, destaca Claude. A principal diferença é que essas empresas não possuem reserva técnica, como possuem as companhias seguradoras. Situação semelhante envolve serviços funerários.

Já no Paraguai, as atividades das empresas que oferecem serviços pré-pagos de saúde e as seguradoras privadas são atividades complementares que, desde 1997, são fiscalizadas pela Superintendência de Seguros. Quanto aos serviços funerários e os serviços de assistência, o Presidente APCS/Paraguay (Asociación Paraguaya de Compañía de Seguros), Antonio Vaccaro, salientou que a solução encontrada foi incorporá-los aos seguros. No que diz respeito a outros tipos de serviços, Vaccaro afirmou que as cifras ainda são pequenas no mercado paraguaio. Embora, disse ele, a experiência brasuleira já tenha levantado questões que deveremos enfrentar em nosso país.

O mercado irregular de seguros no Uruguai é bastante semelhante ao do Paraguai e ao do Chile. Os serviços de saúde e de vida, além do seguro funeral, são os que mais apresentam problemas. A principal diferença é que a legislação uruguaia proíbe formas societárias diferentes de seguradoras devido ao marco regulatório. O Uruguai também não permite que os cidadãos adquiram esse tipo seguros fora do país. Neste caso, as sanções previstas em lei se aplicam tanto a quem compra quanto a quem vende. Da mesma forma que o representante do Paraguai, disse que é preciso levantar barreiras regulatórias que impeçam a venda de seguros por outros entes que não tenham a mesma proteção.

O Diretor Executivo AUDEA/Uruguay (Asociación Uruguaya de Empresas Aseguradoras), Alejandro Veiroj, destacou que a assimetria regulatória e a dificuldade de fiscalização de mercados irregulares tem a ver com falta de foco adequado, porque os riscos se materializam a longo prazo. Em muitos países isso se resolveu designando reguladores diferentes, para a conduta de mercado e para a solvência, apontou Veiroj. É o caso da Inglaterra e do Canadá, mencionou.

Ao encerrar o evento, o Presidente da CNseg advertiu que a progressiva quebra de barreiras informacionais na região da América Latina pode suscitar maior velocidade de expansão do mercado irregular entre os países e que, por isso, o fortalecimento da FIDES e de suas trocas é fundamental para todos os seus integrantes.

Como saber se a pessoa falecida possuía algum seguro de vida?

Fonte: CQCS

Quando algum ente querido morre, é comum as pessoas terem dúvidas sobre como descobrir se o falecido era segurado ou beneficiário de uma apólice

Quando algum ente querido morre, muitas pessoas ficam em dúvida em como agir, sem saber ao certo se ele possuía algum seguro de vida. Isto é muito comum, pois, às vezes, o falecido não utilizava com frequência os serviços oferecidos pelo produto ou até mesmo esquecia que era segurado de uma apólice paga pela empresa em que trabalhava, uma vez que não era responsável pela mensalidade dela.

O seguro de vida é um benefício que auxilia muitas famílias a passarem por momentos difíceis e de dificuldade financeira, principalmente agora na pandemia. Para saber se seu parente tinha uma apólice em seu nome, é necessário seguir alguns passos:

Fale com o corretor de seguros da família, caso haja algum;

Veja se é debitado algum valor fixo automaticamente nas contas bancárias da pessoa que seja discriminado como seguro de vida;

Verifique no contracheque do falecido se há algum desconto de parcela de seguro de vida;

Converse no setor de recursos humanos da empresa onde quem morreu trabalhava para saber o seguro estava entre os benefícios oferecidos;

Entre em contato com a possível seguradora.

Há também a possibilidade de consultar na Susep (Superintendência de Seguros Privados), através do número do CPF da pessoa, se existe algum seguro registrado no nome dela. Após fazer isso, caso seja verificado que ela era segurada ou beneficiária de um seguro de vida, é necessário dar entrada na seguradora e entregar a documentação.

A relação de documentos a ser entregue, assim como as regras para abertura de um sinistro estão nas Condições Gerais do Seguro. Os documentos necessários para abertura do sinistro junto à seguradora variam conforme a cobertura de seguros. Por exemplo, na cobertura de Morte deverão ser entregues: cópia dos documentos pessoais do segurado, cópia do comprovante de residência do segurado, formulário de aviso de sinistro, cópia da certidão de óbito da pessoa que sofreu o sinistro, dentre outros. O aviso de sinistro deve ocorrer tão logo se tenha conhecimento do fato ocorrido, afirma André Serebrinic, diretor de Vida e Previdência da Mapfre.

Em caso de morte sem a de indicação de beneficiários, metade do valor do seguro é destinado ao cônjuge e a outra metade aos herdeiros legais do falecido, conforme determinado pelo artigo 792 do Código Civil. Na falta de herdeiros legítimos, serão considerados beneficiários os que provarem que a morte do segurado os privou dos meios necessários à subsistência. Todavia, entendo que se não existirem pessoas dependentes do segurado, o pagamento poderá ser feito aos herdeiros testamentários, muito embora nossa legislação seja silente a esse respeito. Em não havendo herdeiros legítimos, testamentários ou pessoas que dependiam do segurado, o pagamento poderia ser destinado ao Estado, o que é muito raro de acontecer na prática, diz Bárbara Bassani, sócia na área de Seguros e Resseguros de TozziniFreire Advogados.

Em um momento delicado, contar com a ajuda de um corretor é fundamental para agilizar todo processo para a família.

A Corretora Azos oferece duas formas para resolver esse problema: através da figura do guardião ou da consulta por CPF na base da Receita Federal. O guardião é um recurso em que ao contratar um seguro de vida, nosso cliente indica alguém para ficar responsável por acionar e ajudar a família. Pode ser um amigo, um parente ou qualquer outra pessoa que ele escolher. A consulta na base da Receita acontece a cada mês e, sempre que um CPF da nossa base de segurados vem a dar baixa, nós fazemos contato com a família para não deixar sem indenização, afirma Mateus Nicolau, diretor comercial da corretora. O corretor tem um papel bem importante para uma experiência positiva no pagamento do sinistro, tranquilizando os beneficiários quanto ao processo, ajudando com o levantamento de documentação, formulários e conversas com a seguradora, completa Bernardo Ribeiro, sócio fundador e CMO da Azos.

Startup que financia energia solar a consumidores recebe R$ 160 milhões

Solfácil já financiou painéis fotovoltaicos a mais de 10 mil clientes na pessoa física e jurídica; proposta cresceu com aumentos na conta de luz

Hidrelétricas em baixa, termelétricas em alta: o resultado é que o consumidor de energia elétrica tem visto uma conta de luz cada vez mais cara. Essa crise gera oportunidades para startups que defendem maneiras de economizar na conta atual, ou mudar para uma conta completamente diferente.

O segundo caso é o da Solfácil. A startup de serviços financeiros defende trocar a mensalidade da energia elétrica por um painel fotovoltaico parcelado.

Essa fintech de financiamento da energia solar acabou de ganhar mais um impulso para sua proposta. A Solfácil anunciou nesta quarta-feira (23) a captação de R$ 160 milhões. O aporte será fundamental para a fintech crescer dez vezes sobre 2020, ampliando a carteira de crédito para R$ 1 bilhão neste ano. Atualmente, são mais de 10 mil clientes e R$ 300 milhões em painéis fotovoltaicos financiados.

O Do Zero Ao Topo, marca de empreendedorismo do InfoMoney, conversou com o fundador Fabio Carrara sobre o setor de energia solar e o crescimento da Solfácil. O mercado tem dado saltos nos últimos anos, mas a oportunidade continua grande. Segundo dados coletados pelo empreendedor na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 0,6% das unidades consumidoras brasileiras tem tecnologia de energia solar atualmente. Em países como a Austrália, a penetração chega a 25%.

Como funciona a energia solar distribuída

A Solfácil foi fundada pelo engenheiro Fabio Carrara em 2018. Carrara começou sua carreira há 15 anos, como consultor estratégia no Boston Consulting Group. Um MBA na Universidade de Wharton acendeu seu interesse pelo empreendedorismo. De volta ao Brasil, Carrara tornou-se diretor em um fundo alemão de venture capital. O estudo de um negócio de geração de contatos de clientes (leads) fez o diretor perceber o mercado de painéis fotovoltaicos.

Pesquisei sobre a energia solar distribuída e vi que ela era comum na Austrália, na Europa e nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o Brasil é o melhor país para esse mercado: tem uma energia elétrica cara, mas muito sol e mão de obra relativamente barata. São fatores que permitem a expansão da energia solar distribuída, diz Carrara. Na energia solar distribuída, os usuários geram luz para consumo próprio.

O diretor virou empreendedor em 2015. Fundou a Solstar, uma empresa que desenhava projetos e instalava painéis fotovoltaicos em estabelecimentos comerciais e residenciais. Aprendi sobre a cadeia de suprimentos, sobre a tecnologia e sobre as necessidades do consumidor final. Ficou claro que o grande gargalo era fazer o investimento inicial nos painéis, e as fintechs estavam crescendo no Brasil.

Após um investimento semente de R$ 4 milhões, captado em 2018, nasceu a Solfácil. A fintech pretende trocar o custo atual da energia elétrica pelo investimento em energia solar, concedendo financiamentos de até dez anos para aquisição de painéis fotovoltaicos.

A Solfácil atua em modelo B2B2C: agentes locais de projeto e instalação de painéis oferecem o financiamento da fintech aos consumidores finais. A Solfácil tem mais de 5 mil parceiros em mais de mil municípios. O financiamento é uma ferramenta de venda para essas empresas, já que investimento inicial é o grande gargalo, diz Carrara. É uma relação similar entre empresas de crédito automotivo e concessionárias, por exemplo.

A Solfácil atende consumidores na pessoa física e pessoas jurídicas de pequeno porte. Esses mercados representam respectivamente 40%, 45% e 35% dos projetos de energia solar no Brasil, segundo coletados pelo fundador da fintech na Aneel.

No segundo semestre, a Solfácil passará a atender também produtores rurais, que representam 15% dos projetos de energia solar. Dessa forma, a fintech pretende endereçar entre 90% e 95% do mercado. O restante está nas empresas de grande porte.

Segundo o fundador da fintech, o investimento em um painel fotovoltaico fica entre R$ 20 mil e R$ 30 mil para pessoa física, e entre R$ 75 mil e R$ 100 mil para pessoa jurídica de pequeno porte. Em um prazo de cinco a seis anos, o consumidor costuma pagar o painel, e a partir daí pode gerar a própria energia pelos painéis instalados no telhado ou no solo de sua residência. Sem os juros do financiamento, o prazo seria de quatro anos (considerando uma mensalidade similar à da fatura tradicional de energia elétrica).

A Solfácil tem mais de 10 mil clientes em sua carteira de crédito, que já ultrapassou R$ 300 milhões. O dinheiro para conceder o crédito é captado por meio de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs).

A monetização da fintech vem da taxa de administração cobrada para originação do crédito e alocação do capital, além do spread do financiamento dos painéis fotovoltaicos. Esses FIDCs têm oferta restrita e para investidores qualificados (Instrução CVM 476), mas a Solfácil busca lançar no futuro uma oferta pública (CVM 400).

Conta de luz mais cara e novo investimento

Apesar de notícias sobre o aumento na conta de luz terem tomado o país nos últimos meses, Carrara afirma que o encarecimento da energia elétrica vem de anos e tem raízes estruturais.

O custo da energia cresce historicamente acima dos índices de inflação. O Brasil tem uma matriz majoritariamente hídrica, mas esse modelo se esgotou pela falta de escalabilidade. O projeto mais recente foi o da hidrelétrica de Belo Monte, que teve uma série de problemas ambientais, diz o fundador da Solfácil.

Atualmente, o risco de racionamento fez o Brasil se ancorar em termelétricas, poluentes e com energia mais cara que a das hidrelétricas. Já a energia solar é uma das mais baratas e depende apenas de incidência solar. É uma solução ideal para momentos de racionamento, porque são as pessoas colocando o próprio capital para construir infraestrutura de eletricidade.

Carrara acrescenta que a demanda pela energia solar cresceu diante do encarecimento da conta de luz. O mercado cresceu 160% por ano nos últimos cinco anos, segundo dados coletados pelo empreendedor na Aneel. O negócio cresceu dez vezes em 2020, e têm agora crescido 90% por trimestre. A fintech concede R$ 60 milhões em crédito mensalmente, com a entrada de 2 mil novos clientes por mês.

Além do investimento semente em 2018, a fintech captou R$ 21 milhões em agosto de 2020. O aporte série A foi liderado pela Valor Capital Group. Os atuais R$ 160 milhões correspondem a um aporte série B, liderado pelo QED Investors. O fundo de capital de risco investiu em startups como Creditas, Loft e QuintoAndar. A rodada teve ainda a participação do Banco Mundial e novamente da Valor Capital Group.

As captações feitas em troca de participação no negócio (equity) são voltadas para investimentos na própria fintech, e não nos recursos para financiamento. O aporte série B será usado primeiro para crescer e melhorar o financiamento. Depois, para criar soluções aos parceiros da Solfácil.

A Solfácil vai lançar financiamentos de curto prazo, para aqueles que querem comprar o painel fotovoltaico em três ou quatro parcelas. A fintech vai investir em marketing e comercial para ampliar o número de parceiros, chegando a 10 mil deles até o final de 2022. Os recursos também vão para tecnologia, com o objetivo de automatizar a concessão do financiamento e facilitar a integração com os sistemas dos parceiros. Por fim, pretende ir além da concessão de financiamento aos parceiros: oferecerá plataformas de conexão com fornecedores, relacionamento com o cliente e monitoramento dos painéis instalados.

Executar tais planos requer uma equipe maior. A Solfácil tem mais de 200 funcionários hoje e pretende chegar a 460 pessoas até o final de 2020. A Solfácil espera chegar a 100 mil clientes e R$ 1 bilhão financiados em 2021, outro crescimento de dez vezes sobre o ano anterior, como visto em 2020. Para 2022, o plano é conceder R$ 2,5 bilhões em crédito.

Percentualmente, o crescimento vai desacelerar aos poucos. É natural. Mas ainda temos muito potencial para crescimento, diz Carrara.

Fonte: InfoMoney

Marcas chinesas aumentam presença no âmbito global

As marcas chinesas aumentaram sua presença no âmbito global, de acordo com um relatório de pesquisa de mercado divulgado na última segunda-feira.

Uma alta recorde de 18 empresas chinesas entrou no ranking das 100 marcas globais mais valiosas da BrandZ 2021, face às 17 em 2020. A tabela das 10 melhores teve a Tencent na frente do Alibaba este ano, ocupando o quinto e sétimo lugar em valor de marca, respectivamente.

O valor da marca das empresas chinesas cresceu significativamente entre os competidores internacionais, com a TikTok disparando 158%, atrás apenas da Tesla.

A plataforma de comércio social Pinduoduo, uma novata que não estava na lista do ano passado, viu o valor de sua marca aumentar 131% em relação ao ano anterior.

Uma vantagem importante das marcas chinesas é a capacidade de reagir rapidamente às mudanças, incluindo a pandemia e as novas demandas dos consumidores, disse Doreen Wang, presidente global da Kantar BrandZ, em uma coletiva de imprensa.

As empresas chinesas respondem mais rápido do que as marcas locais em qualquer lugar do mundo, disse ela.

Isso leva as empresas chinesas a promover a inovação, o que mudou a percepção dos consumidores estrangeiros sobre as marcas chinesas nos últimos cinco anos, observou Wang.

A classificação BrandZ Top 100 é encomendada pelo provedor de serviços de comunicação global WPP e conduzida pela consultoria de pesquisa de valor de marca Kantar. Ela visa examinar dados de mercado oriundos de mais de 3,9 milhões de entrevistas com consumidores, cobrindo mais de 18.500 marcas em 51 mercados.

Fonte: Portuguese Xinhuanet

Crise na economia atinge PMEs que lideram pedidos de falência no país

Pequenas e médias empresas também lideram pedidos de recuperação judicial.

Fonte: Monitor Mercantil

Com o resquício da crise anterior, mais o agravamento causado pela pandemia, os pedidos de recuperação judicial e falências registraram forte crescimento no país em maio, quando comparado ao mês anterior, como mostra o levantamento realizado pelo Serasa Experian. No quinto mês de 2021, foram registrados 92 pedidos de recuperação judicial, o que significa uma elevação de 48,4%.

Sobre falências, abril registrou 65 pedidos, contra 103 realizados em maio, um salto de 58,5%. Os dados ajudam a entender um cenário de dificuldade para manter as contas em dia e mostra como o processo de insolvência tem impacto direto nas organizações, principalmente nas micro e pequenas empresas. Ainda de acordo com a pesquisa, dos 92 pedidos de recuperação judicial feitos em maio, 60 deles partiram de MPEs, 24 de empresas médias e oito de grandes corporações. No que diz respeito aos 103 requerimentos de falências, 70 deles foram realizados por micro e pequenas empresas, 21 por empresas grandes e 12 por médias empresas.

Segundo Douglas Duek, CEO da Quist Investimentos, empresa com 13 anos de atuação em recuperação judicial e reestruturação, isso acontece porque negócios menores não possuem reservas robustas. Com a inconstância na abertura e fechamento em decorrência da pandemia, fica ainda mais difícil retomar a rota do crescimento ou estabilizar. Além disso, fatores como dificuldade de acesso ao crédito e competitividade são cruciais para explicar a força da crise, nas MPEs, completa o especialista.

Ainda de acordo com a análise de Duek, o aumento nos pedidos de recuperação judicial também pode ser explicado pela ação das empresas que preferem buscar ajuda com intermediação do Poder Judiciário, além de aumentar as chances de conseguir quitar os débitos em prazos muito melhores e condições que caibam no bolso. No cenário das falências, a situação tem complicadores mais drásticos. Mesmo com o alongamento do prazo para pagamento das dívidas, sem geração de lucros e resultados, não será possível cumprir com o combinado. Por isso, o ideal para as pequenas e médias empresas é tentar identificar a saúde financeira e planejar os próximos passos o quanto antes.

Dividindo por setores, o Serasa revelou também que a maior parte dos pedidos de recuperação foi feito pelo setor de serviços, com 62 solicitações de recuperação judicial e 60 de falência. O ramo é seguido pelo comércio e indústria, respectivamente. Uma das causas desta ruptura nas finanças das MPEs é a alta taxa de desemprego, de 14,7% no primeiro trimestre de 2021, resultando em consumidores mais contidos, que optaram por conter os gastos.

Com todos os impasses e oportunidades, características intrínsecas a qualquer crise, Douglas aponta que ainda não é possível definir de maneira objetiva como será o futuro, mesmo com ferramentas como a recuperação judicial. No entanto, alerta para a importância de conhecer fielmente o fluxo financeiro da sua empresa, estar atento às tendências e se atualizar continuamente sobre o mercado.

Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2021/05/edicao-265/

Revista Cobertura:  https://www.revistacobertura.com.br/revistas/revista-cobertura/revista-cobertura-edicao-231/#2

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_166_

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2021/06/14/mercados-de-vida-e-previdencia-apresentam-crescimento/

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed35_2021.pdf

Caderno de Seguros: https://cnseg.org.br/publicacoes/revista-de-seguros-n-916.html

Revista Brasil Energia: https://editorabrasilenergia.com.br/wp-content/uploads/sites/1/flips/129726/Bia469v3/2/index.html

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CIST realizará webinar sobre investimentos na malha ferroviária e seus impactos na matriz logística

Depois de anos sem muitas novidades, o setor ferroviário parece estar voltando aos trilhos. Enquanto o país ainda aguarda a aprovação pelo Congresso de um novo regime de operação das ferrovias, algumas iniciativas começam a movimentar o mercado.

O governo de Minas Gerais, por exemplo, assinou recentemente um decreto para transferir à iniciativa privada a administração de 19 ferrovias do estado, o que deve atrair R$ 26,7 bilhões de investimento. Já a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), entre os estados de Mato Grosso e Goiás, está recebendo aporte de R$ 4 bilhões e se integrará à Ferrovia Norte-Sul.

Atento a essas e outras iniciativas, o Clube Internacional de Seguros de Transportes (CIST) irá promover na próxima quinta-feira (24.06), às 17h, um webinar gratuito sobre os investimentos na malha ferroviária e seus impactos na matriz logística brasileira.

O palestrante será Edeon Vaz Ferreira, diretor executivo do Movimento Pró Logística; enquanto os debatedores serão Anderson Abreu Santana dos Santos, gerente geral de Relacionamento Institucional e Governamental da VLI Logística; Sérgio Dias, diretor de Resseguros do CIST; Alfredo Chaia e Paulo Alves, presidente e vice-presidente do CIST, respectivamente.

A organização também aproveitará o evento online para promover mais uma ação social, desta vez para arrecadar doações para a campanha Lanche Solidário. A iniciativa visa alimentar milhares de crianças que, por não estarem na escola por conta da pandemia, não estão recebendo todas as refeições.

Para ajudar a resolver esse problema, entidades como o Cantinho da Tia Lourdes e a ONG Amar Mais recebem doações no valor de R$ 9 (nove reais) e entregam às crianças um kit composto por lanche, suco, fruta e um doce. Quem quiser doar, pode fazer um PIX até o final deste mês para o CNPJ do CIST: 15.504.776/0001-16

O encontro virtual, que tem como objetivo desenvolver a cultura de gestão de riscos e seguros no Brasil, além de capacitar trabalhadores desses segmentos, conta com apoio da 3S Tecnologia, Buonny Gerenciamento de Riscos; Grupo FOX; Guep Technology e Munich Re; além do apoio institucional da MasContainer.

Os interessados em participar pode fazer sua inscrição gratuita pelo link http://www.cist.org.br/workshop-old/